{"id":835,"date":"2002-05-30T00:00:00","date_gmt":"2002-05-30T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2015-05-28T12:05:07","modified_gmt":"2015-05-28T12:05:07","slug":"orientacoes-pastorais-para-o-acolhimento-e-integracao-de-imigrantes-nas-comunidades-cristas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/orientacoes-pastorais-para-o-acolhimento-e-integracao-de-imigrantes-nas-comunidades-cristas\/","title":{"rendered":"Set\u00fabal: Orienta\u00e7\u00f5es Pastorais para o acolhimento e integra\u00e7\u00e3o de imigrantes nas comunidades crist\u00e3s"},"content":{"rendered":"<p>Na sequ\u00eancia da sess\u00e3o de 01.12.2001 da Assembleia Diocesana, em que se reflectiu sobre a presen\u00e7a, na nossa diocese, de grande n\u00famero de imigrantes provenientes de v\u00e1rios pa\u00edses e culturas, e em que foram apresentadas diversas propostas de ac\u00e7\u00e3o pastoral de acolhimento aos imigrantes, foi preparado o presente documento que agora apresento sob a forma de Orienta\u00e7\u00f5es Pastorais.<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\n1. O acolhimento aos imigrantes \u00e9 uma exig\u00eancia mission\u00e1ria da Igreja \u00e0 qual a nossa Diocese d\u00e1 um especial relevo por tr\u00eas motivos principais: primeiro, porque na tradi\u00e7\u00e3o b\u00edblica acolher e defender o estrangeiro \u00e9 um imperativo \u00e9tico (Gn 18,1-8; Lv 19,33-34; 10, 18-19; 24,17-18) da comunidade; segundo, os imigrantes constituem, na nossa Diocese uma elevada percentagem da popula\u00e7\u00e3o residente; e, por fim, a nossa Igreja diocesana assumiu como prioridade pastoral a miss\u00e3o evangelizadora do imenso e variado tecido populacional do seu territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\n2. Por acolhimento devemos entender n\u00e3o apenas a toler\u00e2ncia ou mesmo a simpatia com que recebemos nas nossas comunidades os que v\u00eam de fora, mas numa perspectiva mission\u00e1ria e &#8220;cat\u00f3lica&#8221;, devemos entender tamb\u00e9m o di\u00e1logo e a permuta de valores culturais e espirituais, em ordem a um enriquecimento m\u00fatuo. Constitui uma atitude de f\u00e9 aut\u00eantica e ponto de partida para uma pastoral verdadeiramente mission\u00e1ria deixarmos de ver os imigrantes apenas como pobres a socorrer, ou como uma fonte de problemas que temos de enfrentar, e passarmos a ver neles um dom para a vida e miss\u00e3o da Igreja e uma oportunidade de encontro fraterno e sinal do Reino de Deus disperso por diferentes povos e culturas e unido na mesma f\u00e9 e no mesmo Senhor.<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\n3. O di\u00e1logo e a permuta n\u00e3o s\u00e3o f\u00e1ceis; implicam um &#8220;\u00eaxodo&#8221; e uma grande disponibilidade interior para sair de preconceitos, esquemas e rotinas instalados (terra conhecida) e criar um espa\u00e7o novo (a terra prometida) \u2013 e sempre imprevisto \u2013 para que os emigrantes experimentem a nossa caridade evang\u00e9lica cf. 1 Cor 13, 4; Rom 12, 9). N\u00e3o basta, por isso, que uma ou outra vez os imigrantes intervenham na Eucaristia, com um rito ou um c\u00e2ntico. \u00c9 preciso, sobretudo, que tenham voz, que possam participar por inteiro na vida da sua nova par\u00f3quia, que nela possam dar testemunho da sua f\u00e9, do modo como a receberam, a praticam e como a transmitem aos seus filhos; que possam partilhar os seus valores da vida familiar, da sua cultura, da sua arte, sem esquecer o seu folclore e a sua gastronomia. Todos sabemos que muitos momentos fortes e marcantes da nossa vida est\u00e3o ligados a coisas muito simples. E isso \u00e9 verdade para todos os povos e civiliza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\n4. A Par\u00f3quia surge como o espa\u00e7o &#8220;providencial&#8221; e privilegiado onde se realiza a verdadeira pedagogia do encontro com pessoas de convic\u00e7\u00f5es religiosas e culturas diferentes. Ela \u00e9 chamada a ser &#8220;palco de hospitalidade&#8221;, lugar do interc\u00e2mbio entre experi\u00eancias e dons diferentes. Poder\u00edamos falar das par\u00f3quias como verdadeiros &#8220;laborat\u00f3rios&#8221; de uma conviv\u00eancia c\u00edvica e de di\u00e1logo construtivo (cf. Jo\u00e3o Paulo II, Mensagem para o Dia Mundial do Migrante e Refugiado, 2002).