{"id":976,"date":"2006-08-01T15:38:04","date_gmt":"2006-08-01T15:38:04","guid":{"rendered":""},"modified":"2015-03-15T17:24:53","modified_gmt":"2015-03-15T17:24:53","slug":"pontes-21-abril-maio-junho-2006","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/pontes-21-abril-maio-junho-2006\/","title":{"rendered":"Pontes 21 &#8211; Abril \/ Maio \/ Junho &#8211; 2006"},"content":{"rendered":"<p>PONTES<br \/>\nBoletim Informativo da OCPM<br \/>\nAbril \/ Maio \/ Junho 2006<br \/>\nAno 6 \u2013 n\u00ba 21<br \/>\nDistribui\u00e7\u00e3o gratuita<br \/>\n&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;<br \/>\nALICERCES<br \/>\nLusitanidade: um sentir-se em casa no mundo<br \/>\nNo dia 10 de Junho os portugueses celebram o seu dia, numa atitude de sadia alegria e gratid\u00e3o por aquilo que s\u00e3o, n\u00e3o apenas pelo que t\u00eam em comum com todos os outros povos, mas tamb\u00e9m pelas suas peculiaridades, que fazem da lusitanidade uma caracter\u00edstica pr\u00f3pria deste povo que somos.<br \/>\nComo Presidente da Comiss\u00e3o Episcopal da Mobilidade Humana, em nome da Igreja que peregrina em Portugal, sa\u00fado todos os portugueses e seus descendentes em di\u00e1spora pelo mundo e solidarizo-me com cada um, seja qual for a sua situa\u00e7\u00e3o de vida, de sucesso ou insucesso, crist\u00e3o ou n\u00e3o, para que nunca tenhamos vergonha de mostrarmos aquilo que no fundo somos: um povo com uma cultura solid\u00e1ria, universal, aberta ao mundo e uma l\u00edngua falada em todos os continentes por povos irm\u00e3os.<br \/>\nNestes dias o mundo vai estar concentrado no campeonato mundial de futebol na Alemanha e os nossos emigrantes v\u00e3o apoiar e estimular, como ningu\u00e9m, a nossa selec\u00e7\u00e3o, para obter um bom resultado neste desporto que se tornou uma linguagem universal da conviv\u00eancia entre os povos. Mas, a nossa identidade n\u00e3o \u00e9 de agora, nem se reduz apenas a essa faceta.<br \/>\nNa verdade, a caracter\u00edstica mais arraigada na nossa mentalidade e hist\u00f3ria secular prov\u00e9m dos quase dois mil anos de liga\u00e7\u00e3o ao Evangelho de Jesus Cristo, com os seus valores e crit\u00e9rios que cimentam a unidade do nosso povo e contribuem para a solidariedade universal, t\u00e3o pr\u00f3pria da Comunidade Portuguesa, onde quer que se encontre. O brio e at\u00e9 orgulho naquilo que nos caracteriza, n\u00e3o nos afasta dos outros, mas antes nos predisp\u00f5e a colaborar com todas as nacionalidades e religi\u00f5es e a contribuir para o bem comum da humanidade inteira. (\u2026)<br \/>\nEntretanto, com o devir do tempo e com a evolu\u00e7\u00e3o s\u00f3cio-politica, esses fen\u00f3menos mudaram, mas F\u00e1tima mant\u00e9m-se. As maiores peregrina\u00e7\u00f5es dos portugueses no mundo &#8211; algumas em pa\u00edses fortemente secularizados e descristianizados &#8211; giram \u00e0 volta da mensagem de Nossa Senhora de F\u00e1tima. Mesmo os menos religiosos ou \u201cpraticantes\u201d n\u00e3o deixam de sentir um grande amor \u00e0 sua terra e \u00e0 sua identidade lusitana, quando se congregam em comunidade de f\u00e9 e de l\u00edngua \u00e0 