{"id":1167,"date":"2013-10-17T10:42:44","date_gmt":"2013-10-17T10:42:44","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/2013\/10\/17\/el-pais-semanal-29-set-diversos\/"},"modified":"2013-10-17T10:42:44","modified_gmt":"2013-10-17T10:42:44","slug":"el-pais-semanal-29-set-diversos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/el-pais-semanal-29-set-diversos\/","title":{"rendered":"El Pa\u00eds &#8211; semanal (29 set) &#8211; DIVERSOS"},"content":{"rendered":"<p><strong>El Pa\u00eds &#8211; semanal (29 set)<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Ciganos do s\u00e9culo XXI<\/span><\/p>\n<p><em>Identidade, valores e sentido de perten\u00e7a a um grupo. Para al\u00e9m disso, muitos deitam abaixo estere\u00f3tipos e deixaram de se isolar. Esta \u00e9 a hist\u00f3ria de quem reclama com naturalidade a sua integra\u00e7\u00e3o na sociedade espanhola.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O artigo apresenta v\u00e1rios ciganos que decidiram ter uma vida diferente da dos seus antecessores, como \u00e9 o caso de Sara Gim\u00e9nez, uma cigana de 35 anos que \u00e9 a primeira advogada cigana de Arag\u00f3n. Dedica-se ao direito civil, penal e administrativo, mas quando se deu conta de que um primo queria alugar uma casa e n\u00e3o conseguia porque era cigano, come\u00e7ou a dedicar-se a casos semelhantes para \u201clutar pela igualdade\u201d. \u201cJ\u00e1 chega de tanto discriminar e estigmatizar!\u201d, diz Sara.<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Maya e Bel\u00e9n Palacios dizem que tiveram de se esfor\u00e7ar a dobrar por serem ciganos. Ant\u00f3nio diz que \u201ca palavra cigano possui uma conota\u00e7\u00e3o negativa e d\u00e1 trabalho deit\u00e1-la abaixo\u201d. \u201cAs coisas mudaram um pouco, mas s\u00f3 um pouco\u201d.<\/p>\n<p>Valentim Su\u00e1rez, um cigano de 65 anos, de M\u00e9rida, dedicou parte da sua vida a promover a cultura cigana. Considera que os ciganos, pouco a pouco, t\u00eam vindo a mudar alguns dos seus h\u00e1bitos, mas que este processo \u201crepresenta um dilema: progredir deixando de ser cigano e n\u00e3o progredir para continuar a s\u00ea-lo\u201d. E conclui que h\u00e1 que adaptar-se \u00e0s mudan\u00e7as, sem deixar de ser cigano. Acrescenta ainda que \u201ccom o aumento de jovens (ciganos) universit\u00e1rios est\u00e1 a aparecer um novo perfil a favor da conviv\u00eancia. Agora h\u00e1, digamos, uma nova maneira de ser cigano\u201d. Bel\u00e9n trabalha numa perfumaria. Ao princ\u00edpio n\u00e3o disse aos colegas que era cigana, mas um dia em que estavam a dizer mal dos ciganos, disse-lhes \u201ceu sou cigana\u201d. A filha mais velha foi discriminada e teve que ludar de escola. Bel\u00e9n diz: \u201c\u00e9 pena que ser cigano ainda hoje te prejudique, n\u00e3o?, que te julguem antes de te conhecer\u201d.<\/p>\n<p>Vingan\u00e7a, brigas, drogas, machismo s\u00e3o palavras que acompanham a cobertura medi\u00e1tica sobre a comunidade cigana: n\u00e3o s\u00e3o uma vis\u00e3o falsa mas sim incompleta e, por isso, ditaram s\u00e9culos de discrimina\u00e7\u00e3o que n\u00e3o facilitam a sua integra\u00e7\u00e3o. Segundo a Fundaci\u00f3n Secretariado Gitano (FSG), dos 750.000 mil ciganos que existem em Espanha, 70% dos maiores de 16 anos s\u00e3o analfabetos, 36% est\u00e3o desempregados, 12% vivem em casas deficientes e 4% em  barracas. A maioria n\u00e3o est\u00e1 obstinada em formar guetos nem se nega a conviver com o resto da sociedade. 24% dos ciganos que trabalham s\u00e3o aut\u00f3nomos, ou seja, t\u00eam o seu pr\u00f3prio neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Isidro Rodr\u00edguez (IR) n\u00e3o \u00e9 cigano, mas trabalha h\u00e1 duas d\u00e9cadas na FSG onde procura que os fundos sociais da UE tenham impacto na inclus\u00e3o dos ciganos. IR considera que em Espanha os ciganos est\u00e3o melhor porque t\u00eam protec\u00e7\u00e3o social e programas para diminuir as desigualdades; recorda ainda situa\u00e7\u00f5es de discrimina\u00e7\u00e3o que t\u00eam ocorrido contra os ciganos na Hungria, em It\u00e1lia e em Fran\u00e7a. IR afirma que o que os ciganos precisam para mudar s\u00e3o oportunidades e acrescenta: \u201c a comunidade cigana avan\u00e7ou muito, mas parece que a sociedade espanhola ainda n\u00e3o se deu conta disso. Hoje os ciganos s\u00e3o parte do quotidiano\u201d.<\/p>\n<p>Juan de Dios Ram\u00edrez Heredia, presidente da Uni\u00f3n Roman\u00ed, uma ONG que em Espanha e noutros pa\u00edses se dedica ao reconhecimento da cultura cigana, refere que j\u00e1 ocorreram grandes avan\u00e7os nas \u00e1reas da educa\u00e7\u00e3o, das \u201cliberdades p\u00fablicas e no bem estar social\u201d, por\u00e9m, afirma que \u201ca grande batalha \u00e9 contra a absten\u00e7\u00e3o escolar\u201d e contra os estere\u00f3tipos que refor\u00e7am a imagem negativa dos ciganos. A FSG estima em 40.000 os ciganos chegados \u00e0 Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica do Leste da Europa. O artigo conta o caso de Hristo Sttoichkov, que veio da Bulg\u00e1ria e come\u00e7ou a trabalhar num restaurante de Madrid. Conheceu Mariya que n\u00e3o \u00e9 cigana, com quem vive. Hristo refere que em Espanha ser cigano \u00e9 menos mal do que na Bulg\u00e1ria. Tamb\u00e9m Gheorghe e Alina, ciganos romenos, desempregados, vivem num edif\u00edcio da C\u00e1ritas e vivem do rendimento m\u00ednimo. Referem que s\u00e3o ciganos, mas n\u00e3o s\u00e3o como os ciganos da TV: n\u00e3o roubam, nem matam, nem pedem esmolas. Mar\u00eda Luisa Cort\u00eas \u00e9 divorciada, algo que n\u00e3o \u00e9 bem visto na comunidade cigana, mas ela considerou mais importante a sua tranquilidade e a das suas tr\u00eas filhas do que as apar\u00eancias.<\/p>\n<p align=\"center\">\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>El Pa\u00eds &#8211; semanal (29 set) Ciganos do s\u00e9culo XXI Identidade, valores e sentido de perten\u00e7a a um grupo. Para al\u00e9m disso, muitos deitam abaixo estere\u00f3tipos e deixaram de se isolar. 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