Ciganos são Notícia

Ecclesia – internet (15 set)

Ecclesia – internet (15 set)

Ciganos: Visita do Papa a comunidade eslovaca tem grande significado «simbólico» – Francisco Monteiro

Obra Nacional da Pastoral dos Ciganos alerta para «guetos horríveis em Beja» e assume necessidade de lutar «contra o populismo e o anticiganismo»

Francisco Monteiro (FM), diretor-executivo da Obra Nacional da Pastoral dos Ciganos (ONPC), da Igreja em Portugal, considera que a visita do Papa Francisco a uma comunidade cigana, durante a viagem à Eslováquia “foi uma afirmação de que a Igreja é para todas as pessoas”. “A visita teve uma grande importância porque na Eslováquia a comunidade cigana é uma das maiores da Europa de Leste: 400 mil pessoas, 8% da população da Eslováquia é cigana, sendo a maior ou uma das maiores minorias e que tem problemas enormes de pobreza, de miséria”.

 

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Ecclesia – internet (14 set)

Ecclesia – internet (14 set)

Eslováquia: Papa pede fim do preconceito contra comunidade cigana

Francisco visitou bairro marcado pela pobreza, nos arredores de Kosice

O Papa encontrou-se hoje na Eslováquia, com membros da comunidade cigana, pedindo o fim do preconceito contra esta população. “Muitas vezes fostes objeto de preconceitos e juízos cruéis, estereótipos discriminatórios, palavras e gestos difamatórios. Com isso, todos ficamos mais pobres, pobres em humanidade. O que precisamos para recuperar a dignidade é passar dos preconceitos ao diálogo, dos fechamentos à integração”. A população é acompanhada por religiosos desde 2008.

 

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Ecclesia – internet (28 jul)

Ecclesia – internet (28 jul) (notícia repetida em 2 de agosto)

Pastoral dos Ciganos: Vaticano convida a aprender com cultura que «cuida dos seus mais pequenos e dos seus mais velhos»

Mensagem para a memória do Beato Zeferino Giménez destaca comunidades «peritas na fraternidade»

O Vaticano divulgou uma mensagem para a celebração da memória do Beato Zeferino Giménez (2 de agosto), cigano espanhol conhecido como “Pelé”, convidando a promover uma “verdadeira fraternidade cristã” que respeite todos.

 

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Jornal da Nossa Terra (15 mar)

Jornal da Nossa Terra (15 mar)

Edição dedicada aos ciganos de Moura – continuação do nº 101.

 

O JNT conta histórias de ciganos de localidades do Concelho de Moura:

Benjamim Barão (BB) (“o mediador”), 27 anos, mourense, cigano,” mediador intercultural por convicção e missão”.

Em 2019, foi convidado, por uma Associação de Ciganos de Coimbra, para participar numa viagem de estudo à Polónia. “Visitámos o campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, onde, de 3 para 4 de agosto de 1944, os ciganos que aí se encontravam se revoltaram contra os guardas, armados com pás, paus e pedras. Os nazis deportaram alguns para outros campos e gasearam os restantes, cerca de 4 mil, nessa noite. Foi nessa visita, já em Cracóvia, que conheci o Raymond Gurême, um dos últimos ciganos sobreviventes do holocausto nazi. Lembro-me mais ou menos das palavras que nos dirigiu: ‘Não deixem o vosso futuro nas mãos dos loucos. É preciso resistir à discriminação, ao racismo, às expulsões violentas de ciganos’. Foi um privilégio enorme ter conhecido o Raymond, que, infelizmente, já faleceu, em maio do ano passado. … Raymond tinha 15 anos quando foi enviado para campos de concentração, e tem agora 95 anos, e é cigano. Conseguiu escapar 12 vezes dos campos de concentração. É uma pessoa incrível. … O mundo está a precisar muito de pessoas como ele.”

 

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JUPONLINE.PT (6 fev)

JUPONLINE.PT (6 fev)

CIGANOS: UMA HISTÓRIA DE RACISMO

continuação do nº 100

“Sem trabalho a vida que qualquer pessoa é feita de inúmeros expedientes e esquemas de sobrevivência, que no caso dos ciganos se institucionalizaram. (…) Nesta esfera de empobrecimento ascendente, surge a saída para tráficos à margem da lei, selando o preconceito que já existia. Há, claro, uma economia paralela da droga, assim como crimes violentos, tal como o há entre os «locais», mas ninguém julga o grupo de locais como um todo ou a sua família por inteiro. Depois, mesmo que tal derive de uma equação lógica de pobreza à criminalidade, o perigo de aceitar sem mais esse raciocínio, significa perpetuarmos o estigma de que a cultura de pobreza é criminosa, ou de que qualquer marginal da sociedade – como se assume e é definido aqui o cigano – é “naturalmente” um delinquente, omitindo da questão quem definiu essa equação, quem determinou essas situações, quem determina as condições da economia e as possibilidades da subsistência do dia-a-dia.” (Alambique, IV, 2012)

 

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