volta da imagem da Branca Senhora que veio pedir a Paz. Tenho vivido esta experi\u00eancia em Portugal e em muitos pa\u00edses onde presidi a peregrina\u00e7\u00f5es das Comunidades Portuguesas aos santu\u00e1rios locais. Algumas delas s\u00e3o as maiores manifesta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de f\u00e9 testemunhadas pelas igrejas que acolhem os portugueses e seus descendentes. Cada vez mais a Virgem de Nazar\u00e9 honrada pelo nosso povo se torna a m\u00e3e de todos os povos.(\u2026)<br \/>\nPor isso, neste Dia de Portugal, de Cam\u00f5es e das Comunidades Portuguesas, a Ela confio todos os portugueses e lusodescendentes espalhados pelo mundo &#8211; oriundos do Continente e das Regi\u00f5es Aut\u00f3nomas &#8211; para que vivam muito unidos entre si, continuem a enriquecer a sociedade e a igreja locais com os nossos valores humanistas e crist\u00e3os, e profundamente enraizados na lusitanidade que nos faz sentir em casa em qualquer parte do mundo, porque cidad\u00e3os do mundo, peregrinos a caminho da p\u00e1tria universal no C\u00e9u.<br \/>\nBeja, 06 de Junho de 2006<br \/>\n\u2020 Ant\u00f3nio Vitalino, Bispo de Beja<br \/>\nOLHAR DA IGREJA SOBRE O MUNDO<br \/>\nF\u00e1tima do tamanho do mundo<br \/>\nNo m\u00eas de Maio, as Comunidades Portuguesas, oriundas do Continente e das Regi\u00f5es Aut\u00f3nomas, dispersas pelo mundo, vivem um momento espiritual muito intenso ao redor do ros\u00e1rio e da data da primeira apari\u00e7\u00e3o da Virgem em F\u00e1tima: 13 de Maio.<br \/>\n\u00c9 a identidade cultural, o patrim\u00f3nio religioso e a religiosidade bem lusitana a encantar os crist\u00e3os de outras origens para a ora\u00e7\u00e3o, o sil\u00eancio e a gratid\u00e3o \u00e0 Virgem: ela que tamb\u00e9m conheceu o ex\u00edlio e guardava no seu cora\u00e7\u00e3o todos os passos, palavras, dores e milagres do peregrinar do seu filho Jesus.<br \/>\nNeste per\u00edodo do ano, os portugueses s\u00e3o aut\u00eanticos evangelizadores das igrejas locais onde residem e trabalham enriquecendo-as com o testemunho da sua f\u00e9, o ardor da devo\u00e7\u00e3o e a simplicidade dos que seguem mais o impulso do cora\u00e7\u00e3o do que o da raz\u00e3o.<br \/>\nN\u00e3o haver\u00e1 lugar na terra onde haja um portugu\u00eas e, sobretudo &#8211; honra lhes seja feita! &#8211; mulheres portuguesas onde, nesta altura, n\u00e3o se assinale, de maneira festiva e fervorosa os dias 12 e 13 de Maio, com um momento de ora\u00e7\u00e3o seja em fam\u00edlia ou em comunidade, em casa ou na par\u00f3quia local.<br \/>\nAl\u00e9m dos v\u00e1rios sacerdotes que partem para este servi\u00e7o \u2013 s\u00f3 a OCPM enviou perto de uma dezena \u2013 constata-se tamb\u00e9m a &#8220;peregrina\u00e7\u00e3o&#8221; de v\u00e1rios bispos que se deslocam a Comunidades Portuguesas, sobretudo, na Europa.<br \/>\nA OCPM tem conhecimento porque colaborou na desloca\u00e7\u00e3o de 8 bispos para presidir a Festas e Peregrina\u00e7\u00f5es: eventos que re\u00fanem v\u00e1rios milhares de portugueses, sendo em alguns pa\u00edses as maiores concentra\u00e7\u00f5es anuais de cat\u00f3licos. Os pa\u00edses visitados nas pr\u00f3ximas semanas para celebra\u00e7\u00f5es marianas junto das Comunidades Portuguesas, que a OCPM tem conhecimento, s\u00e3o: Alemanha, Andorra, Espanha, Fran\u00e7a, Luxemburgo e Reino Unido.