{"id":641,"date":"2006-04-03T00:00:00","date_gmt":"2006-04-03T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2015-03-15T17:24:53","modified_gmt":"2015-03-15T17:24:53","slug":"pontes-20-janeiro-fevereiro-marco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/pontes-20-janeiro-fevereiro-marco\/","title":{"rendered":"Pontes 20 &#8211; Janeiro \/ Fevereiro \/ Mar\u00e7o"},"content":{"rendered":"<p>PONTES<br \/>\nBoletim Informativo da OCPM<br \/>\nJaneiro \/ Fevereiro \/ Mar\u00e7o 2006<br \/>\nAno 6  \u2013  n\u00ba 20<br \/>\nDistribui\u00e7\u00e3o gratuita<br \/>\n__________________<br \/>\nMensagem de P\u00e1scoa<br \/>\nD. Ant\u00f3nio Vitalino e restantes bispos membros<br \/>\nda Comiss\u00e3o Episcopal da Mobilidade Humana<br \/>\ne a equipa de servi\u00e7o<br \/>\nda Obra Cat\u00f3lica Portuguesa de Migra\u00e7\u00f5es<br \/>\nformulam votos de Santa e Feliz P\u00e1scoa a todos<br \/>\nos que est\u00e3o comprometidos na Igreja e na Sociedade<br \/>\npara que todos os \u00eaxodos<br \/>\ncheguem a uma P\u00e1scoa de liberta\u00e7\u00e3o.<br \/>\nAleluia! Ele ressuscitou! Vive, Aleluia! \u00c1men<br \/>\n__________<br \/>\nALICERCES<br \/>\nUrge uma nova reconceptualiza\u00e7\u00e3o<br \/>\nFaz hoje um ano que terminou o I\u00ba Encontro Mundial das Comunidades Portuguesas, no Porto. Encerramento envolto em grande suspense n\u00e3o s\u00f3 pelo precipitar-se da doen\u00e7a do Papa peregrino e amigo dos migrantes e refugiados, Jo\u00e3o Paulo II, de santa mem\u00f3ria, mas tamb\u00e9m pela necessidade de uma nova atitude da Igreja, Governo, opini\u00e3o p\u00fablica e sociedade civil, face ao not\u00e1vel aumento da Emigra\u00e7\u00e3o.<br \/>\nNa altura a Igreja, em conjunto com uma s\u00e9rie de militantes na \u00e1rea religiosa, acad\u00e9mica, sindical, politica, associativa e social, lan\u00e7ou a uma s\u00f3 voz o apelo urgente de \u201cuma reconceptualiza\u00e7\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o migrante e necessidade de nova solidariedade para com os emigrantes portugueses\u201d de ontem e os \u201cnovos\u201d de hoje. Ao in\u00edcio desde mil\u00e9nio, diante da intensifica\u00e7\u00e3o do fluxo de sa\u00eddas vis\u00edveis e invis\u00edveis \u00e9 preciso que Governo, Igreja, Entidades p\u00fablicas e privadas se unam no estudo, colabora\u00e7\u00e3o, defini\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o de medidas sociais, com vista a dar a assumir as quest\u00f5es adiadas e dar resposta adequada aos problemas que brotam da nova mobilidade em era de globaliza\u00e7\u00e3o.<br \/>\nNum momento em que assistimos \u00e0 deporta\u00e7\u00e3o e regresso for\u00e7ado do Canad\u00e1 de portugueses e suas fam\u00edlias em situa\u00e7\u00e3o irregular; em que ouvimos falar de portugueses \u201cescravos\u201d na vizinha Espanha; em que nos chegam testemunhos dram\u00e1ticos de portugueses vitimas de \u201cexplora\u00e7\u00e3o laboral\u201d na Holanda; em que aumentam os candidatos ao \u201ctrabalho tempor\u00e1rio e prec\u00e1rio\u201d no estrangeiro &#8211; organizado por redes duvidosas; ou ainda, nos ouvimos not\u00edcias de conterr\u00e2neos nossos \u201cclandestinos\u201d a n\u00edvel do trabalho e da resid\u00eancia no Brasil, em Angola, Reino Unido, s\u00f3 para citar os mais medi\u00e1ticos, a Igreja reafirma a sua firme vontade de continuar ao lado destes cidad\u00e3os atrav\u00e9s das suas estruturas em Portugal e no Estrangeiro.