{"id":447,"date":"2007-01-02T10:46:15","date_gmt":"2007-01-02T10:46:15","guid":{"rendered":""},"modified":"2015-03-15T17:32:40","modified_gmt":"2015-03-15T17:32:40","slug":"pontes-23-outubro-novembro-dezembro-2006","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/pontes-23-outubro-novembro-dezembro-2006\/","title":{"rendered":"Pontes 23 &#8211; Outubro \/ Novembro \/ Dezembro 2006"},"content":{"rendered":"<p>Boletim Informativo da OCPM<br \/>\nOutubro\/Novembro\/Dezembro<br \/>\nAno 7 n.\u00ba 23<br \/>\n&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;<br \/>\nAPROXIMAR MARGENS<br \/>\nIgreja Cat\u00f3lica assinala Dia Mundial do Migrante e Refugiado<br \/>\n14 de Janeiro de 2007<br \/>\nEm todas as actividades de \u00e2mbito nacional a desenvolver nas dioceses do pa\u00eds e nas Comunidades Cat\u00f3licas Portuguesas da di\u00e1spora, seja de sensibiliza\u00e7\u00e3o da sociedade, seja de forma\u00e7\u00e3o dos agentes pastorais, a OCPM vai procurar guiar a sua ac\u00e7\u00e3o pela defesa dos valores da fam\u00edlia dos migrantes e refugiados.<br \/>\nApela-se \u00e0s par\u00f3quias que nesse Domingo se unam \u00e0 Igreja universal atrav\u00e9s da ora\u00e7\u00e3o e de uma palavra firme em defesa dos valores familiares de todos aqueles que vivem a mobilidade.<br \/>\nO 93\u00ba Dia Mundial do Migrante e Refugiado ser\u00e1 celebrado em F\u00e1tima, com uma ac\u00e7\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o aberta a todas as Dioceses, Capelanias e Movimentos da Igreja e ter\u00e1 como tema \u201cSer Fam\u00edlia em Terra estrangeira\u201d. Presidir\u00e1 ao Encontro Nacional o presidente da Comiss\u00e3o Episcopal da Mobilidade Humana, D. Ant\u00f3nio Vitalino.<br \/>\nEm defesa da fam\u00edlia, contra a explora\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia<br \/>\n\u201cO tema do pr\u00f3ximo Dia Mundial do Migrante e do Refugiado \u2013 A fam\u00edlia migrante \u2013 coloca-se em continuidade com os de 1980, 1986 e 1993, e pretende real\u00e7ar ulteriormente o compromisso da Igreja a favor n\u00e3o s\u00f3 do indiv\u00edduo migrante, mas tamb\u00e9m da sua fam\u00edlia: lugar e recurso da cultura da vida e factor de integra\u00e7\u00e3o de valores.<br \/>\nSe n\u00e3o se garante \u00e0 fam\u00edlia emigrada uma real possibilidade de inser\u00e7\u00e3o e de participa\u00e7\u00e3o, \u00e9 dif\u00edcil prever o seu desenvolvimento harmonioso. A Conven\u00e7\u00e3o Internacional para a Protec\u00e7\u00e3o dos Direitos de todos os Trabalhadores Migrantes e dos Membros das suas Fam\u00edlias, que entrou em vigor a 1 de Julho de 2003, pretende tutelar os trabalhadores migrantes, homens e mulheres, e os membros das respectivas fam\u00edlias.<br \/>\n\u00c9 reconhecido o valor da fam\u00edlia no que diz respeito \u00e0 migra\u00e7\u00e3o, fen\u00f3meno que j\u00e1 se tornou estrutural das nossas sociedades. A Igreja encoraja a ratifica\u00e7\u00e3o dos instrumentos internacionais legais destinados a defender os direitos dos migrantes, dos refugiados e das suas fam\u00edlias, e oferece, em v\u00e1rias das suas Institui\u00e7\u00f5es e Associa\u00e7\u00f5es, aquela advocacy que se torna cada vez mais necess\u00e1ria.