{"id":1120,"date":"2013-01-22T09:45:02","date_gmt":"2013-01-22T09:45:02","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/2013\/01\/22\/39o-encontro-nacional-da-pastoral-dos-ciganos-conclusoes\/"},"modified":"2013-01-22T09:45:02","modified_gmt":"2013-01-22T09:45:02","slug":"39o-encontro-nacional-da-pastoral-dos-ciganos-conclusoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/39o-encontro-nacional-da-pastoral-dos-ciganos-conclusoes\/","title":{"rendered":"39\u00ba ENCONTRO NACIONAL DA PASTORAL DOS CIGANOS &#8211; CONCLUS\u00d5ES"},"content":{"rendered":"<p>39\u00ba ENCONTRO NACIONAL DA PASTORAL DOS CIGANOS<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">CONCLUS\u00d5ES <\/span><\/p>\n<p>Orientado pelo Director nacional da Obra Nacional da Pastoral dos Ciganos (ONPC), Fr. Francisco Sales Diniz, ofm., realizou-se de 23 a 25 de Novembro de 2012, no Convento de Nossa Senhora do Carmo, da Ordem dos Carmelitas Descal\u00e7os, em Viana do Castelo, o 39\u00ba Encontro Nacional da Pastoral dos Ciganos, sob o tema: <em>An\u00fancio da F\u00e9 na Realidade Cigana<\/em>.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o de D. Manuel da Silva Rodrigues Linda, em representa\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana; do bispo da diocese de Viana do Castelo, D. Anacleto Cordeiro Gon\u00e7alves Oliveira e do Presidente da C\u00e2mara Municipal de Viana do Castelo, Engenheiro Jos\u00e9 Maria Costa, no in\u00edcio do encontro, foi uma mais-valia e um incentivo no desenvolvimento dos trabalhos.<\/p>\n<p>O encontro contou com 35 participantes, oriundos da equipa nacional e dioceses de Viana do Castelo, Porto, Aveiro, Viseu, Guarda, Portalegre-Castelo Branco e Lisboa.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Dos temas e trabalhos de reflex\u00e3o do encontro emergiram as seguintes constata\u00e7\u00f5es e recomenda\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p>1. O principal objectivo da ONPC \u00e9 a evangeliza\u00e7\u00e3o. Os primeiros agentes da evangeliza\u00e7\u00e3o s\u00e3o os Bispos e os P\u00e1rocos, que devem ter uma particular solicitude com esta miss\u00e3o que tem como objecto todo o povo de Deus, onde se incluem as minorias e os que se encontram exclu\u00eddos da Igreja e da sociedade. Recomendamos \u00e0s dioceses e par\u00f3quias, uma maior aten\u00e7\u00e3o \u00e0s realidades que est\u00e3o \u00e0 margem, recordando que a rejei\u00e7\u00e3o ou exclus\u00e3o, seja de quem for, dentro da Igreja, \u00e9 o maior contratestemunho da vida crist\u00e3.<\/p>\n<p>2. A realidade cigana continua a ser uma realidade omissa na maioria das dioceses e par\u00f3quias do pa\u00eds. Esta omiss\u00e3o reflecte-se nos projectos pastorais diocesanos e paroquiais, onde n\u00e3o est\u00e1 presente e, notou-se, na pouca representatividade das dioceses no Encontro Nacional (s\u00f3 sete dioceses estiveram representadas). O Encontro Nacional foi institu\u00eddo anualmente nos Estatutos da ONPC, aprovados pela Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa. Recomendamos \u00e0s dioceses e par\u00f3quias a inclus\u00e3o da realidade cigana nos planos pastorais, a fim de promoverem a sua evangeliza\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o na Igreja Local.