{"id":49,"date":"2002-06-01T00:00:00","date_gmt":"2002-06-01T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2015-05-22T15:53:54","modified_gmt":"2015-05-22T15:53:54","slug":"dia-de-portugal-de-camoes-e-das-comunidades-10-de-junho-de-2002","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/dia-de-portugal-de-camoes-e-das-comunidades-10-de-junho-de-2002\/","title":{"rendered":"Dia de Portugal, de Cam\u00f5es e das Comunidades &#8211; 10 de Junho de 2002"},"content":{"rendered":"<p>Dia das Comunidades Portuguesas<br \/>\nMensagem da Comiss\u00e3o Episcopal de Migra\u00e7\u00f5es e Turismo<br \/>\nEvocar as comunidades portuguesas, as suas pessoas e hist\u00f3rias, \u00e9 abeirarem-se Portugal e a Igreja, pela mem\u00f3ria e empenhamento, da hora da partida. \u00c0 busca do direito, para si e para os seus, o emigrante tomou-se andarilho de deveres, normalmente exercidos nas condi\u00e7\u00f5es mais duras. Os v\u00e1rios cap\u00edtulos da humilha\u00e7\u00e3o, cujo primeiro foi soletrado nas injusti\u00e7as da p\u00e1tria-m\u00e3e, n\u00e3o poder\u00e3o nunca ser esquecidos. Longe de apelos sentimentais, somos de opini\u00e3o que os emigrantes, vencedores tardios do que lhes era devido, s\u00e3o protagonistas duma narrativa que lembra o \u00eaxodo, o descentramento e a solid\u00e3o no tocante \u00e0s mais naturais ra\u00edzes.<br \/>\nA recorda\u00e7\u00e3o pela comunidade nacional, em 10 de Junho, de todas as portuguesas e portugueses espalhados pelo mundo, \u00e9 um avivar da responsabilidade de um povo no erguer de condi\u00e7\u00f5es justas, a cuja luz n\u00e3o haver\u00e1 mais raz\u00f5es para a labuta em terra estrangeira. Por outro lado, o conhecimento das comunidades migrantes portuguesas torna-nos muito mais sol\u00edcitos \u00e0 abertura e ao acolhimento aos pobres, que batem \u00e0 nossa porta, e que urge apoiar e integrar.<br \/>\nA imigra\u00e7\u00e3o \u00e9, agora, um caminho de retomo e um testar de comportamentos civilizados, numa hist\u00f3ria que se repete. Se melhor conhecessemos a vida real de quem continua emigrante, com certeza que ter\u00edamos uma outra lucidez e um outro cora\u00e7\u00e3o diante de marginais, gerados por sociedades de bem estar.<br \/>\nA inseguran\u00e7a e viol\u00eancia t\u00eam que ser buscadas na sua verdadeira origem. Buscar explica\u00e7\u00f5es infundamentadas \u00e9 desencadear press\u00f5es sociais, semear falsos problemas e adiar f\u00f3rmulas do aut\u00eantico desenvolvimento.<br \/>\nEm 10 de Junho de 2002 temos muito presente as calamidades e crises que t\u00eam atingido tantos dos nossos compatriotas na \u00c1frica do Sul, na Venezuela, na Argentina, no Brasil e em outras geografias.<br \/>\nN\u00e3o podemos fechar os olhos \u00e0 trag\u00e9dia de assassinatos em massa e ao injustificado do empobrecimento.<br \/>\nA exist\u00eancia ainda hoje &#8211; e talvez sobretudo hoje &#8211; de emigrantes sazonais, que se ocupam de trabalhos peri\u00f3dicos, em pa\u00edses pr\u00f3ximos de n\u00f3s, \u00e9 fen\u00f3meno que nos convida a decis\u00f5es urgentes nos motivos, consequ\u00eancias e acompanhamento de pessoas, tantas vezes labutando em condi\u00e7\u00f5es desumanas.<br \/>\nOcorrendo este ano as comemora\u00e7\u00f5es dos quarenta anos da Obra Cat\u00f3lica Portuguesa das Migra\u00e7\u00f5es, decidimos organizar, no pr\u00f3ximo m\u00eas de Outubro, na Su\u00ed\u00e7a, um Encontro de reflex\u00e3o, com a colabora\u00e7\u00e3o dos sacerdotes, religiosas e leigos que t\u00eam tornado poss\u00edveis a solidariedade e a esperan\u00e7a, criando e apoiando comunidades vivas ao servi\u00e7o da emigra\u00e7\u00e3o. As conclus\u00f5es desse trabalho ser\u00e3o dadas a conhecer \u00e0 opini\u00e3o p\u00fablica.<br \/>\nQue as ac\u00e7\u00f5es falem por n\u00f3s em 10 de Junho de 2002.<br \/>\nD. Janu\u00e1rio Torgal Mendes Ferreira<br \/>\nPresidente da Comiss\u00e3o Episcopal de Migra\u00e7\u00f5es e Turismo <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem da Comiss\u00e3o Episcopal de Migra\u00e7\u00f5es e Turismo<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-49","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1621,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49\/revisions\/1621"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}