<br \/>\nEm tema de integra\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias dos migrantes, sinto o dever de chamar a aten\u00e7\u00e3o para as fam\u00edlias dos refugiados, cujas condi\u00e7\u00f5es parecem piorar em rela\u00e7\u00e3o ao passado, tamb\u00e9m no que se refere precisamente \u00e0 reunifica\u00e7\u00e3o dos n\u00facleos familiares. Nos \u201ccampos\u201d que lhes s\u00e3o destinados, \u00e0s dificuldades de alojamento e das pessoas, relacionadas com os traumas e com o stress emocional devido \u00e0s tr\u00e1gicas experi\u00eancias vividas, por vezes junta-se at\u00e9 o risco do envolvimento de mulheres e crian\u00e7as na explora\u00e7\u00e3o sexual, como mecanismo de sobreviv\u00eancia. Nestes casos \u00e9 necess\u00e1ria uma atenta presen\u00e7a pastoral que, al\u00e9m da assist\u00eancia capaz de aliviar as feridas do cora\u00e7\u00e3o, ofere\u00e7a um apoio por parte da comunidade crist\u00e3 capaz de restaurar a cultura do respeito e de fazer redescobrir o verdadeiro valor do amor.<br \/>\nDos refugiados deve-se pretender que cultivem uma atitude aberta e positiva em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sociedade que os acolhe, mantendo uma disponibilidade activa \u00e0s propostas de participa\u00e7\u00e3o para construir juntos uma comunidade integrada, que seja \u00abcasa comum\u00bb de todos\u201d. (da Mensagem de Bento XVI para o Dia do Migrante e do Refugiado &#8211; Roma, 18.Out.2006).<br \/>\nVotos de Feliz Natal e Pr\u00f3spero Ano Novo<br \/>\nA Comiss\u00e3o Episcopal de Mobilidade Humana, na pessoa do seu presidente, D. Ant\u00f3nio Vitalino, deseja a todos os que est\u00e3o implicados na Evangeliza\u00e7\u00e3o das Comunidades da Mobilidade, UM SANTO E FELIZ NATAL EM CRISTO, LUZ DO MUNDO E PAZ DOS POVOS!<br \/>\nO nosso voto: que os esfor\u00e7os empreendidos por todos em defesa dos direitos e deveres humanos dos migrantes, refugiados, mar\u00edtimos, ciganos e peregrinos, sejam renovados nesta Festa de Esperan\u00e7a, transformando-se em Vida Liberta para a Gl\u00f3ria a Deus e Paz entre os Homens.<br \/>\nRenovados votos de um Ano de 2007, fecundo em boas pr\u00e1ticas de acolhimento, colabora\u00e7\u00e3o, participa\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o!<br \/>\n&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;<br \/>\nUM OLHAR SOBRE O MUNDO<br \/>\nTURISMO: UMA REALIDADE TRANSVERSAL<br \/>\nO secret\u00e1rio da CEMH, Pe. Rui Pedro, participou no Encontro dos directores nacionais da Pastoral do Turismo e Peregrina\u00e7\u00f5es da Europa: \u201cTurismo, realidade transversal: aspectos pastorais\u201d.<br \/>\nPretendia-se avaliar os passos pr\u00e1ticos dados por cada Igreja na aplica\u00e7\u00e3o das Recomenda\u00e7\u00f5es do VI Congresso Mundial da Pastoral do Turismo de 2004.<br \/>\nO Encontro contou com delegados de 16 na\u00e7\u00f5es e realizou-se em Roma, nos dias 6 e 7 de Novembro de 2006, sob a presid\u00eancia de Sua Emin\u00eancia, Cardeal D. Renato Martino.<br \/>\nAspectos sobre o fen\u00f3meno<br \/>\nAt\u00e9 ao final do ano 2006 estima-se uma mobilidade, em todos os Continentes, por motivos de turismo na ordem dos 800 milh\u00f5es de pessoas.<br \/>\nNo mundo estimam-se 130 milh\u00f5es de turistas por raz\u00f5es de turismo religioso alimentado pelas Grandes Religi\u00f5es que favorecem a peregrina\u00e7\u00e3o a lugares \u201csantos\u201d, como pr\u00e1tica religiosa.<br \/>\nO turismo, como sector econ\u00f3mico, garante o trabalho a cerca de 200 milh\u00f5es de assalariados no mundo.<br \/>\n\u00c9 um sector em r\u00e1pida transforma\u00e7\u00e3o e cont\u00ednua evolu\u00e7\u00e3o. O turismo \u00e9, por isso, o fen\u00f3meno mais intenso e em maior mudan\u00e7a da mobilidade humana. Surgem novas formas de Turismo, novos destinos, novas modalidades, e novas oportunidades (ex. viagens low-cost). Este ano, a Europa j\u00e1 foi visitada por 30 milh\u00f5es de turistas chineses.