{"id":1078,"date":"2012-07-11T08:38:37","date_gmt":"2012-07-11T08:38:37","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/2012\/07\/11\/ainda-o-ccit-grupos-de-trabalho\/"},"modified":"2012-07-11T08:38:37","modified_gmt":"2012-07-11T08:38:37","slug":"ainda-o-ccit-grupos-de-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/ainda-o-ccit-grupos-de-trabalho\/","title":{"rendered":"AINDA O CCIT: GRUPOS DE TRABALHO"},"content":{"rendered":"<p>AINDA O CCIT: GRUPOS DE TRABALHO<\/p>\n<p><em>Do relato de<\/em><em> Gabor Gyorgyovich da Hungria para o Nevi Yag (Fogo Novo em Romani \u2013 revista do CCIT de Julho) extra\u00edmos o seguinte texto relativo ao trabalho dos Grupos de trabalho do Encontro do CCIT em F\u00e1tima e alguns outros coment\u00e1rios.<\/em><\/p>\n<p>O encontro quebrou um novo recorde: juntou 148 pessoas vindas de 19 pa\u00edses da Europa e do Brasil. Logicamente, a participa\u00e7\u00e3o portuguesa foi a mais forte: 40 pessoas, seguida pela h\u00fangara (18), a italiana (14) e a francesa (10). Cabe destacar tamb\u00e9m a importante participa\u00e7\u00e3o de ciganos de v\u00e1rios pa\u00edses!<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A troca de ideias e a partilha das experi\u00eancias est\u00e3o sempre no cora\u00e7\u00e3o dos nossos encontros. A organiza\u00e7\u00e3o dos grupos e do enunciado das perguntas t\u00eam uma import\u00e2ncia espec\u00edfica. Desta vez, os trabalhos ocorreram em 8 grupos, como de costume, muito &#8220;internacionais&#8221;. Foi pedido aos participantes que fizessem um trabalho de reflex\u00e3o em dois tempos. Primeiro, uma breve apresenta\u00e7\u00e3o das formas de discrimina\u00e7\u00e3o dos Ciganos em sua regi\u00e3o e da evolu\u00e7\u00e3o deste fen\u00f3meno do ponto de vista da sociedade e da Igreja. Isto a partir das tr\u00eas raz\u00f5es da exclus\u00e3o social: a recusa da diferen\u00e7a, o inc\u00f3modo e a censura moral. Depois, foi-lhes pedido que abordassem a quest\u00e3o seguinte: &#8220;como integrar a &#8220;Boa nova&#8221; de uma forma viva, actual e concreta na nossa proximidade humana e pastoral com os Ciganos&#8221;. O m\u00e9todo proposto para essas reflex\u00f5es aprofundadas foi a f\u00f3rmula &#8220;ver, julgar, atuar&#8221;. Cada grupo recebeu a tarefa de elaborar uma pergunta ou considera\u00e7\u00e3o para a mesa redonda em sess\u00e3o plen\u00e1ria do Domingo.<\/p>\n<p>A mesa redonda respondeu \u00e0s perguntas seguintes, feitas pelos grupos:<\/p>\n<p>Como passar da proclama\u00e7\u00e3o do Evangelho \u00e0 realidade da vida? \u00c9 poss\u00edvel falar na Igreja, tem-se o direito de se exprimir? Na Igreja universal e na sociedade globalizante, o que significa o respeito pelas minorias? A experi\u00eancia das rela\u00e7\u00f5es com os Ciganos incentiva a sonhar com uma Igreja e uma sociedade novas?<\/p>\n<p>Alguns elementos de resposta:<\/p>\n<p>o que \u00e9 importante \u00e9 testemunhar a presen\u00e7a de Cristo, a esperan\u00e7a do Evangelho. \u00c9 preciso adaptar-se incessantemente \u00e0 realidade da vida que muda. Existem muitas formas novas de comunica\u00e7\u00e3o; a livre circula\u00e7\u00e3o dos homens e das ideias suscitam novos desafios. \u00c9 claro que a proximidade com os Ciganos \u00e9 um enriquecimento mas, ao mesmo tempo, \u00e9 preciso admitir que, \u00e0s vezes, as dificuldades superam as nossas for\u00e7as, os nossos limites, os nossos costumes. Cada um de n\u00f3s \u00e9 convidado a superar essas dificuldades, esses desafios.<\/p>\n<p>A Igreja aceita o direito de express\u00e3o: existe uma evolu\u00e7\u00e3o e, depois do Conc\u00edlio, afirmam-se posi\u00e7\u00f5es. A Igreja declarou ser &#8220;a casa dos Ciganos&#8221;. Na verdade, quem pode ser a sua casa \u00e9 a Igreja local se ela aceitar enriquecer-se com a sua voz. O que \u00e9 importante \u00e9 a comunidade espiritual que deve nascer de um di\u00e1logo incessante.<\/p>\n<p>O deserto est\u00e1 apagado. Depois v\u00eam as chuvas, os ventos a soprar e o deserto vai florescer. \u00c9 uma solidariedade real que deve nascer com os rejeitados, no seguimento da Encarna\u00e7\u00e3o de Cristo. A Igreja perfeita, a sociedade perfeita n\u00e3o existem. Mas tem que se promover incessantemente o que a Encarna\u00e7\u00e3o reconhece: a dignidade dos mais fracos; e tem que se combater o que a insulta: o racismo e o anti-ciganismo. O amor de Deus, que n\u00e3o p\u00e1ra de &#8220;lavrar&#8221;, \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o para o progresso social. \u00c9 nosso dever mobilizar a sociedade civil, que tem que evoluir para um mundo mais justo, sem crueldades, sem desigualdades sociais.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em>DoProf. Eug\u00e9nio da Fonseca, Presidente da C\u00e1ritas, que participou no CCIT em F\u00e1tima, recebemos as seguintes palavras:<\/em><\/p>\n<p>Caro Dr. Francisco Monteiro,<\/p>\n<p>Agrade\u00e7o a sua gentileza ao partilhar connosco o relato, t\u00e3o pormenorizado, do CCIT que d\u00e1 nota fidedigna do que aconteceu durante o encontro.<\/p>\n<p>\u00c9 \u00f3bvio que nem tudo pode ser descrito e que foi de relevante import\u00e2ncia. Refiro o ambiente cordial e os sentimentos partilhados que traduziram bem a universalidade da Igreja.<\/p>\n<p>Que os frutos possam ser colhidos pelos semeadores. Se n\u00e3o forem todos, que as sementes continuem a germinar.<\/p>\n<p>Cumprimentos fraternos para toda a equipa nacional.<\/p>\n<p>Eug\u00e9nio Jos\u00e9 da Cruz Fonseca<\/p>\n<p>Presidente da C\u00e1ritas Portuguesa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>AINDA O CCIT: GRUPOS DE TRABALHO Do relato de Gabor Gyorgyovich da Hungria para o Nevi Yag (Fogo Novo em Romani \u2013 revista do CCIT de Julho) extra\u00edmos o seguinte texto relativo ao trabalho dos Grupos de trabalho do Encontro do CCIT em F\u00e1tima e alguns outros coment\u00e1rios. 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