{"id":1121,"date":"2013-02-05T08:48:39","date_gmt":"2013-02-05T08:48:39","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/2013\/02\/05\/editorial-caravana-68\/"},"modified":"2013-02-05T08:48:39","modified_gmt":"2013-02-05T08:48:39","slug":"editorial-caravana-68","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/editorial-caravana-68\/","title":{"rendered":"EDITORIAL CARAVANA 68"},"content":{"rendered":"<p>EDITORIAL CARAVANA<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Portugal sofreu recentemente os efeitos de violenta tempestade que deixou um rasto de destrui\u00e7\u00e3o por toda a parte. Vimos nos meios de comunica\u00e7\u00e3o as imagens desoladoras de muitas empresas, principalmente agr\u00edcolas que se viram a bra\u00e7os com a destrui\u00e7\u00e3o das culturas lutando agora para recuperar as estruturas e garantir os postos de trabalho dos seus trabalhadores. Assistimos tamb\u00e9m a alguma destrui\u00e7\u00e3o em habita\u00e7\u00f5es e em autom\u00f3veis, provocada essencialmente pela queda de \u00e1rvores.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Estes acontecimentos, que nos tocam profundamente e nos fazem sentir solid\u00e1rios com os que sofreram na pele as suas consequ\u00eancias fizeram-nos refletir: E os ciganos? Onde est\u00e1 a not\u00edcia sobre as centenas de ciganos que, vivendo em condi\u00e7\u00f5es miser\u00e1veis, viram as suas \u201cbarracas\u201d destru\u00eddas e inundadas, perdendo os poucos haveres que possu\u00edam? Ser\u00e1 que os pobres e miser\u00e1veis, que vivem completamente exclu\u00eddos no meio dos pinhais, lixeiras e outras situa\u00e7\u00f5es semelhantes, n\u00e3o t\u00eam direito a not\u00edcia? A sua exist\u00eancia e os seus dramas de vida s\u00e3o de tal forma insignificantes para a sociedade que at\u00e9 mesmo a comunica\u00e7\u00e3o social os ignora e exclui.<\/p>\n<p>Sabemos que na recente tempestade muitas fam\u00edlias ciganas ficaram em situa\u00e7\u00e3o desesperante. Sabemos que no seio dessas fam\u00edlias est\u00e3o muitas crian\u00e7as que necessitam de prote\u00e7\u00e3o porque a situa\u00e7\u00e3o em que ficaram n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 desumana mas \u00e9, sobretudo, desumanizante. Sabemos tamb\u00e9m que a Seguran\u00e7a Social e outras Institui\u00e7\u00f5es tentam ir ao encontro das necessidades mais urgentes, mas por falta de meios e, por vezes, devido a uma burocracia institucionalizada, n\u00e3o conseguem dar respostas com a rapidez que a situa\u00e7\u00e3o exige.<\/p>\n<p>Num pa\u00eds como o nosso, que conta com um inumer\u00e1vel parque habitacional devoluto, \u00e9 incompreens\u00edvel que as autoridades respons\u00e1veis j\u00e1 n\u00e3o tenham resolvido o problema da situa\u00e7\u00e3o de limite humano em que muitos ciganos e tantos outros pobres vivem, devido \u00e0 precariedade das suas habita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Perante esta situa\u00e7\u00e3o e de tantas outras situa\u00e7\u00f5es de injusti\u00e7a que o nosso sistema social criou, emerge um sentimento de inconformidade que \u00e9 o mesmo expresso por Deus a Caim perante o assassinato de Abel: \u201cQue fizeste ao teu irm\u00e3o?\u201d (Gn 4, 10).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p align=\"right\">P. Frei Francisco Sales Diniz, O.F.M.<\/p>\n<p align=\"right\">\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>EDITORIAL CARAVANA \u00a0 Portugal sofreu recentemente os efeitos de violenta tempestade que deixou um rasto de destrui\u00e7\u00e3o por toda a parte. 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