<\/p>\n<p>3. A estrutura das nossas par\u00f3quias n\u00e3o d\u00e1 uma resposta pastoral pertinente \u00e0 realidade do tempo actual. Continuamos com uma estrutura de gabinete e de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, onde se espera pelos clientes para atendimento, o que n\u00e3o vai ao encontro das exig\u00eancias pastorais e mission\u00e1rias do Ano da F\u00e9 e da Nova Evangeliza\u00e7\u00e3o pedida pelo Santo Padre. Recomendamos aos p\u00e1rocos que, em Ano da F\u00e9, promovam uma reestrutura\u00e7\u00e3o da par\u00f3quia que a fa\u00e7a sair de si mesma, assumindo um estilo mission\u00e1rio que permita ir ao encontro dos que est\u00e3o fora da par\u00f3quia.<\/p>\n<p>4. Os mesmos estere\u00f3tipos e preconceitos relacionados com os ciganos, que se encontram na sociedade civil portuguesa, est\u00e3o tamb\u00e9m presentes no seio das comunidades cat\u00f3licas. Muitas vezes, s\u00e3o os leigos, com total desconhecimento dos p\u00e1rocos, que criam barreiras que impedem o acesso dos ciganos \u00e0 comunidade e aos servi\u00e7os paroquiais. Recomendamos que se promova a forma\u00e7\u00e3o dos leigos, com responsabilidades no funcionamento dos servi\u00e7os das par\u00f3quias, a fim de se criar um estilo de par\u00f3quia que seja um espa\u00e7o de acolhimento para todos, onde n\u00e3o h\u00e1 lugar para exclus\u00f5es nem marginaliza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>5. Continuamos a sentir um total desconhecimento e falta de sensibilidade dentro da Igreja, para com a realidade dos ciganos. Esta constata\u00e7\u00e3o manifesta-se tamb\u00e9m nos sacerdotes e nos religiosos e religiosas que terminam a sua forma\u00e7\u00e3o e iniciam a actividade pastoral. Sentimos que existe uma lacuna na forma\u00e7\u00e3o ministrada, que deveria contemplar as realidades marginais \u00e0 pr\u00f3pria Igreja, assim como as orienta\u00e7\u00f5es pastorais da Santa S\u00e9 e da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa, que incentivam a ir ao encontro dessas realidades. Mais uma vez, recomendamos aos respons\u00e1veis pela forma\u00e7\u00e3o nos Semin\u00e1rios e Casas de Forma\u00e7\u00e3o Religiosas, que incluam esta dimens\u00e3o pastoral nos programas de forma\u00e7\u00e3o inicial.<\/p>\n<p>6. Constatamos que os valores humanos e religiosos, presentes na realidade cigana, podem ajudar a promover um aut\u00eantico processo catecumenal da f\u00e9, pois integram os acontecimentos centrais da vida, desde o nascimento at\u00e9 \u00e0 morte. Desafiamos as dioceses e par\u00f3quias a promoverem uma pastoral de proximidade, de escuta e de participa\u00e7\u00e3o na vida dos ciganos, partilhando com eles o an\u00fancio do Evangelho que ilumina e d\u00e1 sentido \u00e0 diversidade de acontecimentos que se sucedem ao longo da vida.<\/p>\n<p>7. Concordamos plenamente que a escolariza\u00e7\u00e3o dos ciganos \u00e9 o primeiro meio para os ajudar a sa\u00edrem da situa\u00e7\u00e3o de marginaliza\u00e7\u00e3o e de gueto; contudo, constatamos que alguns projectos educativos correm o risco de se transformarem em simples experi\u00eancias por n\u00e3o garantirem a continuidade do processo educativo. Recomendamos \u00e0s institui\u00e7\u00f5es que promovem iniciativas e projectos educativos no seio da comunidade cigana, incluindo o Estado, que promovam a continuidade do processo educativo dos participantes nos diversos projectos, a fim de n\u00e3o se correr o risco de os limitar a meros objectos de experi\u00eancia.<\/p>\n<p>\u00a0O encontro teve o seu encerramento com a celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia de Cristo Rei, na Igreja da Miseric\u00f3rdia de Ponte de Lima.<\/p>\n<p>A ONPC e o Secretariado da Pastoral da Mobilidade Humana de Viana do Castelo, agradecem \u00e0 C\u00e2mara Municipal de Viana do Castelo, C\u00e2mara Municipal de Ponte de Lima e Adega Cooperativa de Ponte de Lima, o apoio para a realiza\u00e7\u00e3o deste encontro.