{"id":535,"date":"2007-06-09T21:03:40","date_gmt":"2007-06-09T21:03:40","guid":{"rendered":""},"modified":"2015-03-15T17:31:44","modified_gmt":"2015-03-15T17:31:44","slug":"temos-estado-ao-vosso-lado-queremos-continuar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/temos-estado-ao-vosso-lado-queremos-continuar\/","title":{"rendered":"\u00abTemos estado ao vosso lado. Queremos continuar\u00bb"},"content":{"rendered":"<p><TABLE class=texto cellSpacing=0 cellPadding=0 width=560 align=center border=0><br \/>\n<FORM name=fMail action=noticia.asp method=post><br \/>\n<TBODY><br \/>\n<TR><br \/>\n<TD class=manchete height=19><\/TD><\/TR><br \/>\n<TR><br \/>\n<TD class=texto10 vAlign=center height=12><br \/>\n<P><STRONG class=texto><EM><FONT face=Georgia><FONT face=\"Times New Roman\">MENSAGEM<\/FONT><\/FONT><\/EM><\/STRONG><\/P><br \/>\n<P><STRONG class=texto><EM><FONT face=Georgia>para o Dia de Portugal, de Cam\u00f5es e das Comunidades Portuguesas&nbsp;<\/FONT><\/EM><\/STRONG><\/P><br \/>\n<P><STRONG class=texto><EM><FONT face=Georgia>da Comiss\u00e3o Episcopal da Mobilidade Humana<\/FONT><\/EM><\/STRONG><\/P><br \/>\n<P><STRONG><EM><FONT face=Georgia>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<\/FONT><\/EM><\/STRONG><\/P><\/TD><\/TR><br \/>\n<TR><br \/>\n<TD height=16><BR><SPAN class=texto14><SPAN class=\"ta3  style37\"><\/SPAN><FONT face=Georgia>1. No pr\u00f3ximo dia 10 de Junho &#8211; 427\u00b0 anivers\u00e1rio da morte do ilustre poeta Lu\u00eds Vaz de Cam\u00f5es \u2013 a na\u00e7\u00e3o ao seu mais alto n\u00edvel, na pessoa do Presidente da Republica e nas Comunidades Portuguesas dispersas pelo mundo, vai celebrar com solenidade o Dia Nacional. A Igreja deseja associar-se \u00e0 festa da gratid\u00e3o do Pa\u00eds para com as suas filhas e filhos, luso-descendentes e Comunidades a residir no estrangeiro: desde a Uni\u00e3o Europeia a outros espa\u00e7os geogr\u00e1ficos do mundo conhecido. <\/FONT><br \/>\n<P><FONT face=Georgia>A v\u00f3s, caros emigrantes, quero agradecer, em nome de todos os bispos portugueses, tudo o que tendes feito com tanta ousadia em prol das vossas fam\u00edlias, dos nossos compatriotas, do nosso pa\u00eds e do an\u00fancio do Evangelho de Cristo. Tantas vezes sem os devidos apoios a que tendes direito, \u00e0 luz da mais elementar cidadania. Bem hajam! <\/FONT><br \/>\n<P><FONT face=Georgia>2. Olhando para o compromisso mission\u00e1rio da Igreja ao longo de quase cinco d\u00e9cadas, a partir das suas estruturas em Portugal e nas Igrejas de acolhimento, \u00e9 actualmente un\u00e2nime reconhecer-lhe um papel imprescind\u00edvel em v\u00e1rias \u00e1reas das migra\u00e7\u00f5es: no apoio religioso e familiar, na cria\u00e7\u00e3o de estruturas sociais de solidariedade, na promo\u00e7\u00e3o da l\u00edngua e cultura portuguesas, na media\u00e7\u00e3o junto das estruturas consulares e governamentais, no est\u00edmulo e consolida\u00e7\u00e3o do associativismo e da imprensa (r\u00e1dio e jornais), entre outros. Temos estado ao vosso lado, fazendo-nos migrantes convosco, partilhando sucessos e insucessos, galgando fronteiras, exigindo dignidade e defesa dos direitos humanos. <\/FONT><br \/>\n<P><FONT face=Georgia>3. A evolu\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica e social de Portugal, dos pa\u00edses da Europa e do Mundo fazem do fen\u00f3meno migrat\u00f3rio portugu\u00eas uma realidade em grande muta\u00e7\u00e3o, ao n\u00edvel dos espa\u00e7os, lugares, fluxos e err\u00e2ncias. Esta muta\u00e7\u00e3o requer uma nova percep\u00e7\u00e3o do fen\u00f3meno, pois a aus\u00eancia de respostas org\u00e2nicas e adequadas tem feito persistir uma vis\u00e3o ainda muito administrativa das Comunidades Portuguesas e dos \u201cnovos emigrantes\u201d deste Mil\u00e9nio. e ainda marginal, porque considerado um dossier secund\u00e1rio relativamente \u00e0s grandes op\u00e7\u00f5es nacionais. O que fazer juntos, para que os emigrantes sejam considerados menos estrangeiros para o Pa\u00eds que os viu nascer e v\u00ea partir? <\/FONT><br \/>\n<P><FONT face=Georgia>Portugal, afectado pela era de globaliza\u00e7\u00e3o, encontra-se diante de uma \u201cevolu\u00e7\u00e3o\u201d da qual parece ter perdido o rumo, pelo modo como se concebem e vivem os valores: a vida, o trabalho, a fam\u00edlia, a justi\u00e7a, a educa\u00e7\u00e3o, s\u00f3 para