{"id":1457,"date":"2016-09-30T09:04:28","date_gmt":"2016-09-30T09:04:28","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/2016\/09\/30\/ainda-o-ccit-de-2016-na-hungria\/"},"modified":"2016-09-30T09:04:28","modified_gmt":"2016-09-30T09:04:28","slug":"ainda-o-ccit-de-2016-na-hungria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/ainda-o-ccit-de-2016-na-hungria\/","title":{"rendered":"AINDA O CCIT DE 2016 NA HUNGRIA"},"content":{"rendered":"<p>AINDA O CCIT DE 2016 NA HUNGRIA<\/p>\n<p>A revista do CCIT (Comit\u00e9 Cat\u00f3lico Internacional para os Ciganos), chamada Nevi Yag (Fogo Novo em Romani), de junho de 2016 centrou-se na reuni\u00e3o anual do CCIT de abril de 2016 em Esztergom, Hungria. Gostar\u00edamos de respigar algumas express\u00f5es e posi\u00e7\u00f5es que nos parecerem marcantes.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Hungria<\/span> Do artigo s\u00edntese habitualmente escrito por Gabor Gyorgyovich da Hungria, salientamos a express\u00e3o do cigano Csemer Csaba, logo no in\u00edcio, que em h\u00fangaro e em lov\u00e1ri (a principal l\u00edngua cigana na Hungria) saudou os presentes agradecendo-lhes a sua \u201cpreocupa\u00e7\u00e3o por mostrarem a bondade de Deus com os ciganos\u201d.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Espanha<\/span> A Irm\u00e3 Bel\u00e9n Carreras Maya (BC), cigana, respons\u00e1vel pela Pastoral Nacional dos Ciganos em Espanha descreve a origem dos ciganos em Espanha, desde 1425 com o Rei Afonso V de Arag\u00e3o e o papel da Igreja que desencadeou \u201cum grande movimento de assist\u00eancia aos n\u00f3madas\u201d atrav\u00e9s de \u201csecretariados a favor da integra\u00e7\u00e3o dos ciganos \u2026 no quadro das C\u00e1ritas diocesanas\u201d. &#8220;O trabalho social da Igreja foi um caminho de reaproxima\u00e7\u00e3o e de reencontro religioso&#8221;, sintetiza BC. &#8220;Paralelamente, um movimento de cria\u00e7\u00e3o de associa\u00e7\u00f5es ciganas com o fim de favorecer a promo\u00e7\u00e3o social ao n\u00edvel da sociedade civil, teve in\u00edcio em Espanha&#8221;. Calcula-se\u00a0 que atualmente 80% dos ciganos aderiram \u00e0 Igreja Pentecostal, cujos crentes s\u00e3o conhecidos em Espanha com os &#8220;Aleluias&#8221;. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Sobre a situa\u00e7\u00e3o atual BC diz que &#8220;os jovens ciganos afastam-se cada vez mais do modo de vida tradicional e dos valores ancestrais para se inserirem crescentemente na sociedade espanhola&#8221;; &#8220;renuncia-se \u00e0 ideia de uma fam\u00edlia numerosa, tend\u00eancia acentuada tamb\u00e9m pelas dificuldades econ\u00f3micas que n\u00e3o lhe s\u00e3o prop\u00edcias. Os media modernos, especialmente a televis\u00e3o, o computador, o telem\u00f3vel, as redes sociais favorecem a inser\u00e7\u00e3o da cultura da sociedade maiorit\u00e1ria nos lares ciganos, com as mudan\u00e7as de comportamento que isso implica na vida quotidiana&#8221;. A coabita\u00e7\u00e3o com n\u00e3o-ciganos em bairros sociais cria uma &#8220;inter-rela\u00e7\u00e3o e uma perce\u00e7\u00e3o de igualdade nos conceitos de direitos e deveres: o custo \u00e9 que os comportamentos e\u00a0 as tradi\u00e7\u00f5es diluem-se no enquadramento social mais vasto. A comunidade cigana vive uma situa\u00e7\u00e3o in\u00e9dita&#8221;: os costumes tradicionais &#8220;parecem agora inadequados, enquanto que os novos pontos de refer\u00eancia n\u00e3o est\u00e3o ainda bem definidos. Atualmente reina sobretudo o medo do futuro, a incerteza e uma inquieta\u00e7\u00e3o difusa&#8221;. BC identifica as atitudes de transi\u00e7\u00e3o de muitos ciganos como de niilismo e as dos mais pobres como de fatalismo. Relativamente \u00e0 atualidade da pastoral cigana, BC salienta a beatifica\u00e7\u00e3o em Roma de Ceferino Gim\u00e9nez Malla (el Pel\u00e9) em 4 de maio de 1997 e a peregrina\u00e7\u00e3o anual a Barbastro, terra natal do beato Zeferino e as duas peregrina\u00e7\u00f5es anuais a santu\u00e1rios da Virgem Maria em Sierra en Cabra (C\u00f3rdova) e ao santu\u00e1rio da Virgem da Recupera\u00e7\u00e3o em Badajoz. Em diversos secretariados diocesanos da pastoral dos ciganos existem \u201cgrupos de ciganos que desejam um aprofundamento espiritual\u201d. BC anuncia que est\u00e1 a ser organizada \u201cuma jornada de discernimento para procurar novos m\u00e9todos de evangeliza\u00e7\u00e3o inspirados pelos movimentos na Igreja e dirigidos a ciganos que desejam simultaneamente ser evangelizados e tornar-se evangelizadores do seu povo\u201d.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">\u00c1ustria<\/span> <em>Entre dois mundos<\/em>, \u00e9 o t\u00edtulo do belo testemunho de Gisela Kroh (GK), mediadora cigana na \u00c1ustria. Origin\u00e1ria de uma fam\u00edlia cigana de m\u00fasicos de Bratislava, Eslov\u00e1quia, GK estudou, gra\u00e7as a uma grande tenacidade e \u00e0 decis\u00e3o, desde muito cedo de ter que ser independente para poder sobreviver. A fam\u00edlia de GK foi obrigada a mudar-se para a \u00c1ustria, por motivos pol\u00edticos &#8211; por o pai de GK se ter recusado a filiar-se no partido comunista. Bem recebidos no Burgenland, GK\u00a0 tinha, no entanto, que ocultar a sua origem cigana. O casal mudou-se para a Alemanha onde GK iniciou uma carreira profissional de banc\u00e1ria com sucesso \u2013 as suas origens ciganas eram sussurradas, mas nunca foi discriminada; sentiu-se \u201cem casa\u201d no seu grupo profissional. Regressados \u00e0 \u00c1ustria, Gra\u00e7as ao seu irm\u00e3o e a Monika Scheweck (respons\u00e1vel pela pastoral dos ciganos na \u00c1ustria), GK \u201creencontrou as suas ra\u00edzes\u201d e agora dedica-se aos ciganos, descobrindo que, ao fim de tantos anos,\u00a0 pode dizer: \u201csim, eu sou cigana\u201d. GK conclui: \u201cPara mim, ainda n\u00e3o \u00e9 claro compreender porque \u00e9 que a origem de um ser humano \u00e9 t\u00e3o importante, porque \u00e9 que ela \u00e9 t\u00e3o posta em quest\u00e3o; o que \u00e9 importante \u00e9 o comportamento de cada pessoa nas suas rela\u00e7\u00f5es com os seus amigos, os seus colegas os seus vizinhos, etc. Todos somos seres humanos, independentemente do nosso pa\u00eds e da nossa origem e n\u00f3s n\u00e3o podemos passar mais do que algum tempo nesta bela terra!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>AINDA O CCIT DE 2016 NA HUNGRIA A revista do CCIT (Comit\u00e9 Cat\u00f3lico Internacional para os Ciganos), chamada Nevi Yag (Fogo Novo em Romani), de junho de 2016 centrou-se na reuni\u00e3o anual do CCIT de abril de 2016 em Esztergom, Hungria. 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