{"id":83,"date":"2004-01-04T00:00:00","date_gmt":"2004-01-04T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2015-03-15T17:26:32","modified_gmt":"2015-03-15T17:26:32","slug":"da-mensagem-de-ano-novo-do-presidente-da-republica-2004","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/da-mensagem-de-ano-novo-do-presidente-da-republica-2004\/","title":{"rendered":"Da Mensagem de Ano Novo do Presidente da Rep\u00fablica &#8211; 2004"},"content":{"rendered":"<p>Mensagem de Ano Novo 2004 Presidente da Rep\u00fablica<br \/>\nPal\u00e1cio de Bel\u00e9m<br \/>\n01 de Janeiro de 2004<br \/>\nPortugueses,<br \/>\nO ano de 2003 foi um ano muito dif\u00edcil para o Mundo e para Portugal. Muitos portugueses viram as suas condi\u00e7\u00f5es de vida piorar e o desemprego afectou, infelizmente, muitas fam\u00edlias. Todos esses a quem o presente frustrou as expectativas de um quotidiano livre de incertezas e ang\u00fastias, capaz de proporcionar aos seus filhos mais e melhores oportunidades de vida, olham com inquieta\u00e7\u00e3o para o ano de 2004.<br \/>\n(&#8230;)<br \/>\nCaros concidad\u00e3os,<br \/>\nOs meus melhores votos para o ano de 2004 dirigem-se tamb\u00e9m a todas as Comunidades Portuguesas espalhadas pelo mundo, onde milh\u00f5es de compatriotas nossos, apesar de viverem distantes do seu pa\u00eds, nunca o esquecem e mant\u00eam com ele uma rela\u00e7\u00e3o de fidelidade e de afecto que se transmite de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o.<br \/>\nDevemos orgulhar-nos desses portugueses, tal como eles se orgulham de Portugal. Muitos partiram para procurar noutros pa\u00edses as oportunidades de vida que aqui n\u00e3o lhes sorriram. Outros, hoje j\u00e1 muit\u00edssimos, nasceram nos pa\u00edses de acolhimento, alguns nunca vieram a Portugal, mas, apesar disso, desejam e sabem manter uma liga\u00e7\u00e3o com o pa\u00eds de origem, o que constitui um elemento distintivo da Na\u00e7\u00e3o portuguesa.<br \/>\n\u00c9 por conhecermos as dificuldades que os nossos compatriotas experimentaram quando emigraram e por apreciarmos o apoio que lhes foi prestado nos pa\u00edses de acolhimento que temos o dever moral de tratar os estrangeiros que vivem no nosso pa\u00eds, respeitando as nossas leis e criando riqueza com o seu trabalho, do mesmo modo que gostamos que tratem os portugueses emigrados.<br \/>\nAinda recentemente, a realiza\u00e7\u00e3o do I Congresso sobre a Imigra\u00e7\u00e3o em Portugal constituiu uma oportunidade muito \u00fatil para conhecermos melhor a actual situa\u00e7\u00e3o neste dom\u00ednio e os problemas existentes, prevenindo fen\u00f3menos de marginaliza\u00e7\u00e3o, desconfian\u00e7a e mesmo intoler\u00e2ncia.<br \/>\nTemos o dever de olhar para os imigrantes que est\u00e3o entre n\u00f3s como pessoas que nos ajudam e merecem o nosso respeito e o respeito dos seus direitos. \u00c9 preciso que os ajudemos a integrar. A todos eles desejo um Bom Ano de 2004.<br \/>\nN\u00e3o quero deixar de dirigir, igualmente e com especial inten\u00e7\u00e3o, uma palavra particular a todos aqueles que se encontram no estrangeiro, desempenhando fun\u00e7\u00f5es militares ou de seguran\u00e7a ao servi\u00e7o de Portugal, integrados em miss\u00f5es multinacionais. Longe das suas fam\u00edlias, por vezes em circunst\u00e2ncias bem duras e dif\u00edceis, como acontece no Iraque, esses homens e mulheres representam Portugal e s\u00e3o um elemento activo da sua pol\u00edtica externa.<br \/>\nDevemos expressar-lhes a nossa solidariedade e homenagear a sua dedica\u00e7\u00e3o. Quero tamb\u00e9m testemunhar \u00e0s suas fam\u00edlias o nosso reconhecimento pelo sacrif\u00edcio que igualmente se lhes exige.<br \/>\nA Portugal e a todos os portugueses, mas muito em particular \u00e0queles que enfrentam hoje s\u00e9rias adversidades, desejo um melhor Ano de 2004, com mais confian\u00e7a em n\u00f3s pr\u00f3prios e mais esperan\u00e7a no futuro.<br \/>\nPara todos, Feliz ano Novo!<br \/>\nJorge Sampaio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Refer\u00eancia \u00e0s Comunidades Portuguesas e Imigrantes no pa\u00eds<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-83","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=83"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1304,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83\/revisions\/1304"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=83"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=83"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=83"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}