Ciganos mais excluídos com alargamento da UE

Diário de Notícias (17 Jan)
Ciganos mais excluídos com alargamento da UE
Nações Unidas denunciam situação da comunidade romani. “Têm fome, baixa instrução e elevada mortalidade”. Os que vieram para Portugal foram passar o Natal com as famílias
A maioria dos ciganos romani sofre de exclusão social”, denunciam as Nações Unidas; e advertem a União Europeia de que os novos países só serão prósperos se integrarem estes cidadãos e contrariarem a ideia de que são nómadas.
Segundo o mesmo estudo, o que distingue os roma (romani) do resto das populações da Europa Central e Oriental “é o impacto combinado da tentativa de exterminação durante a II Guerra, as políticas opressoras de assimilação aplicadas durante os regimes comunistas e o devastador abandono no período pós-comunista”. Este trabalho pretende ser um alerta para os dirigentes da União Europeia, tendo em vista o seu alargamento. Os técnicos do PNUD concluem que os romani estão interessados na sua integração.
Em Portugal a informação é corroborada por Aida Marrana, do Secretariado Diocesano da Pastoral dos Ciganos de Lisboa, coordenadora do programa “Acolher”, criado para apoiar os ciganos romenos que nos últimos anos têm mendigado em Portugal. Esta responsável afirma que na sua passagem por vários bairros ciganos da Roménia viu que não eram nómadas e que os que vieram para Portugal pretendem fixar-se cá. Segundo o PNUD, a taxa de mortalidade infantil nos romani romenos é o triplo do resto da população e a esperança de vida oscila entre os 63 e os 64 anos.