<br \/>\nO director \u2013 Lisboa, 31.03.2006<br \/>\nOLHAR DA IGREJA SOBRE O MUNDO<br \/>\nAgradecimento ao Presidente da Rep\u00fablica<br \/>\nNo dia 30 de Janeiro, o F\u00f3rum de Organiza\u00e7\u00f5es Cat\u00f3licas para a Imigra\u00e7\u00e3o, constitu\u00eddo por 10 entidades, foi recebido em audi\u00eancia pelo Presidente da Republica, no Pal\u00e1cio de Bel\u00e9m. Este grupo de crist\u00e3os, sempre numa atitude de di\u00e1logo aberto, aproveitou o fim de mandato do PR para lhe agradecer o servi\u00e7o que prestou aos imigrantes e manifestar tamb\u00e9m o apre\u00e7o pela proximidade e colabora\u00e7\u00e3o constante do seu assessor para os Assuntos Sociais, Ac\u00e1cio Catarino.<br \/>\nIrregulares deportados do Canad\u00e1<br \/>\nA Comiss\u00e3o Episcopal da Mobilidade Humana e a Diocese de Angra v\u00e3o escrever aos bispos do Canad\u00e1 apelando \u00e0 solidariedade com todos os imigrantes irregulares seja qual for a nacionalidade e ao di\u00e1logo particular com Governo, com vista a que sejam garantidos os direitos humanos dos irregulares portugueses em processo de deporta\u00e7\u00e3o.<br \/>\nApelou-se ainda \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es, de acordo com a lei, para que cada caso seja analisado \u00e0 luz de crit\u00e9rios sociais e humanit\u00e1rios, e n\u00e3o apenas pol\u00edticos e econ\u00f3micos, ao abrigo da Conven\u00e7\u00e3o da ONU para a Protec\u00e7\u00e3o dos Direitos dos Trabalhadores Migrantes e Suas Fam\u00edlias, em vigor desde 1 de Julho de 2003.<br \/>\nA exemplo dos anos anteriores, a CEMH reafirma a pronta colabora\u00e7\u00e3o da equipa de sacerdotes que servem as Comunidades Cat\u00f3licas de L\u00edngua Portuguesa no Canad\u00e1, sobretudo, em Toronto, e lan\u00e7a o apelo a todas as par\u00f3quias do Continente e Ilhas para que acolham com solidariedade as pessoas e fam\u00edlias \u201cretornadas\u201d e as ajudem nas necessidades mais imediatas relacionadas, sobretudo, com o trabalho, escola dos filhos e habita\u00e7\u00e3o.<br \/>\nPersonalidade do ano<br \/>\nA OCPM esteve presente no dia 30 de Mar\u00e7o, no Casino do Estoril, na sess\u00e3o solene, com honras de transmiss\u00e3o directa pela televis\u00e3o, onde foi atribu\u00eddo pela Associa\u00e7\u00e3o de Imprensa Estrangeira em Portugal, o Pr\u00e9mio \u201cPersonalidade do Ano\u201d ao Eng. Ant\u00f3nio Guterres, ilustre cidad\u00e3o portugu\u00eas \u00e0 frente do Alto-Comissariado da ONU para os Refugiados.<br \/>\nOxal\u00e1 o Eng. Ant\u00f3nio Guterres consiga ajudar a criar em Portugal uma consci\u00eancia mais aberta de acolhimento e solidariedade para com o drama dos refugiados no mundo, de maneira a colocar o nosso pa\u00eds, de acordo com as nossas reais possibilidades e tradi\u00e7\u00e3o humanista, no grupo dos pa\u00edses solid\u00e1rios.