{"id":1293,"date":"2015-04-17T10:45:49","date_gmt":"2015-04-17T10:45:49","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/2015\/04\/17\/ciganos-sao-os-excluidos-dos-excluidos\/"},"modified":"2015-04-17T10:45:49","modified_gmt":"2015-04-17T10:45:49","slug":"ciganos-sao-os-excluidos-dos-excluidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/ciganos-sao-os-excluidos-dos-excluidos\/","title":{"rendered":"P\u00fablico (25 jan) &#8211; DIVERSOS"},"content":{"rendered":"<p><strong>P\u00fablico (25 jan)<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">\u201cCiganos s\u00e3o os exclu\u00eddos dos exclu\u00eddos\u201d<\/span><\/p>\n<p><em>Carlos Jorge Sousa (CS) foi ter\u00e7a-feira anunciado como coordenador do novo Observat\u00f3rio das Comunidades Ciganas. \u00c9 professor do ensino secund\u00e1rio, fez mestrado em Rela\u00e7\u00f5es Interculturais e doutoramento em Sociologia na Universidade Aberta<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>CS tem ra\u00edzes ciganas (paternas), \u00e9 investigador do Centro de Estudos das Migra\u00e7\u00f5es e das Rela\u00e7\u00f5es Interculturais, onde coordenou a primeira fase do Estudo Nacional sobre as Comunidades Ciganas <em>(ver artigo neste n\u00ba)<\/em>. O Observat\u00f3rio das Comunidades Ciganas Portuguesas \u00e9 uma novidade trazida pela Estrat\u00e9gia Nacional de Integra\u00e7\u00e3o das Comunidades Ciganas, sendo a equipa composta por tr\u00eas outros elementos, do Alto Comissariado para as Migra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Questionado sobre o que ser\u00e1 o Observat\u00f3rio das Comunidades Ciganas, CS afirma que \u201cser\u00e1 um motor de cria\u00e7\u00e3o de redes de coopera\u00e7\u00e3o, que ter\u00e1 entre os seus objetivos a desconstru\u00e7\u00e3o de mitos e representa\u00e7\u00f5es que existam relativamente \u00e0s comunidades ciganas. Vamos ter um <em>site<\/em>.(\u2026) Queremos criar condi\u00e7\u00f5es para recolher, mediar e divulgar trabalhos sobre as comunidades ciganas\u201d.<\/p>\n<p>Sobre a edi\u00e7\u00e3o de estudos refere que ir\u00e3o ter duas cole\u00e7\u00f5es: \u201cuma para divulga\u00e7\u00e3o de estudos, teses, e outra mais aberta, com publica\u00e7\u00f5es que podem ser o resultado de uma confer\u00eancia, de um col\u00f3quio, de um semin\u00e1rio.\u201d O objetivo \u00e9 \u201ccriar espa\u00e7os de di\u00e1logo, de confronto de ideias, de produ\u00e7\u00e3o de resultados\u2026 (para) influenciar as pol\u00edticas p\u00fablicas\u201d.<\/p>\n<p>Sobre a escolariza\u00e7\u00e3o, CS declara que a sua preocupa\u00e7\u00e3o \u201c\u00e9 a escolariza\u00e7\u00e3o das meninas e dos meninos ciganos\u201d: se houver \u201cum projeto que garante que as meninas far\u00e3o a escolariza\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria numa turma que n\u00e3o seja mista\u201d, CJ apoiar\u00e1 esse projeto, e acrescenta que \u201ca interculturalidade \u00e9 fundamental\u201d. Sobre a quest\u00e3o do casamento das raparigas ciganas, CJ afirma que \u201ca rapariga n\u00e3o casa se n\u00e3o estiver de acordo\u201d.<\/p>\n<p>Sobre a escolariza\u00e7\u00e3o, refere que o Observat\u00f3rio \u201cpode colocar as pessoas a discutir de forma livre, n\u00e3o preconceituosa, para encontrarem caminhos que permitam propor respostas p\u00fablicas.\u201d<\/p>\n<p>Relativamente ao primeiro grande estudo nacional sobre as comunidades ciganas, afirma que \u201cas fam\u00edlias ciganas continuam a estar numa situa\u00e7\u00e3o muito m\u00e1. H\u00e1 evolu\u00e7\u00e3o mas t\u00e9nue. H\u00e1 distanciamento de algumas fam\u00edlias ciganas relativamente a n\u00e3o ciganas. Temos muito trabalho a fazer a\u00ed. Mas temos de saber que os ciganos t\u00eam de ter acesso a educa\u00e7\u00e3o, a emprego, a sa\u00fade, a Seguran\u00e7a Social, como todos os outros portugueses. H\u00e1 uma parte que lhes compete a eles e eles nem sempre cumprem, nem sempre se esfor\u00e7am, mas tamb\u00e9m h\u00e1 uma parte que cabe ao Estado, a todos n\u00f3s.\u201d<\/p>\n<p>CS afirma que \u201cainda n\u00e3o existe um quadro de mediadores ciganos\u201d, que s\u00e3o muito importantes, nomeadamente nos hospitais para intermediar entre as fam\u00edlias e o hospital \u201cem situa\u00e7\u00f5es que \u00e0s vezes s\u00e3o de conflito muito grave\u201d.<\/p>\n<p>CS compara a lei cigana com o Direito Consuetudin\u00e1rio: \u201cn\u00e3o est\u00e1 escrita em lado algum\u201d. \u00c9 interpretada de acordo com as conveni\u00eancias\u201d, mas n\u00e3o viola \u201cos direitos humanos\u201d.<\/p>\n<p>CJ afirma que \u201cvivemos numa sociedade que exclui.\u201d \u201cOs ciganos continuam a ser os mais exclu\u00eddos de entre os exclu\u00eddos?\u201d Temos de construir respostas para atenuar estes problemas grav\u00edssimos\u201d. \u201cSe n\u00e3o nos respeitarmos na diversidade humana, n\u00e3o teremos uma sociedade humanamente recomend\u00e1vel\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>P\u00fablico (25 jan) \u201cCiganos s\u00e3o os exclu\u00eddos dos exclu\u00eddos\u201d Carlos Jorge Sousa (CS) foi ter\u00e7a-feira anunciado como coordenador do novo Observat\u00f3rio das Comunidades Ciganas. \u00c9 professor do ensino secund\u00e1rio, fez mestrado em Rela\u00e7\u00f5es Interculturais e doutoramento em Sociologia na Universidade Aberta \u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-1293","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ciganos-sao-noticia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1293","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1293"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1293\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1293"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1293"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1293"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}