<br \/>\nT\u00f3picos pastorais a n\u00edvel geral<br \/>\n&#8211; O an\u00fancio de Jesus Cristo, a dignidade da pessoa humana e a centralidade do meio ambiente devem estar no centro de toda e qualquer actividade da Pastoral do Turismo e Peregrina\u00e7\u00f5es, exigindo aos operadores pastorais criatividade humana e fantasia de caridade.<br \/>\n&#8211; Em algumas Igrejas locais subsiste uma vis\u00e3o redutora que identifica o turismo apenas com lobby das ag\u00eancias, business de alguns, e uma mobilidade de ricos, deixando outras dimens\u00f5es de interven\u00e7\u00e3o pastoral e social na penumbra. Esta vis\u00e3o impede o desenvolver desta pastoral a n\u00edvel da forma\u00e7\u00e3o de agentes, coordena\u00e7\u00e3o nacional e troca de boas pr\u00e1ticas.<br \/>\n&#8211; Diante de uma sociedade sempre mais analfabeta religiosamente, secularizada a n\u00edvel das simbologias e consumista \u201csem medida\u201d, o Turismo e as Peregrina\u00e7\u00f5es possibilitam oportunas catequeses ocasionais, a mem\u00f3ria das ra\u00edzes crist\u00e3s, e a proposta de transcend\u00eancia aos muitos buscadores de sentido em \u201cviagem\u201d pelo mundo, nesta \u201cnova primavera\u201d de peregrina\u00e7\u00f5es a que hoje o mundo assiste.<br \/>\n&#8211; A Igreja \u00e9 convidada a \u201caproximar-se\u201d dos operadores tur\u00edsticos \u2013 empres\u00e1rios e trabalhadores -, assim como \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es da Sociedade Civil que actuam neste sector econ\u00f3mico, para afirmar a centralidade da pessoa, da cultura, do meio ambiente, da solidariedade e dar o seu contributo espec\u00edfico a n\u00edvel espiritual, religioso e cultural.<br \/>\n&#8211; O turismo lan\u00e7a in\u00fameros desafios ao sedentarismo de algumas comunidades crist\u00e3s convidando-as a auto-compreenderem-se sempre mais como \u201clugares privilegiados de passagem\u201d e a dotar as suas estruturas, celebra\u00e7\u00f5es e patrim\u00f3nio de outros meios evangelizadores.<br \/>\nT\u00f3picos em rela\u00e7\u00e3o a Portugal<br \/>\n&#8211; Deu-se a conhecer o resultado do Inqu\u00e9rito Nacional \u00e0s dioceses realizado em 2004 e as Conclus\u00f5es do Congresso da Pastoral do Turismo, organizado pela diocese de Angra para assinalar o Dia Mundial do Turismo de 2005.<br \/>\n&#8211; O Departamento da Pastoral continua em fase de reestrutura\u00e7\u00e3o, desde h\u00e1 alguns anos. Carece de um n\u00facleo de agentes pastorais que, convocados e acompanhados por um director nacional, possam conhecer melhor e reflectir mais o fen\u00f3meno de forma a actuar, \u00e0 luz do Evangelho, as orienta\u00e7\u00f5es da Igreja para este \u00e2mbito pastoral da mobilidade humana.<br \/>\n&#8211; Registou-se com agrado v\u00e1rias iniciativas e estruturas criadas, algumas em alian\u00e7a com empresas e \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos ou da sociedade civil, outras em \u00e2mbito mesmo transfronteiri\u00e7o, com vista a valorizar o turismo a n\u00edvel da evangeliza\u00e7\u00e3o, mas que continuam a carecer ser mais conhecidas, divulgadas, apoiadas e coordenadas a n\u00edvel da Igreja em Portugal.<br \/>\n&#8211; H\u00e1 dioceses com \u201ctradi\u00e7\u00e3o pastoral\u201d na \u00e1rea do turismo, mas importa facilitar a troca de experi\u00eancias entre elas para que as potencialidades que o nosso Turismo encerra, possam ser patrim\u00f3nio de toda a Igreja.