{"id":1156,"date":"2013-07-17T08:13:57","date_gmt":"2013-07-17T08:13:57","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/2013\/07\/17\/tese-de-doutoramento-de-mirna-montenegro-sobre-os-ciganos\/"},"modified":"2013-07-17T08:13:57","modified_gmt":"2013-07-17T08:13:57","slug":"tese-de-doutoramento-de-mirna-montenegro-sobre-os-ciganos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/tese-de-doutoramento-de-mirna-montenegro-sobre-os-ciganos\/","title":{"rendered":"TESE DE DOUTORAMENTO DE MIRNA MONTENEGRO SOBRE OS CIGANOS"},"content":{"rendered":"<p>TESE DE DOUTORAMENTO DE MIRNA MONTENEGRO SOBRE OS CIGANOS<\/p>\n<p><em>Conclu\u00edmos a not\u00edcia iniciada no \u00faltimo n\u00ba e uma brev\u00edssima nota sobre a \u201cs\u00edntese poss\u00edvel\u201d da tese de doutoramento de Mirna Montenegro (MM) a\u00a0 qual tem 346 p\u00e1gs. e que pode ser acedida em:<\/em><a href=\"http:\/\/repositorio.ul.pt\/bitstream\/10451\/7994\/1\/ulsd064915_td_Mirna_Paiva.pdf\" title=\"blocked::http:\/\/repositorio.ul.pt\/bitstream\/10451\/7994\/1\/ulsd064915_td_Mirna_Paiva.pdfhttp:\/\/repositorio.ul.pt\/bitstream\/10451\/7994\/1\/ulsd064915_td_Mirna_Paiva.pdfCTRL + Clique para seguir a hiperliga\u00e7\u00e3o\">http:\/\/repositorio.ul.pt\/bitstream\/10451\/7994\/1\/ulsd064915_td_Mirna_Paiva.pdf<\/a><\/p>\n<p>A <em>\u201cmaneira cigana de fazer\u201d<\/em>, conclui MM, contribui para resgatar a palavra \u201caciganar\u201d da sua carga pejorativa.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cQuanto \u00e0 reabilita\u00e7\u00e3o (requalifica\u00e7\u00e3o) da palavra \u201capayonar (ou \u201capayar), <em>(paios s\u00e3o os n\u00e3o ciganos na terminologia cigana NR) <\/em>parece ser mais dif\u00edcil, porque, na mente cigana, \u201cter maneiras de senhor\u201d \u00e9 sin\u00f3nimo de perder um pouco o \u201corgulho de ser cigano\u201d ou a \u201cseguran\u00e7a para a ac\u00e7\u00e3o\u201d (Casa-Nova, 2009).\u201d<\/p>\n<p>MM analisa as consequ\u00eancias para os costumes ciganos, dos realojamentos e sedentariza\u00e7\u00e3o, da escolariza\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria por for\u00e7a do RSI, da pr\u00f3pria atribui\u00e7\u00e3o do RSI, do aumento da penetra\u00e7\u00e3o da Igreja Evang\u00e9lica e da emergente comunidade virtual cigana, para concluir que \u201cas comunidades ciganas t\u00eam vindo a sofrer mudan\u00e7as aceleradas h\u00e1 mais de tr\u00eas d\u00e9cadas, i. \u00e9, sobretudo desde a implanta\u00e7\u00e3o da democracia em Portugal.\u201d Seguidamente apresenta \u201cum conjunto de indicadores end\u00f3genos de mudan\u00e7a\u201d entre os quais est\u00e1 o da \u201cconstru\u00e7\u00e3o de uma classe m\u00e9dia capaz de fazer a necess\u00e1ria s\u00edntese entre tradi\u00e7\u00e3o e modernidade no que diz respeito aos costumes ciganos e pr\u00e1ticas culturais\u201d.<\/p>\n<p>Entre os \u201cfactores ex\u00f3genos\u201d das mudan\u00e7as, MM salienta a escolariza\u00e7\u00e3o \u201ccompulsiva\u201d das raparigas e \u201ca forma\u00e7\u00e3o profissional, nomeadamente das mulheres. Trata-se de um dos palcos de incompreens\u00f5es, conflitualidade e de interpela\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m de oportunidades e de desafios, assente em l\u00f3gicas diferentes entre duas culturas obrigadas, por decreto e\/ou imposi\u00e7\u00e3o, a conviverem, mais do que a coexistirem, como acontece nos espa\u00e7os de alojamento social.