{"id":743,"date":"2005-03-31T00:00:00","date_gmt":"2005-03-31T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2015-05-28T15:51:33","modified_gmt":"2015-05-28T15:51:33","slug":"a-igreja-em-portugal-e-a-nova-pastoral-das-migracoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/a-igreja-em-portugal-e-a-nova-pastoral-das-migracoes\/","title":{"rendered":"A Igreja em Portugal e a Nova Pastoral das Migra\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u00c0 LUZ DA INSTRU\u00c7\u00c3O ERGA MIGRANTES CARITAS CHRISTI<\/strong><\/p>\n<p>Confer\u00eancia de Sua Emin\u00eancia o Cardeal Stephen Fumio Hamao<br \/>\nPresidente do Conselho Pontif\u00edcio da Pastoral para os Migrantes e Itinerantes<br \/>\npor ocasi\u00e3o do I Encontro Mundial das Comunidades Portuguesas.<br \/>\nPorto, 30 de Mar\u00e7o de 2005<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\n<strong>1. A Emigra\u00e7\u00e3o hoje e as Comunidades portuguesas no mundo<\/strong><br \/>\nA migra\u00e7\u00e3o das pessoas \u00e9, segundo as Organiza\u00e7\u00f5es internacionais, um dos \u00edndices mais significativos da dimens\u00e3o global do mundo contempor\u00e2neo e das suas exig\u00eancias n\u00e3o s\u00f3 econ\u00f3micas (cfr. a nossa Instru\u00e7\u00e3o Erga migrantes caritas Christi: EMCC, 4).<br \/>\nAo longo da sua hist\u00f3ria Portugal tem dado uma das contribui\u00e7\u00f5es mais significativas a este respeito. No entanto, a actual Emigra\u00e7\u00e3o apresenta-se n\u00e3o como um facto pontual e transit\u00f3rio, mas um processo social, pol\u00edtico, cultural e religioso que deve ser considerado a longo prazo (cfr. Apresenta\u00e7\u00e3o de EMCC).<br \/>\nAssim, o desenraizamento, o primeiro impacto com outro pa\u00eds e a adapta\u00e7\u00e3o inicial constituem a fase mais imediata e evidente que exige lugar para a fam\u00edlia, clama casa, trabalho, escola, sa\u00fade e acolhimento religioso (ib., 43).<br \/>\nEm tal contexto relevamos que os pa\u00edses das Am\u00e9ricas e da Europa foram o sonho de milh\u00f5es de portugueses. De facto, numerosas Comunidades deixaram a sua P\u00e1tria para fixarem as suas resid\u00eancias no estrangeiro, espalhadas hoje em 121 pa\u00edses nos v\u00e1rios continentes. Cidad\u00e3os portugueses, luso-descendentes, \u201cnovos\u201d emigrantes s\u00e3o, no fundo, tr\u00eas diferentes componentes que convivem juntas. A estes aspectos macrosc\u00f3picos e gerais temos que acrescentar outras facetas.<br \/>\nExistem, com efeito, os portugueses mais ou menos afortunados, as velhas e novas gera\u00e7\u00f5es, os emigrantes &#8220;altamente qualificados&#8221; \u2013 digamos assim \u2013 ou os simples trabalhadores \u00e0 procura de trabalho. Gente comum, homens e mulheres de neg\u00f3cios, da investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica ou da arte, vivem lado a lado. S\u00e3o v\u00e1rias Comunidades que partilham, de alguma maneira, o \u201cmodo portugu\u00eas\u201d de viver e, direi, de pensar e de crer.<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\n<strong>2. A exig\u00eancia pastoral<\/strong><br \/>\nEsta popula\u00e7\u00e3o constitui um forte apelo pastoral que as Igrejas particulares e a Igreja em Portugal, no seu conjunto, acolheram seriamente. Na realidade, reconhecemos que existiu um forte empenho eclesial, desde o in\u00edcio dos fluxos migrat\u00f3rios. A Igreja em Portugal, e n\u00e3o s\u00f3, especialmente no p\u00f3s-guerra, investiu muito em pessoas e em estruturas para um servi\u00e7o espec\u00edfico aos emigrantes. Os \u201cCentros Mission\u00e1rios\u201d (as Miss\u00f5es e Comunidades Cat\u00f3licas Portuguesas) tornaram-se, e permanecem ainda, lugares de refer\u00eancia significativa para os aspectos fundamentais do viver humano e crist\u00e3o, al\u00e9m de lugares de encontro, de forma\u00e7\u00e3o, conforto e apoio social. Contudo, as Comunidades portuguesas no estrangeiro percorreram caminhos diferentes e apresentam uma not\u00e1vel variedade de situa\u00e7\u00f5es e de modelos pastorais de acompanhamento. Por fim, actualmente processa-se uma inser\u00e7\u00e3o que transforma estes cidad\u00e3os em residentes permanentes nas Na\u00e7\u00f5es que os acolheram.