<br \/>\n&#8211; Sugeriu-se \u00e0 Comiss\u00e3o Episcopal da Mobilidade Humana, na sequ\u00eancia do pedido formulado j\u00e1 em Angra, a realiza\u00e7\u00e3o de umas Jornadas Nacionais da Pastoral do Turismo em 2007 para ouvir as dioceses com vista \u00e0 reorganiza\u00e7\u00e3o do sector, tornando-o mais eficiente e \u201cevangelizador\u201d no acompanhamento das pessoas, organiza\u00e7\u00f5es e estruturas envolvidas no mundo do Turismo.<br \/>\n&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;<br \/>\nCOMISS\u00c3O DA MOBILIDADE HUMANA<br \/>\nCOMUNIDADE MIGRANTE<br \/>\nOusar aproximar, sensibilizar e participar<br \/>\nNa sua \u00faltima reuni\u00e3o de 14 de Novembro, a Comiss\u00e3o Episcopal apresentou as prioridades do seu Plano de Ac\u00e7\u00e3o para o ano pastoral de 2006\/07. Pretende-se assim:<br \/>\na) continuar, a n\u00edvel da Emigra\u00e7\u00e3o, a acompanhar responsavelmente as Comunidades Cat\u00f3licas Portuguesas em dificuldade quanto a recursos humanos e espaciais, devido \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o da pastoral e econ\u00f3mica das igrejas locais para as comunidades lingu\u00edsticas, sobretudo, na Europa, que aponta para uma &#8211; em alguns pa\u00edses for\u00e7ada &#8211; integra\u00e7\u00e3o eclesial;<br \/>\nb) refor\u00e7ar, a n\u00edvel da Imigra\u00e7\u00e3o, uma ac\u00e7\u00e3o mais pr\u00f3xima e frequente de sensibiliza\u00e7\u00e3o das comunidades crist\u00e3s para o acolhimento e uma pedagogia dos direitos e deveres, junto dos imigrantes e suas fam\u00edlias;<br \/>\nc) motivar e intensificar a ac\u00e7\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es crist\u00e3s &#8211; \u00e0 luz dos valores do Evangelho e da doutrina social da Igreja &#8211; numa perspectiva de lobby e advogacy participando activamente em plataformas c\u00edvicas e plurais que interv\u00eam na imigra\u00e7\u00e3o e asilo em Portugal.<br \/>\nd) Impelidos pela reestrutura\u00e7\u00e3o interna da CEP, concluir o processo de actualiza\u00e7\u00e3o da miss\u00e3o do Secretariado Nacional da Pastoral da Mobilidade Humana, atrav\u00e9s das altera\u00e7\u00f5es aos Estatutos e Regulamento, com vista a uma melhor articula\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o com as Dioceses e Obras que a integram para um melhor servi\u00e7o pastoral \u00e0s dioceses.<br \/>\nApostar mais na evangeliza\u00e7\u00e3o<br \/>\nAs quatro Obras Nacionais que integram a Comiss\u00e3o Episcopal reuniram-se em F\u00e1tima no dia 15 de Novembro. Para o bi\u00e9nio 2006-2008 pretendem orientar a  sua ac\u00e7\u00e3o pelas seguintes prioridades:<br \/>\na) uma aposta mais criativa e ousada numa evangeliza\u00e7\u00e3o situada das comunidades da mobilidade e consequente orienta\u00e7\u00e3o da ac\u00e7\u00e3o s\u00f3cio-caritativa para as organiza\u00e7\u00f5es da igreja mais vocacionadas para esta dimens\u00e3o.<br \/>\nb) como continua a ser muito sentida a necessidade de encontrar itiner\u00e1rios catequ\u00e9ticos e desenvolver liturgias inculturadas para jovens e adultos que tenham em conta a situa\u00e7\u00e3o particular das categorias da mobilidade, a Comiss\u00e3o prop\u00f5e-se estabelecer os contactos \u00fateis com as estruturas competentes, com vista a colmatar esta car\u00eancia formativa sentida pelos agentes pastorais.<br \/>\nc) advertindo uma grande e imprescind\u00edvel oportunidade que s\u00e3o os secretariados diocesanos para a forma\u00e7\u00e3o, coordena\u00e7\u00e3o e evangeliza\u00e7\u00e3o, apelar \u00e0s dioceses onde ainda n\u00e3o haja uma equipa de colaboradores, para que a criem para fazer face \u00e0 deser\u00e7\u00e3o de cat\u00f3licos para as seitas e religi\u00f5es alternativas e seja valorizada a religiosidade popular dos itinerantes como caminho de evangeliza\u00e7\u00e3o, espiritualidade e identidade.