{"id":44,"date":"2002-07-01T00:00:00","date_gmt":"2002-07-01T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2015-05-22T15:42:58","modified_gmt":"2015-05-22T15:42:58","slug":"a-servir-os-migrantes-ha-4-decadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/a-servir-os-migrantes-ha-4-decadas\/","title":{"rendered":"A servir os migrantes h\u00e1 4 d\u00e9cadas"},"content":{"rendered":"<p>Perfil da Obra Cat\u00f3lica Portuguesa de Migra\u00e7\u00f5es<br \/>\nAo servi\u00e7o da maior Diocese de Portugal<br \/>\nMais um organismo da Igreja na senda do Vaticano II<br \/>\nComo \u00f3rg\u00e3o executivo da Comiss\u00e3o Episcopal de Migra\u00e7\u00f5es e Turismo, animada pelo Evangelho, norteia-se pela Doutrina Social da Igreja e segue as Orienta\u00e7\u00f5es do Magist\u00e9rio para a Mobilidade Humana.<br \/>\nA ent\u00e3o designada &#8220;Obra Cat\u00f3lica das Emigra\u00e7\u00f5es&#8221; \u00e9 criada em 1 de Julho de 1962, pelo Patriarcado de Lisboa e integrava a Uni\u00e3o da Caridade Portuguesa. Mais tarde, em 1978, torna-se, por indica\u00e7\u00e3o da Santa S\u00e9, um organismo dependente da Comiss\u00e3o Episcopal de Migra\u00e7\u00f5es e Turismo. \u00c9 uma das quatro Obras que constituem a Comiss\u00e3o.<br \/>\nSob o \u00edmpeto mission\u00e1rio do Conc\u00edlio Vaticano II procura responder, em nome da Igreja, ao desafio do \u00eaxodo dos portugueses, iniciado de forma &#8220;dram\u00e1tica&#8221; na d\u00e9cada de 60 e a crescente chegada de estrangeiros ao nosso pa\u00eds, a partir do final da d\u00e9cada de setenta.<br \/>\nHoje, a Direc\u00e7\u00e3o Nacional \u00e9 constitu\u00edda por uma modesta equipa de 3 permanentes e 2 colaboradores (1 sacerdote e quatro leigos) que procuram, com meios insuficientes, responder \u00e0s v\u00e1rias val\u00eancias dos departamentos: Secretaria e Atendimento; Sensibiliza\u00e7\u00e3o e Forma\u00e7\u00e3o de agentes; Apoio \u00e0 Evangeliza\u00e7\u00e3o; Apoio Jur\u00eddico e Social; Centro de Documenta\u00e7\u00e3o Migrat\u00f3ria e Arquivo. Foram seus directores nacionais, dedicando-se a esta causa de corpo e alma, dentro e fora do pa\u00eds, com as suas respectivas equipas, os sacerdotes: Ant\u00f3nio dos Reis Rodrigues, Aur\u00e9lio Granada Escudeiro, Martinho Pereira dos Santos e Jos\u00e9 Maria das Neves (estes dois j\u00e1 falecidos) e Manuel Bernardo Nobre Soares.<br \/>\nUma miss\u00e3o al\u00e9m fronteiras<br \/>\nTem a miss\u00e3o de estudar, coordenar e executar ac\u00e7\u00f5es da Igreja, com e para migrantes, no \u00e2mbito da Evangeliza\u00e7\u00e3o nas \u00e1reas da: emigra\u00e7\u00e3o permanente ou sazonal; regresso; imigra\u00e7\u00e3o e refugiados; migra\u00e7\u00f5es internas e minorias culturais; e, na preven\u00e7\u00e3o da xenofobia, discrimina\u00e7\u00e3o e racismo. Informa e documenta os Bispos sobre as solicita\u00e7\u00f5es sociais, desafios pastorais da mobilidade humana e a respectiva evolu\u00e7\u00e3o legislativa e pol\u00edtica. Acompanha, cada vez com maior dificuldade desde h\u00e1 dez anos, as comunidades de emigrantes portugueses atrav\u00e9s do di\u00e1logo bilateral com as Igrejas de destino e envio de mission\u00e1rios para as Miss\u00f5es Cat\u00f3licas de L\u00edngua Portuguesa.