{"id":1292,"date":"2015-04-17T10:43:00","date_gmt":"2015-04-17T10:43:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/2015\/04\/17\/um-retrato-agridoce-das-comunidades-ciganas-em-portugal\/"},"modified":"2015-04-17T10:43:00","modified_gmt":"2015-04-17T10:43:00","slug":"um-retrato-agridoce-das-comunidades-ciganas-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/um-retrato-agridoce-das-comunidades-ciganas-em-portugal\/","title":{"rendered":"P\u00fablico (20 jan) &#8211; DIVERSOS"},"content":{"rendered":"<p><strong>P\u00fablico (20 jan)<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Estudo in\u00e9dito: ciganos s\u00e3o mais saud\u00e1veis mas ainda pouco escolarizados <\/span>(capa)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Um retrato \u201cagridoce\u201d das comunidades ciganas em Portugal<\/span><\/p>\n<p><em>O estudo \u00e9 apresentado hoje de manh\u00e3 na cerim\u00f3nia que servir\u00e1 para lan\u00e7ar o Observat\u00f3rio das Comunidades Ciganas e Fundo de Apoio \u00e0 Estrat\u00e9gia Nacional<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Em 20 de jan. foi apresentado um estudo realizado pelo Centro de Estudos para as Migra\u00e7\u00f5es e Rela\u00e7\u00f5es Interculturais da Universidade Aberta, em parceria com o Centro de Investiga\u00e7\u00e3o e Estudos de Sociologia do ISCTE &#8211; Instituto Universit\u00e1rio de Lisboa. Na ocasi\u00e3o, foi tamb\u00e9m lan\u00e7ado o Observat\u00f3rio das Comunidades Ciganas e o Fundo de Apoio \u00e0 Estrat\u00e9gia Nacional para a Integra\u00e7\u00e3o das Comunidades Ciganas (ENIC).<\/p>\n<p>Segundo o estudo: \u201cAs atitudes face \u00e0 igualdade de g\u00e9nero podem estar a mudar no seio das comunidades ciganas em Portugal: menos de metade acham que \u2018mulheres de vergonha\u2019 n\u00e3o devem frequentar determinados s\u00edtios sem os maridos, um ter\u00e7o entende que uma vi\u00fava deve rapar o cabelo e cobrir-se de preto e um quinto que as mulheres n\u00e3o devem discutir assuntos familiares com os maridos.\u201d<\/p>\n<p>Pedro Calado (PC), alto-comiss\u00e1rio para as Migra\u00e7\u00f5es refere que \u201cn\u00e3o s\u00e3o os dados com que sonhamos, s\u00e3o a realidade, e a realidade \u00e9 dura, mas mostra que foram dados passos importantes no sentido da integra\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Este estudo fazia parte de uma das medidas previstas pela ENIC, aprovada em mar\u00e7o de 2013; constatou que \u201cn\u00e3o h\u00e1 uma comunidade homog\u00e9nea, h\u00e1 diferentes n\u00edveis de integra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O documento d\u00e1 a conhecer uma comunidade que tem uma popula\u00e7\u00e3o jovem, pouco escolarizada, que tende a casar-se cedo (entre os 13 e os 15 anos). A gravidez adolescente j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o frequente e as mulheres t\u00eam agora o primeiro filho, em m\u00e9dia, aos 19 anos.<\/p>\n<p>\u201cAs quest\u00f5es de g\u00e9nero sobressaem em toda a investiga\u00e7\u00e3o que se baseia, entre outros m\u00e9todos, num question\u00e1rio de car\u00e1cter presencial, a 1599 representantes de agregado familiar. Verifica-se que quase metade dos ciganos portugueses concorda com a ideia de que as mulheres devem ter os mesmos direitos e tratamentos do que os homens, mas igual propor\u00e7\u00e3o diz que os rapazes devem andar at\u00e9 mais tarde na escola, e um ter\u00e7o que os meninos s\u00e3o mais importantes do que as meninas.<\/p>\n<p>Os autores \u2013 Manuela Mendes, Olga Magano e Pedro Candeias \u2013 admitem que existe \u201ccontradi\u00e7\u00e3o e mitiga\u00e7\u00e3o nas posi\u00e7\u00f5es e atitudes perante a igualdade de g\u00e9nero, por um lado, e as tradi\u00e7\u00f5es por outro\u201d, \u201cmas parece-lhes poss\u00edvel que as atividades estejam a mudar\u201d. Nas mulheres predomina o analfabetismo e mais de metade n\u00e3o completou o primeiro ciclo do ensino b\u00e1sico. Todavia existe maior frequ\u00eancia de creches e jardins-de-inf\u00e2ncia, menos absentismo e abandono, maior interesse pela escola, maior participa\u00e7\u00e3o das mulheres em cursos de alfabetiza\u00e7\u00e3o e de reconhecimento das compet\u00eancias, apesar das resist\u00eancias dos maridos.<\/p>\n<p>PC enfatiza o \u201csalto grande\u201d que se deu em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s gera\u00e7\u00f5es mais velhas, \u201cat\u00e9 por imposi\u00e7\u00e3o do RSI de que mais de metade das pessoas depende para viver\u201d. Neste sentido, PC menciona ainda a influ\u00eancia do Programa Escolhas e do programa TEIP (Territ\u00f3rio Educativo de interven\u00e7\u00e3o Priorit\u00e1ria) e do PIEF (Plano Integrado de Educa\u00e7\u00e3o e Forma\u00e7\u00e3o). Segundo PC, a escolaridade \u00e9 o primeiro passo para resolver outro problema \u2013 a falta de acesso ao mercado de trabalho (s\u00f3 15% dependem do seu trabalho para viver). Mais de metade nunca trabalhou (at\u00e9 porque 48% t\u00eam menos de 18 anos) e \u00e9 como vendedor ambulante que trabalha a maior parte dos outros.<\/p>\n<p>Na \u00e1rea da sa\u00fade, 92% dos inquiridos \u201cindicam que todos os membros do agregado familiar t\u00eam m\u00e9dico de fam\u00edlia\u201d e \u201c71,3% dos casos de indiv\u00edduos com filhos com menos de 18 anos t\u00eam vacinas em dia\u201d.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 habita\u00e7\u00e3o a maioria vive em moradias ou apartamentos de arrendamento social.<\/p>\n<p>Na cerim\u00f3nia, Carlos Jorge Sousa foi ainda apresentado como director do Observat\u00f3rio das Comunidades Ciganas.<\/p>\n<p>O Fundo de Apoio \u00e0 Estrat\u00e9gia Nacional para a Integra\u00e7\u00e3o das Comunidades Ciganas, em 2015, ser\u00e1 de 50 mil euros para projetos de integra\u00e7\u00e3o das comunidades ciganas; as respectivas candidaturas abrem em 30 de janeiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>P\u00fablico (20 jan) Estudo in\u00e9dito: ciganos s\u00e3o mais saud\u00e1veis mas ainda pouco escolarizados (capa) \u00a0 Um retrato \u201cagridoce\u201d das comunidades ciganas em Portugal O estudo \u00e9 apresentado hoje de manh\u00e3 na cerim\u00f3nia que servir\u00e1 para lan\u00e7ar o Observat\u00f3rio das Comunidades Ciganas e Fundo de Apoio \u00e0 Estrat\u00e9gia Nacional<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-1292","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ciganos-sao-noticia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1292","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1292"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1292\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1292"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1292"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1292"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}