Diário do Minho (26 Jan) - REALOJAMENTO DE CIGANOS

Acampamento de Creixomil é uma dor de cabeça para a autarquia Diário do Minho (26 Jan) Acampamento de Creixomil é uma dor de cabeça para a autarquia Guimarães não dá casas às famílias ciganas A Câmara Municipal não está disposta a dar habitações sociais às famílias de etnia cigana que se fixaram num terreno privado junto à variante de Creixomil, numa das principais entradas da cidade. A autarquia não quer abrir um precedente para que outros membros de etnia cigana rumem à cidade com o propósito de conseguir uma casa própria. “A questão é muito séria”, reconheceu o edil vimaranense, porque aquilo que poderia parecer mais um acampamento sazonal e periódico começa a evidenciar sinais de definitivo, tendo vendo a multiplicar-se em número de famílias. O Presidente da Câmara afirma entender “a forma de estar na vida” daqueles cidadãos, compreende as dificuldades sociais agravadas pela existência de crianças, mas afirma não poder, “por questões de ordem social, ética e até de planeamento, deixar que um qualquer proprietário permita que se instalem acampamentos ciganos clandestinos no seu terreno”. Em causa estão 3 casais, com idades entre os 18 e os 23 anos, um dos quais à espera do terceiro filho, cinco crianças, entre os 2 meses e os 4 anos e uma viúva com 52 anos de idade, a viver em condições degradantes. José Manuel Antunes, Presidente da Junta de Freguesia de Creixomil, criticou a aparente falta de soluções para a situação e a falta de apoio social, enquanto a estrutura local do MRPP defendeu a instalação das famílias em habitações sociais, criticando ainda a edilidade por não ter levado o assunto à última reunião do conselho municipal de segurança. Apesar de tudo, a autarquia vimaranense promete encontrar apoios sociais para aquele conjunto de famílias, numa espécie de “abotelamento” apenas para os que são naturais e sempre foram residentes em Guimarães.