<br \/>\nComiss\u00e3o integra Plataforma<br \/>\nSob o convite da Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian, a Comiss\u00e3o Episcopal da Mobilidade Humana, integra a partir de 21 de Novembro, a Plataforma sobre Pol\u00edticas de Acolhimento e Integra\u00e7\u00e3o de Imigrantes. Catorze organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil e 13 autarquias assinaram um compromisso de boas pr\u00e1ticas para a integra\u00e7\u00e3o, \u00e0 luz dos Princ\u00edpios B\u00e1sicos sobre a integra\u00e7\u00e3o de imigrantes da Uni\u00e3o Europeia.<br \/>\nA Plataforma prop\u00f5e-se dinamizar ac\u00e7\u00f5es que contribuam para a aprendizagem da l\u00edngua portuguesa, para a preven\u00e7\u00e3o da discrimina\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho, para incentivar o emprego das mulheres imigrantes, para apoiar a forma\u00e7\u00e3o de pequenas empresas e de organiza\u00e7\u00f5es empresariais que empreguem muitos imigrantes, entre outras medidas, que constam no documento.<br \/>\nO documento defende tamb\u00e9m que se deve melhorar o acesso dos jovens imigrantes a todos os n\u00edveis de ensino, bem como atender aos seus problemas espec\u00edficos no quadro das medidas de preven\u00e7\u00e3o do insucesso escolar e do abandono precoce da escola.<br \/>\nPromovida pela Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian, e tendo como Observador o ACIME, a Plataforma foi assinada pela Funda\u00e7\u00e3o Aga-Khan, a Funda\u00e7\u00e3o Luso-Americana, a Funda\u00e7\u00e3o Luso-Brasileira, a Funda\u00e7\u00e3o Oriente, a Funda\u00e7\u00e3o Portugal \u00c1frica, Associa\u00e7\u00e3o Empresarial de Portugal, Associa\u00e7\u00e3o Industrial Portuguesa e a Confedera\u00e7\u00e3o dos Agricultores de Portugal. A Comiss\u00e3o Episcopal para a Mobilidade Humana, a Confedera\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os de Portugal, a Confedera\u00e7\u00e3o Geral dos Trabalhadores Portugueses, a Confedera\u00e7\u00e3o da Ind\u00fastria Portuguesa, a Confedera\u00e7\u00e3o do Turismo Portugu\u00eas e a UGT foram outros signat\u00e1rios.<br \/>\nPelas autarquias, assinaram o documento as C\u00e2maras Municipais de Almada, Amadora, Faro, Lisboa, Loures, Moita, Oeiras, Porto, Santa Maria da Feira, Seixal, Sintra, Vila do Conde e Vila Franca de Xira.<br \/>\nCOMUNIDADE CIGANA<br \/>\nContra a Discrimina\u00e7\u00e3o<br \/>\nO 33\u00ba Encontro Nacional decorreu em F\u00e1tima de 17 a 19 de Novembro de 2006, sob a presid\u00eancia de D. Ant\u00f3nio Vitalino Dantas, Presidente da Comiss\u00e3o Episcopal da Mobilidade Humana.<br \/>\nParticiparam cerca de 100 pessoas, entre delegados das dioceses e ciganos. As conclus\u00f5es concentraram-se em tr\u00eas direc\u00e7\u00f5es:<br \/>\n1. Evangeliza\u00e7\u00e3o. Foram manifestadas: (i) a conveni\u00eancia de estudar o enriquecimento da liturgia com o contributo da cultura cigana; (ii) a necessidade de se criar um grupo de trabalho que analise a problem\u00e1tica do ecumenismo no contexto da religiosidade dos ciganos.<br \/>\n2. \u201cOrienta\u00e7\u00f5es para uma Pastoral dos Ciganos\u201d. Foi analisado este Documento emanado do Conselho Pontif\u00edcio da Pastoral para os Migrantes e Itinerantes. Foi proposta a realiza\u00e7\u00e3o de umas Jornadas nacionais sobre o Documento, a realizar em 2007.