<br \/>\nTodavia, apesar disso, encontram-se zonas de sombras ou de problemas que pedem urgentes interven\u00e7\u00f5es pontuais. Basta recordar a situa\u00e7\u00e3o dos jovens da segunda e terceira gera\u00e7\u00f5es, os desafios da terceira idade, o permanente \u201cvai-e-vem\u201d de um pa\u00eds para outro dos aposentados que vivem na Europa, os \u201cnovos\u201d \u00eaxodos de pessoas sem trabalho, os problemas familiares de quem vive em Pa\u00edses inst\u00e1veis econ\u00f3mica e politicamente, a mobilidade em cont\u00ednuo crescimento de intelectuais e profissionais, o problema dos trabalhadores \u201ctempor\u00e1rios\u201d das empresas portuguesas no Estrangeiro. Tudo isto requer respostas a exig\u00eancias diversificadas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>3. A Obra Cat\u00f3lica Portuguesa de Migra\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>As orienta\u00e7\u00f5es e a ac\u00e7\u00e3o da Igreja em Portugal e a Obra Cat\u00f3lica Portuguesa de Migra\u00e7\u00f5es s\u00e3o destinadas a garantir a Assist\u00eancia religiosa aos emigrantes portugueses e luso-descendentes envolvidos no processo da Mobilidade humana, a promover nas Comunidades crist\u00e3s atitudes e ac\u00e7\u00f5es em favor dos direitos fundamentais, civis e religiosos e a estimular na pr\u00f3pria Comunidade nacional um clima de aut\u00eantica solidariedade.<br \/>\nA este respeito, gostaria de lembrar, quatro orienta\u00e7\u00f5es pastorais previstas na EMCC:<br \/>\n&#8211; Manter viva a aten\u00e7\u00e3o da Igreja em Portugal sobre os seus novos emigrantes e sobre a segunda e terceira fase da emigra\u00e7\u00e3o. De facto, apesar da emerg\u00eancia e da primeira inser\u00e7\u00e3o estar na maioria das na\u00e7\u00f5es, quase no fim, exceptuando-se os recentes e imprevis\u00edveis destinos dos \u201cnovos\u201d emigrantes, permanecem problemas, expectativas, exig\u00eancias de visibilidade e de participa\u00e7\u00e3o (ib., 38, 42).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8211; Reavivar a sensibilidade das institui\u00e7\u00f5es e da Sociedade portuguesa a favor dos emigrantes, influenciando a Opini\u00e3o p\u00fablica, os Minist\u00e9rios competentes e as Autoridades p\u00fablicas que se ocupam do sector. Portanto, \u00e9 necess\u00e1rio recordar o dever de n\u00e3o descurar as Comunidades portuguesas no Estrangeiro que conservam, em igualdade de tratamento com os residentes, todos os seus direitos pol\u00edticos, sociais, culturais e de informa\u00e7\u00e3o (ib., 43, 78).<br \/>\n&#8211; Manter desperta a aten\u00e7\u00e3o das Igrejas particulares que acolheram os imigrantes portugueses no seu territ\u00f3rio \u2013 nas par\u00f3quias e movimentos &#8211; para que, vivendo a inerente dimens\u00e3o acolhedora, valorizem as diversidades das diferentes Comunidades, como elementos constitutivos da \u00fanica Comunh\u00e3o local (ib., 37, 70, 78, 89, 100).<br \/>\n&#8211; Encontrar e apoiar os Agentes pastorais, sacerdotes, religiosos\/as e leigos\/as, acompanhando as Miss\u00f5es\/Comunidades Cat\u00f3licas Portuguesas num caminho aberto, dialogante e de comunh\u00e3o, encorajando a forma\u00e7\u00e3o e sustentando a informa\u00e7\u00e3o (ib., 79-88).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>4. Os Agentes pastorais<\/strong><\/p>\n<p>A quarta orienta\u00e7\u00e3o parece-nos de particular import\u00e2ncia. De facto, hoje mais do que ontem, s\u00e3o necess\u00e1rios agentes pastorais que sejam evangelizadores e guias capazes de apoiar as Comunidades de origem portuguesa na sua inser\u00e7\u00e3o, de modo original e co-respons\u00e1vel, nas Comunidades de acolhimento.