{"id":1311,"date":"2015-05-08T10:48:42","date_gmt":"2015-05-08T10:48:42","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/2015\/05\/08\/diminuir-as-incompreensoes-para-com-a-populacao-cigana-atraves-de-uma-comunicacao-social-baseada-na-verdade-pediu-o-cardeal-antonio-veglio\/"},"modified":"2015-05-08T10:48:42","modified_gmt":"2015-05-08T10:48:42","slug":"diminuir-as-incompreensoes-para-com-a-populacao-cigana-atraves-de-uma-comunicacao-social-baseada-na-verdade-pediu-o-cardeal-antonio-veglio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/diminuir-as-incompreensoes-para-com-a-populacao-cigana-atraves-de-uma-comunicacao-social-baseada-na-verdade-pediu-o-cardeal-antonio-veglio\/","title":{"rendered":"DIMINUIR AS INCOMPREENS\u00d5ES PARA COM A POPULA\u00c7\u00c3O CIGANA, ATRAV\u00c9S DE UMA COMUNICA\u00c7\u00c3O SOCIAL BASEADA NA VERDADE, PEDIU O CARDEAL ANTONIO VEGLI\u00d3"},"content":{"rendered":"<p>DIMINUIR AS INCOMPREENS\u00d5ES PARA COM A POPULA\u00c7\u00c3O CIGANA, ATRAV\u00c9S DE UMA COMUNICA\u00c7\u00c3O SOCIAL BASEADA NA VERDADE, PEDIU O CARDEAL ANTONIO VEGLI\u00d3<\/p>\n<p>Na mensagem que enviou ao Encontro que assinalou o 40\u00ba anivers\u00e1rio do CCIT (Comit\u00e9 Cat\u00f3lico Internacional para os Ciganos), o Cardeal Antonio Vegli\u00f3, Presidente do Conselho Pontif\u00edcio da Pastoral para os Migrantes e Itinerantes, lamentou que os meios de comunica\u00e7\u00e3o social sejam, muitas vezes, \u201cmensageiros de \u2018verdades distorcidas\u2019\u201d sobre a popula\u00e7\u00e3o rom (cigana). O Cardeal Vegli\u00f3 apelou para que a maneira de comunicar seja \u201ccorrecta, precisa e exacta\u201d, j\u00e1 que \u201co preconceito nasce, em geral, de conhecimentos errados ou incompletos\u201d e em \u201cverdades distorcidas\u201d.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por outro lado, o Cardeal Vegli\u00f3 afirmou esperar \u201cque tamb\u00e9m o povo cigano se comprometa a tirar vantagem dos novos meios de comunica\u00e7\u00e3o, para a sua promo\u00e7\u00e3o e para a evangeliza\u00e7\u00e3o, tornando-se um protagonista activo do mundo medi\u00e1tico, sendo capaz de fazer respeitar a sua pr\u00f3pria dignidade e de tornar mais vis\u00edveis os valores da cultura cigana\u201d. Utilizar as potencialidades da comunica\u00e7\u00e3o social \u201csup\u00f5e tamb\u00e9m envolver-se na primeira pessoa e criar novas oportunidades para comunicar a sua pr\u00f3pria identidade, tornando-se o actor principal\u201d da comunica\u00e7\u00e3o sobre a realidade.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O Encontro do CCIT realizou-se em Snagov, Rom\u00e9nia, de 24 a 26 de Abril, tendo reunido cerca de 150 participantes, muitos de etnia cigana, de 21 pa\u00edses. Portugal fez-se representar pela ONPC, pelos Secretariados Diocesanos da Pastoral dos Ciganos de Lisboa e do Porto e pela C\u00e1ritas de Vila Real.<\/p>\n<p>O Presidente do CCIT, P. Claude  Dumas (CD), cigano franc\u00eas, afirmou que os jovens ciganos usam, cada vez mais, as novas tecnologias de comunica\u00e7\u00e3o entre eles e que, al\u00e9m de informa\u00e7\u00f5es sobre as reuni\u00f5es das respectivas Igrejas, a B\u00edblia aparece no Facebook destes jovens. Sites como \u201cGentes de Viagem Cat\u00f3licos\u201d, \u201cJovens Viajantes Cat\u00f3licos da Fran\u00e7a\u201d, Katholice Fahrenden Volkes\u201d da Su\u00ed\u00e7a, servem de ve\u00edculo de evangeliza\u00e7\u00e3o. CD considera ainda que a voca\u00e7\u00e3o do CCIT \u00e9 ser \u201cuma verdadeira li\u00e7\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da experi\u00eancia de vida\u201d.<\/p>\n<p>Violeta Barbu descreveu a situa\u00e7\u00e3o dos ciganos na Rom\u00e9nia como muito dif\u00edcil. Na Rom\u00e9nia, os ciganos constituem 3% da popula\u00e7\u00e3o (622.000 numa popula\u00e7\u00e3o de 19 milh\u00f5es de pessoas); eles sofrem desprezo e os actos de discrimina\u00e7\u00e3o ficam impunes. A escravatura dos ciganos na Val\u00e1quia e na Mold\u00e1via durou at\u00e9 \u00e0 primeira parte do s\u00e9c. XIX; \u201cignorada pela historiografia romena e n\u00e3o comentada no espa\u00e7o p\u00fablico, ela tornou-se impercept\u00edvel\u201d. \u201cUma vez libertados, os ciganos foram, de facto, expulsos da sociedade, privados da possibilidade de trabalhar, de aceder \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, de mudar a sua condi\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>A maioria dos ciganos romenos que agora viajam na Europa eram sedent\u00e1rios h\u00e1 s\u00e9culos, escravos \u2013 trabalhadores agr\u00edcolas -, nos mosteiros (ortodoxos) e nos soberanos (Estado). O enorme problema dos ciganos na Rom\u00e9nia \u00e9 \u201cconstitu\u00eddo pelo pr\u00f3prio Estado Romeno, incapaz de reconhecer a sua responsabilidade hist\u00f3rica \u2026 e de elaborar pol\u00edticas dur\u00e1veis de integra\u00e7\u00e3o social da popula\u00e7\u00e3o cigana\u201d.