<br \/>\n3. Situa\u00e7\u00e3o social das popula\u00e7\u00f5es ciganas. Foram referidas:<br \/>\na) Discrimina\u00e7\u00e3o: a continua\u00e7\u00e3o da exclus\u00e3o e discrimina\u00e7\u00e3o contra os ciganos no aluguer de casa, em certas escolas, em opini\u00f5es populares e m\u00faltiplas outras circunst\u00e2ncias, particularmente por parte das Autarquias que pro\u00edbem a perman\u00eancia de fam\u00edlias ciganas por um per\u00edodo superior a alguns dias;<br \/>\nb) Com\u00e9rcio ambulante: Considerou-se a situa\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio ambulante cada vez mais degradada devido \u00e0 conjuntura econ\u00f3mico-financeira em Portugal, \u00e0 concorr\u00eancia do com\u00e9rcio chin\u00eas, \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o obsoleta e injusta sobre a mat\u00e9ria e \u00e0s pr\u00e1ticas das Autarquias, cada vez mais marginalizantes desta leg\u00edtima actividade econ\u00f3mica que continua a ser o principal meio de subsist\u00eancia das popula\u00e7\u00f5es ciganas;<br \/>\nc) Injusti\u00e7a hist\u00f3rica contra os ciganos: a ciganofobia praticada em Portugal h\u00e1 s\u00e9culos carece de uma actua\u00e7\u00e3o urgente e substancial atrav\u00e9s de uma discrimina\u00e7\u00e3o positiva e\/ou de uma repara\u00e7\u00e3o financeira adequada em favor das actuais popula\u00e7\u00f5es ciganas.<br \/>\nCOMUNIDADE MAR\u00cdTIMA<br \/>\nO grupo de Capel\u00e3es e leigos animadores do Apostolado do Mar reuniu-se em F\u00e1tima no dia 6 de Novembro. Numa perspectiva de evangeliza\u00e7\u00e3o incarnada na realidade piscat\u00f3ria prop\u00f4s-se que cada par\u00f3quia da beira-mar, ao longo de um inteiro ano, escolha um s\u00edmbolo que fale da realidade mar\u00edtima e inspire um caminho catequ\u00e9tico a n\u00edvel nacional.<br \/>\nForam decidas as seguintes datas para 2007:<br \/>\n&#8211; de 9 a 11 de Fevereiro, em F\u00e1tima, ser\u00e1 o Retiro das Gentes do Mar \u2013 \u201c\u00c1 Tua Palavra, Senhor, lan\u00e7arei as redes\u201d.<br \/>\n&#8211; Domingo, 20 de Maio: em Sesimbra, o Encontro de Praias, com o qual se pretende assinalar o Dia Nacional do Apostolado do Mar.<br \/>\nTR\u00c1FICO HUMANO,<br \/>\nLan\u00e7ado Plano Nacional<br \/>\nA Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa chamou-lhe recentemente &#8220;um crime pior que a escravatura&#8221;. Mas \u00e9 de escravatura, precisamente, que vive o tr\u00e1fico de pessoas, for\u00e7adas a trabalhar muitas vezes at\u00e9 \u00e0 morte, como acontece com as v\u00edtimas das redes de prostitui\u00e7\u00e3o. A ONU estima que entre sete e 10 mil milh\u00f5es de euros se fazem assim, \u00e0 custa de vidas perdidas.<br \/>\nA OCPM e a Rede Hispano-Lusa de apoio a Mulheres Traficadas, animada pelas Irm\u00e3s Adoradoras, entre outras, participaram no Semin\u00e1rio Internacional \u201cTr\u00e1fico Humano e Explora\u00e7\u00e3o Sexual\u201d, que aconteceu em Alfragide, nos dias 20 e 21 de Novembro. A organiza\u00e7\u00e3o esteve a cargo de v\u00e1rias entidades, entre as quais a OIM, MAI, CIDM e Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>Foi tamb\u00e9m anunciada o estabelecimento, em Portugal, de uma rede de abrigos e de uma equipa m\u00f3vel de apoio \u00e0s v\u00edtimas.