<br \/>\nA Instru\u00e7\u00e3o EMCC considera tr\u00eas categorias de agentes pastorais:<\/p>\n<p><strong>&#8211; Os presb\u00edteros diocesanos (ib., 79)<\/strong><br \/>\nEm Portugal muitas dioceses desenvolveram uma ac\u00e7\u00e3o concreta e sol\u00edcita em favor dos fi\u00e9is \u201cdiocesanos\u201d que deixaram a sua terra. Foram criados boletins paroquiais, a fim de manterem contactos, e muitos p\u00e1rocos e bispos fizeram e continuam a fazer viagens pastorais para visitarem os seus paroquianos e diocesanos no Estrangeiro. A este prop\u00f3sito, deve aumentar, na medida do poss\u00edvel, a generosidade das dioceses portuguesas \u2013 do Continente e das Regi\u00f5es Aut\u00f3nomas da Madeira e A\u00e7ores &#8211; no envio de sacerdotes para o servi\u00e7o das Igrejas Particulares estrangeiras, a fim de realizar uma pastoral espec\u00edfica junto das Comunidades portuguesas. Um servi\u00e7o, ainda que tempor\u00e1rio ou por um per\u00edodo determinado, poderia significar realmente um \u201cinvestimento\u201d precioso tamb\u00e9m para um sacerdote diocesano e para o seu Bispo, de acordo com os Planos Pastorais da diocese. Tamb\u00e9m queremos assinalar o enorme esfor\u00e7o de muitos presb\u00edteros diocesanos dos pa\u00edses de acolhimento que, ao longo destes anos, e de modo especial nos momentos de maior emerg\u00eancia social da emigra\u00e7\u00e3o portuguesa, aprenderam a vossa l\u00edngua e se \u201cinculturaram\u201d na cultura e religiosidade portuguesas.<\/p>\n<p><strong>&#8211; Os Religiosos\/as (ib., 80-85)<\/strong><br \/>\nUm grande empenho pastoral tem sido praticado em Portugal pelos Institutos Religiosos, que t\u00eam formado e enviado muitos agentes para o servi\u00e7o dos seus emigrantes. As Miss\u00f5es\/Comunidades Cat\u00f3licas Portuguesas, ajudadas pelas Fam\u00edlias religiosas e Congrega\u00e7\u00f5es mission\u00e1rias, usufru\u00edram assim de uma boa presen\u00e7a e colabora\u00e7\u00e3o de religiosos portugueses e de outras nacionalidades.<br \/>\nTamb\u00e9m as Religiosas e Mission\u00e1rias est\u00e3o hoje cada vez mais empenhadas a este respeito, como testemunhas de vida comunit\u00e1ria, e com a pr\u00e1tica dos tr\u00eas conselhos evang\u00e9licos. As actividades realizadas por estas mulheres &#8211; religiosas e mission\u00e1rias &#8211; s\u00e3o muitas e diversificadas: grupos de reflex\u00e3o b\u00edblica sobre o Evangelho, catequese das crian\u00e7as e adultos, pastoral da sa\u00fade, da escola, das pris\u00f5es, an\u00fancio evang\u00e9lico, anima\u00e7\u00e3o juvenil, anima\u00e7\u00e3o lit\u00fargica, apoio social e espiritual a idosos, aten\u00e7\u00e3o \u00e0s fam\u00edlias e jovens em dificuldades.<\/p>\n<p><strong>&#8211; Os Leigos\/as (ib., 86-88)<\/strong><br \/>\nOs leigos e leigas vivem intensamente o seu dever de animadores da comunidade, inclusive nos Conselhos Pastorais. Porque alguns colaboram directamente na orienta\u00e7\u00e3o da comunidade, seria oportuno organizar para eles Cursos de forma\u00e7\u00e3o teol\u00f3gico-pastoral. Existem efectivamente leigos e leigas que receberam a \u201cmissio can\u00f3nica\u201d, outros exercem, atrav\u00e9s de uma actividade \u201cprofissional\u201d remunerada, servi\u00e7os administrativos e de funcionamento. Muitos volunt\u00e1rios, entre eles encontrando-se um significativo grupo de crist\u00e3os de outros pa\u00edses lus\u00f3fonos, constituem a for\u00e7a mais preciosa da vitalidade das Comunidades Cat\u00f3licas Portuguesas e de L\u00edngua Portuguesa no estrangeiro. Portanto, deve ser garantida a todos, portugueses e tamb\u00e9m ao n\u00famero crescente de emigrantes lus\u00f3fonos, uma adequada Forma\u00e7\u00e3o B\u00edblica e Espiritual para que se tornem verdadeiras testemunhas de caridade e de solidariedade nas Comunidades crist\u00e3s.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>5. As prioridades pastorais<\/strong><br \/>\nOs agentes e as estruturas pastorais s\u00e3o hoje considerados partes integrantes da Comunidade local e t\u00eam aprendido a projectar e a realizar em conjunto as suas actividades. Cada vez mais a Igreja concebe-se como comunh\u00e3o de pequenas comunidades que procuram maior envolvimento na Igreja particular em todas as suas articula\u00e7\u00f5es, sem perder o v\u00ednculo com as pr\u00f3prias ra\u00edzes e Igreja em Portugal. Por outro lado, alguns Centros mission\u00e1rios\/Comunidades Cat\u00f3licas Portuguesas encontram dificuldades em se adequar a uma Pastoral intercultural e inter-religiosa.