<br \/>\nUM OLHAR SOBRE A MOBILIDADE<br \/>\nComiss\u00e3o Justi\u00e7a e Paz questiona<br \/>\nCitamos um enxerto da reflex\u00e3o que a Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz emitiu para esta Quaresma: &#8220;Recuperar a alegria de viver e o nosso compromisso com o mundo&#8221;. Saudamos o que escreve do n. 7 acerca do dever de acolher os imigrantes e fazemos nossos os seus pertinentes questionamentos:<br \/>\n\u201d Ainda que, no limite, fossem adoptadas medidas fortemente repressivas (sempre reprov\u00e1veis, \u00e0 luz de valores crist\u00e3os), tal n\u00e3o estancaria o afluxo de imigrantes e poderia mesmo encorajar o refor\u00e7o de redes de tr\u00e1fico de pessoas. H\u00e1, pois, que procurar solu\u00e7\u00f5es que satisfa\u00e7am crit\u00e9rios de equidade e de respeito da dignidade da pessoa humana. H\u00e1 que, promover uma mentalidade que valorize o acolhimento e o bom relacionamento humano, entre nacionais e estrangeiros, que favore\u00e7a a convivialidade e a solidariedade, que estime e incentive a multiculturalidade.<br \/>\nA mudan\u00e7a de mentalidade em rela\u00e7\u00e3o aos imigrantes \u00e9 um desafio individual e colectivo.<br \/>\nA este prop\u00f3sito, ocorre-nos deixar algumas pistas de reflex\u00e3o.<br \/>\n&#8211; Consideramos os imigrantes, que vivem entre n\u00f3s, como nossos irm\u00e3os e reconhecemos que o seu contributo \u00e9 \u00fatil \u00e0 nossa sociedade? Ou tendemos, mais ou menos conscientemente, a culp\u00e1-los da inseguran\u00e7a, do desemprego e da degrada\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es laborais?<br \/>\n&#8211; As nossas preocupa\u00e7\u00f5es n\u00e3o deveriam conduzir-nos \u00e0 procura de caminhos para enfrentar a origem destes males e para a procura de solu\u00e7\u00f5es compat\u00edveis com a caridade evang\u00e9lica? Caminhos que passam pela melhor partilha dos bens da terra, pela aceita\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a, pelo zelo no cumprimento das leis laborais, pelo apoio a normas justas que regulem os fluxos migrat\u00f3rios, pela ajuda empenhada ao desenvolvimento dos pa\u00edses mais pobres\u201d.<br \/>\nIgreja reflecte sobre regulariza\u00e7\u00f5es<br \/>\nDe 13 a 15 de Fevereiro, realizou-se em Freiburg, na Alemanha um Semin\u00e1rio sobre \u201cEuropa e Processos de Legaliza\u00e7\u00e3o de Imigrantes\u201d. Foram convocados peritos da Alemanha, B\u00e9lgica, Espanha, Fran\u00e7a, It\u00e1lia e Portugal. Organizado pela Caritas da Alemanha a delega\u00e7\u00e3o portuguesa foi constitu\u00edda pela Caritas Portuguesa e OCPM.<br \/>\nA situa\u00e7\u00e3o dos irregulares deixou h\u00e1 alguns anos de ser um tema tab\u00fa a n\u00edvel da Sociedade Civil e cada vez mais, em sintonia com o esp\u00edrito da Conven\u00e7\u00e3o ONU de Protec\u00e7\u00e3o dos Direitos dos Trabalhadores Migrantes e membros de Suas Fam\u00edlias &#8211; em vigor desde 1 de Julho de 2003 \u2013 se exige a defesa dos direitos humanos destes cidad\u00e3os em situa\u00e7\u00e3o administrativa irregular, em que muitas irregularidades n\u00e3o s\u00e3o devidas ao pr\u00f3prio, mas a intermedi\u00e1rios, legisla\u00e7\u00f5es em cont\u00ednua altera\u00e7\u00e3o e burocracias com crit\u00e9rios restritivos e repressivos.<br \/>\nCoordenadores exigem mais coopera\u00e7\u00e3o<br \/>\nRealizou-se de 14 a 16 de Mar\u00e7o de 2006, em Montmartre, Paris (Fran\u00e7a) o Encontro dos Coordenadores nacionais das Comunidades Cat\u00f3licas de L\u00edngua Portuguesa.\u201dA tarefa de anima\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria do coordenador numa pastoral migrat\u00f3ria em muta\u00e7\u00e3o\u201d foi o tema que congregou 8 pa\u00edses, tamb\u00e9m conhecido como Conselho Pastoral Consultivo da OCPM.