{"id":597,"date":"2005-12-28T00:00:00","date_gmt":"2005-12-28T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2015-03-15T17:26:31","modified_gmt":"2015-03-15T17:26:31","slug":"mensagem-as-comunidades-emigrantes-portuguesas-em-final-de-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/mensagem-as-comunidades-emigrantes-portuguesas-em-final-de-ano\/","title":{"rendered":"Mensagem \u00e0s Comunidades Emigrantes Portuguesas em final de ano"},"content":{"rendered":"<p>A OCPM d\u00e1 a conhecer atrav\u00e9s da sua p\u00e1gina a Mensagem que recebeu gentilmente do Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas com o qual mant\u00e9m fecundos contactos de informa\u00e7\u00e3o, reflex\u00e3o e de ac\u00e7\u00e3o em prol das Comunidades Portuguesas, sobretudo com emigrantes mais vulner\u00e1veis.<br \/>\n________________________________<br \/>\nConselho das Comunidades Portuguesas<br \/>\nConselho permanente<br \/>\nwww.ccp-mundial.org<br \/>\nMENSAGEM DE FIM DE ANO<br \/>\nCaros Compatriotas,<br \/>\nNesta quadra festiva formulo a todos os nossos compatriotas, Portugueses ou descendentes de Portugueses, residentes no estrangeiro, votos de Festas Felizes e um Ano de 2006 cheio de Prosperidade.<br \/>\nSabemos que uma parte importante dos Portugueses que residem no estrangeiro est\u00e3o bem na vida, mas n\u00e3o podemos esquecer aqueles que residem em pa\u00edses com problemas pol\u00edtico-econ\u00f3micos que os privam das liberdades mais fundamentais. Tamb\u00e9m temos compatriotas nossas que v\u00e3o passar esta quadra nas pris\u00f5es, nos hospitais, e por vezes em casa, mas em condi\u00e7\u00f5es de pobreza e de isolamento que em nada correspondem ao ambiente de festa que o Natal e a Passagem de Ano evocam.<br \/>\nPara al\u00e9m duma &#8220;simples&#8221; formula\u00e7\u00e3o de Votos de Festas Felizes, o Fim do Ano \u00e9 tamb\u00e9m um per\u00edodo prop\u00edcio a retrospectivas e a balan\u00e7os.<br \/>\nNo que diz respeito \u00e0s Comunidades Portuguesas, for\u00e7a \u00e9 de constatar que as mudan\u00e7as n\u00e3o t\u00eam sido muitas. H\u00e1 um sentimento de descontentamento constante na emigra\u00e7\u00e3o. Um sentimento de abandono que persiste ao longo dos anos, independentemente das cores partid\u00e1rias dos Governos. E esta situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 natural.<br \/>\nT\u00eam sido dados, \u00e9 verdade, alguns passos que consideramos positivos como por exemplo a recente abertura de um escrit\u00f3rio consular na ilha da C\u00f3rsega, a &#8220;automatiza\u00e7\u00e3o&#8221; do recenseamento eleitoral, a assinatura de Acordos em mat\u00e9ria de Seguran\u00e7a Social com a \u00c1frica do Sul.<br \/>\nA cria\u00e7\u00e3o de um &#8220;Consulado Virtual&#8221; (em prepara\u00e7\u00e3o) e da &#8220;Escola Virtual&#8221; (j\u00e1 implementada) tamb\u00e9m s\u00e3o passos interessantes, mas o Conselho das Comunidades Portuguesas considera que n\u00e3o resolvem, de maneira nenhuma, os problemas cr\u00f3nicos do atendimento consular e do ensino da l\u00edngua portuguesa no estrangeiro. A estes problemas ningu\u00e9m tem encontrado solu\u00e7\u00f5es.<br \/>\nO Conselho das Comunidades Portuguesas tem mantido um di\u00e1logo constante com o Secret\u00e1rio de Estado das Comunidades, mas for\u00e7a \u00e9 de constatar, mais uma vez, que a Secretaria de Estado tamb\u00e9m n\u00e3o tem os meios necess\u00e1rios para resolver estes e outros problemas. O Or\u00e7amento de Estado para 2006, recentemente votado e aprovado, \u00e9 disso o exemplo mais flagrante.<br \/>\n\u00c9 neste contexto que j\u00e1 tivemos reuni\u00f5es com o Presidente da Rep\u00fablica, e muito recentemente estivemos reunidos com os Grupos Parlamentares com assento na Assembleia da Rep\u00fablica e com a Comis\u00e3o Parlamentar dos Neg\u00f3cios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas. Foram reuni\u00f5es ricas que esperamos continuar a ter.<br \/>\nTamb\u00e9m \u00e9 neste contexto que solicit\u00e1mos uma reuni\u00e3o com o Ministro dos Neg\u00f3cios Estrangeiros e temos j\u00e1 agendada, para Janeiro, uma reuni\u00e3o com o Primeiro Ministro.<br \/>\nO Conselho das Comunidades Portuguesas est\u00e1 actuante e vigilante, como elo de di\u00e1logo com o Governo, com a Assembleia da Rep\u00fablica e com as demais Institui\u00e7\u00f5es portuguesas. Vamos continuar a levar os problemas e as preocupa\u00e7\u00f5es de quem nos alegeu, at\u00e9 que estes sejam resolvidos.<br \/>\nVamos continuar na nossa trajet\u00f3ria de trabalho, seguindo uma ac\u00e7\u00e3o serena, mas determinada, no sentido de atingir o grau de credibilidade necess\u00e1rio a permitir o debate efectivo dos problemas que afligem as nossas Comunidades, de forma coerente e respons\u00e1vel, longe dos desnecess\u00e1rios embates ideol\u00f3gicos e partid\u00e1rios aos quais o CCP deve estar alheio.<br \/>\nNeste momento de crise econ\u00f3mica, o nosso pa\u00eds tem de &#8220;descobrir&#8221; enfim, que tem cerca de cinco milh\u00f5es de Portugueses e de seus descendentes, a residir no estrangeiro, que podem ser de grande utilidade para Portugal. Mas para isso, t\u00eam de ser ciadas as &#8220;pontes&#8221; que ainda n\u00e3o existem. Tem de haver uma verdadeira pol\u00edtica para as Comunidades.<br \/>\nS\u00e3o estes os votos que formulo para 2006.<br \/>\nAos nossos compatriotas residentes no estrangeiro, pe\u00e7o que se inscrevam nos cadernos eleitorais, que procedam ao seu recenseamento e que votem, porque estou consciente que \u00e9 com o voto poderemos chamar a aten\u00e7\u00e3o dos nossos governantes.<br \/>\nDesejo a todos um Natal cheio de Paz, Harmonia e Amor, no conv\u00edvio confortante das nossas respectivas fam\u00edlias. Que no Ano Novo que se aproxima possa realizar os nossos sonhos, na conquista de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida, onde a sa\u00fade e a felicidade nunca faltem.<br \/>\nCarlos Pereira<br \/>\nConselho das Comunidades Portuguesas<br \/>\nPresidente do Conselho Permanente<br \/>\nDezembro de 2005<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conselho das Comunidades Portuguesas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-597","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/597","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=597"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/597\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1298,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/597\/revisions\/1298"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=597"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=597"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=597"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}