<br \/>\nDe seguida, passo a citar as prioridades pastorais sobre as quais me parece oportuno reflectir convosco, em vista do futuro servi\u00e7o pastoral espec\u00edfico aos Portugueses no mundo:<br \/>\n\u2013 <strong>Come\u00e7o por referir a forma\u00e7\u00e3o (<\/strong>ib., 76, 79, 88)<br \/>\nNuma pastoral que requer uma constante renova\u00e7\u00e3o e uma not\u00e1vel capacidade de exemplaridade e decis\u00e3o nas Igrejas particulares, \u00e9 necess\u00e1rio que haja um compromisso coordenado na forma\u00e7\u00e3o e requalifica\u00e7\u00e3o dos respons\u00e1veis pastorais para que se empenhem na viv\u00eancia da caracter\u00edstica da \u201ccatolicidade\u201d e na pr\u00e1tica da \u201ccomunh\u00e3o nas diversidades\u201d, como fruto da presen\u00e7a de tantos imigrantes e refugiados. O respeito pelas rec\u00edprocas identidades n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, nem mesmo no interior da pr\u00f3pria Igreja Cat\u00f3lica.<br \/>\n\u2013 <strong>O segundo aspecto digno de reflex\u00e3o \u00e9 a renova\u00e7\u00e3o dos agentes pastorais.<\/strong><br \/>\nO \u00eaxodo crescente de \u201cnovos emigrantes\u201d portugueses, sobretudo, rumo \u00e0 Europa, o crescimento da mobilidade de trabalhadores para a agricultura, a pesca e a hotelaria, o movimento de empres\u00e1rios, investigadores, outros profissionais e de estudantes para o estrangeiro, torna ainda mais urgente o envio de novos agentes pastorais. O envelhecimento progressivo dos mission\u00e1rios\/capel\u00e3es \u2013 sacerdotes, religiosas e leigos &#8211; de facto, torna real o risco de deixar a descoberto muitas \u00e1reas importantes da pastoral e de comprometer a gradualidade da integra\u00e7\u00e3o eclesial.<br \/>\n\u00ac <strong>Enfim, uma palavra sobre a informa\u00e7\u00e3o<\/strong> (ib., 35, 78)<br \/>\nPara os migrantes \u00e9 vital manter o v\u00ednculo com as Comunidades de origem, oferecendo bases de an\u00e1lise e de interpreta\u00e7\u00e3o sobre a evolu\u00e7\u00e3o da Sociedade, sugerindo pontos de reflex\u00e3o e de anima\u00e7\u00e3o religiosa, assim como fornecendo not\u00edcias especializadas. Quanto \u00e0 Imprensa, a presen\u00e7a mission\u00e1ria pode realizar-se tamb\u00e9m a n\u00edvel da televis\u00e3o e da r\u00e1dio (e v\u00f3s tendes a benem\u00e9rita Radio Renascen\u00e7a) e do uso da Internet (a atenta Ag\u00eancia Ecclesia). Parece-nos \u00fatil, portanto, o esfor\u00e7o de coordenar a Imprensa cat\u00f3lica existente na Emigra\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m de favorecer sinergias com a Imprensa regional e nacional de inspira\u00e7\u00e3o crist\u00e3 em Portugal para garantir uma troca de not\u00edcias, imagens, experi\u00eancias e vis\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>6. Fundar comunidades vivas<\/strong><br \/>\nO mundo dos portugueses no estrangeiro \u2013 salvo erro \u2013 est\u00e1 destinado a tornar-se cada vez mais um misto de \u201cdescendestes de Portugal\u201d, desde os cidad\u00e3os idosos aos \u201cnovos\u201d emigrantes. Numa tal situa\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio defender a identidade cultural do emigrante (ib., 78) transformando-a, por\u00e9m, em presen\u00e7a cada vez mais qualificada e marcada pela abertura. De facto, a verdadeira cultura, para o ser realmente, dever\u00e1 abrir-se \u00e0 interculturalidade.<br \/>\n\u00c9 certo que as Comunidades portuguesas no estrangeiro t\u00eam uma hist\u00f3ria e uma din\u00e2mica pr\u00f3prias pelas quais, mesmo caminhando com a hist\u00f3ria dos Pa\u00edses de acolhimento, encontram a sua coer\u00eancia interna numa comum matriz cultural e, direi, tamb\u00e9m religiosa. Por outro lado, as Comunidades mudaram, ou est\u00e3o a mudar. Assim, n\u00e3o existem mais Comunidades homog\u00e9neas, imersas como est\u00e3o numa sociedade pluralista, uma vez que os seus membros t\u00eam interesses e preocupa\u00e7\u00f5es diferentes. Alguns tamb\u00e9m n\u00e3o t\u00eam mais v\u00ednculos vivos com Portugal. E, todavia, estas Comunidades mant\u00eam elementos e tra\u00e7os da cultura portuguesa e s\u00e3o o resultado da necessidade de se encontrarem, n\u00e3o obstante, como Comunidade portuguesa, para a qual necessitam de pastores do seu idioma e cultura (v. Apresenta\u00e7\u00e3o da EMCC, e ib, 78,91).