<br \/>\nUM OLHAR SOBRE A MOBILIDADE<br \/>\nA nova lei de imigra\u00e7\u00e3o<br \/>\nDiante da abertura de um per\u00edodo de Audi\u00e7\u00e3o P\u00fablica, decidido pelo Governo, com vista \u00e0 participa\u00e7\u00e3o da Sociedade Civil na discuss\u00e3o do anteprojecto da \u201cLei de entrada, perman\u00eancia e afastamento de estrangeiros do territ\u00f3rio nacional (vulgo lei de imigra\u00e7\u00e3o ou de estrangeiros), a OCPM, os SDPM e o FORCIM comprometeram-se a realizar, em parceria, com outras organiza\u00e7\u00f5es da Igreja e da Sociedade, uma s\u00e9rie de \u201cAudi\u00e7\u00f5es por Diocese\u201d, com vista \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o de correc\u00e7\u00f5es, propostas e eventual refor\u00e7o de medidas legislativas orientadas por crit\u00e9rios sociais, humanistas e crist\u00e3os.<br \/>\nA fronteira como recurso<br \/>\nDas reuni\u00f5es dos SDPM realizadas em \u00c9vora (10 de Maio) e no Porto (24 de Maio) destacam-se os seguintes t\u00f3picos:<br \/>\n&#8211; Alguns Secretariados apresentaram preocupa\u00e7\u00f5es quanto a situa\u00e7\u00f5es \u201cpendentes\u201d de pouca transpar\u00eancia a n\u00edvel administrativo, por parte de alguns Servi\u00e7os do Estado, no que concerne o Reagrupamento Familiar e o processo de transi\u00e7\u00e3o das Autoriza\u00e7\u00f5es de Perman\u00eancia (AP) para Autoriza\u00e7\u00e3o de Resid\u00eancia (AR) actualmente em curso, e que envolve um total de perto de 170.000 cidad\u00e3os legais;<br \/>\n&#8211; As dioceses de fronteira com a Espanha decidiram estudar e conhecer melhor a \u201cmobilidade fronteiri\u00e7a\u201d que, de forma tradicional, mas, sobretudo, de forma nova parece estar a aumentar entre os portugueses e os pr\u00f3prios imigrantes, criando movimentos di\u00e1rios e semanais de pessoas que encontram, no pa\u00eds vizinho, melhores condi\u00e7\u00f5es para trabalhar, assistindo-se tamb\u00e9m a casos de explora\u00e7\u00e3o laboral \u2013 na \u00e1rea da Agricultura e das Obras P\u00fablicas &#8211; e explora\u00e7\u00e3o sexual &#8211; Casas de Alterne;<br \/>\n&#8211; Assiste-se a uma not\u00e1vel mobilidade dos imigrantes das zonas da interioridade rural, onde se tinham fixado por raz\u00f5es de oferta de trabalho, para o Litoral, para as periferias dos grandes centros (sub)urbanos \u2013 Porto, Lisboa, Set\u00fabal e Faro \u2013 devido \u00e0 insufici\u00eancia das condi\u00e7\u00f5es laborais e remunerat\u00f3rias nacionais para os seus projectos de vida;<br \/>\n&#8211; Outro mundo que preocupa a Igreja \u00e9 o dos estudantes estrangeiros que frequentam as nossas escolas e universidades e que tem vindo a exigir da pastoral de migra\u00e7\u00f5es e da pastoral universit\u00e1ria uma maior aten\u00e7\u00e3o, coopera\u00e7\u00e3o e articula\u00e7\u00e3o no que concerne o acompanhamento espiritual, cultural e social;<br \/>\n&#8211; Constata-se uma crescente implementa\u00e7\u00e3o da \u201cFesta dos Povos\u201d por parte das dioceses, um evento de caracter\u00edsticas intercultural e ecum\u00e9nica, mas que permanece apenas de dimens\u00e3o local, sem se conseguir o desejado envolvimento de toda a diocese como o sugere a Instru\u00e7\u00e3o \u201cErga Migrantes Caritas Christi\u201d;<br \/>\n&#8211; A parceria privilegiada de alguns SDPM com a Caritas Diocesana e outras Organiza\u00e7\u00f5es (ex. Associa\u00e7\u00f5es de Imigrantes e Centros Locais de Apoio ao Imigrante do ACIME) t\u00eam-se demonstrado um facto muito positivo pois permite a complementaridade na resposta social e pastoral \u2013 na maioria das vezes complexa e competente &#8211; que a diocese, em nome do Evangelho, procura dar;<br \/>\n&#8211; Em algumas vilas e cidades assiste-se \u00e0 chegada de \u201cnovos\u201d imigrantes, assim como tamb\u00e9m de novas presen\u00e7as \u2013 como por exemplo, brasileiros, romenos e chineses \u2013 que contribuem para a diversifica\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a imigrante nessas regi\u00f5es, exigem espec\u00edfica capacita\u00e7\u00e3o dos agentes pastorais e solicitam outro tipo de respostas, sobretudo, a n\u00edvel do acolhimento e apoio social;<br \/>\nPorto, 25 de Maio de 2006<br \/>\nCOMISS\u00c3O EPISCOPAL DA MOBILIDADE HUMANA<br \/>\nMIGRANTES<br \/>\nPeregrina\u00e7\u00e3o dedicada aos Ucranianos<br \/>\nA Peregrina\u00e7\u00e3o Internacional do Migrante e Refugiado a F\u00e1tima de 12 e 13 de Agosto pr\u00f3ximo ser\u00e1 presidida pelo delegado do Cardeal Lubomyr Husar, da Igreja Greco-Cat\u00f3lica Ucraniana, o senhor bispo D. Dionisio Lachovicz, bispo-auxiliar do Arcebispo Maior de Kiev e Halytch e respons\u00e1vel pelas Comunidades Ucranianas no Exterior.<br \/>\nD. Dion\u00edsio Lachovicz realizar\u00e1 de 09 a 17 de Agosto uma visita pastoral \u00e0s comunidades ucranianas em Portugal para conhecer melhor o seu caminho de integra\u00e7\u00e3o social e religiosa. Tamb\u00e9m ir\u00e1 tecer uma s\u00e9rie de encontros com entidades p\u00fablicas e da sociedade civil: ACIME, SEF, Embaixada da Ucr\u00e2nia, entre outras.<br \/>\nPor decis\u00e3o da Comiss\u00e3o Episcopal da Mobilidade Humana, servi\u00e7o pastoral que promove o evento em colabora\u00e7\u00e3o com a Diocese de Leiria-F\u00e1tima e Santu\u00e1rio, esta semana de sensibiliza\u00e7\u00e3o e encontro a realizar em todo o pa\u00eds ser\u00e1 dedicada \u00e0 Imigra\u00e7\u00e3o proveniente da Europa de Leste.<br \/>\nUma particular aten\u00e7\u00e3o ser\u00e1 dada \u00e0 recente imigra\u00e7\u00e3o de trabalhadores e fam\u00edlias ucranianas, \u00e0s comunidades crist\u00e3s ucranianas em forma\u00e7\u00e3o e ao di\u00e1logo ecum\u00e9nico com a Igreja Ortodoxa, confiss\u00e3o crist\u00e3 que d\u00e1 os seus primeiros passos de presen\u00e7a organizada no nosso pa\u00eds e \u00e0 qual pertence a maioria dos imigrantes eslavos. Os ucranianos s\u00e3o actualmente a segunda maior comunidade imigrante no pa\u00eds.<br \/>\nDa Ucr\u00e2nia est\u00e1 prevista a participa\u00e7\u00e3o de perto de uma centena de jovens cat\u00f3licos das dioceses de Kiev e Sokal que, por esta ocasi\u00e3o, peregrinam ao Santu\u00e1rio de F\u00e1tima, acompanhados pelo bispo D. Zenoviy Koltun.