<br \/>\nOs participantes emitiram algumas recomenda\u00e7\u00f5es:<br \/>\n1.\tConstatando-se que em todas as grandes cidades da Europa se nota nos \u00faltimos anos um aumento constante e consider\u00e1vel de \u201cnovos emigrantes\u201d origin\u00e1rios quer de Portugal, quer de outros pa\u00edses lus\u00f3fonos, com particular destaque para Brasil e Angola, urge uma nova aten\u00e7\u00e3o pastoral por parte dos operadores pastorais e maior di\u00e1logo e colabora\u00e7\u00e3o entre as Igrejas de origem e de destino;<br \/>\n2.\tSinal dos novos destinos de portugueses, sobretudo, para o Reino Unido, continuam a chegar \u00e0 OCPM pedidos de dioceses para o envio de sacerdotes para regi\u00f5es onde nunca houve uma presen\u00e7a estruturada com mission\u00e1rio de l\u00edngua materna, a que Portugal vai procurar responder nos pr\u00f3ximos meses;<br \/>\n3.\tContudo, a tend\u00eancia geral na Europa \u00e9 que seja cada vez mais o padre ou a unidade pastoral da Igreja local a acompanhar as comunidades migrantes no territ\u00f3rio da par\u00f3quia, orienta\u00e7\u00e3o que exige o cultivo da proximidade  e interesse pessoal atrav\u00e9s de um conhecimento aprofundado da cultura e religiosidade pr\u00f3pria dos portugueses;<br \/>\n4.\tPara a grande diversidade de situa\u00e7\u00f5es que existem nas Igrejas de cada pa\u00eds, devido \u00e0 l\u00edngua, aos percursos culturais dos migrantes, aos processos de integra\u00e7\u00e3o e actuais orienta\u00e7\u00f5es pastorais, h\u00e1 que encontrar respostas diferenciadas, que exigem o repensamento da nossa presen\u00e7a e ac\u00e7\u00e3o nas Igrejas de acolhimento;<br \/>\n5.\t Diante dos processos de reestrutura\u00e7\u00e3o em curso na maioria das Igrejas locais o coordenador nacional surge com toda a sua indispensabilidade como \u201chomem-ponte\u201d da comunh\u00e3o entre as v\u00e1rias comunidades migrantes e do di\u00e1logo destas com as Igrejas de acolhimento e de origem;<br \/>\n6.\tPara fazer face \u00e0s dificuldades sentidas na escassez de padres e agentes pastorais ao servi\u00e7o das Comunidades, reafirma-se a boa pr\u00e1tica de respeitar os Servi\u00e7os Nacionais, que, diante das emerg\u00eancias, t\u00eam vindo a ser desrespeitados e at\u00e9, em algumas na\u00e7\u00f5es, ignorados;<br \/>\n7.\tComo forma para facilitar a constru\u00e7\u00e3o da comunh\u00e3o na diversidade no seio da Igreja confirma-se a necessidade de que os respons\u00e1veis da f\u00e9 nas comunidades migrantes sejam inseridos nas estruturas colegiais e operativas das Igrejas locais, a saber: conselhos paroquiais e diocesanos, equipas diocesanas da pastoral das migra\u00e7\u00f5es, etc.;<br \/>\n8.\tA continuidade da presen\u00e7a das Comunidades Cat\u00f3licas Portuguesas na Igreja local far-se-\u00e1, sobretudo, atrav\u00e9s da participa\u00e7\u00e3o das leigas e leigos, o que lan\u00e7a muitos desafios, quer aos coordenadores nacionais, quer aos pr\u00f3prios capel\u00e3es\/mission\u00e1rios quanto ao modo de guiar as Comunidades, investindo de forma especial na forma\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o;<br \/>\nParis, 16 de Mar\u00e7o de 2006<br \/>\nCOMISS\u00c3O EPISCOPAL DA MOBILIDADE HUMANA<br \/>\nNovo cardeal para os itinerantes<br \/>\nNo passado dia 17 de Mar\u00e7o, Sua Santidade, Papa Bento XVI aceitou a demiss\u00e3o, por motivos de idade do Cardeal Stephen Fumio Hamao (09.03.1930), e nomeou Cardeal Renato Martino, novo presidente do Conselho Pontif\u00edcio para a Pastoral dos Migrantes e Refugiados.