<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\n<strong>Conclus\u00e3o<\/strong><br \/>\nNum clima de crescente indiferen\u00e7a religiosa e de descristianiza\u00e7\u00e3o, que atinge com profundidade tamb\u00e9m muitas Comunidades portuguesas residentes no estrangeiro, torna-se priorit\u00e1rio o an\u00fancio da Boa-nova na situa\u00e7\u00e3o de vida em mobilidade humana \u2013 \u00e9 a nova evangeliza\u00e7\u00e3o!<br \/>\nGra\u00e7as a uma chave de leitura especial da pr\u00f3pria hist\u00f3ria, e conscientes da pr\u00f3pria identidade cultural, num mundo diferenciado por um forte processo de homologa\u00e7\u00e3o e nivelamento cultural, os Portugueses no mundo s\u00e3o chamados pois a redescobrir a voca\u00e7\u00e3o para o di\u00e1logo com outras culturas e a amadurecer a disponibilidade para a colabora\u00e7\u00e3o e a co-responsabilidade, para se assim continuarem a sentirem-se protagonistas do projecto comum de uma Igreja que n\u00e3o considera ningu\u00e9m como \u201cestrangeiro\u201d (cfr. Apresenta\u00e7\u00e3o).<br \/>\nHoje, a ac\u00e7\u00e3o pastoral para os emigrantes e suas fam\u00edlias est\u00e1 a tornar-se testemunha nova e providencial, onde a aten\u00e7\u00e3o se abre para os emigrantes de todas as etnias, nacionalidades, culturas e religi\u00f5es. As estruturas s\u00e3o, portanto, colocadas \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o generosa de todos, num quadro de unidade pastoral, e os agentes pastorais prestam um servi\u00e7o a todas as componentes da comunidade crist\u00e3 local de acolhimento, da Igreja particular.<br \/>\nO facto de Portugal, hoje, sem deixar de ser terra de onde ainda se parte, ser tamb\u00e9m um Pa\u00eds de imigra\u00e7\u00e3o, deve ser ocasi\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 para ousar ter presente a mem\u00f3ria hist\u00f3rica, mas, sobretudo, de lan\u00e7ar um apelo \u00e0 cidadania, \u00e0 solidariedade e corresponsabilidade crist\u00e3s (ib., 9). O empenhamento antigo e, agora, renovado para com as Comunidades Portuguesas no mundo n\u00e3o deve prejudicar, nem adiar o compromisso no acolhimento generoso aos imigrantes e refugiados em Portugal. Tamb\u00e9m aqui se trata, mais uma vez, de Nova Evangeliza\u00e7\u00e3o!<br \/>\nCard. Stephen Fumio Hamao<br \/>\nConselho Pontificio para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes (CPPMI)<br \/>\n. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .<br \/>\n(vers\u00e3o em italiano)<br \/>\nL&#8217;ISTRUZIONE<br \/>\nERGA MIGRANTES CARITAS CHRISTI<br \/>\nE LA CHIESA IN PORTOGALLO<br \/>\nConferenza del Cardinale Stephen Fumio Hamao,<br \/>\nPresidente del Pontificio Consiglio della Pastorale per i Migranti e gli Itineranti<br \/>\nin occasione dell\u2019Incontro mondiale dei portoghesi all\u2019estero<br \/>\nPorto- Portogallo, 31 marzo 2005<br \/>\n1. L&#8217;emigrazione oggi e le comunit\u00e0 portoghesi nel mondo<br \/>\nLa migrazione delle persone \u00e8, secondo le Organizzazioni internazionali, uno degli indici pi\u00f9 significativi della dimensione globale del mondo contemporaneo e delle sue esigenze non solo economiche (cfr. EMCC, 4).<br \/>\nIl Portogallo ha dato, a questo riguardo, uno degli apporti pi\u00f9 significativi. L\u2019emigrazione poi non \u00e8 un fatto puntuale e transitorio, ma una lunga storia, un processo sociale, politico, culturale e religioso (cfr. Presentazione di EMCC).<br \/>\nIn ogni caso lo sradicamento, il primo impatto con un altro Paese e la prima sistemazione costituiscono la fase pi\u00f9 immediata ed evidente che domanda posto per la famiglia, la casa, il lavoro, la scuola, la salute, una sistemazione nel quartiere, un\u2019accoglienza religiosa (Ib., 43).<br \/>\nIn tale contesto rileviamo che i Paesi delle Americhe e dell\u2019Europa furono il miraggio di tanti portoghesi. Ne sono una riprova numerose comunit\u00e0 che hanno fissato all&#8217;estero la loro residenza, disseminate nei vari continenti.