<\/p>\n<p align=\"right\">Viana do Castelo, 25 de Novembro de 2012<\/p>\n<p align=\"right\">\u00a0<\/p>\n<p>No Programa do Encontro, D. Anacleto Oliveira disse que \u201cos ciganos s\u00e3o pessoas boas\u201d e salientou, entre as suas qualidades, a mobilidade, a habilidade para o neg\u00f3cio e a uni\u00e3o entre as fam\u00edlias. Por sua vez, D. Manuel Linda referiu-se aos ciganos como, historicamente, um povo escorra\u00e7ado, que se encontra entre os mais pobres dos pobres e referiu ainda o Holocausto nazi que vitimou centenas de milhares de ciganos. D. Manuel indicou ainda a necessidade de incorporar os ciganos na Igreja, aproximando-nos deles com amor; as preocupa\u00e7\u00f5es sociais devem preceder as da f\u00e9. O an\u00fancio do Evangelho deve ser diversificado, acrescentou D. Manuel e a liturgia deve ser inculturada (os t\u00f3picos da interven\u00e7\u00e3o de D. Manuel Linda podem ser acedidos no site da ONPC). D. Manuel Linda e o tema da confer\u00eancia foram apresentados por Francisco Monteiro que mencionou a Mensagem final do S\u00ednodo dos Bispos de 7 a 28 de Outubro de 2012, documento em que s\u00e3o referidos o Ano da F\u00e9 no n\u00ba 11 e a preocupa\u00e7\u00e3o com os mais pobres no n\u00ba 12.<\/p>\n<p>O Presidente da C\u00e2mara Municipal de Viana do Castelo, Eng. Jos\u00e9 Maria Costa referiu os diversos projectos da CMVC com os ciganos.<\/p>\n<p>Frei Francisco Sales apresentou um trabalho sobre a Igreja de Filad\u00e9lfia.<\/p>\n<p>Da C\u00e1ritas de Viseu, mediante a boa colabora\u00e7\u00e3o do seu Presidente, Jos\u00e9 Fernando Pereira Borges, veio uma delega\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica chefiada por Ant\u00f3nio Ramalho, soci\u00f3logo, integrando Susana Criado, assistente social, Teresa Costa, educadora, e Cl\u00e1udia Marques, professora. A ac\u00e7\u00e3o da C\u00e1ritas de Viseu situa-se no Centro Comunit\u00e1rio e, relativamente \u00e0 vasta popula\u00e7\u00e3o cigana de Viseu, centra-se sobretudo no Bairro da Paradinha, trabalhando particularmente com a popula\u00e7\u00e3o jovem, no sentido de ultrapassar os problemas da baixa escolaridade, marginalidade e conflitos. A equipa da C\u00e1ritas trabalha tamb\u00e9m na administra\u00e7\u00e3o do RSI na freguesia de S. Salvador, desenvolve um PIEF para o 2\u00ba e 3\u00ba ciclos, um EFA com um curso de jardinagem; na rela\u00e7\u00e3o de proximidade que desenvolveu, distribui alimentos do Banco Alimentar a 124 utentes, organizou cursos de bricolage e culin\u00e1ria, promove a an\u00e1lise curricular com vista ao emprego, actividades desportivas, outra forma\u00e7\u00e3o \/ informa\u00e7\u00e3o e microcr\u00e9dito. A C\u00e1ritas promoveu ainda ateliers ocupacionais de ver\u00e3o para mais de 50 jovens, com actividades de inform\u00e1tica incluindo a utiliza\u00e7\u00e3o do facebook e de mails, idas \u00e0 praia, dan\u00e7a e moda com desfiles. No campo da evangeliza\u00e7\u00e3o t\u00eam realizado encontros ecum\u00e9nicos. \u00a0<\/p>\n<p>Eva Gon\u00e7alves referiu o Projecto ROMA com 300 ciganos, acarinhado pela C\u00e2mara Municipal de Alcoba\u00e7a, que inclui um projecto de realojamento na Lameira. A Dr\u00aa Fernanda Reis historiou o trabalho do Secretariado Diocesano da Pastoral dos Ciganos de Lisboa que teve in\u00edcio em 1967 e que come\u00e7ou com visitas aos bairros e o estabelecimento de rela\u00e7\u00f5es de amizade, com o apoio na documenta\u00e7\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o de col\u00f3nias de f\u00e9rias, forma\u00e7\u00e3o com o apoio das fam\u00edlias e a promo\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias, encontrando solu\u00e7\u00f5es de dentro para fora.