<br \/>\nA peregrina\u00e7\u00e3o deste ano, que ser\u00e1 assim um sinal de comunh\u00e3o efectiva com as Igrejas do Oriente de rito bizantino, e integra-se na 34\u00ba Semana Nacional de Migra\u00e7\u00f5es, que tem como lema: \u201cSinal de Tempos Novos\u201d.<br \/>\nMIGRA\u00c7\u00d5ES \u00c0 DERIVA<br \/>\nEm Dia de \u00c1frica<br \/>\n1. As migra\u00e7\u00f5es for\u00e7adas, desesperadas e traficadas na\/da regi\u00e3o subsariana s\u00e3o \u201csinal dos tempos\u201d eloquentemente tr\u00e1gico dos desequil\u00edbrios sociais a n\u00edvel regional e de desigualdade de oportunidades de vida que caracteriza esta parte do hemisf\u00e9rio humano. Dois mundos \u2013 o europeu e o africano \u2013 aliados pelo Mediterr\u00e2neo, t\u00e3o interdependentes, vizinhos e com imensa hist\u00f3ria em comum, tornam-se cada vez mais \u201cestrangeiros\u201d um face ao outro: por a riqueza de uns ter origem no empobrecimento de outros; e pelas fronteiras de uns terem sido impostas por aqueles que hoje se orgulham de as n\u00e3o ter mais.<br \/>\n2. Em 2002 foram feitas perto de 10.000 intercep\u00e7\u00f5es ao largo das Can\u00e1rias. Em 2005 as autoridades recolheram, das fr\u00e1geis embarca\u00e7\u00f5es 5.000 pessoas. Acredita-se que, pelo menos, nesse mesmo ano, outros 1.000 ter\u00e3o morrido no Atl\u00e2ntico, ao tentar a travessia a todo o custo, confiando mais no destino do que nos pr\u00f3prios \u201cpassadores\u201d. No entanto, relativamente ao ano em curso j\u00e1 se contabilizam cerca de 6.000 imigrantes subsarianos (1.500 apenas na primeira metade de Maio) recolhidos com vida do mar pela pol\u00edcia espanhola: uns acabam instalados em centros de deten\u00e7\u00e3o e outros s\u00e3o repatriados \u201c\u00e0 for\u00e7a\u201d, fruto da negocia\u00e7\u00e3o entre pa\u00edses de origem e de tr\u00e2nsito.<br \/>\nOntem, em Ceuta e Melilla, uns saltaram muros e veda\u00e7\u00f5es super vigiadas. Hoje, outros, desejosos de chegar \u00e0s ilhas Can\u00e1rias \u2013 para\u00edso euro-atl\u00e2ntico &#8211; pagam a armadores de barcos duvidosos e aceitam a travessia em embarca\u00e7\u00f5es \u201c\u00e0 pinha\u201d sem b\u00fassola, \u00e0 deriva da pr\u00f3pria ilegalidade. Importa n\u00e3o esquecer que as praias de ref\u00fagio, t\u00e3o procuradas na vizinha Espanha, poder\u00e3o, em breve, situar-se na costa portuguesa insular ou continental&#8230;<br \/>\n3. Neste Dia de \u00c1frica que hoje se assinala, a OCPM e os Secretariados Diocesanos da Pastoral de Migra\u00e7\u00f5es (SDPM), reunidos recentemente, sa\u00fadam todas as comunidades africanas a residir no Pa\u00eds e agradecem o seu contributo para o progresso do pa\u00eds e testemunho de f\u00e9 \u201cintegrada\u201d nas par\u00f3quias. Afirmam a sua inteira solidariedade com os volunt\u00e1rios c\u00edvicos, homens e mulheres religiosos e defensores dos direitos humanos que procuram encontrar solu\u00e7\u00f5es humanas e justas, em Espanha, na Europa e \u00c1frica, para a \u201cgrave situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia humanit\u00e1ria\u201d que se continua a viver no Norte e Costa Ocidental Africana sem sinais de abrandar. A nova vaga de imigrantes e refugiados subsarianos \u00e9 forte sinal de den\u00fancia dos efeitos perversos da actual pol\u00edtica de coopera\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia e pol\u00edtica migrat\u00f3ria e de asilo \u2013 de teor restritivo, repressivo e minimalista &#8211; para defender a fronteira externa da Uni\u00e3o Europeia (UE) da impar\u00e1vel e lucrativa imigra\u00e7\u00e3o ilegal de que a pr\u00f3pria UE \u00e9 c\u00famplice no delito por n\u00e3o favorecer de forma legal, ordenada e \u201ccomunit\u00e1ria\u201d a mobilidade de cidad\u00e3os de pa\u00edses terceiros e a sua justa e necess\u00e1ria integra\u00e7\u00e3o.<br \/>\n4. Por fim, apelamos aos crist\u00e3os, aos homens e mulheres religiosos, seja qual for a religi\u00e3o, para que nas suas ora\u00e7\u00f5es quotidianas pessoais e comuns celebrem a mem\u00f3ria dos milhares de imigrantes e refugiados mortos no mar, no deserto, nas montanhas, nas fronteiras e m\u00e3os de traficantes, dos quais se desconhece a identidade de muitos. Que em Deus encontrem a definitiva P\u00e1tria de paz e felicidade, procurada para si e para os seus familiares nos tortuosos caminhos da \u00e2nsia da dignidade desencontrada por continuar a \u201cn\u00e3o haver lugar para eles na casa comum\u201d.<br \/>\nPorto, 25.05.2006<br \/>\nMAREANTES<br \/>\nIntegra\u00e7\u00e3o europeia esquece pescadores<br \/>\nO director nacional da Obra Nacional do Apostolado do Mar (ONAM) considerou que a greve nacional dos pescadores, realizada em Maio e cuja ades\u00e3o atingiu os 100%, deve-se a \u201cum longo processo e talvez menos bem tratado, de toda uma evolu\u00e7\u00e3o gerada \u00e0 luz da Uni\u00e3o Europeia (UE)\u201d. O Pe. Carlos Noronha equiparou esta situa\u00e7\u00e3o com o que acontece com o sector da agricultura e da ind\u00fastria fabril, sublinhando que o sector das pescas \u201c\u00e9 fortemente atingido e que a concorr\u00eancia no interior da UE \u00e9 forte\u201d. Esta \u00e9 mais uma reivindica\u00e7\u00e3o com sinal vermelho, de afli\u00e7\u00e3o, pelo facto de cada vez mais o trabalho no mar n\u00e3o gerar atractivo e ser muito complexo.<br \/>\nNo Dia Nacional do Pescador todos os barcos da frota pesqueira portuguesa pararam devido a uma greve nacional dos pescadores apoiada pelos armadores. Pescadores e armadores reivindicaram apoios do Governo face \u00e0 escalada do pre\u00e7o de combust\u00edveis, \u00abque triplicou em dois anos e est\u00e1 a levar as empresas ao colapso\u00bb, bem como isen\u00e7\u00f5es fiscais.<br \/>\nA ONAM est\u00e1 atenta ao desenrolar dos acontecimentos mas, frisa o director nacional \u201cn\u00e3o tem muito campo onde se meter, porque as solu\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas n\u00e3o pertencem a n\u00f3s. A nossa atitude neste contexto \u2013 acrescenta &#8211; \u00e9 de ajudar o homem do mar a reflectir sobre o lugar que lhe pertence, como homem e como crist\u00e3o, perante os diversos desafios que lhe s\u00e3o feitos\u201d nas diversas \u00e1reas, para que, a partir da\u00ed, ele possa \u201cagir por uma consci\u00eancia esclarecida e uma postura cada vez mais livre no plano de toda a conjuntura nacional e europeia\u201d.