<br \/>\nFoi anunciado o lan\u00e7amento do I Plano Nacional de Combate ao Tr\u00e1fico de Seres Humanos, por forma a dar uma resposta eficaz \u00e0s exig\u00eancias da UE no sentido de definir a n\u00edvel nacional estrat\u00e9gias de combate a este crime. Nesse sentido, dever\u00e1 ser criada uma rede de casas de acolhimento para pessoas traficadas e estabelecida uma equipa m\u00f3vel multidisciplinar, constitu\u00edda por um jurista, um psic\u00f3logo e um mediador, para intervir quando s\u00e3o descobertas pessoas traficadas. Um guia de registo de den\u00fancias, para uso das for\u00e7as de seguran\u00e7a, faz tamb\u00e9m parte das propostas apresentadas pelo projecto CAIM (Coopera\u00e7\u00e3o, Ac\u00e7\u00e3o, Investiga\u00e7\u00e3o e Mundivis\u00e3o), a entidade que organizou o semin\u00e1rio e que tem a incumb\u00eancia de estudar e enquadrar o fen\u00f3meno do tr\u00e1fico de pessoas em Portugal. Um fen\u00f3meno cujas dimens\u00f5es e caracter\u00edsticas no Pa\u00eds s\u00e3o muito pouco conhecidas, como o CAIM admite.<br \/>\nEM AGENDA:<br \/>\n\u00bb 29 e 30 \u2013 Novembro, 2006 \u2013 Lisboa &#8211; VII Congresso Internacional &#8220;Refugiados: novos desafios para o s\u00e9culo XXI&#8221;, promovido pelo Conselho Portugu\u00eas para os Refugiados (www.cpr.pt), em colabora\u00e7\u00e3o com o ACNUR.<br \/>\n\u00bb 16 \u2013 Dezembro, 2006 &#8211; Roma, It\u00e1lia \u2013 Ordena\u00e7\u00e3o diaconal de Carlos M. Dias Caetano, futuro mission\u00e1rio scalabriniano para a evangeliza\u00e7\u00e3o das comunidades migrantes.<br \/>\n\u00bb 18 \u2013 Dezembro, 2006 \u2013 VII Dia Internacional dos Migrantes (ONU). Campanha pela Ratifica\u00e7\u00e3o da Conven\u00e7\u00e3o para a Protec\u00e7\u00e3o dos Direitos dos Trabalhadores Migrantes e Membros de suas Fam\u00edlias.<br \/>\n\u00bb 20 a 22 \u2013 Mar\u00e7o, 2007 \u2013 Haia, Pa\u00edses Baixos &#8211; Encontro dos Coordenadores das Miss\u00f5es Cat\u00f3licas de L\u00edngua Portuguesa, sob a presid\u00eancia de D. Ant\u00f3nio Vitalino.<br \/>\n\u00bb 29 \u2013 Maio, 2007 &#8211; Jornada de Solidariedade das Miss\u00f5es com a Obra Cat\u00f3lica Portuguesa de Migra\u00e7\u00f5es.<br \/>\nAGRADECIMENTO<br \/>\nA Comiss\u00e3o Episcopal e as Obras Nacionais que a integram agradecem reconhecidamente a generosidade das comunidades crist\u00e3s, por ocasi\u00e3o do Ofert\u00f3rio Nacional para a Pastoral da Mobilidade Humana, habitualmente em Agosto. Em 2005 rendeu 108.042,96 Euros. Esta partilha das comunidades crist\u00e3s tem permitido desenvolver ac\u00e7\u00f5es de sensibiliza\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o junto das dioceses e movimentos, apostar na coordena\u00e7\u00e3o nacional atrav\u00e9s de uma equipa de pessoas a tempo inteiro, avan\u00e7ar com a publica\u00e7\u00e3o de materiais, animar ac\u00e7\u00f5es de solidariedade e manter liga\u00e7\u00f5es internacionais com as Comunidades Portuguesas e outras organiza\u00e7\u00f5es da Igreja e Sociedade Civil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Boletim Informativo da OCPM<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[5,9],"tags":[],"class_list":["post-447","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","category-pontes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/447","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=447"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/447\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1273,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/447\/revisions\/1273"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=447"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=447"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=447"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}