{"id":550,"date":"2007-06-27T15:12:02","date_gmt":"2007-06-27T15:12:02","guid":{"rendered":""},"modified":"2015-05-28T16:08:37","modified_gmt":"2015-05-28T16:08:37","slug":"apostolado-do-mar-no-seio-da-mobilidade-humana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/apostolado-do-mar-no-seio-da-mobilidade-humana\/","title":{"rendered":"Apostolado do Mar no seio da Mobilidade Humana"},"content":{"rendered":"<p><P align=justify><FONT color=#663300>CARTA APOST\u00d3LICA DO PAPA JO\u00c3O PAULO II<BR>SOB FORMA DE MOTU PROPRIO <BR><B><I><FONT size=4>STELLA MARIS <BR><\/FONT><\/I><\/B>SOBRE O APOSTOLADO DO MAR<\/FONT><\/P><br \/>\n<P align=justify><FONT size=3>\u00abSTELLA MARIS\u00bb \u00e9 desde h\u00e1 muito tempo o apelativo preferido, com que a gente do mar se dirige \u00c0quela em cuja protec\u00e7\u00e3o sempre confiou: a Virgem Maria. Jesus Cristo, seu Filho, acompanhava os Seus disc\u00edpulos nas viagens de barca (cf. <I>Mt<\/I>. 8, 23-27; <I>Mc<\/I>. 4, 35-41; <I>Lc<\/I>. 8, 22-25), ajudava-os nas suas fadigas e aplacava as tempestades (cf. <I>Mt<\/I>. 14, 22-33; <I>Mc<\/I>. 6, 47-52; <I>Jo<\/I>. 6, 16-21). Assim tamb\u00e9m a Igreja acompanha os homens do mar, cuidando das peculiares necessidades espirituais daqueles que, por motivos de v\u00e1rios tipos, vivem e trabalham no ambiente mar\u00edtimo. <\/FONT><\/P><br \/>\n<P align=justify><FONT size=3>A fim de ir ao encontro das exig\u00eancias da peculiar assist\u00eancia religiosa, de que t\u00eam necessidade os mar\u00edtimos do com\u00e9rcio e da pesca, as suas fam\u00edlias, o pessoal dos portos e todos os que empreendem uma viagem por mar, actualizando as normas emanadas no decurso deste s\u00e9culo, depois de ter ouvido o parecer do nosso Irm\u00e3o o Presidente do Pontif\u00edcio Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, <\/FONT>estabelecemos quanto segue:&nbsp;<\/P><br \/>\n<P align=justify><B>T\u00cdTULO I<\/B><\/P><br \/>\n<P align=justify><B><I>A Obra do Apostolado do Mar <\/I><\/B><\/P><br \/>\n<P align=justify>I. A Obra do Apostolado do Mar, embora n\u00e3o constitua uma entidade can\u00f3nica aut\u00f3noma com pr\u00f3pria personalidade jur\u00eddica, \u00e9 a organiza\u00e7\u00e3o que promove o cuidado pastoral da gente do mar e visa sustentar o empenho dos fi\u00e9is, chamados a dar testemunho neste ambiente com a sua vida crist\u00e3.<\/P><br \/>\n<P align=justify><B>T\u00cdTULO II<\/B><\/P><br \/>\n<P align=justify><B><I>A gente do mar <\/I><\/B><\/P><br \/>\n<P align=justify>II. \u00a7 1. Nas presentes normas, entendem-se com o nome de:<\/P><br \/>\n<P align=justify>a) <I>navegantes<\/I>, aqueles que no momento se encontram em navios mercantis ou da pesca, e aqueles que, por qualquer motivo, empreenderam uma viagem de navio.