<br \/>\nCardeal Hamao, japon\u00eas, estava ao leme do CPPMI desde 15 de Junho de 1998. Recordamos com alegria e muita gratid\u00e3o os dois momentos em que, a convite da Comiss\u00e3o Episcopal da Mobilidade Humana, a Igreja em Portugal teve a honra de o acolher em 2004 para presidir \u00e0 Semana Nacional de Migra\u00e7\u00f5es e Peregrina\u00e7\u00e3o Internacional do Migrante e Refugiado a F\u00e1tima, e em 2005 para presidir ao I Encontro Mundial das Comunidades Portuguesas.<br \/>\nA Comiss\u00e3o Episcopal formula votos de bom trabalho ao novo respons\u00e1vel mundial pela Pastoral das Migra\u00e7\u00f5es que acumula este servi\u00e7o com a presid\u00eancia de um outro dicast\u00e9rio da Santa S\u00e9: o Conselho Pontifico da Justi\u00e7a e Paz.<br \/>\nMar<br \/>\nAmea\u00e7as aos homens do mar<br \/>\nA Santa S\u00e9 manifestou a sua preocupa\u00e7\u00e3o pela situa\u00e7\u00e3o dos mar\u00edtimos, alertando para os perigos que amea\u00e7am estes profissionais: \u201ca pirataria, a criminaliza\u00e7\u00e3o, restri\u00e7\u00f5es descer a terra, o maior stress e a fadiga\u201d, para al\u00e9m das m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es a bordo dos pesqueiros e o \u201crecrutamento ilegal\u201d de pescadores.<br \/>\nEstas foram as principais conclus\u00f5es do Encontro dos coordenadores regionais do Apostolado do Mar, promovido pelo Conselho Pontif\u00edcio para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, em Roma.<br \/>\nMais de 200 milh\u00f5es de pessoas dependem, para viver, do mundo da pesca, e muitas vezes s\u00e3o os mais pobres entre os pobres. O tsunami tornou o mundo mais consciente da situa\u00e7\u00e3o dos pescadores e o Apostolado do Mar, desde o in\u00edcio, tomou conta daqueles que permaneceram exclu\u00eddos dos principais planos das grandes ag\u00eancias de financiamento.<br \/>\nFoi anunciado que o XXII Congresso Mundial do Apostolado do Mar, que se realizar\u00e1 em Gdynia, na Pol\u00f3nia, de 24 a 29 de Junho de 2007.<br \/>\nBeira-mar em retiro nacional<br \/>\nCerca de 450 pessoas estiveram de 10 a 12 de Fevereiro, em F\u00e1tima, no retiro nacional, anual, dos mar\u00edtimos, familiares e gentes ligadas \u00e0 faina do mar, promovido pela Obra Nacional do Apostolado do Mar (ONAM). O tema proposto foi a Eucaristia e a liga\u00e7\u00e3o \u00e0 fam\u00edlia.<br \/>\nPela primeira vez esteve presente um pequeno grupo da Praia de Viana do Castelo, que se juntou \u00e0s 10 praias, desde Viana do Castelo at\u00e9 \u00e0 Fuzeta no Algarve, que est\u00e3o com um dinamismo de pastoral paroquial \u00e0 luz do Apostolado do Mar, de que \u00e9 director nacional o Pe. Carlos Augusto.<br \/>\nO pr\u00f3ximo encontro nacional ser\u00e1 o \u201cEncontro de Praias\u201d, a realizar-se na Nazar\u00e9, no dia 28 de Maio.<br \/>\nCiganos<br \/>\nOrienta\u00e7\u00f5es contra a indiferen\u00e7a<br \/>\nO Vaticano acaba de publicar as suas novas \u201cOrienta\u00e7\u00f5es para uma Pastoral dos Ciganos&#8221;, documento que apela a uma mudan\u00e7a de fundo na rela\u00e7\u00e3o da Igreja e das suas estruturas com este povo. No texto, elaborado pelo Conselho Pontif\u00edcio para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes (CPPMI), pede-se perd\u00e3o pelos erros cometidos na rela\u00e7\u00e3o com os ciganos, defendendo a supera\u00e7\u00e3o dos preconceitos, das desconfian\u00e7as e das atitudes de rejei\u00e7\u00e3o contra estas popula\u00e7\u00f5es, de modo a favorecer a sua integra\u00e7\u00e3o na sociedade.