Ecclesia – internet (14 set)

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Eslováquia: Papa pede fim do preconceito contra comunidade cigana

Francisco visitou bairro marcado pela pobreza, nos arredores de Kosice

O Papa encontrou-se hoje na Eslováquia, com membros da comunidade cigana, pedindo o fim do preconceito contra esta população. “Muitas vezes fostes objeto de preconceitos e juízos cruéis, estereótipos discriminatórios, palavras e gestos difamatórios. Com isso, todos ficamos mais pobres, pobres em humanidade. O que precisamos para recuperar a dignidade é passar dos preconceitos ao diálogo, dos fechamentos à integração”. A população é acompanhada por religiosos desde 2008.

 

O Papa Francisco foi acolhido em clima de festa e ouviu testemunhos dos habitantes de Luník IX, afirmando que, na Igreja, “ninguém se deve sentir estranho nem marginalizado”. Elogiou o sentido de família, na tradição dos Rom e apresentou a Igreja como a “casa” de todos, admitindo que “não é fácil ultrapassar os preconceitos, mesmo entre os cristãos”. Não se pode reduzir a realidade do outro aos próprios modelos pré-concebidos, não se podem rotular as pessoas. Antes de mais nada, para conhecê-los verdadeiramente, é preciso reconhecê-los: reconhecer que cada um traz em si a beleza incancelável de filho de Deus, no qual se espelha o Criador”.

 

O Papa insistiu na necessidade de criar pontes. “O caminho para uma convivência pacífica é a integração. É um processo orgânico, lento e vital, que começa com o conhecimento mútuo, prossegue com a paciência e estende o olhar para o futuro”.

Francisco agradeceu a todos os que, na Igreja Católica, se dedicam a este trabalho junto de populações marginalizadas Durante o encontro interveio o padre Peter Besenyei, sacerdote que consagrou sua vida ao serviço dos ciganos, e que falou ao Papa da vida e as dificuldades deste “gueto” e das atividades do Centro Pastoral Salesiano que dirige.