<\/P><br \/>\n<P align=justify>b) <I>mar\u00edtimos<\/I>: 1. os navegantes; 2. aqueles que, em raz\u00e3o do seu of\u00edcio, se encontram habitualmente nos navios; 3. aqueles que trabalham nas plataformas petrol\u00edferas; 4. os aposentados provenientes dos of\u00edcios de que se fala nos nn. precedentes; 5. os alunos dos institutos n\u00e1uticos; 6. os que trabalham nos portos. <\/P><br \/>\n<P align=justify>c) <I>gente do mar<\/I>: 1. os navegantes e os mar\u00edtimos; 2. o c\u00f4njuge, os filhos menores e todas as pessoas que moram na mesma casa de um mar\u00edtimo, mesmo se actualmente n\u00e3o seja navegante (p. ex. aposentado); 3. aqueles que colaboram de modo est\u00e1vel com a Obra do Apostolado do Mar. <\/P><br \/>\n<P align=justify>\u00a7 2. Os capel\u00e3es e as autoridades da Obra do Apostolado do Mar esfor\u00e7ar-se-\u00e3o por que a gente do mar tenha suficientemente os meios necess\u00e1rios para levar uma vida santa, e reconhecer\u00e3o e promover\u00e3o a miss\u00e3o que todos os fi\u00e9is, e em particular os leigos, segundo a sua espec\u00edfica condi\u00e7\u00e3o, exercem na Igreja e no mundo mar\u00edtimo. <\/P><br \/>\n<P align=justify>III. Em considera\u00e7\u00e3o das circunst\u00e2ncias singulares em que se desenvolve a vida da gente do mar, e atendidos os privil\u00e9gios que desde h\u00e1 tempo a S\u00e9 Apost\u00f3lica concedeu a estes fi\u00e9is, disp\u00f5e-se quanto segue:<\/P><br \/>\n<P align=justify>1. Os mar\u00edtimos podem satisfazer, ao longo do ano inteiro, o preceito pascal acerca da sagrada comunh\u00e3o, depois de ter escutado precedentemente uma adequada prega\u00e7\u00e3o, ou catequese a respeito do mesmo preceito. <\/P><br \/>\n<P align=justify>2. Os navegantes n\u00e3o est\u00e3o sujeitos \u00e0 lei da abstin\u00eancia e do jejum de que fala o c\u00e2n. 1251: aconselha-se-lhes todavia, quando se valem dessa excep\u00e7\u00e3o, querer cumprir em lugar da lei da abstin\u00eancia uma proporcionada obra de piedade e observar, na medida do poss\u00edvel, uma ou outra lei pelo menos na Sexta- Feira Santa, em mem\u00f3ria da paix\u00e3o e morte de Jesus Cristo. <\/P><br \/>\n<P align=justify>3. Os navegantes, contanto que tenham confessado e comungado regularmente, podem lucrar a indulg\u00eancia plen\u00e1ria na festa do Santo titular do orat\u00f3rio e no dia 2 de Agosto, se visitarem com religiosa piedade o orat\u00f3rio legitimamente erigido no navio, e ali recitarem com devo\u00e7\u00e3o a ora\u00e7\u00e3o do Senhor e o s\u00edmbolo da f\u00e9 (<I>Pai Nosso e Credo<\/I>), segundo as inten\u00e7\u00f5es do Sumo Pont\u00edfice. <\/P><br \/>\n<P align=justify>4. Os pr\u00f3prios fi\u00e9is, nas mesmas condi\u00e7\u00f5es, podem lucrar apenas uma vez a indulg\u00eancia plen\u00e1ria, aplic\u00e1vel somente em sufr\u00e1gio dos defuntos, no dia 2 de Novembro, se visitarem com religiosa piedade o mencionado orat\u00f3rio, e ali recitarem com devo\u00e7\u00e3o a ora\u00e7\u00e3o do Senhor e o s\u00edmbolo da f\u00e9 (<I>Pai Nosso e Credo<\/I>), segundo as inten\u00e7\u00f5es do Sumo Pont\u00edfice. <\/P><br \/>\n<P align=justify>5. As indulg\u00eancias, de que se falou nos nn. 3 e 4, podem ser lucradas, respeitando as mesmas condi\u00e7\u00f5es, pela gente do mar nas capelas ou orat\u00f3rios das sedes da Obra do Apostolado do Mar. Nos navios onde n\u00e3o existe um orat\u00f3rio, os navegantes podem lucrar essas indulg\u00eancias recitando as mesmas ora\u00e7\u00f5es diante de uma imagem sagrada.