<br \/>\nDenuncia-se a \u201cindiferen\u00e7a e oposi\u00e7\u00e3o contra os ciganos\u201d, lembrando que a hist\u00f3ria do povo cigano \u201cficou marcada muitas vezes pela persegui\u00e7\u00e3o, o ex\u00edlio, a falta de acolhimento, a rejei\u00e7\u00e3o, o sofrimento e a discrimina\u00e7\u00e3o\u201d. Estima-se que cerca de 15 milh\u00f5es de ciganos vivam hoje na Europa.<br \/>\nPor n\u00e3o se identificarem com nenhum pa\u00eds espec\u00edfico, os ciganos n\u00e3o t\u00eam protec\u00e7\u00e3o governamental e precisam da ajuda de organiza\u00e7\u00f5es internacionais. O documento da Santa S\u00e9 apela \u00e0 ajuda da Igreja na protec\u00e7\u00e3o dos seus direitos, bem como no cuidado pelas pessoas, na educa\u00e7\u00e3o e na introdu\u00e7\u00e3o do Evangelho. A nova Instru\u00e7\u00e3o da Santa S\u00e9 real\u00e7a a necessidade de se criar, no \u00e2mbito da catequese, o espa\u00e7o que permita aos ciganos expressarem sem constrangimentos a forma como vivem a sua rela\u00e7\u00e3o com Deus e a urg\u00eancia da tradu\u00e7\u00e3o da B\u00edblia, textos lit\u00fargicos e os livros de ora\u00e7\u00e3o na l\u00edngua usada pelos diversos grupos \u00e9tnicos<br \/>\nCiganos, riqueza para a Igreja<br \/>\nO encontro anual do Comit\u00e9 Cat\u00f3lico Internacional para os Ciganos (CCIT) realizou-se de 17 a 19 de Mar\u00e7o em Augsburgo, Alemanha. Participaram 120 pessoas em representa\u00e7\u00e3o de 21 pa\u00edses.<br \/>\nNo decorrer dos trabalhos foi reconhecido que as pessoas da etnia cigana s\u00e3o uma riqueza para a sociedade e para a Igreja.<br \/>\nChegou-se a esta conclus\u00e3o: quanto mais s\u00e3o exclu\u00eddos, maior \u00e9 o sinal de que nos \u00e9 necess\u00e1rio ir ao seu encontro porque, de outra forma, ningu\u00e9m lhes levar\u00e1 o amor do Senhor. Para os cat\u00f3licos, o encontro fraterno fomenta a amizade e o acolhimento rec\u00edprocos.<br \/>\nForam testemunhadas experi\u00eancias concretas de viv\u00eancia das situa\u00e7\u00f5es desumanas por que actualmente passam muitos ciganos na Europa, incluindo ciganos mu\u00e7ulmanos refugiados da ex-Jugosl\u00e1via.<br \/>\nPortugal fez-se representar no Encontro do CCIT por Francisco Monteiro, Eva Gon\u00e7alves e Ir. Maria Augusta Silva e Costa, Fernanda Reis e Manuela Mendon\u00e7a.<br \/>\nEM AGENDA<br \/>\n* De 24 e 25 de Abril \u2013 Paris, Fran\u00e7a \u2013 Encontro da Comiss\u00e3o Mista \u201cMagreb\/Europa do Sul\u201d que congrega delegados das Confer\u00eancias Episcopais de Tun\u00edsia, Arg\u00e9lia Marrocos, Fran\u00e7a, Espanha, Portugal e It\u00e1lia ao redor do tema: \u201cOs crist\u00e3os evang\u00e9licos no Magreb e na Europa: que desafios para as nossas Igrejas?\u201d. Este encontro acontece cada dois anos e procura estreitar os la\u00e7os de colabora\u00e7\u00e3o entre as margens do Mediterr\u00e2neo para um refor\u00e7o do di\u00e1logo entre igrejas e com o Isl\u00e3o no Norte de \u00c1frica e na Europa.