{"id":1423,"date":"2016-04-29T09:01:00","date_gmt":"2016-04-29T09:01:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/2016\/04\/29\/leonor-teles-partir-um-grande-sapo\/"},"modified":"2016-04-29T09:01:00","modified_gmt":"2016-04-29T09:01:00","slug":"leonor-teles-partir-um-grande-sapo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/leonor-teles-partir-um-grande-sapo\/","title":{"rendered":"Sol \u2013 B. I. (27 fev) &#8211; CULTURA CIGANA"},"content":{"rendered":"<p><strong>Sol \u2013 B. I. <\/strong>(27 fev) &#8211; CULTURA CIGANA<strong> <\/strong><\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Leonor Teles \u2013 partir um grande sapo<\/span><\/p>\n<p><em>\u00c9 a jovem realizadora portuguesa do momento, depois de aos 23 anos ter levado ao festival de cinema de Berlim \u201cBalada de um Batr\u00e1quio\u201d e ter sa\u00eddo de l\u00e1 com o Urso de Ouro das curtas, com este seu filme \u201ctosco\u201d sobre partir sapos \u2013 e preconceitos<\/em><\/p>\n<p>Depois das dificuldades de conseguir contactar Leonor Teles (LT), porque ningu\u00e9m esperava este pr\u00e9mio, o Sol conseguiu falar com a galardoada sobre \u201cBalada de um Batr\u00e1quio\u201d, o filme \u201ctosco\u201d que impressionou o j\u00fari em Berlim, sobre o caminho para o futuro, que \u00e9 para ser feito com calma, tamb\u00e9m sobre o preconceito e o que \u00e9 isso de se ser cigano em Portugal. \u201cAgora j\u00e1 toda a gente sabe, mas a maior parte das pessoas nem sabia que eu era cigana\u201d, afirma LT.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Pode dizer-se que \u201cBalada de um Batr\u00e1quio\u201d come\u00e7ou h\u00e1 uns dez anos, talvez mais, quando ao entrar num caf\u00e9 em Vila Franca de Xira, LT perguntou \u00e0 m\u00e3e que moda era aquela dos sapos de loi\u00e7a nas montras e ela lhe explicou. \u201cE eu e ela at\u00e9 t\u00ednhamos uma piada, que um dia \u00edamos entrar nas lojas e desfazer-nos dos sapos todos.\u201d J\u00e1 depois de terminar o Curso de Cinema na Escola Superior de Teatro e Cinema, come\u00e7ou a trabalhar com Filipa Reis e Jo\u00e3o Miller Guerra. Indo os tr\u00eas jantar a um restaurante onde estavam os sapos, LT perguntou-lhes \u201cqual era o significado do sapo\u201d. Eles n\u00e3o faziam a m\u00ednima ideia. LT contou-lhes a hist\u00f3ria e foi a partir dessa conversa \u201cem que falei sobre aquilo com total descontra\u00e7\u00e3o, que come\u00e7aram a insistir para que fizesse o filme\u201d. \u201cTent\u00e1mos dar um tom ir\u00f3nico \u00e0 coisa, tornar o filme divertido. \u201cOk, estamos a falar de coisas s\u00e9rias, mas n\u00e3o temos de falar de coisas s\u00e9rias de uma forma s\u00e9ria, podemos desconstru\u00ed-las.\u201d Sobre o futuro, LT diz: \u201csinto que ainda tenho muito que crescer; das coisas que mais me interessa neste momento \u00e9 poder trabalhar nos filmes de outras pessoas. A verdade \u00e9 que eu n\u00e3o tenho ainda muita experi\u00eancia e as coisas t\u00eam que ir com calma.\u201d O que n\u00e3o quer dizer que n\u00e3o possamos ver novos filmes dela nos pr\u00f3ximos tempos. J\u00e1 est\u00e1 a preparar um novo que n\u00e3o tem nada a ver com os dois primeiros.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Falando sobre o filme \u201cRhoma Acans\u201d, em que explora uma hist\u00f3ria que na verdade \u00e9 a sua, LT refere que \u00e9 de uma fam\u00edlia de um pai cigano e de uma m\u00e3e n\u00e3o cigana, onde todas as mulheres \u201ceram personagens bastantes fortes, eram j\u00e1 mulheres com uma mente muito aberta, muito \u00e0 frente do seu tempo\u201d. \u201cLT foi-o \u00e0 sua maneira. Ela pr\u00f3pria ser\u00e1 o partir de um sapo, um grande sapo, no cinema portugu\u00eas\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sol \u2013 B. I. 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