<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\n5. Algumas \u00e1reas da nossa ac\u00e7\u00e3o pastoral ter\u00e3o de estar atentas, de modo especial, ao acolhimento aos imigrantes:<br \/>\n<strong>5.1 Liturgia:<\/strong><\/p>\n<p>5.1.1 Promover, ao menos em alguns domingos, a participa\u00e7\u00e3o de crist\u00e3os imigrantes em ritos, c\u00e2nticos, leituras, etc.<\/p>\n<p>5.1.2 Preparar com os imigrantes da par\u00f3quia o Dia Nacional das Migra\u00e7\u00f5es (em Agosto) e Dia Diocesano das Comunidades Migrantes (data m\u00f3vel).<\/p>\n<p>5.1.3 Convidar alguns imigrantes, com a frequ\u00eancia considerada razo\u00e1vel, a dar testemunho da sua f\u00e9, das suas tradi\u00e7\u00f5es religiosas, familiares, culturais.<\/p>\n<p>5.1.4 Promover ou apoiar a celebra\u00e7\u00e3o nas par\u00f3quias, com a participa\u00e7\u00e3o de todo o Povo de Deus, de festas lit\u00fargicas tradicionais dos pa\u00edses de origem dos imigrantes e valorizar as peregrina\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>5.1.5 Os presb\u00edteros ter\u00e3o em conta a presen\u00e7a de imigrantes nas celebra\u00e7\u00f5es, nomeadamente cuidando da compreens\u00e3o da Palavra (nas leituras e na homilia) por parte daqueles imigrantes que n\u00e3o falem portugu\u00eas.<\/p>\n<p>5.1.6 Onde e quando se considerar necess\u00e1rio, e for poss\u00edvel, haver\u00e1 celebra\u00e7\u00f5es em rito pr\u00f3prio de comunidades crist\u00e3s de que um n\u00famero razo\u00e1vel de imigrantes seja oriundo e ser\u00e3o favorecidas as celebra\u00e7\u00f5es ecum\u00e9nicas e\/ou inter-religiosas.<\/p>\n<p>5.1.7 Os presb\u00edteros ter\u00e3o em aten\u00e7\u00e3o a oferta do sacramento da Reconcilia\u00e7\u00e3o aos estrangeiros, n\u00e3o s\u00f3 cat\u00f3licos, mas tamb\u00e9m aos membros de Igrejas orientais que n\u00e3o estejam em comunh\u00e3o plena com a Igreja cat\u00f3lica (cf. C\u00e2n. 844 \u00a73).<\/p>\n<p><strong>5.2 Conselhos Pastorais Paroquiais<\/strong><\/p>\n<p>5.2.1 Far\u00e3o o reconhecimento da presen\u00e7a de imigrantes na \u00e1rea da par\u00f3quia, n\u00e3o esquecendo as periferias, procurando identificar as suas proveni\u00eancias, os seus problemas.<\/p>\n<p>5.2.2 Considerando a import\u00e2ncia fundamental que na miss\u00e3o da par\u00f3quia tem a pastoral do acolhimento aos que v\u00eam de fora, reflectir\u00e3o sobre esses dados e estudar\u00e3o as formas de a par\u00f3quia criar ou aperfei\u00e7oar o acolhimento e a partilha com os imigrantes.<\/p>\n<p>5.2.3 Promover\u00e3o, onde n\u00e3o existam, grupos de volunt\u00e1rios (equipas de acolhimento) para ir ao encontro dos imigrantes.<\/p>\n<p>5.2.4 Ac\u00e7\u00f5es a realizar ser\u00e3o, por exemplo, o ensino da l\u00edngua portuguesa, a forma\u00e7\u00e3o para a cidadania, a alfabetiza\u00e7\u00e3o, e outras que se mostrarem, em cada tempo e lugar, mais urgentes.<\/p>\n<p>5.2.5 Assim que for poss\u00edvel, ser\u00e3o integrados no Conselho Paroquial crist\u00e3os imigrantes que possam ajudar a reflectir e a agir na rela\u00e7\u00e3o da Comunidade com os v\u00e1rios imigrantes, de modo a que a par\u00f3quia se edifique como sinal de comunh\u00e3o e universalidade em Jesus Cristo.<\/p>\n<p><strong>5.3 Catequese<\/strong><\/p>\n<p>5.3.1 Formar catequistas \u2013 tamb\u00e9m entre os pr\u00f3prios imigrantes \u2013 para que as par\u00f3quias possam oferecer a catequese aos filhos dos imigrantes, de forma que a l\u00edngua, a cultura e outras diferen\u00e7as n\u00e3o constituam obst\u00e1culo \u00e0 educa\u00e7\u00e3o da f\u00e9 dos mais novos. Esta forma\u00e7\u00e3o ter\u00e1 as componentes que, em cada caso, forem necess\u00e1rias, sem esquecer nunca o conhecimento da cultura e do ambiente familiar das crian\u00e7as e adolescentes, de modo que a catequese respeite o princ\u00edpio da incultura\u00e7\u00e3o da f\u00e9 (cf. Direct\u00f3rio Geral da Catequese, \u00a7\u00a7 203-207).