\u201d MM refere ainda a utiliza\u00e7\u00e3o das redes sociais para divulga\u00e7\u00e3o de festas e de grupos musicais ciganos, de injusti\u00e7as e discrimina\u00e7\u00f5es, para debates sobre a evolu\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas sociais ciganas e para conversas entre grupos ciganos e n\u00e3o ciganos; e \u201ca emerg\u00eancia de uma nova metodologia de interven\u00e7\u00e3o no campo educativo e social, assente na articula\u00e7\u00e3o entre a educa\u00e7\u00e3o formal e informal e no conv\u00edvio intercultural\u201d designadamente nos programas Escolhas e TEIP.<\/p>\n<p>Sobre \u201ccomo \u00e9 que as pessoas ciganas lidam com estas mudan\u00e7as\u201d MM refere que mostram \u201ccapacidade de ver na mudan\u00e7a, embora uma amea\u00e7a, tamb\u00e9m uma oportunidade.\u201d<\/p>\n<p>MM enumera \u201calguns dos princ\u00edpios educativos a ter em conta no sistema educativo portugu\u00eas, quando se pretende fazer face \u00e0 diversidade cultural das crian\u00e7as e jovens ciganos, atrav\u00e9s de uma educa\u00e7\u00e3o intercultural\u201d; entre estes salientam-se: \u201cpermitir que a crian\u00e7a aprenda por si pr\u00f3pria e em interac\u00e7\u00e3o com as situa\u00e7\u00f5es\u201d; \u201cacreditar que, a brincar, a crian\u00e7a aprende a conhecer o mundo\u201d, \u201cque as crian\u00e7as se educam entre si, integradas em grupos naturais e heterog\u00e9neos\u201d. MM refere a import\u00e2ncia da organiza\u00e7\u00e3o dos grupos, para que a Escola exer\u00e7a a sua fun\u00e7\u00e3o \u201cde gest\u00e3o dos saberes e capacita\u00e7\u00e3o e emancipa\u00e7\u00e3o das pessoas\u201d e da metodologia pedag\u00f3gica, para que se consigam \u201ca efectiva participa\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias na vida da escola\u201d e a \u201ccidadania activamente democr\u00e1tica\u201d.<\/p>\n<p>MM termina com uma an\u00e1lise da rela\u00e7\u00e3o com o \u201cespa\u00e7o e o tempo na gest\u00e3o da proximidade geogr\u00e1fica e afectiva\u201d na sua conviv\u00eancia com as crian\u00e7as e fam\u00edlias ciganas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>TESE DE DOUTORAMENTO DE MIRNA MONTENEGRO SOBRE OS CIGANOS Conclu\u00edmos a not\u00edcia iniciada no \u00faltimo n\u00ba e uma brev\u00edssima nota sobre a \u201cs\u00edntese poss\u00edvel\u201d da tese de doutoramento de Mirna Montenegro (MM) a\u00a0 qual tem 346 p\u00e1gs. e que pode ser acedida em:http:\/\/repositorio.ul.pt\/bitstream\/10451\/7994\/1\/ulsd064915_td_Mirna_Paiva.pdf A \u201cmaneira cigana de fazer\u201d, conclui MM, contribui para resgatar a palavra [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-1156","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1156","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1156"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1156\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1156"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1156"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1156"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}