<br \/>\nEm permanente di\u00e1logo com a sociedade civil<br \/>\nDesenvolve a ac\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o em conjunto com organiza\u00e7\u00f5es da Igreja e outras da sociedade civil e do Governo, vocacionadas sobretudo, para o servi\u00e7o das migra\u00e7\u00f5es. Um exemplo disso \u00e9 a recente Carta das Organiza\u00e7\u00f5es sobre a Imigra\u00e7\u00e3o e refugiados para a Cimeira de Sevilha. Tamb\u00e9m se interessa e coordena as ac\u00e7\u00f5es em favor do povo cigano, dos mar\u00edtimos, dos refugiados, dos estudantes estrangeiros, das dom\u00e9sticas, do mundo do trabalho, do turismo e peregrina\u00e7\u00f5es.<br \/>\nPor isso, privilegia o di\u00e1logo com organismos do Poder central e aut\u00e1rquico relativamente ao debate p\u00fablico sobre a Emigra\u00e7\u00e3o e Imigra\u00e7\u00e3o, especialmente, na defini\u00e7\u00e3o de medidas legais e sociais, na regulariza\u00e7\u00e3o dos indocumentados, na defesa dos refugiados e aprofundamento das leis inerentes ao asilo e defesa da identidade cultural.<br \/>\nPrecisa de maior colabora\u00e7\u00e3o das Dioceses<br \/>\nPor falta de disponibilidade e sentido mission\u00e1rio da parte das dioceses, t\u00eam aumentado as Miss\u00f5es sem padre e outras correm o risco de encerrar, como j\u00e1 vem acontecendo desde h\u00e1 alguns anos. Neste momento, precisamos de uma d\u00fazia de mission\u00e1rios para 7 pa\u00edses.<br \/>\nAs Comunidades portuguesas exigem, no seu pleno direito de baptizados, o envio de mission\u00e1rios e maior aten\u00e7\u00e3o pastoral por parte de Portugal. Sentem-se &#8220;abandonadas&#8221; comunidades com dezenas de milhar de portugueses e com estruturas pastorais financiadas pela solidariedade lusa. A OCPM recebe todas as semanas cartas e telefonemas nesse sentido.<br \/>\nA OCPM, com a d\u00e9cada de noventa intensificou a ac\u00e7\u00e3o com os imigrantes no pa\u00eds. Atrav\u00e9s da sensibiliza\u00e7\u00e3o, forma\u00e7\u00e3o e celebra\u00e7\u00f5es tem procurado teimosamente suscitar nas Dioceses, congrega\u00e7\u00f5es e movimentos eclesiais, os meios humanos e as estruturas id\u00f3neas de acolhimento, de modo a que as Comunidades estrangeiras, em Portugal, tenham tamb\u00e9m elas, os seus capel\u00e3es e formem os seus l\u00edderes leigos, tenham espa\u00e7os e hor\u00e1rios dignos e, integrando-se religiosamente, possam encontrar acolhimento fraterno, apoio social, jur\u00eddico e espiritual e ajudar-nos na catolicidade.<br \/>\nDiante do hodierno crescimento dos movimentos migrat\u00f3rios na Europa e no mundo, esta Obra \u00e9 chamada a intensificar a sua actividade dentro e fora do pa\u00eds. Temos muitos projectos. Oxal\u00e1 a Igreja, em Portugal, saiba ler os sinais dos tempos, comprometer-se com os pobres da mobilidade e assumir o des\u00edgnio de Deus que as migra\u00e7\u00f5es encerram para o bem da paz, do ecumenismo e da universalidade.<br \/>\nEquipa da OCPM<br \/>\nPe. Rui Manuel Pedro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Anivers\u00e1rio da OCPM<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-44","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-quem-somos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1615,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44\/revisions\/1615"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}