{"id":1150,"date":"2013-07-17T08:00:16","date_gmt":"2013-07-17T08:00:16","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/2013\/07\/17\/especial-ciganos\/"},"modified":"2013-07-17T08:00:16","modified_gmt":"2013-07-17T08:00:16","slug":"especial-ciganos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/especial-ciganos\/","title":{"rendered":"Continente #147 (mar) &#8211; DIVERSOS"},"content":{"rendered":"<p><strong>Continente #147 (mar)<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Aos leitores<\/span><\/p>\n<p>O editorial desta revista brasileira \u00e9 dedicado aos ciganos. Reconhecendo a fidelidade dos ciganos \u00e0 sua cultura, eles \u201cprecisam estar no mundo como os demais. Ent\u00e3o, assumem os comportamentos de contemporaneidade, como a comunica\u00e7\u00e3o virtual e a forma\u00e7\u00e3o acad\u00e9mica\u201d. A jornalista Danielle Romani e a fot\u00f3grafa Roberta Guimar\u00e3es passaram cinco meses em torno de grupos que residem em pequenas cidades do interior de Pernambuco, da Para\u00edba e do rio Grande do Norte. Este grupo \u00e9tnico que valoriza \u201ca velhice, como lugar de reconhecimento e respeito\u201d \u201cparece provocar em igual medida a desconfian\u00e7a e o fasc\u00ednio dos n\u00e3o ciganos\u201d. O editorial conclui que \u201cmuitas das (m\u00e1s) qualifica\u00e7\u00f5es que lhes imputamos s\u00e3o fruto de anos e anos de ideologiza\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Especial <\/span><\/p>\n<p><em>Ciganos<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Cigano: povo ainda \u00e0 margem, mas em busca de legitima\u00e7\u00e3o<\/span><\/p>\n<p>O artigo refere que, apesar de os ciganos terem a mesma origem, dividem-se em tr\u00eas grandes grupos: os calon, os rom e os sinti. Tal como qualquer cultura\/povo tamb\u00e9m os ciganos evolu\u00edram. Renato Athias, antrop\u00f3logo e director do N\u00facleo de Estudos e Pesquisas sobre Etnicidade da Universidade Federal de Pernambuco (Brasil), refere que \u201capesar de a maioria dos ciganos n\u00e3o andar nas caravanas, em mulas, ou de saias compridas, continuam sendo autenticamente ciganos. &#8230; Apenas se adaptaram \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es sociais, mantendo a integridade das suas tradi\u00e7\u00f5es.\u201d E destaca-se na sua cultura: \u201co apego \u00e0 fam\u00edlia, em especial \u00e0s crian\u00e7as e aos mais velhos; o idioma cal\u00e9 (no caso dos calons), o temor de perderem as suas tradi\u00e7\u00f5es e a conviv\u00eancia constante com a hostilidade.\u201d<\/p>\n<p>A reportagem assistiu a um casamento cigano em Sousa (PB), em que a cerim\u00f3nia decorre numa noite de lua cheia e oferece uma vasta simbologia da tradi\u00e7\u00e3o: \u201ca noiva vestida de vermelho, troca de punhais, p\u00e3o, sal e vinho, quebra de ta\u00e7a de cristal, leques, len\u00e7os, moedas e dan\u00e7a t\u00edpica, em que o casal n\u00e3o se toca fisicamente, apenas com o olhar.\u201d O casamento foi um marco de <em>ciganidade<\/em>. O casamento n\u00e3o foi acertado na inf\u00e2ncia, como ocorria no passado. Aconteceu normalmente para felicidade das fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Gonzaga Carna\u00faba, 47 anos, l\u00edder calon de Macau, Rio Grande do Norte, diz: \u201co progresso n\u00e3o tem como ser evitado, eu sei, e se a gente n\u00e3o for um cigano forte, a sociedade nos engole\u201d; e arrisca fazer um progn\u00f3stico sobre o futuro: \u201cos \u2018meninos\u2019 v\u00e3o casar-se cada vez mais com os n\u00e3o ciganos e envolverem-se com estudos e com o mercado de trabalho\u201d. Monaliza, filha da cartomante T\u00e2nia, diz: \u201ca minha realidade \u00e9 entre dois mundos: os calons e os gadjons. Minha m\u00e3e acha que, se estudar, vai quebrar a tradi\u00e7\u00e3o. Mas os nossos jovens v\u00e3o acabar na escola. Isso nos ajudar\u00e1 a conquistar direitos. Com ou sem diploma sou cigana.