<br \/>\nCittadini portoghesi, oriundi, nuovi emigrati sono in fondo tre componenti diverse che convivono insieme. A questi aspetti macroscopici e generali vanno aggiunte altre sfaccettature. Vi sono in effetti portoghesi pi\u00f9 o meno fortunati, vecchie e nuove generazioni, emigrati di \u201calto profilo\u201d &#8211; diciamo cos\u00ec &#8211; o semplicemente alla ricerca di lavoro. Gente comune, uomini e donne del commercio, della ricerca scientifica o dell&#8217;arte vivono cio\u00e8 gli uni accanto agli altri. Sono varie comunit\u00e0 che condividono comunque il \u201cmodo portoghese\u201d di vivere e, direi, di pensare, di credere.<br \/>\n2. L&#8217;esigenza pastorale<br \/>\nQuesta popolazione costitu\u00ec un forte appello pastorale che le Chiese particolari e la Chiesa portoghese accolsero seriamente. Un forte impegno ecclesiale fu infatti profuso fin dall\u2019inizio dei flussi migratori.<br \/>\nLa Chiesa portoghese, e non solo, specialmente nel dopoguerra, invest\u00ec molto in persone e strutture per un servizio ai propri emigrati. I centri missionari diventarono, e restano ancora, luogo di riferimento significativo per gli aspetti fondanti del vivere umano e cristiano, oltre che luogo di ritrovo, conforto e sostegno. Comunque le comunit\u00e0 portoghesi all\u2019estero hanno percorso strade differenti e presentano una notevole variet\u00e0 di situazioni. E\u2019 peraltro in atto un processo di assestamento che trasforma questi cittadini in residenti permanenti nelle Nazioni che li hanno accolti.<br \/>\nCi\u00f2 tuttavia non significa che non si riscontrino zone d\u2019ombra o problemi che richiedono interventi puntuali. Basti ricordare i giovani della seconda e terza generazione, le sfide della terza et\u00e0, il pendolarismo di molti pensionati che vivono in Europa, i nuovi esodi di persone senza lavoro, la mobilit\u00e0 in continuo aumento di intellettuali e professionisti, il problema dei lavoratori al seguito delle imprese portoghesi all\u2019estero. Tutto questo richiede risposte ad esigenze diversificate.<br \/>\n3. La \u201cObra Cat\u00f3lica Portuguesa de Migra\u00e7oes\u201d<br \/>\nGli orientamenti e l\u2019opera della Chiesa in Portogallo e la \u201cObra Cat\u00f3lica\u201d sono indirizzati ad assicurare l\u2019assistenza religiosa degli emigrati portoghesi coinvolti nel processo di mobilit\u00e0 umana, a promuovere nelle comunit\u00e0 cristiane atteggiamenti e azioni di condivisione dei diritti fondamentali, civili e religiosi, e a stimolare nella stessa comunit\u00e0 civile un clima di autentica solidariet\u00e0.<br \/>\nA tale riguardo, quattro sono gli orientamenti pastorali che la EMCC prevede:<br \/>\n&#8211; Tenere desta l\u2019attenzione della Chiesa portoghese sui suoi nuovi emigrati e sulla seconda e terza fase dell&#8217;emigrazione. L\u2019emergenza infatti e la prima sistemazione sono quasi finite, ma rimangono problemi, attese e domande di visibilit\u00e0 e partecipazione (Ib., 38, 42).<br \/>\n&#8211; Ravvivare la sensibilit\u00e0 delle istituzioni e della societ\u00e0 portoghese a favore degli emigrati, influendo sull\u2019opinione pubblica, sui Ministeri competenti e sulle autorit\u00e0 pubbliche che si occupano del settore. Bisogner\u00e0 dunque richiamare il dovere di non trascurare le comunit\u00e0 portoghesi all\u2019estero che conservano tutti i loro diritti politici, sociali, culturali e di informazione (Ib.,43, 78).<br \/>\n&#8211; Tenere desta l&#8217;attenzione delle Chiese particolari che hanno accolto immigrati portoghesi nel loro territorio, perch\u00e9, vivendo la costitutiva dimensione missionaria, mettano in valore le diversit\u00e0 delle differenti comunit\u00e0, quali elementi costitutivi dell\u2019unica comunione locale (Ib., 37, 70, 78, 89, 100).<br \/>\n&#8211; Reperire e sostenere gli operatori pastorali, sacerdoti, religiosi\/e e laici, accompagnando le missioni\/cappellanie portoghesi per un cammino aperto, dialogante e di comunione, incoraggiando la formazione e sostenendo l\u2019informazione (Ib., 41, 79-88).<br \/>\n4. Gli operatori pastorali<br \/>\nIl quarto predetto orientamento ci sembra di particolare importanza. Oggi, infatti, e pi\u00f9 di ieri, sono richiesti agenti pastorali che siano evangelizzatori e guide capaci di sostenere le comunit\u00e0 di origine portoghese nell\u2019inserimento in modo originale e corresponsabile nelle comunit\u00e0 di accoglienza.