<\/p>\n<p>5.3.2 O mesmo se fa\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 catequese de jovens e adultos, convidando pessoalmente os imigrantes a participar em grupos de catequese e de ora\u00e7\u00e3o existentes nas par\u00f3quias.<\/p>\n<p><strong>5.4 Pastoral Familiar<\/strong><\/p>\n<p>5.4.1 As fam\u00edlias crist\u00e3s dar\u00e3o uma especial aten\u00e7\u00e3o quer \u00e0s fam\u00edlias imigrantes, quer aos que deixaram a fam\u00edlia nas terras de origem, a fim de os apoiar na comunh\u00e3o e na fidelidade familiar, ajudando-os a vencer a solid\u00e3o.<\/p>\n<p>5.4.2 Procurar\u00e3o tamb\u00e9m visitar fam\u00edlias imigrantes e tamb\u00e9m, se poss\u00edvel, convidar alguma fam\u00edlia para passar algum tempo em sua casa, tomar uma refei\u00e7\u00e3o, dar um passeio, etc.<\/p>\n<p>5.4.3 Os movimentos de pastoral familiar procurem convidar fam\u00edlias imigrantes a integrar os grupos e actividades em defesa do dom da vida e da fam\u00edlia. Interessem-se pelo direito ao reagrupamento familiar dos imigrantes<\/p>\n<p><strong>5.5 Pastoral Juvenil<\/strong><\/p>\n<p>5.5.1 \u00c9 necess\u00e1rio convidar os jovens imigrantes e filhos de imigrantes que j\u00e1 nasceram em Portugal (estes muitas vezes com maiores problemas de integra\u00e7\u00e3o), a fim de que fa\u00e7am parte dos grupos paroquiais ou dos movimentos juvenis crist\u00e3os. Tamb\u00e9m a eles ser\u00e1 anunciado o dom da voca\u00e7\u00e3o sacerdotal, religiosa e mission\u00e1ria.<\/p>\n<p>5.5.2 Nos encontros diocesanos, h\u00e1 que ter especial cuidado para que os jovens imigrantes tenham o seu espa\u00e7o de express\u00e3o das suas experi\u00eancias e dificuldades pr\u00f3prias.<\/p>\n<p>5.5.3 Na forma\u00e7\u00e3o de animadores de jovens, procurar tamb\u00e9m que jovens ligados \u00e0 imigra\u00e7\u00e3o se prepararem para ser evangelizadores dos jovens do seu bairro, da sua escola. Particular aten\u00e7\u00e3o deve ser dada aos adolescentes e jovens que frequentam as aulas de EMRC.<\/p>\n<p><strong>5.6 Ac\u00e7\u00e3o S\u00f3cio-caritativa<\/strong><\/p>\n<p>5.6.1 Os grupos s\u00f3cio-caritativos estar\u00e3o atentos a situa\u00e7\u00f5es da pobreza, da habita\u00e7\u00e3o, da doen\u00e7a, dos reclusos estrangeiros, da mulher e dos menores.<\/p>\n<p>5.6.2 Estar\u00e3o igualmente atentos \u00e0 dificuldade na integra\u00e7\u00e3o social, incluindo o apoio \u00e0 legaliza\u00e7\u00e3o de todos, sem faltar \u00e0 caridade para com aquelas pessoas que, por v\u00e1rios motivos, se encontram &#8220;em situa\u00e7\u00e3o administrativa irregular&#8221;.<\/p>\n<p>5.6.3 Para isso, dever\u00e3o estar permanentemente informados sobre as situa\u00e7\u00f5es existentes nas par\u00f3quias, mas tamb\u00e9m sobre as exig\u00eancias legais e recursos disponibilizados pelo Poder Central ou Aut\u00e1rquico que dizem respeito aos imigrantes e suas fam\u00edlias.<\/p>\n<p>5.6.4 Os Centros Sociais Paroquiais e outros equipamentos sociais da Igreja estar\u00e3o atentos \u00e0s fam\u00edlias e indiv\u00edduos imigrantes mais carenciados, encontrando para eles as respostas adequadas.<\/p>\n<p>5.6.5 O Secretariado Diocesano de Ac\u00e7\u00e3o Social e Caritativa, confiado na nossa Diocese \u00e0 C\u00e1ritas, ter\u00e1 em conta, na planifica\u00e7\u00e3o e concretiza\u00e7\u00e3o das suas ac\u00e7\u00f5es, as problem\u00e1ticas relacionadas com os imigrantes, fazendo-o em estreita coopera\u00e7\u00e3o com o Secretariado Diocesano de Pastoral das Migra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>5.7 Movimentos do Apostolado dos Leigos<\/strong><\/p>\n<p>5.7.1 Os Movimentos laicais \u2013 sobretudo os do mundo do trabalho: JOC, LOC\/MTC, MAAC e outros \u2013 s\u00e3o chamados a uma especial aten\u00e7\u00e3o \u00e0 solidariedade para com os trabalhadores imigrantes, denunciando situa\u00e7\u00f5es de injusti\u00e7a, concorrendo para a solu\u00e7\u00e3o de conflitos (com a entidade patronal ou colegas de trabalho), manifestando-lhes o testemunho da f\u00e9 no mundo do trabalho. Conhecido o papel dos Sindicatos na legaliza\u00e7\u00e3o dos estrangeiros, sejam os trabalhadores crist\u00e3os a estabelecer a ponte entre uns e outros.