\u201d<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Kleber Soares, de 43 anos, l\u00edder de um rancho de 30 pessoas, lamenta que \u201cningu\u00e9m emprega cigano\u201d. \u201cA produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica est\u00e1 presente em v\u00e1rios ciganos encontrados\u201d, quer na m\u00fasica, quer na poesia, sobretudo em Itamb\u00e9. Tiago, 22 anos, \u00e9 m\u00fasico profissional \u2013 canta e \u00e9 compositor \u2013 acrescenta: \u201cTemos poucas probabilidades, mas acredito no futuro\u201d.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Europa: Eterna sensa\u00e7\u00e3o de ser \u201cintruso\u201d<\/span><\/p>\n<p><em>Desde a Idade M\u00e9dia at\u00e9 aos dias atuais, esses grupos \u00e9tnicos sofrem barb\u00e1ries e humilha\u00e7\u00f5es, ap\u00f3s terem sa\u00eddo da \u00cdndia, seu pa\u00eds de origem<\/em><\/p>\n<p>Apesar de estarem em alguns pa\u00edses h\u00e1 s\u00e9culos, os ciganos parecem carregar um estigma: \u201co de nunca serem aceites onde est\u00e3o e por aqueles que os rodeiam\u201d.Nem os antrop\u00f3logos, pesquisadores e historiadores conseguem apontar raz\u00f5es satisfat\u00f3rias para esta intoler\u00e2ncia. O antrop\u00f3logo Frans Moonen, no seu livro \u201cAnticiganismo: os ciganos na Europa e no Brasil\u201d, fala sobre as persegui\u00e7\u00f5es contra os ciganos entre os s\u00e9culos XV e XX, invocando motiva\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e econ\u00f3micas, sobretudo relativas \u00e0 divis\u00e3o de terras e aos empregos; as suas \u201cactividades concorriam com as profiss\u00f5es urbanas, como as de ferreiro, caldeireiro e artes\u00e3o\u201d. A amea\u00e7a da concorr\u00eancia estendia-se aos artistas e aos mendigos.<\/p>\n<p>Os ciganos foram mortos e perseguidos pela Inquisi\u00e7\u00e3o por n\u00e3o serem crist\u00e3os. \u201cos rom mantiveram maior pureza dos genes\u201d devido ao casamento endog\u00e2mico, enquanto os calons \u201cdemonstram maior n\u00edvel de miscigena\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Oriundos do norte da \u00cdndia, a palavra cigano deve-se a que os ciganos diziam que vinham do pequeno Egito, na Gr\u00e9cia e n\u00e3o no Egito, da\u00ed a palavra <em>gypsies <\/em>que originou a palavra ciganos. Em 1734, na Pr\u00fassia podiam ser presos e mortos.<\/p>\n<p>No s\u00e9culo XX, ciganos e judeus foram os alvos preferenciais dos nazis. Em 1927, ainda antes da cria\u00e7\u00e3o de leis antijudaicas, os ciganos eram obrigados a andar com um documento de identifica\u00e7\u00e3o; pouco depois, foi criado o Servi\u00e7o Central de Combate \u00e0 Praga Cigana. Em Dezembro de 1942, Himmler, comandante das SS, ordenou o envio de todos os ciganos alem\u00e3es para Auschwitz \u2013 Birkenau. Estima-se que na Segundo Guerra Mundial foram mortos entre 220 e 500 mil ciganos. Apesar de em 2012 ter sido inaugurado em Berlim, um memorial aos ciganos v\u00edtimas do Holocausto, as autoridades alem\u00e3s n\u00e3o revogaram as pol\u00edticas de deporta\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. E, na Fran\u00e7a, Fran\u00e7ois Hollande manteve a pol\u00edtica segregacionista de Nicolas Sarkozy.