{"id":1099,"date":"2013-01-22T09:17:47","date_gmt":"2013-01-22T09:17:47","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/2013\/01\/22\/publico-25-out-discriminacao\/"},"modified":"2013-01-22T09:17:47","modified_gmt":"2013-01-22T09:17:47","slug":"publico-25-out-discriminacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/publico-25-out-discriminacao\/","title":{"rendered":"P\u00fablico (25 out) &#8211; DISCRIMINA\u00c7\u00c3O"},"content":{"rendered":"<p><strong>P\u00fablico (25 out) &#8211; DISCRIMINA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Memorial ao Holocausto dos ciganos j\u00e1 existe mas discrimina\u00e7\u00e3o continua<\/span><\/p>\n<p><em>Durante muito tempo, nem sequer foi reconhecido o desejo que os nazis tinham de exterminar este povo (os ciganos NR), tal como os judeus. Hoje, continuam a lutar pelo seu direito \u00e0 exist\u00eancia<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Noticia a inaugura\u00e7\u00e3o do monumento em homenagem aos ciganos que sofreram o Holocausto na II Guerra Mundial. \u201cEste monumento recorda-nos um povo que durante muito tempo esteve esquecido\u201d, referiu a chanceler alem\u00e3. S\u00f3 em 1982 \u00e9 que a Rep\u00fablica Federal Alem\u00e3 reconheceu o genoc\u00eddio de pelo menos meio milh\u00e3o de ciganos nos campos de concentra\u00e7\u00e3o nazis, pelo ent\u00e3o presidente alem\u00e3o Helmut Schmidt. Depois, s\u00f3 em 1997 o presidente Roman Herzog sublinhou pela primeira vez que o genoc\u00eddio dos ciganos nos campos de concentra\u00e7\u00e3o teve as mesmas motiva\u00e7\u00f5es racistas e desejo de exterm\u00ednio que moveram os nazis contra os judeus.<\/p>\n<p>Os ciganos foram enviados para os campos de trabalhos for\u00e7ados, a partir de 1934, tendo sido sujeitos a esteriliza\u00e7\u00f5es for\u00e7adas, ao abrigo das leis nazis de \u201cpureza racial\u201d. Nos campos de morte, usavam uniformes com a letra \u2018Z\u2019 de \u2018Zigeuner (cigano).<\/p>\n<p>Atualmente os ciganos s\u00e3o 11 milh\u00f5es em toda a Europa, a maior minoria europeia, que \u00e9 tamb\u00e9m a minoria mais pobre, alvo de discrimina\u00e7\u00e3o e racismo, sobretudo na Rom\u00e9nia, Bulg\u00e1ria, Hungria e Eslov\u00e1quia. No discurso de homenagem \u00e0s v\u00edtimas ciganas, Angela Merkel reconheceu os problemas que os ciganos continuam a enfrentar na Europa atual: \u201csofrem ainda hoje discrimina\u00e7\u00e3o e rejei\u00e7\u00e3o, t\u00eam ainda hoje de se bater pelos seus direitos. \u00c9 dever da Alemanha e da Europa apoi\u00e1-los\u201d. Mas o artigo refere que \u201cos jornais alem\u00e3es nos seus editoriais, notavam que entre as palavras bonitas dos pol\u00edticos e a <em>realpolitik <\/em>h\u00e1 por vezes um abismo sem uma ponte para o transpor\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA Alemanha, a bra\u00e7os com uma enorme vaga de pedidos de asilo de cidad\u00e3os dos Balc\u00e3s \u2013 a maioria deles ciganos -, n\u00e3o s\u00f3 recusa a maior parte como \u00e9 um dos pa\u00edses da UE que est\u00e1 a tentar repor a obrigatoriedade de vistos para entrar na zona Schengen, aos naturais dos pa\u00edses balc\u00e2nicos. B\u00e9lgica, Fran\u00e7a, Luxemburgo, Holanda e Su\u00e9cia s\u00e3o os restantes pa\u00edses envolvidos neste esfor\u00e7o, al\u00e9m da Alemanha\u201d. Este problema est\u00e1 na agenda do conselho de ministros de Justi\u00e7a e Administra\u00e7\u00e3o Interna da UE esta semana. A maioria dos que chegam \u00e0 Alemanha s\u00e3o ciganos s\u00e9rvios, dos 250 mil a 500 mil que vivem naquele pa\u00eds, muitas vezes \u00e0 margem da sociedade. \u201cSe a taxa de desemprego na S\u00e9rvia ronda os 25%, \u00e9 ainda mais alta para os ciganos\u201d que, fugidos a bairros de lata, vivem em barracas.<\/p>\n<p>Zoran Sajikovic, membro da autarquia da cidade de Leskovac, na S\u00e9rvia, tamb\u00e9m ele cigano declara: \u201co objectivo deles \u00e9 escapar ao inverno\u201d. Enquanto esperam uma decis\u00e3o sobre o pedido de asilo, o Estado alem\u00e3o d\u00e1-lhe resid\u00eancia, alimenta\u00e7\u00e3o e cerca de 350 euros por m\u00eas, bem mais do que os 160 euros que ganha na S\u00e9rvia o professor de 36 anos, Arsim Memishi, que no ano passado tentou pedir asilo na Alemanha.<\/p>\n<p>A Alemanha j\u00e1 sinalizou a sua vontade de deixar de ser t\u00e3o generosa com os pedidos de asilo da Europa de Lesta, onde o racismo contra os ciganos est\u00e1 em crescente ajudado pela crise econ\u00f3mica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>P\u00fablico (25 out) &#8211; DISCRIMINA\u00c7\u00c3O Memorial ao Holocausto dos ciganos j\u00e1 existe mas discrimina\u00e7\u00e3o continua Durante muito tempo, nem sequer foi reconhecido o desejo que os nazis tinham de exterminar este povo (os ciganos NR), tal como os judeus. 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