<\/p>\n<p>5.7.2 Os crist\u00e3os que trabalham ao lado de imigrantes desempenhar\u00e3o mais facilmente a miss\u00e3o de lhes apresentar a comunidade crist\u00e3 e de os apresentarem ao p\u00e1roco e \u00e0 comunidade, assim como aos servi\u00e7os criados para os apoiarem e ajudarem numa cidadania plena.<\/p>\n<p>5.7.3 Recomenda-se que, na defesa dos direitos humanos, da identidade cultural e preven\u00e7\u00e3o da xenofobia e racismo, os crist\u00e3os, imigrantes ou n\u00e3o, participem activamente nas Associa\u00e7\u00f5es de Imigrantes e outras organiza\u00e7\u00f5es da Sociedade Civil.<\/p>\n<p><strong>5.8 Secretariado Diocesano da Pastoral das Migra\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>5.8.1 Cabe a este Secretariado animar e coordenar toda a ac\u00e7\u00e3o pastoral orientada para o acolhimento e apoio aos imigrantes. Este Secretariado continuar\u00e1 a desempenhar esta miss\u00e3o, em coopera\u00e7\u00e3o com os outros secretariados e servi\u00e7os diocesanos, especialmente os que est\u00e3o responsabilizados nas \u00e1reas referidas.<\/p>\n<p>5.8.2 Continuar\u00e1 ainda a dialogar, em nome da Diocese, com todas as entidades governamentais e associativas ligadas \u00e0s quest\u00f5es da imigra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>5.8.3 \u00c9 respons\u00e1vel pela prepara\u00e7\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o e dinamiza\u00e7\u00e3o da Semana Nacional de Migra\u00e7\u00f5es e da Semana Diocesana das Minorias Culturais.<\/p>\n<p>5.8.4 Um dos servi\u00e7os que este Secretariado desempenhar\u00e1 ser\u00e1 o de oferecer a todos os grupos informa\u00e7\u00e3o actualizada sobre a legaliza\u00e7\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o de ac\u00e7\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o migrat\u00f3ria, levantamento geogr\u00e1fico e demogr\u00e1fico sobre a presen\u00e7a de imigrantes, organiza\u00e7\u00e3o de celebra\u00e7\u00f5es e peregrina\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias para cada comunidade cultural, apoio aos centros de apoio social e jur\u00eddico j\u00e1 existentes e ajuda no arranque de outros, lista de contactos \u00fateis (associa\u00e7\u00f5es, centros de apoio, sindicatos, servi\u00e7os da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, lugares de culto n\u00e3o cat\u00f3licos&#8230;).<br \/>\nAprovo estas Orienta\u00e7\u00f5es Pastorais que apresento a todos os respons\u00e1veis e a todas as comunidades, desejando que o projecto pastoral da nossa Igreja diocesana de Set\u00fabal \u2013 a miss\u00e3o evangelizadora \u2013 se concretize tamb\u00e9m no acolhimento activo aos imigrantes que chegam \u00e0 nossa terra.<br \/>\nSet\u00fabal, 30 de Maio de 2002<br \/>\nSolenidade do Sant\u00edssimo Corpo e Sangue de Cristo<br \/>\n\u2020 Gilberto, Bispo de Set\u00fabal<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nota Pastoral do Bispo de Set\u00fabal<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[18,5,22],"tags":[],"class_list":["post-835","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dioceses","category-documentos","category-orientacoes-pastorais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/835","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=835"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/835\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1683,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/835\/revisions\/1683"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=835"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=835"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=835"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}