<\/p>\n<p>Madalena Santos (ver o Projecto Terra N\u00f3mada no Alentejo &#8211; Caravanas n\u00bas 65 e 63) referiu os \u00eaxitos dos PIEFs \/ PIECs em atrair os ciganos ao sistema escolar, ensinar compet\u00eancias e aproximar as comunidades. A metodologia utilizada consistiu em integrar os gostos e interesses dos jovens, levando os pais a sentirem-se parte da escola, mediante a disponibilidade dos t\u00e9cnicos. Para os alunos dos 13 aos 18 anos foi criado um ensino diferenciado em que os alunos ensinam os pais a assinar e os pais ensinam na escola as est\u00f3rias que viveram.<\/p>\n<p>A visita ao acampamento cigano de Darque revelou o principal problema da popula\u00e7\u00e3o cigana de Viana do Castelo: o realojamento. O sofrimento das muitas fam\u00edlias ciganas que ali moram em barracas auto-constru\u00eddas, sem luz, nem instala\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias, \u00e9 agudizado pelo sentimento de uma esperan\u00e7a num futuro vazio.<\/p>\n<p>A evangeliza\u00e7\u00e3o foi o tema das interven\u00e7\u00f5es dos secretariados de Viana do Castelo &#8211; Ol\u00edvia Palhares que referiu o in\u00edcio do Secretariado Diocesano da Pastoral dos Ciganos de Viana do Castelo com o P. Dr. Joaquim Sequeiros e que viria a dar origem ao actual Secretariado da Pastoral da Mobilidade Humana que integra Ant\u00f3nio Brand\u00e3o e Ana Costa, a equipa organizadora do presente Encontro; Porto &#8211; Maria do Carmo Rocha que acentuou a ac\u00e7\u00e3o com os p\u00e1rocos, os baptismos e primeiras comunh\u00f5es organizados e a peregrina\u00e7\u00e3o a F\u00e1tima (promovida pela ONPC em 1999); Lisboa &#8211; Aida Marrana que afirmou que o surgimento da Igreja de Filad\u00e9lfia nos anos 70 dificultou o di\u00e1logo sobre a f\u00e9 e referiu que as Festas de Natal promovidas pelo SDL s\u00e3o uma dinamiza\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria \u00e0 volta da mensagem de Cristo, tendo ainda relatado as Missas campais seguidas de prociss\u00f5es inter-religiosas na Quinta da Fonte que terminam numa ora\u00e7\u00e3o pela paz, as prociss\u00f5es de velas em Maio e a coloca\u00e7\u00e3o de uma imagem N\u00aa S\u00aa das Fontes no mesmo bairro; Guarda \u2013 Isabel Raba\u00e7a que referiu as actividades da C\u00e1ritas com os ciganos da Guarda e a participa\u00e7\u00e3o de um cigano cat\u00f3lico, grande devoto de N\u00aa S\u00aa, o Sr. Ferrer na peregrina\u00e7\u00e3o cigana a Roma em Junho de 2011 (ver Caravana n\u00ba 61).<\/p>\n<p>Frei Sales apresentou o projecto de reestrutura\u00e7\u00e3o da ONPC.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>39\u00ba ENCONTRO NACIONAL DA PASTORAL DOS CIGANOS CONCLUS\u00d5ES Orientado pelo Director nacional da Obra Nacional da Pastoral dos Ciganos (ONPC), Fr. Francisco Sales Diniz, ofm., realizou-se de 23 a 25 de Novembro de 2012, no Convento de Nossa Senhora do Carmo, da Ordem dos Carmelitas Descal\u00e7os, em Viana do Castelo, o 39\u00ba Encontro Nacional da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-1120","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1120","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1120"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1120\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1120"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1120"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1120"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}