<\/P><br \/>\n<P align=justify><B>T\u00cdTULO III<\/B><\/P><br \/>\n<P align=justify><B><I>O capel\u00e3o da Obra do Apostolado do Mar<\/I><\/B> <\/P><br \/>\n<P align=justify>IV. \u00a7 1. O capel\u00e3o da Obra do Apostolado do Mar \u00e9 o sacerdote nomeado de acordo com o art. XII \u00a7 2, ao qual a mesma autoridade que o nomeia confere o of\u00edcio de que se fala no c\u00e2n. 564 do C\u00f3digo de Direito Can\u00f3nico. Na medida do poss\u00edvel, \u00e9 oportuno que ele seja encarregado de maneira est\u00e1vel do mencionado minist\u00e9rio. <\/P><br \/>\n<P align=justify>\u00a7 2. O capel\u00e3o da Obra do Apostolado do Mar deve distinguir-se por integridade de vida, zelo, prud\u00eancia e conhecimento do mundo mar\u00edtimo. Conv\u00e9m que tenha um bom conhecimento das l\u00ednguas e goze de boa sa\u00fade. <\/P><br \/>\n<P align=justify>\u00a7 3. Para que o capel\u00e3o da Obra do Apostolado do Mar consiga, sob todo o aspecto id\u00f3neo, desempenhar convenientemente o seu singular minist\u00e9rio, \u00e9 preciso que seja instru\u00eddo de modo oportuno e acuradamente preparado, antes de lhe ser confiada esta peculiar obra pastoral. <\/P><br \/>\n<P align=justify>\u00a7 4. O capel\u00e3o da Obra do Apostolado do Mar deve identificar, entre os mar\u00edtimos locais ou de passagem, aqueles que demonstram ter qualidades de l\u00edderes, e os ajudar\u00e1 a aprofundar a sua f\u00e9 crist\u00e3 e o seu empenho por Cristo, a fim de que possam com aptid\u00e3o criar e guiar uma comunidade crist\u00e3 no navio. <\/P><br \/>\n<P align=justify>\u00a7 5. O capel\u00e3o da Obra do Apostolado do Mar deve identificar aqueles mar\u00edtimos com uma particular devo\u00e7\u00e3o para com o Sant\u00edssimo Sacramento e prepar\u00e1-los para que possam ser nomeados, pela autoridade competente, ministros extraordin\u00e1rios da Eucaristia, e ser capazes de exercer dignamente esse minist\u00e9rio, sobretudo a bordo dos seus navios. <\/P><br \/>\n<P align=justify>\u00a7 6. O capel\u00e3o da Obra do Apostolado do Mar presta assist\u00eancia espiritual nos centros \u00abStella Maris \u00bb e noutros centros que acolhem os mar\u00edtimos. <\/P><br \/>\n<P align=justify>V. \u00a7 1. O capel\u00e3o da Obra do Apostolado do Mar, em virtude do of\u00edcio, pode realizar entre a gente do mar todos os actos que s\u00e3o pr\u00f3prios da cura de almas, com excep\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria matrimonial. <\/P><br \/>\n<P align=justify>\u00a7 2. As faculdades do capel\u00e3o da Obra do Apostolado do Mar s\u00e3o cumulativas com as do p\u00e1roco do territ\u00f3rio em que precisamente elas s\u00e3o exercidas. Por essa raz\u00e3o, o capel\u00e3o deve exercer o seu minist\u00e9rio pastoral mantendo-se em liga\u00e7\u00e3o fraterna com o p\u00e1roco do territ\u00f3rio e intercambiando com ele os seus conselhos. <\/P><br \/>\n<P align=justify>\u00a7 3. O capel\u00e3o da Obra do Apostolado do Mar deve compilar com cuidado os livros dos baptizados, dos crismados e dos mortos. No final do ano, dever\u00e1 enviar ao director nacional um relat\u00f3rio de tudo o que foi feito, conforme \u00e9 determinado pelo art. IX \u00a7 2, juntamente com uma c\u00f3pia aut\u00eantica dos livros, a n\u00e3o ser que os actos tenham sido registrados nos livros da par\u00f3quia do porto. <\/P><br \/>\n<P align=justify>VI. Todos os capel\u00e3es da Obra do Apostolado do Mar, em virtude do seu of\u00edcio, t\u00eam as seguintes faculdades