<br \/>\n* 07 de Maio \u2013 Jornada de Solidariedade Entre Miss\u00f5es \u2013 Pretende-se com este evento proposto cada ano a todas as Comunidades Cat\u00f3licas de L\u00edngua Portuguesa um dia de ora\u00e7\u00e3o pelas voca\u00e7\u00f5es para as migra\u00e7\u00f5es, ora\u00e7\u00e3o pelos mission\u00e1rios \u2013 sacerdotes, religiosas e leigos \u2013 que servem os migrantes e refugiados e, por fim, um gesto de partilha de bens com a Obra Cat\u00f3lica Portuguesa de Migra\u00e7\u00f5es. N\u00e3o sendo poss\u00edvel a viv\u00eancia da Jornada neste Dia Mundial de Ora\u00e7\u00e3o pelas Voca\u00e7\u00f5es, cada comunidade procure realiz\u00e1-lo na data mais oportuna.<br \/>\n* De 10 a 13 de Julho \u2013 Darque, Viana do Castelo \u2013 Encontro Nacional dos Secretariados Diocesanos da Pastoral das Migra\u00e7\u00f5es (SDPM) sob o tema: \u201cNovas Migra\u00e7\u00f5es e Diversidade Religiosa\u201d. Al\u00e9m dos SDPM e das Capelanias de Imigrantes das dioceses portuguesas podem participar delegados das Miss\u00f5es Cat\u00f3licas de L\u00edngua Portuguesa.<br \/>\n* De 06 a 13 de Agosto vai realizar-se em todo o pa\u00eds a 34\u00aa Semana Nacional de Migra\u00e7\u00f5es sob o lema \u201cSinais de Um Tempo Novo\u201d. Este ano decidiu-se dedicar a Peregrina\u00e7\u00e3o Internacional do Migrante e Refugiado a F\u00e1tima \u00e0s Comunidades Ucranianas em Portugal. Confirmadas as presen\u00e7as do Cardeal Luydomir Husar, Patriarca da Igreja Greco-Cat\u00f3lica Ucraniana e de D. Dion\u00edsio Lachovicz, respons\u00e1vel pelas Comunidades Ucranianas no Exterior. A OCPM, em colabora\u00e7\u00e3o com a Diocese de Leiria-F\u00e1tima, o Santu\u00e1rio de F\u00e1tima e a Coordena\u00e7\u00e3o Nacional dos Imigrantes Ucranianos deseja que esta visita pastoral marque o caminho de evangeliza\u00e7\u00e3o e coordena\u00e7\u00e3o desta pastoral em Portugal.<br \/>\n* De 21 a 24 de Setembro \u2013 Siguenza\/Guadalajara, Espanha \u2013 Os Directores nacionais da Pastoral de Migra\u00e7\u00f5es da Europa foram convocados pela \u201cComiss\u00e3o Migra\u00e7\u00f5es\u201d do Conselho das Confer\u00eancias Episcopais da Europa (CCEE) para o seu Encontro anual.<br \/>\nA Comiss\u00e3o que \u00e9 presidida por D. Louis Pel\u00e2tre, vig\u00e1rio apost\u00f3lico de Istambul, Turquia, escolheu como tema de reflex\u00e3o: \u201cMigra\u00e7\u00f5es e Jovens: uma chance para a Igreja e para a sociedade na Europa\u201d. Uma tem\u00e1tica muito oportuna para as Igrejas pois os jovens oriundos da migra\u00e7\u00e3o presentes nas comunidades paroquiais e nos movimentos eclesiais s\u00e3o hoje uma grande for\u00e7a para a nova evangeliza\u00e7\u00e3o.<br \/>\nfim<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Boletim da OCPM<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-641","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-pontes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/641","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=641"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/641\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1276,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/641\/revisions\/1276"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=641"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=641"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=641"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}