<br \/>\nCIGANOS<br \/>\n\u00c9 miss\u00e3o da Igreja<br \/>\n\u201cA evangeliza\u00e7\u00e3o dos ciganos \u00e9 miss\u00e3o da Igreja. Ningu\u00e9m pode ficar indiferente perante a situa\u00e7\u00e3o de marginaliza\u00e7\u00e3o desta comunidade nem da ignor\u00e2ncia das coisas de Deus. A catequese tem de usar uma linguagem que permita aos ciganos exprimirem-se como entendem e vivem a sua rela\u00e7\u00e3o com Deus. Do mesmo modo a m\u00fasica, muito praticada e apreciada por eles, \u00e9 um instrumento v\u00e1lido para os encontros e liturgia. (\u2026)<br \/>\nOs ciganos amam muito as peregrina\u00e7\u00f5es. Algumas delas s\u00e3o c\u00e9lebres como a que re\u00fane ciganos de toda a Europa no Sul da Fran\u00e7a, junto do porto de onde saiu S\u00e3o Lu\u00eds para as cruzadas. A peregrina\u00e7\u00e3o \u00e9 importante para reuni\u00e3o de fam\u00edlias, para cumprir promessas, ser caminho de ora\u00e7\u00e3o, encontro com o \u00abSanto\u00bb ou a \u00abSanta\u00bb, para unir o grupo, e pode ser uma experi\u00eancia que conduz a Cristo e \u00e0 Igreja.<br \/>\nOs ciganos est\u00e3o a ser seduzidos pelas seitas, quando habitualmente eram cat\u00f3licos. Os novos movimentos eclesiais deviam desempenhar uma miss\u00e3o importante junto do povo cigano, tendo em conta o seu forte esp\u00edrito comunit\u00e1rio, cordialidade, alegria, abertura. Esta ac\u00e7\u00e3o pastoral ser\u00e1 mais eficiente se se desenvolver dentro de pequenos grupos, porque neles \u00e9 mais f\u00e1cil a partilha da experi\u00eancia de f\u00e9, a personaliza\u00e7\u00e3o, o encontro consigo pr\u00f3prio e com a sua cultura e a sua responsabilidade de leigos. (\u2026)<br \/>\nNo ano 2000, Jo\u00e3o Paulo II pediu perd\u00e3o pelos pecados cometidos nas desaven\u00e7as entre ciganos e crist\u00e3os ao longo da hist\u00f3ria. \u201d<br \/>\n(Funchal, 30.04.2006 &#8211; Palavras de D. Teodoro de Faria, vogal da Comiss\u00e3o Episcopal da Mobilidade Humana)<br \/>\nREFUGIADOS<br \/>\nSolidariedade com os timorenses<br \/>\nO povo timorense sente uma vez mais as dificuldades de um per\u00edodo de grande viol\u00eancia e instabilidade. V\u00edtimas de interesses que transcendem os pr\u00f3prios timorenses mas que tornam aquele povo m\u00e1rtir sem apelo, numa conjuntura de que n\u00e3o s\u00e3o respons\u00e1veis, urge apoiar o esfor\u00e7o e tenacidade deste povo.<br \/>\nPara l\u00e1 do movimento generalizado de toda a comunidade internacional, Portugal n\u00e3o pode deixar de sentir, de uma forma muito pr\u00f3xima, a luta e o sofrimento do povo timorense. (\u2026)<br \/>\nO nosso apelo dirige-se em primeiro lugar a todas as comunidades crist\u00e3s e a quem com elas quiser colaborar. Esta convoca\u00e7\u00e3o vai no sentido de que se congreguem todos os esfor\u00e7os. Quem quiser colaborar pode faz\u00ea-lo atrav\u00e9s da sua Caritas Diocesana ou de dep\u00f3sito na conta para Timor (CGD 0697597374230).