especiais: <\/P><br \/>\n<P align=justify>a) celebrar a Missa duas vezes, se houver uma justa causa, nos dias feriais, e tr\u00eas vezes, quando for exigido por uma verdadeira necessidade pastoral, nos domingos e dias festivos; <\/P><br \/>\n<P align=justify>b) celebrar habitualmente a Missa fora do lugar sagrado, se houver causa justa e observando quanto estabelecido pelo c\u00e2n. 932 do C\u00f3digo de Direito Can\u00f3nico; <\/P><br \/>\n<P align=justify>c) na Quinta-Feira Santa \u2014 mem\u00f3ria da Ceia do Senhor \u2014 celebrar nas horas vespertinas, se isto for requerido por exig\u00eancias pastorais, uma segunda Missa nas igrejas e nos orat\u00f3rios, e, no caso de verdadeira necessidade e somente para os fi\u00e9is que n\u00e3o possam participar na Missa vespertina, tamb\u00e9m nas horas matutinas. <\/P><br \/>\n<P align=justify>VII. \u00a7 1. O capel\u00e3o da Obra do Apostolado do Mar, que \u00e9 designado pela autoridade competente para exercer o minist\u00e9rio nas viagens a bordo de um navio, \u00e9 obrigado a prestar assist\u00eancia espiritual a todos aqueles que viajam, desde o seu in\u00edcio, seja por mar, por lago ou rio, at\u00e9 \u00e0 sua conclus\u00e3o. <\/P><br \/>\n<P align=justify>\u00a7 2. Permanecendo estabelecida a disposi\u00e7\u00e3o do c\u00e2n. 566 do C\u00f3digo de Direito Can\u00f3nico, o capel\u00e3o, de que se fala no par\u00e1grafo precedente, tem a faculdade especial de administrar o sacramento da Confirma\u00e7\u00e3o, durante a viagem, a qualquer fiel, contanto que n\u00e3o haja a bordo nenhum Bispo em regular comunh\u00e3o com a S\u00e9 Apost\u00f3lica, e sempre observando todas as prescri\u00e7\u00f5es can\u00f3nicas. <\/P><br \/>\n<P align=justify>\u00a7 3. Para assistir v\u00e1lida e licitamente ao matrim\u00f3nio durante a viagem, o capel\u00e3o da Obra do Apostolado do Mar dever\u00e1 receber a delega\u00e7\u00e3o do Ordin\u00e1rio ou do p\u00e1roco da par\u00f3quia em que uma ou outra parte contraente tem o domic\u00edlio ou quase domic\u00edlio ou habita\u00e7\u00e3o prolongada por um m\u00eas, ou ent\u00e3o, se se trata de itinerantes, da par\u00f3quia do porto onde embarcaram no navio. O capel\u00e3o tem a obriga\u00e7\u00e3o de transferir ao delegante os dados da celebra\u00e7\u00e3o, para serem registrados no livro dos matrim\u00f3nios. <\/P><br \/>\n<P align=justify>VIII. \u00a7 1. A mesma autoridade competente para nomear os capel\u00e3es pode confiar a um di\u00e1cono, ou a um leigo ou religioso a tarefa de colaborador da Obra do Apostolado do Mar. Esse colaborador ajuda o capel\u00e3o e, segundo a norma do direito, suple-o nas fun\u00e7\u00f5es em que n\u00e3o se requer o sacerd\u00f3cio ministerial. <\/P><br \/>\n<P align=justify>\u00a7 2. Os colaboradores da Obra do Apostolado do Mar devem distinguir-se por integridade de vida, prud\u00eancia e conhecimento da f\u00e9. Conv\u00e9m que sejam oportunamente instru\u00eddos e cuidadosamente preparados, antes de lhes ser confiada esta tarefa.