<br \/>\nLa EMCC considera tre categorie di operatori pastorali, vale a dire:<br \/>\n&#8211; I presbiteri diocesani (Ib.,79)<br \/>\nMolte diocesi attivarono un\u2019azione concreta e sollecita in favore dei cristiani che lasciarono la loro terra. Nacquero bollettini parrocchiali per mantenere i contatti e molti parroci compirono viaggi pastorali in visita ai loro parrocchiani all\u2019estero.<br \/>\nIn proposito, deve aumentare, nella misura del possibile, la generosit\u00e0 delle diocesi portoghesi nell\u2019inviare sacerdoti a servizio delle Chiese particolari estere per una pastorale specifica alle comunit\u00e0 portoghesi. Un servizio, anche se temporaneo o per un periodo determinato, potrebbe significare in effetti un \u201cinvestimento\u201d prezioso anche per un sacerdote diocesano.<br \/>\n&#8211; I Religiosi\/e (Ib., 80-85)<br \/>\nGrande impegno pastorale \u00e8 stato profuso dagli Istituti religiosi, che hanno formato e inviato molti operatori a servizio dei vostri emigrati. Le Missioni Cattoliche portoghesi, servite dalle famiglie religiose, hanno cos\u00ec goduto di una presenza e collaborazione meglio garantite.<br \/>\nAnche le Religiose sono oggi sempre pi\u00f9 impegnate al riguardo con testimonianza di vita comunitaria, oltre che con l\u2019esercizio dei tre voti religiosi. Le attivit\u00e0 realizzate da tutte costoro sono molte e diversificate: gruppi del vangelo, pastorale della sanit\u00e0, scuola, catechesi, animazione giovanile, sostegno agli anziani e vicinanza alle famiglie in difficolt\u00e0, oltre che nella realt\u00e0 di annuncio evangelico.<br \/>\n&#8211; I Laici (Ib., 86-88)<br \/>\nI Laici vivono intensamente il loro compito di animazione della comunit\u00e0, anche nei Consigli pastorali. Poich\u00e9 alcuni collaborano direttamente nella conduzione della comunit\u00e0, sarebbe opportuno organizzare corsi di formazione teologico\u00acpastorale. Vi sono laici che hanno ricevuto altres\u00ec una \u201cmissio canonica\u201d; altri assicurano, attraverso una attivit\u00e0 professionale remunerata, servizi amministrativi e di funzionamento. Moltissimi volontari costituiscono poi la forza pi\u00f9 preziosa della vitalit\u00e0 delle comunit\u00e0 portoghesi all\u2019estero. A tutti deve essere dunque assicurata una adeguata formazione spirituale perch\u00e9 diventino veri testimoni di carit\u00e0 e di solidariet\u00e0 nelle comunit\u00e0 cristiane.<br \/>\n5. Le priorit\u00e0 pastorali<br \/>\nOggi gli operatori e le strutture pastorali sono considerati una componente della comunit\u00e0 locale e abbiamo imparato a progettare e operare insieme. La Chiesa si concepisce, sempre pi\u00f9, come comunione di piccole comunit\u00e0 con ricerca di maggiore coinvolgimento nella Chiesa particolare in tutte le sue articolazioni, sorretti tutti da un legame con le proprie radici e la Chiesa in Portogallo. Alcuni centri missionari\/cappellanie portoghesi faticano peraltro<br \/>\nnell\u2019adeguarsi ad una pastorale interculturale e anche interreligiosa.<br \/>\nQueste sono comunque le priorit\u00e0 pastorali sulle quali mi sembrerebbe opportuno puntare per i prossimi anni, in vista di un servizio pastorale specifico al portogl-\u03b9esi nel mondo:<br \/>\n&#8211; La formazione (Ib.,76, 79, 88)<br \/>\nIn una pastorale che richiede un costante aggiornamento e una notevole capacit\u00e0 di esemplarit\u00e0 e incisivit\u00e0 presso le Chiese particolari, occorre un impegno coordinato nella formazione e riqualificazione dei responsabili pastorali perch\u00e9 si impegnino a vivere la nota della cattolicit\u00e0 e a praticare la comunione nelle diversit\u00e0, frutto della presenza di tanti immigrati. Il rispetto delle reciproche identit\u00e0 non \u00e8 cosa facile e scontata, nemmeno all\u2019interno della Chiesa Cattolica.<br \/>\n&#8211; Rinnovamento degli operatori pastorali<br \/>\nL\u2019esodo di nuovi portoghesi verso l\u2019Europa, l\u2019aumento della mobilit\u00e0 professionale di imprenditori, ricercatori e altri professionisti, nonch\u00e9 di studenti all\u2019estero, rende ancora pi\u00f9 urgente l\u2019invio di nuovi operatori pastorali. L\u2019invecchiamento progressivo dei missionari\/cappellani, infatti, rende reale il rischio di lasciare scoperte molte importanti aree pastorali.