<br \/>\nEstamos certos de que a situa\u00e7\u00e3o se ultrapassar\u00e1 para bem dos timorenses e do futuro de Timor.<br \/>\nAconteceu<br \/>\nApresenta\u00e7\u00e3o P\u00fablica de Livro sobre Emigra\u00e7\u00e3o<br \/>\nA Comiss\u00e3o Episcopal da Mobilidade Humana, em parceria com a Universidade Aberta\/Centro de Estudos das Migra\u00e7\u00f5es e das Rela\u00e7\u00f5es Interculturais, realizou no \u00e2mbito do I Encontro Mundial das Comunidades Portuguesas a apresenta\u00e7\u00e3o p\u00fablica do livro: \u201cMIGRA\u00c7\u00d5ES EM PORTUGAL: OUSAR A MEM\u00d3RIA, FORTALECER A CIDADANIA\u201d, que teve lugar no dia 29 de Junho (quinta-feira) pelas 15:00, no Sal\u00e3o Nobre da Universidade Aberta.<br \/>\nO evento contou com a presen\u00e7a do senhor Professor Doutor Carlos Reis, reitor da Universidade Aberta que fez as honras de abertura seguindo-se as interven\u00e7\u00f5es da Prof. Doutora Maria Beatriz Rocha-Trindade sobre conte\u00fados do livro e do D. Janu\u00e1rio Torgal Mendes Ferreira, sobre perspectivas e desafios da Emigra\u00e7\u00e3o para a Igreja e sociedade, as honras de encerramento couberam a D. Ant\u00f3nio Vitalino Dantas, presidente da Comiss\u00e3o Episcopal da Mobilidade Humana.<br \/>\nEncontro Nacional de Migra\u00e7\u00f5es em Viana<br \/>\nDe 10 a 13 de Julho reuniram-se em Darque, Viana do Castelo, sob a convoca\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o Episcopal da Mobilidade Humana e da Obra Cat\u00f3lica Portuguesa de Migra\u00e7\u00f5es, os Secretariados da Pastoral de Migra\u00e7\u00f5es\/Mobilidade e Capelanias de Imigrantes de 16 dioceses portuguesas para o seu Encontro Nacional.<br \/>\n\u201cNovas Migra\u00e7\u00f5es e Diversidade Religiosa\u201d foi o tema que serviu de pano de fundo aos trabalhos participados por representantes do Conselho Portugu\u00eas das Igrejas Crist\u00e3s (COPIC), do Patriarcado Ortodoxo Ecum\u00e9nico de Constantinopla, da Comiss\u00e3o Episcopal da Doutrina da F\u00e9 e Ecumenismo (CEDFE) e da Coordena\u00e7\u00e3o Nacional dos Greco-cat\u00f3licos da Ucr\u00e2nia.<br \/>\nPresidiu aos trabalhos D. Ant\u00f3nio Vitalino, bispo de Beja e presidente da Comiss\u00e3o Episcopal da Mobilidade Humana. Durante o encontro realizou-se uma celebra\u00e7\u00e3o ecum\u00e9nica, com a participa\u00e7\u00e3o do Bispo de Viana do Castelo, D. Jos\u00e9 Augusto Pedreira. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Boletim Informativo da OCPM<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-976","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-pontes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/976","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=976"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/976\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1275,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/976\/revisions\/1275"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=976"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=976"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/ocpm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=976"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}