<\/P><br \/>\n<P align=justify><\/P><br \/>\n<P align=justify><B>T\u00cdTULO IV<\/B><\/P><br \/>\n<P align=justify><B><I>A direc\u00e7\u00e3o da Obra do Apostolado do Mar <\/I><\/B><\/P><br \/>\n<P align=justify>IX. \u00a7 1. Em cada Confer\u00eancia Episcopal com territ\u00f3rio mar\u00edtimo deve haver um <I>Bispo promotor<\/I>, com a tarefa de favorecer a Obra do Apostolado do Mar. A pr\u00f3pria Confer\u00eancia Episcopal prover\u00e1 \u00e0 nomea\u00e7\u00e3o do Bispo promotor, preferivelmente entre os Bispos das dioceses que t\u00eam porto de mar, indicando a dura\u00e7\u00e3o do cargo, e comunicar\u00e1 ao Pontif\u00edcio Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes os elementos essenciais da nomea\u00e7\u00e3o. <\/P><br \/>\n<P align=justify>\u00a7 2. O Bispo promotor escolher\u00e1 um sacerdote id\u00f3neo e apresent\u00e1-lo-\u00e1 \u00e0 Confer\u00eancia Episcopal, a qual, com o seu decreto por escrito, o nomear\u00e1 para um determinado per\u00edodo de tempo <I>director nacional<\/I> da Obra do Apostolado do Mar, com as tarefas que lhe s\u00e3o pr\u00f3prias segundo o art. XI, comunicando tamb\u00e9m o seu nome e a dura\u00e7\u00e3o ao Pontif\u00edcio Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes. O director nacional poder\u00e1 ser ajudado por um agente apost\u00f3lico. <\/P><br \/>\n<P align=justify>X. As tarefas do Bispo promotor s\u00e3o as seguintes: <\/P><br \/>\n<P align=justify>1) fornecer directrizes ao director nacional, seguir com aten\u00e7\u00e3o a sua actividade e oferecer-lhe as oportunas sugest\u00f5es e conselhos, para que possa desempenhar convenientemente os encargos que lhe s\u00e3o confiados; <\/P><br \/>\n<P align=justify>2) requerer nos tempos estabelecidos e toda a vez que parecer oportuno, um relat\u00f3rio acerca da assist\u00eancia pastoral dos mar\u00edtimos e sobre o trabalho realizado pelo director nacional; <\/P><br \/>\n<P align=justify>3) transmitir \u00e0 Confer\u00eancia Episcopal o relat\u00f3rio, de que se trata no n. 2, juntamente com o pr\u00f3prio ju\u00edzo, e estimular entre os outros Bispos a sensibilidade para com esta pastoral espec\u00edfica; <\/P><br \/>\n<P align=justify>4) estar em contacto com o Pontif\u00edcio Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes para tudo o que se refere \u00e0 Obra do Apostolado do Mar e transmitir ao director nacional as comunica\u00e7\u00f5es recebidas; <\/P><br \/>\n<P align=justify>5) apresentar ao Pontif\u00edcio Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes uma rela\u00e7\u00e3o anual sobre a situa\u00e7\u00e3o da Obra do Apostolado do Mar na sua na\u00e7\u00e3o. <\/P><br \/>\n<P align=justify>XI. Os principais deveres do director nacional s\u00e3o: <\/P><br \/>\n<P align=justify>1) manter relacionamentos com os Bispos da pr\u00f3pria na\u00e7\u00e3o em tudo o que se refere ao bem espiritual dos mar\u00edtimos; <\/P><br \/>\n<P align=justify>2) enviar, pelo menos uma vez por ano, a rela\u00e7\u00e3o acerca do estado de almas e da assist\u00eancia pastoral dos mar\u00edtimos na pr\u00f3pria na\u00e7\u00e3o ao Bispo promotor: nela ele dever\u00e1 expor quer as actividades que tiveram um desenvolvimento positivo, quer as que eventualmente n\u00e3o foram bem sucedidas, assim como os rem\u00e9dios aplicados a fim de obviar aos danos e, por fim, tudo o que pare\u00e7a v\u00e1lido para incrementar a Obra do Apostolado do Mar; <\/P><br \/>\n<P align=justify>3) promover a devida prepara\u00e7\u00e3o espec\u00edfica