{"id":1097,"date":"2013-01-22T09:14:12","date_gmt":"2013-01-22T09:14:12","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/2013\/01\/22\/publico-7dez-diversos\/"},"modified":"2013-01-22T09:14:12","modified_gmt":"2013-01-22T09:14:12","slug":"publico-7dez-diversos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/publico-7dez-diversos\/","title":{"rendered":"P\u00fablico (7dez) &#8211; DIVERSOS"},"content":{"rendered":"<p><strong>P\u00fablico (7dez) &#8211; DIVERSOS<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">A di\u00e1spora dos ciganos come\u00e7ou h\u00e1 1500 anos no Noroeste da \u00cdndia<\/span> &#8211; Ana Gerschenfeld<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Um estudo sobre o ADN das diversas popula\u00e7\u00f5es ciganas espalhadas por todo o continente europeu prova que todas t\u00eam em comum uma \u00fanica popula\u00e7\u00e3o ancestral. Os ciganos b\u00falgaros s\u00e3o o grupo geneticamente mais pr\u00f3ximo da popula\u00e7\u00e3o ancestral. Os ciganos que s\u00e3o cerca de 11 milh\u00f5es, n\u00e3o possuem registos escritos da sua hist\u00f3ria nem das suas andan\u00e7as pelo mundo. Isto levou um grupo de geneticistas de 15 pa\u00edses europeus, incluindo Portugal, a tentar determinar, atrav\u00e9s de uma an\u00e1lise ao ADN das v\u00e1rias comunidades ciganas, a origem e o percurso geogr\u00e1fico da di\u00e1spora cigana.<\/p>\n<p>Os resultados publicados online na revista <em>Current Biology<\/em>, confirmam que, apesar das grandes diferen\u00e7as culturais, religiosas e lingu\u00edsticas que existem entre as diversas comunidades ciganas que hoje residem nos pa\u00edses europeus, os antepassados de todos os ciganos vieram do mesmo s\u00edtio. Os cientistas consideram a hist\u00f3ria demogr\u00e1fica dos ciganos, \u201crica e complexa\u201d; o estudo permite estimar a data em que os ciganos sa\u00edram do seu \u201cber\u00e7o\u201d gen\u00e9tico. Uma an\u00e1lise global de 152 genomas provenientes das comunidades ciganas de 13 pa\u00edses, foram comparados com os genomas de diversas outras popula\u00e7\u00f5es, nomeadamente de europeus n\u00e3o ciganos, para remontar at\u00e9 ao ponto geogr\u00e1fico de origem dos antepassados dos ciganos atuais e seguir-lhes depois o rasto ao longo do tempo.<\/p>\n<p>Leonor Gusm\u00e3o (LG), do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto \u00e9 co-autora portuguesa do estudo. Concluiu-se que tudo come\u00e7ou no Noroeste da \u00cdndia, h\u00e1 uns 1500 anos. Os ciganos chegados \u00e0 Europa via Balc\u00e3s (mais precisamente \u00e0 Bulg\u00e1ria), come\u00e7aram h\u00e1 cerca de 900 anos a espalhar-se por todo o continente, at\u00e9 \u00e0 Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica e ao Pa\u00eds de Gales, misturando-se, ainda que de forma limitada, com as popula\u00e7\u00f5es aut\u00f3ctones que iam encontrando.<\/p>\n<p><em>Os ciganos est\u00e3o h\u00e1 mais tempo em Portugal que os portugueses no Brasil.<\/em><\/p>\n<p>Segundo LG, os ciganos ter\u00e3o chegado a Portugal em 1462; apesar de serem \u201cum grupo extremamente interessante\u201d, t\u00eam sido esquecidos pelos geneticistas das popula\u00e7\u00f5es. LG refere que, segundo o estudo, a di\u00e1spora cigana ter\u00e1 sido o resultado de migra\u00e7\u00f5es sucessivas de grupos muito pequenos, quase de grupos familiares. Isso fez com que as popula\u00e7\u00f5es se diferenciassem rapidamente umas das outras do ponto de vista gen\u00e9tico. \u201cComo eram poucos indiv\u00edduos, nunca representavam totalmente a popula\u00e7\u00e3o de onde tinham sa\u00eddo\u201d; da\u00ed que tenham surgido tantas diferen\u00e7as \u201centre as popula\u00e7\u00f5es ciganas a todos os n\u00edveis, em t\u00e3o pouco tempo\u201d. O estudo permitiu ainda descartar v\u00e1rias hip\u00f3teses que existiam como a de que \u201cos ciganos teriam chegado \u00e0 Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica via Norte de \u00c1frica\u201d:os cientistas n\u00e3o encontraram agora qualquer ind\u00edcio gen\u00e9tico que permita sustentar essa hip\u00f3tese.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>P\u00fablico (7dez) &#8211; DIVERSOS A di\u00e1spora dos ciganos come\u00e7ou h\u00e1 1500 anos no Noroeste da \u00cdndia &#8211; Ana Gerschenfeld<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-1097","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ciganos-sao-noticia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1097","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1097"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1097\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1097"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1097"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1097"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}