citar alguns. A emigra\u00e7\u00e3o portuguesa tamb\u00e9m mudou. As pessoas que hoje emigram n\u00e3o o fazem pelas mesmas motiva\u00e7\u00f5es como h\u00e1 cinquenta anos e os \u201cprojectos de vida\u201d que levam no cora\u00e7\u00e3o encerram outras prioridades, em parte devido \u00e0 (des)educa\u00e7\u00e3o para os valores em voga no solo p\u00e1trio. A pr\u00f3pria Igreja &#8211; povo de Deus peregrino na hist\u00f3ria \u2013 encontra-se em fase de reflex\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o das suas estruturas \u00e0s novas exig\u00eancias dos emigrantes e suas fam\u00edlias e das Igrejas locais. Estas \u00faltimas est\u00e3o hoje muito mais atentas \u00e0 integra\u00e7\u00e3o, \u00e0 participa\u00e7\u00e3o e ao di\u00e1logo intercultural. Temos consci\u00eancia de que precisamos de trilhar novos caminhos de sensibiliza\u00e7\u00e3o, acompanhamento e di\u00e1logo entre as Igrejas, de coopera\u00e7\u00e3o eclesial, para uma efectiva participa\u00e7\u00e3o c\u00edvica e religiosa dos nossos emigrantes nos pa\u00edses de acolhimento. <\/FONT><br \/>\n<P><FONT face=Georgia><\/FONT><br \/>\n<P><FONT face=Georgia>4. No pr\u00f3ximo semestre o Pa\u00eds, segundo a rotatividade que decorre da nossa perten\u00e7a, vai assumir a Presid\u00eancia do Conselho da Uni\u00e3o Europeia. Sem d\u00favida, um grande momento de visibilidade nacional, di\u00e1logo internacional e influ\u00eancia sobre as Institui\u00e7\u00f5es da Uni\u00e3o, a 50 anos dos Tratados de Roma. Tudo parece indicar que a \u201cEstrat\u00e9gia de Lisboa\u201d (heran\u00e7a da \u201cnossa\u201d anterior presid\u00eancia da EU, em 2000) far\u00e1 brotar da rela\u00e7\u00e3o entre a Europa e \u00c1frica e da Imigra\u00e7\u00e3o o naipe de temas com que pretende \u201cmarcar\u201d o caminho actual duma Europa mais participada pelos cidad\u00e3os, mais coesa entre os parceiros e mais solid\u00e1ria entre os pa\u00edses do centro e da periferia. <\/FONT><br \/>\n<P><FONT face=Georgia>Assim, durante o pr\u00f3ximo semestre, tamb\u00e9m a Comiss\u00e3o Episcopal da Mobilidade Humana se encontra particularmente empenhada em eventos a n\u00edvel nacional e internacional. Recordo aqueles para os quais apelo, desde j\u00e1, a uma significativa mobiliza\u00e7\u00e3o das comunidades crist\u00e3s, das estruturas mission\u00e1rias e meios de comunica\u00e7\u00e3o social da Igreja: o Encontro Nacional da Pastoral de Migra\u00e7\u00f5es (Julho, em Milfontes, Odemira), a 35\u00aa Semana Nacional de Migra\u00e7\u00f5es e Peregrina\u00e7\u00e3o do Migrante e Refugiado a F\u00e1tima (Agosto), o F\u00f3rum da Caritas Europa sobre Migra\u00e7\u00f5es e Desenvolvimento (Setembro, na Costa de Caparica), a III Assembleia Ecum\u00e9nica Europeia (Setembro, em Sibiu, Rom\u00e9nia) e a Campanha pela Ratifica\u00e7\u00e3o da Conven\u00e7\u00e3o da ONU de Protec\u00e7\u00e3o dos Direitos dos Trabalhadores Migrantes e suas Fam\u00edlias (Dezembro). <\/FONT><br \/>\n<P><FONT face=Georgia>5. Enfim, uma palavra de grande apre\u00e7o e estima para os mission\u00e1rios \u2013 sacerdotes, religiosas e leigos \u2013 ao servi\u00e7o das Comunidades Portuguesas no mundo, que, com a sua presen\u00e7a amiga e ac\u00e7\u00e3o evangelizadora, tecem \u201cpontes\u201d de di\u00e1logo e constroem novas fraternidades, \u00e0 luz da universalidade da f\u00e9 e da utopia crist\u00e3: \u201cuma s\u00f3 fam\u00edlia humana\u201d. <\/FONT><br \/>\n<P><I><FONT face=Georgia>Beja, 1 de Junho de 2007 <\/FONT><br \/>\n<P><FONT face=Georgia>\u2020 Ant\u00f3nio Vitalino, bispo de Beja e presidente das Comiss\u00e3o Episcopal da Mobilidade Humana<\/FONT><\/I><\/SPAN><BR><\/P><\/TD><\/TR><\/TBODY><\/FORM><\/TABLE><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem para o Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-535","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/535","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=535"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/535\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1393,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/535\/revisions\/1393"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=535"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=535"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=535"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}