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Os ciganos e o \u201cdarwinismo social\u201d<\/span>, por Renato Athias<\/p>\n<p>A imagem que as pessoas ainda hoje t\u00eam dos ciganos vem do imagin\u00e1rio e contribuiu para o \u201cacirramento das persegui\u00e7\u00f5es aos ciganos\u201d. Bartolomeu Campos de Queir\u00f3s, no seu premiado livro \u201cOs Ciganos\u201d, apresenta a tem\u00e1tica da ambiguidade de sentimentos que os ciganos despertam, e como a Europa aprendeu a ver os ciganos \u201ccomo uma categoria social, com hist\u00f3ria e cultura bem espec\u00edficas\u201d. Presume-se que houve deporta\u00e7\u00e3o de ciganos para o Brasil at\u00e9 ao s\u00e9c. XVIII; havendo conhecimento da sua presen\u00e7a j\u00e1 em 1574. \u201cEm 1603  a C\u00e2mara Municipal de S. Paulo de Piratininga concedeu licen\u00e7a \u00e0 abertura de uma casa comercial\u2026 que recebeu a alcunha de cigana Francisca Roiz. \u201cFoi o primeiro comerciante do Estado de S. Paulo, refor\u00e7ando o protagonismo da mulher cigana no grupo. \u201cO viajante franc\u00eas Gendrin que morou no Rio de Janeiro entre 1816 e 1821, referiu-se em cartas \u00e0s ciganas \u201cvendedoras ambulantes de escravos africanos, as quais percorriam as ruas da cidade\u201d. Assass\u00ednio de ciganos foi atribu\u00eddo a Tiradentes. \u201cExiste um desconhecimento m\u00fatuo e uma intoler\u00e2ncia nas rela\u00e7\u00f5es entre ciganos e n\u00e3o ciganos\u201d. A <em>ciganologia<\/em> est\u00e1 relacionada com a Antropologia Cultural, apoiada na Hist\u00f3ria e na Lingu\u00edstica; pensa-se que surgiu em 1888 em Inglaterra, com o lan\u00e7amento da revista <em>Gipsy Lore Society<\/em>. Como antrop\u00f3logo, interessa compreender \u201co processo de etnicidade cigana nos diversos contextos brasileiros.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Brasil: mesti\u00e7agem tamb\u00e9m cigana<\/span><\/p>\n<p><em>A propalada miscigena\u00e7\u00e3o nacional ignora ou suprime essa etnia que, assim como outras, foi trazida maci\u00e7amente ao pa\u00eds em fluxos migrat\u00f3rios. Para se \u201ccompreender a cultura brasileira na sua totalidade, \u00e9 preciso investigar as contribui\u00e7\u00f5es dos ciganos para as artes, a topon\u00edmia, os h\u00e1bitos, enfim, para a vida tradicional do pa\u00eds\u201d, afirmou Cristina da Costa Pereira.<\/em><\/p>\n<p>Com a chegada da fam\u00edlia real ao Brasil, em 1808, alguns ciganos foram contemplados com o cargo vital\u00edcio de oficial de justi\u00e7a e artistas ciganos participavam em eventos reais. Em 1818, no casamento de D. Pedro com a princesa Leopoldina, os ciganos foram convidados a animar as festas. \u201cOs dan\u00e7arinos s\u00e3o vistoriados: flores, fitas, aplausos, eles conquistam pela magia plangente de seus instrumentos, pela for\u00e7a de suas dan\u00e7as.\u201d<\/p>\n<p>Os calons chegaram ao Brasil desde o in\u00edcio; consta que os Rom (do leste Europeu) s\u00f3 chegaram a partir de 1865, ap\u00f3s o fim da escravid\u00e3o cigana na actual Rom\u00e9nia. Na vers\u00e3o de Rodrigo Corr\u00eaa Teixeira, o primeiro rom chegou a Minas Gerais em 1830, vindo da Bo\u00e9mia (antigo imp\u00e9rio austro-h\u00fangaro), e foi o bisav\u00f4 do presidente Juscelino Kubitschek. Entre outros descendentes famosos est\u00e1 a poetisa mineira Cec\u00edlia Meireles que disse da sua etnia: \u201cO meu povo n\u00e3o quer ir nem vir. O meu povo quer passar\u201d.<\/p>\n<p>S\u00f3 na2\u00bametade do s\u00e9culo XIX os rom come\u00e7aram a ir em grupo para o Brasil, estando divididos actualmente em cinco subgrupos, concentrados no sul e no sudeste, muitos com bom n\u00edvel econ\u00f3mico e cultural.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Sagrado: Deus, a natureza e os antepassados<\/span><\/p>\n<p><em>Sem uma religi\u00e3o espec\u00edfica, os calons, sintis e roms geralmente aproximam-se das cren\u00e7as das comunidades em que est\u00e3o inseridos<\/em><\/p>\n<p>\u201cEm cima, o c\u00e9u, em baixo, a terra, no meio, os ciganos\u201d diz o velho ditado. Embora a religi\u00e3o dos calons, sintis e roms seja, na maior parte das vezes, assimilada \u00e0 da comunidade com a qual se relacionam, \u201cexiste neles algo que nos escapa, e que lhes \u00e9 intr\u00ednseco, peculiar. Talvez porque a rela\u00e7\u00e3o secular com a natureza os dotou de uma religiosidade latente, que