<br \/>\n&#8211; L&#8217;informazione (Ib., 35, 78)<br \/>\nE\u2019 molto importante mantenere il collegamento con la comunit\u00e0 d\u2019origine, offrendo spunti di analisi sulla evoluzione della societ\u00e0 ed interpretandone l\u2019evoluzione, suggerendo spunti di riflessione e di animazione religiosa, fornendo altres\u00ec notizie specializzate. Accanto alla carta stampata, la presenza missionaria si pu\u00f2 esplicitare anche a livello della radio (e voi avete qui la benemerita Radio Renascenca) e di utilizzo di internet. Ci sembra molto utile pertanto coordinare la stampa cattolica di emigrazione e favorire sinergie anche con quella di ispirazione cristiana in Portogallo per garantire uno scambio di notizie.<br \/>\n6. Fondare comunit\u00e0 vive<br \/>\nIl mondo dei portoghesi all\u2019estero &#8211; se non andiamo errati &#8211; \u00e8 destinato a diventare sempre pi\u00f9 un misto di oriundi, di cittadini anziani e di nuovi emigrati. In una tale situazione \u00e8 necessario difendere nell\u2019emigrato la sua identit\u00e0 culturale (Ib.,78). Questo per\u00f2 significa altres\u00ec trasformarla in presenza sempre pi\u00f9 qualificata e aperta. La cultura vera, infatti, per essere tale, deve aprirsi all\u2019interculturalit\u00e0.<br \/>\nLe comunit\u00e0 portoghesi all\u2019estero hanno una storia e una dinamica propria &#8211; certo &#8211; per cui, pur camminando con la storia dei Paesi di accoglienza, trovano una loro coerenza interna in una comune matrice culturale e, direi, anche religiosa. Le comunit\u00e0 sono cambiate, peraltro, o stanno cambiando: non sono pi\u00f9 cos\u00ec omogenee, immerse &#8211; come sono &#8211; in una societ\u00e0 pluralista, mentre i loro membri hanno interessi e appartenenze diverse, anzi alcuni non hanno pi\u00f9 legami vivi con il Portogallo. E tuttavia queste comunit\u00e0 mantengono elementi e tratti di cultura portoghese e sono il frutto del bisogno di incontrarsi, nonostante tutto, come comunit\u00e0 portoghese per cui necessitano di pastori della loro lingua e cultura (v. Presentazione dell&#8217;EMCC, e Ib., 78,91).<br \/>\nCo\u043fclusione<br \/>\nIn un clima di crescente indifferenza religiosa e di scristianizzazione, che intacca profondamente anche molte comunit\u00e0 portoghesi residenti all\u2019estero, diventa prioritario l\u2019annuncio della buona novella, la nuova evangelizzazione nella realt\u00e0 della mobilit\u00e0 umana.<br \/>\nGrazie a una lettura in chiave sapienziale della propria storia e alla consapevolezza della propria identit\u00e0 culturale, in un mondo contraddistinto da un forte processo di omologazione e di appiattimento culturale, i portoghesi sono chiamati quindi a scoprire la vocazione al dialogo con le altre culture e a maturare la disponibilit\u00e0 alla collaborazione e alla corresponsabilit\u00e0, per sentirsi protagonisti del medesimo progetto di una Chiesa che non considera nessuno straniero (cfr. Presentazione).<br \/>\nOggi l\u2019azione pastorale per gli emigrati nel mondo sta diventando una testimonianza nuova e provvidenziale, dove l\u2019attenzione si apre a tutti gli emigrati, di ogni etnia, cultura e religione. Le strutture sono quindi messe a disposizione in un quadro di unit\u00e0 pastorale e gli operatori pastorali si fanno carico di un servizio a tutte le componenti della comunit\u00e0 cristiana locale di accoglienza, la Chiesa particolare.<br \/>\nIl fatto poi che il Portogallo sia diventato oggi anche Paese di immigrazione, deve diventare non solo un richiamo alla memoria storica, ma soprattutto un appello alla solidariet\u00e0 e responsabilit\u00e0 cristiana (Ib., 9). L\u2019impegno per le comunit\u00e0 portoghesi nel mondo non deve andare a discapito di quello per accogliere gli immigrati in Portogallo. Si tratta anche qui di nuova evangelizzazione<br \/>\nCard. Stephen Fumio Hamao<br \/>\npresdiente del Pontificio Consiglio per la Pastorale dei Migranti e Itineranti<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Interven\u00e7\u00e3o do Card. 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