de que devem gozar os capel\u00e3es; <\/P><br \/>\n<P align=justify>4) guiar os capel\u00e3es da Obra do Apostolado do Mar, salvaguardando o direito do Ordin\u00e1rio do lugar; <\/P><br \/>\n<P align=justify>5) fazer com que os capel\u00e3es cumpram com dilig\u00eancia os pr\u00f3prios deveres e observem as prescri\u00e7\u00f5es da Santa S\u00e9 e do Ordin\u00e1rio do lugar; <\/P><br \/>\n<P align=justify>6) convocar, com o consenso do Bispo promotor e segundo as circunst\u00e2ncias do tempo, encontros e exerc\u00edcios espirituais para os capel\u00e3es de toda a na\u00e7\u00e3o, ou ent\u00e3o para os capel\u00e3es e outros fi\u00e9is que cooperam com a Obra do Apostolado do Mar; <\/P><br \/>\n<P align=justify>7) encorajar e desenvolver com particular solicitude o apostolado dos leigos, favorecendo a sua participa\u00e7\u00e3o activa, tendo em considera\u00e7\u00e3o a diversidade das suas aptid\u00f5es;<\/P><br \/>\n<P align=justify>8) estabelecer e manter regulares rela\u00e7\u00f5es com as associa\u00e7\u00f5es e com as institui\u00e7\u00f5es assistenciais, tanto cat\u00f3licas como acat\u00f3licas, e com as organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o-governamentais (ONG), as quais tendem tamb\u00e9m a alcan\u00e7ar as finalidades pr\u00f3prias da Obra do Apostolado do Mar; <\/P><br \/>\n<P align=justify>9) visitar com frequ\u00eancia as sedes onde se desenvolvem as actividades da Obra do Apostolado do Mar; <\/P><br \/>\n<P align=justify>10) enviar \u00e0 c\u00faria diocesana competente uma c\u00f3pia aut\u00eantica dos livros dos baptizados, dos crismados e dos mortos, redigidos por ele mesmo ou pelos capel\u00e3es; <\/P><br \/>\n<P align=justify>11) informar quanto antes ao p\u00e1roco o domic\u00edlio das pessoas interessadas, acerca dos dados a serem transcritos nos livros paroquiais; <\/P><br \/>\n<P align=justify>12) estabelecer rela\u00e7\u00f5es com a Obra do Apostolado do Mar dos pa\u00edses vizinhos, e representar o pr\u00f3prio pa\u00eds a n\u00edvel regional ou continental; <\/P><br \/>\n<P align=justify>13) manter contactos regulares com o coordenador regional, de que se fala no art. XIII, 1, 6. <\/P><br \/>\n<P align=justify>XII. \u00a7 1. \u00c9 direito e dever do Bispo diocesano oferecer com zelo sol\u00edcito a assist\u00eancia pastoral a todos os mar\u00edtimos que, mesmo que seja por um tempo limitado, residem no \u00e2mbito da sua jurisdi\u00e7\u00e3o: <\/P><br \/>\n<P align=justify>\u00a7 2. Compete ao Bispo diocesano: <\/P><br \/>\n<P align=justify>1) determinar as formas mais adequadas para a cura pastoral em favor dos mar\u00edtimos; <\/P><br \/>\n<P align=justify>2) nomear, em entendimento com o director nacional, os capel\u00e3es da Obra do Apostolado do Mar na sua diocese e conferir-lhes o mandato devido; <\/P><br \/>\n<P align=justify>3) dar a licen\u00e7a para a constitui\u00e7\u00e3o do orat\u00f3rio num navio, o qual deve ser inscrito no registro p\u00fablico de um porto situado no territ\u00f3rio da sua jurisdi\u00e7\u00e3o. <\/P><br \/>\n<P align=justify>XIII. \u00a7 1. O Pontif\u00edcio Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, ao qual compete a alta direc\u00e7\u00e3o da Obra do Apostolado do Mar, tem a tarefa principal de: <\/P><br \/>\n<P align=justify>1) emanar instru\u00e7\u00f5es, de que fala o c\u00e2n. 34 do C\u00f3digo de Direito Can\u00f3nico, apresentar exorta\u00e7\u00f5es, sugest\u00f5es, etc., relativas \u00e0 assist\u00eancia pastoral da gente do mar; <\/P><br \/>\n<P align=justify>2) vigiar, com a devida prud\u00eancia, por que esse minist\u00e9rio seja exercido conforme a norma do direito e de maneira digna e frutuosa; <\/P><br \/>\n<P align=justify>3) exercer as fun\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias da Santa S\u00e9 em mat\u00e9ria de associa\u00e7\u00f5es a respeito daquelas que podem existir no \u00e2mbito da Obra do Apostolado do Mar; <\/P><br \/>\n<P align=justify>4) oferecer a pr\u00f3pria colabora\u00e7\u00e3o a todos aqueles que se ocupam deste trabalho apost\u00f3lico, encoraj\u00e1- los e apoi\u00e1-los, provendo tamb\u00e9m a corrigir eventuais abusos; <\/P><br \/>\n<P align=justify>5) promover no ambiente mar\u00edtimo um esp\u00edrito ecum\u00e9nico, vigiando ao mesmo tempo por que ele seja realizado em fiel harmonia com a doutrina e a disciplina da Igreja; <\/P><br \/>\n<P align=justify>6) nomear, com a proposta dos Bispos promotores interessados, um coordenador para uma regi\u00e3o que compreende v\u00e1rias Confer\u00eancias Episcopais, indicando a sua fun\u00e7\u00e3o. <\/P><br \/>\n<P align=justify>\u00a7 2. Para que o cuidado pastoral da gente do mar se torne mais eficaz e melhor organizado, compete ao Pontif\u00edcio Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes favorecer e desenvolver a coopera\u00e7\u00e3o e a rec\u00edproca coordena\u00e7\u00e3o das iniciativas com as Confer\u00eancias Episcopais e com os Ordin\u00e1rios do lugar. O mesmo Dicast\u00e9rio estabelecer\u00e1 rela\u00e7\u00f5es com os institutos de vida consagrada e com as associa\u00e7\u00f5es e os organismos que podem cooperar a n\u00edvel internacional com a Obra do Apostolado do Mar. <\/P><br \/>\n<P align=justify>Tudo isto, n\u00e3o obstante qualquer coisa em contr\u00e1rio.<\/P><br \/>\n<P align=justify><I>Dado em Roma, junto de S\u00e3o Pedro, no dia 31 do m\u00eas de Janeiro do ano de 1997, d\u00e9cimo nono do Nosso Pontificado<\/I>.<\/P><br \/>\n<P align=justify>&nbsp;<FONT face=\"Times New Roman\" size=3><B>IOANNES PAULUS PP. II<\/B><\/P><\/FONT><br \/>\n<P align=justify>&nbsp;<FONT face=\"Times New Roman\" color=#663300 size=3>Copyright \u00a9 Libreria Editrice Vaticana<\/FONT><\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No X anivers\u00e1rio da Carta Apost\u00f3lica <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[5,15],"tags":[],"class_list":["post-550","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","category-onam"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/550","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=550"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/550\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1728,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/550\/revisions\/1728"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=550"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=550"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=550"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}