n\u00e3o foi constru\u00edda em templos, igrejas ou mesquitas, mas nas caminhadas n\u00f3madas, nos acampamentos e paisagens abertas, nos sert\u00f5es e catingas, pelo verde das florestas e das montanhas, pela for\u00e7a do sol, da chuva, dos rios, ventos e estrelas\u201d. Para os ciganos, \u201cDeus est\u00e1 no cora\u00e7\u00e3o, nos amigos, na natureza\u201d. A morte de um cigano deve ser tratada com grande seriedade: quando morre um cigano, os parentes mudam de lugar, tiram as fotografias da vista e n\u00e3o pronunciam o nome do cigano falecido durante meses, fazendo luto por grande per\u00edodo, em que deixam de dan\u00e7ar, cantar, festejar. A cartomancia e quiromancia t\u00eam-lhes sido inerentes, mas n\u00e3o existem informa\u00e7\u00f5es de quando e como aprenderam esses m\u00e9todos divinat\u00f3rios.<\/p>\n<p>A cren\u00e7a em Santa Sara Kali \u00e9 mais forte entre os ciganos europeus e os das regi\u00f5es mais ao sul do Brasil. Sara, ou a santa negra, foi escrava eg\u00edpcia de uma das tr\u00eas Marias (Madalena, Jacob\u00e9 ou Salom\u00e9) e, juntamente como elas, foi atirada pelos judeus numa barca sem remos ou alimentos. Mas existem devo\u00e7\u00f5es de outros santos. \u201cO sincretismo religiosos brasileiro fez com que os ciganos chegassem \u00e0 umbanda\u201d (<em>arte de curar NR<\/em>) e ao candombl\u00e9 (<em>ritual religioso ligado ao culto da natureza NR<\/em>).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Direitos: desconhecimento leva \u00e0 invisibilidade<\/span><\/p>\n<p><em>Diferentemente de outros povos minorit\u00e1rios brasileiros, os ciganos ainda n\u00e3o foram reconhecidos na Constitui\u00e7\u00e3o Federal nem nos recenseamentos<\/em><\/p>\n<p>\u201c\u00c9 como se os ciganos fossem \u00abinvis\u00edveis\u00bb\u201d. N\u00e3o possuem direitos adquiridos como minoria \u00e9tnica, nem pol\u00edtica espec\u00edfica para as suas comunidades. N\u00e3o s\u00e3o citados em artigos da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 nem constam em censos. Pol\u00edticas para reconhecimento da identidade desta etnia, est\u00e3o a ser discutidas, nomeadamente, pelo Conselho de Direitos Humanos e Legisla\u00e7\u00e3o Participativa do Senado Federal, para elabora\u00e7\u00e3o de um Estatuto dos Povos Ciganos, a ser regido pela Lei Esmeralda que ainda n\u00e3o foi homologada. Um Decreto de 2007 \u201ccriou a Pol\u00edtica Nacional de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel dos Povos e Comunidades Tradicionais que engloba ciganos, quilombolas, \u00edndios e afins.\u201d Por decreto presidencial o Dia do Cigano \u00e9 comemorado desde 2006, no dia 24 de maio, dia do culto de Sara Kali, mas a data \u00e9 questionada por grupos ciganos, em especial, por protestantes e mu\u00e7ulmanos e at\u00e9 entre os cat\u00f3licos, pois Sara Kali n\u00e3o \u00e9 aceite unanimemente. A data atesta o desconhecimento sobre a heterogeneidade e diversidade existentes entre as comunidades ciganas brasileiras.<\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos pontos mais pol\u00e9micos e urgentes. \u201cPara os ciganos, \u00e9 inadmiss\u00edvel que as suas l\u00ednguas, consideradas secretas e inacess\u00edveis, sejam repassadas para outros ciganos por um mestre n\u00e3o pertencente aos grupos\u201d. O \u2018Projecto de Pesquisa e Desenvolvimento Cultural e \u00c9tnico do Rio Grande do Norte\u2019 com o \u2018Mova Brasil\u2019 prop\u00f5e-se contratar professores ciganos para aulas tamb\u00e9m em cal\u00f3.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Continente #147 (mar) Aos leitores O editorial desta revista brasileira \u00e9 dedicado aos ciganos. Reconhecendo a fidelidade dos ciganos \u00e0 sua cultura, eles \u201cprecisam estar no mundo como os demais. 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