<\/p>\n<p>O P. Teodor Lechintan, sj (TL) afirma que a imigra\u00e7\u00e3o dos ciganos romenos\u00a0 acontece quando as suas fontes de rendimento (com\u00e9rcio de ferro velho, constru\u00e7\u00e3o civil ou agricultura) se esgotam e acrescenta que um estudo sobre as \u201cidas e retornos\u201d de muitas fam\u00edlias ciganas ainda n\u00e3o foi feito. A imprensa romena faz crer que os ciganos vivem unicamente de subs\u00eddios sociais o que TL contesta: 31% do rendimento dos ciganos prov\u00e9m do trabalho, 23% de presta\u00e7\u00f5es familiares e apenas 14% de subs\u00eddios sociais.<\/p>\n<p>As condi\u00e7\u00f5es de habita\u00e7\u00e3o s\u00e3o alarmantes: apesar de os pol\u00edticos terem previsto a disponibiliza\u00e7\u00e3o de recursos para o efeito, a \u00e1rea m\u00e9dia das habita\u00e7\u00f5es \u00e9 apenas metade da dos n\u00e3o ciganos; 72% n\u00e3o tem acesso a \u00e1gua canalizada (contra 52% para os n\u00e3o ciganos). 18% das pessoas sem qualifica\u00e7\u00e3o s\u00e3o ciganas (97.000), das quais apenas 34% concluiu o 1\u00ba ciclo de escolariza\u00e7\u00e3o, 35% o 2\u00ba ciclo e 5% frequentou o 3\u00ba ciclo. A escolariza\u00e7\u00e3o dos ciganos na Rom\u00e9nia foi promovida por medidas governamentais tais como a discrimina\u00e7\u00e3o positiva e pelo trabalho de associa\u00e7\u00f5es civis e religiosas.<\/p>\n<p>As pol\u00edticas da Europa relativamente aos emigrantes em massa n\u00e3o t\u00eam em conta a flexibilidade que estes t\u00eam para se integrar; pelo contr\u00e1rio, essas pol\u00edticas t\u00eam sido incoerentes e provis\u00f3rias, com a consequ\u00eancia de exporem os ciganos ao \u00f3dio racial e de criarem neles inseguran\u00e7a e desconfian\u00e7a relativamente \u00e0s pol\u00edticas de apoio. Em 2008, 42% dos ciganos romenos emigrantes em It\u00e1lia residiam em acampamentos miser\u00e1veis, em barracas ou n\u00e3o tinham habita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sob o ponto de vista religioso, 76% dos ciganos romenos declaram-se ortodoxos; aqueles que aderiram \u00e0 \u201cnova evangeliza\u00e7\u00e3o\u201d (pentecostais, baptistas, adventistas e outros) duplicaram entre 2002 e 2011, sobretudo nos meios rurais.<\/p>\n<p>No sentido de uma renova\u00e7\u00e3o da pastoral dos ciganos, a Igreja Ortodoxa desenvolveu recentemente a catequese em par\u00f3quias onde a concentra\u00e7\u00e3o de ciganos \u00e9 importante. A Confer\u00eancia Episcopal\u00a0 Cat\u00f3lica e o S\u00ednodo da Igreja Ortodoxa procuram colaborar nas quest\u00f5es relativas aos ciganos, designadamente atrav\u00e9s de encontros de sacerdotes ciganos de ambas as Igrejas e de tradu\u00e7\u00f5es da B\u00edblia para romani. V\u00e1rias associa\u00e7\u00f5es cat\u00f3licas est\u00e3o a promover a inclus\u00e3o dos ciganos na sociedade, como por ex. a C\u00e1ritas Romena e a Comunidade Santo Eg\u00eddio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DIMINUIR AS INCOMPREENS\u00d5ES PARA COM A POPULA\u00c7\u00c3O CIGANA, ATRAV\u00c9S DE UMA COMUNICA\u00c7\u00c3O SOCIAL BASEADA NA VERDADE, PEDIU O CARDEAL ANTONIO VEGLI\u00d3 Na mensagem que enviou ao Encontro que assinalou o 40\u00ba anivers\u00e1rio do CCIT (Comit\u00e9 Cat\u00f3lico Internacional para os Ciganos), o Cardeal Antonio Vegli\u00f3, Presidente do Conselho Pontif\u00edcio da Pastoral para os Migrantes e Itinerantes, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-1311","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-internacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1311","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1311"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1311\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1311"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1311"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1311"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}