{"id":544,"date":"2007-06-06T18:12:36","date_gmt":"2007-06-06T18:12:36","guid":{"rendered":""},"modified":"2015-03-15T17:31:45","modified_gmt":"2015-03-15T17:31:45","slug":"vivem-se-tempos-novos-nas-comunidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/vivem-se-tempos-novos-nas-comunidades\/","title":{"rendered":"Vivem-se tempos novos nas Comunidades"},"content":{"rendered":"<p><P class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center\" align=center><B style=\"mso-bidi-font-weight: normal\">MENSAGEM DE S.EXA<?xml:namespace prefix = o ns = \"urn:schemas-microsoft-com:office:office\" \/><o:p><\/o:p><\/B><\/P><br \/>\n<P class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center\" align=center><B style=\"mso-bidi-font-weight: normal\">O SECRET\u00c1RIO DE ESTADO DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS<o:p><\/o:p><\/B><\/P><br \/>\n<P class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center\" align=center><B style=\"mso-bidi-font-weight: normal\">POR OCASI\u00c3O DO DIA DE PORTUGAL<o:p><\/o:p><\/B><\/P><br \/>\n<P class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center\" align=center><B style=\"mso-bidi-font-weight: normal\">DE CAM\u00d5ES<o:p><\/o:p><\/B><\/P><br \/>\n<P class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center\" align=center><B style=\"mso-bidi-font-weight: normal\">E DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS<o:p><\/o:p><\/B><\/P><br \/>\n<P class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center\" align=center><B style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/B><\/P><br \/>\n<P class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><B style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/B><\/P><br \/>\n<P class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><B style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/B><\/P><br \/>\n<P class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><B style=\"mso-bidi-font-weight: normal\">As celebra\u00e7\u00f5es do Dia de Portugal, ao assinalarem no plano do simb\u00f3lico a natureza e o grau de compromisso entre todos os portugueses, vincando a ideia de perten\u00e7a e projecto colectivo, permitem igualmente a partilha de uma vis\u00e3o quanto \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o do programa do governo que concorre para a valoriza\u00e7\u00e3o e respectivo reconhecimento das comunidades portuguesas e dos luso-descendentes, no \u00e2mbito de uma ac\u00e7\u00e3o eminentemente reformista que visa construir as condi\u00e7\u00f5es para o progresso e para o desenvolvimento.<o:p><\/o:p><\/B><\/P><br \/>\n<P class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><B style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/B><\/P><br \/>\n<P class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><B style=\"mso-bidi-font-weight: normal\">As circunst\u00e2ncias do tempo presente, os complexos desafios que cada pa\u00eds vai enfrentando, constituem raz\u00e3o importante para uma maior e mais atenta participa\u00e7\u00e3o c\u00edvica de todos. Em Portugal e no estrangeiro. E, valha a verdade, h\u00e1 cada vez mais portugueses a envolverem-se social e politicamente nos destinos dos pa\u00edses de acolhimento, dando dessa forma maior visibilidade \u00e0s respectivas comunidades e valorizando o exerc\u00edcio da sua cidadania. Desde sempre muito bem integrados, alvos de publicas refer\u00eancias ao seu civismo, seriedade, dinamismo e capacidade criativa, faltava essa maior e mais responsabilizante participa\u00e7\u00e3o das comunidades, individual e colectivamente. \u00c9 um processo geracional, certamente, mas que, em crescendo, favorece a afirma\u00e7\u00e3o de uma cultura democr\u00e1tica, t\u00e3o importante como resguardo fundamental de direitos essenciais na era da globaliza\u00e7\u00e3o. <o:p><\/o:p><\/B><\/P><br \/>\n<P class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><B style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/B><\/P><br \/>\n<P class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><B style=\"mso-bidi-font-weight: normal\">O movimento associativo \u00e9 outra vertente de realiza\u00e7\u00e3o c\u00edvica, embora na sua face mais intimista, cujo dinamismo poder\u00e1 revigorar-se, oportunamente, adequando-se as organiza\u00e7\u00f5es \u00e0s novas circunst\u00e2ncias que interpelam a natureza fragment\u00e1ria do seu actual modelo. H\u00e1 exemplos de bem sucedidas aglutina\u00e7\u00f5es que, por si, potenciam as capacidades e envolvem melhor a comunidade, pela conjuga\u00e7\u00e3o das virtudes do movimento associativo que tendem a unir e juntar meios para melhor intervir. <o:p><\/o:p><\/B><\/P><br \/>\n<P class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><B style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/B><\/P><br \/>\n<P class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><B style=\"mso-bidi-font-weight: normal\">Paralelamente, assiste-se a uma crescente import\u00e2ncia da l\u00edngua portuguesa em todo o Mundo, enquanto instrumento de trabalho, quer no campo laboral, quer como marca civilizacional em Organiza\u00e7\u00f5es e F\u00f3runs internacionais. H\u00e1 hoje perto de 220 milh\u00f5es de cidad\u00e3os a falar portugu\u00eas, nos lugares mais d\u00edspares e distantes, cuja relev\u00e2ncia \u00e9 cada vez mais reconhecida pelas pot\u00eancias econ\u00f3micas, em que o crit\u00e9rio, insuspeito, \u00e9 o da necessidade, na rela\u00e7\u00e3o e na aproxima\u00e7\u00e3o a continentes onde o portugu\u00eas \u00e9 l\u00edngua oficial. Acresce que s\u00e3o pa\u00edses e continentes com possibilidades de progress\u00e3o e afirma\u00e7\u00e3o ainda embrion\u00e1rias, o que permite refor\u00e7ar a ideia de futuro para o falar portugu\u00eas. Para al\u00e9m da riqueza cultural da\u00ed resultante, nascem oportunidades e mais desafios para motivar os jovens na aprendizagem da l\u00edngua portuguesa. <o:p><\/o:p><\/B><\/P><br \/>\n<P class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><B style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/B><\/P><br \/>\n<P class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><B style=\"mso-bidi-font-weight: normal\">Por outro lado, o mundo empresarial constitu\u00eddo pelos portugueses espalhados pelo mundo \u00e9 um outro valor cuja energia pode ser canalizada, em parcerias, para afirma\u00e7\u00e3o e internacionaliza\u00e7\u00e3o da economia portuguesa. O ponto de partida ser\u00e1 realizado atrav\u00e9s de um programa, o Netinvest, cujo objectivo consiste em promover a aproxima\u00e7\u00e3o do pa\u00eds a esses empres\u00e1rios, de modo a favorecer o seu relacionamento estreito, fomentando as exporta\u00e7\u00f5es nacionais e proporcionando oportunidades de investimentos em Portugal. O pa\u00eds tem esse dever de proporcionar as condi\u00e7\u00f5es de confian\u00e7a ao investimento, quer em parcerias, quer em projectos aut\u00f3nomos em Portugal. Acresce o facto de nas comunidades haver in\u00fameros casos de sucessos empresarias, quase todos desconhecidos dos cong\u00e9neres portugueses, mas cuja import\u00e2ncia tem o reconhecimento dos mercados internacionais.<o:p><\/o:p><\/B><\/P><br \/>\n<P class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><B style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/B><\/P><br \/>\n<P class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><B style=\"mso-bidi-font-weight: normal\">Vivem-se, pois, tempos novos em mat\u00e9ria de Comunidades e da sua afirma\u00e7\u00e3o positiva. Mas ningu\u00e9m vive sem mem\u00f3rias e, por isso, em Outubro, durante a presid\u00eancia portuguesa da Uni\u00e3o Europeia, tendo em vista a cria\u00e7\u00e3o do Museu das Comunidades Portuguesas, levar-se-\u00e1 a efeito uma Exposi\u00e7\u00e3o, em Lisboa, sobre a Mem\u00f3ria da Emigra\u00e7\u00e3o, que visa dar a conhecer o esp\u00f3lio das Comunidades Portuguesas no \u00faltimo s\u00e9culo e contar\u00e1 com a colabora\u00e7\u00e3o da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica. Nesta exposi\u00e7\u00e3o haver\u00e1 uma componente ligada \u00e0s novas tecnologias, nomeadamente atrav\u00e9s do acesso a plataformas electr\u00f3nicas que promovam a cultura portuguesa no estrangeiro e o acesso a procedimentos a dist\u00e2ncia no \u00e2mbito do Consulado Virtual.<o:p><\/o:p><\/B><\/P><br \/>\n<P class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><B style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/B><\/P><br \/>\n<P class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><B style=\"mso-bidi-font-weight: normal\">\u00c9, pois, nesta vis\u00e3o reformista, pela afirma\u00e7\u00e3o de Portugal, dentro e fora do seu espa\u00e7o geogr\u00e1fico, que se insere a reestrutura\u00e7\u00e3o da rede consular, adaptando-a a uma concep\u00e7\u00e3o moderna e a um rumo mais ajustado \u00e0 nossa realidade, mas tamb\u00e9m \u00e0s nossas ambi\u00e7\u00f5es, substituindo a burocracia pela agilidade e garantia de servi\u00e7os mais qualificados, protegendo direitos na rela\u00e7\u00e3o com a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica. As necessidades de proximidade f\u00edsica, sobretudo na Europa, est\u00e3o felizmente muito mitigadas pelos direitos decorrentes da cidadania europeia mas tamb\u00e9m pelos novos meios disponibilizados para aceder aos diferentes servi\u00e7os. Desde o primeiro estudo realizado que houve a preocupa\u00e7\u00e3o em garantir as condi\u00e7\u00f5es para o melhor apoio e servi\u00e7o, redimensionando a rede consular \u00e0 luz das novas condi\u00e7\u00f5es e realidades em presen\u00e7a. Haver\u00e1 melhor servi\u00e7o e mais qualificado apoio consular depois de conclu\u00edda a reforma no final do corrente ano. <SPAN style=\"mso-spacerun: yes\">&nbsp;<\/SPAN><o:p><\/o:p><\/B><\/P><br \/>\n<P class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><B style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/B><\/P><br \/>\n<P class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><B style=\"mso-bidi-font-weight: normal\">Se Cam\u00f5es pode inspirar os nossos dias, nas actuais circunst\u00e2ncias complexas, constru\u00e7\u00e3o ser\u00e1 a palavra adequada para o devir colectivo, tal como a sua poesia o foi para a P\u00e1tria. Uma das maiores grandezas das Descobertas por ele cantadas, mesmo a navegar contra os ventos, foi a constru\u00e7\u00e3o de um mundo novo. Essa \u00e9 a responsabilidade que passa de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o e que os portugueses residentes no estrangeiro conhecem melhor que ningu\u00e9m. <\/B><\/P><br \/>\n<P class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><B style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><\/B>&nbsp;<\/P><br \/>\n<P class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><B style=\"mso-bidi-font-weight: normal\">Dr. Ant\u00f3nio Braga<\/B><\/P><br \/>\n<P class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><STRONG><\/STRONG>&nbsp;<\/P><br \/>\n<P class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><B style=\"mso-bidi-font-weight: normal\">in <A href=\"http:\/\/www.secomunidades.pt\/\">www.secomunidades.pt<\/A><o:p><\/o:p><\/B><\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem do Secret\u00e1rio de Estado das Comunidades Portuguesas, Dr. Ant\u00f3nio Braga<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-544","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/544","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=544"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/544\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1395,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/544\/revisions\/1395"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=544"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=544"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=544"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}