{"id":1465,"date":"2017-01-20T10:08:48","date_gmt":"2017-01-20T10:08:48","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/2017\/01\/20\/e-dia-de-natal-e-casorio-no-acampamento\/"},"modified":"2017-01-20T10:08:48","modified_gmt":"2017-01-20T10:08:48","slug":"e-dia-de-natal-e-casorio-no-acampamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/e-dia-de-natal-e-casorio-no-acampamento\/","title":{"rendered":"Jornal de Not\u00edcias (25 dez) &#8211; PASTORAL"},"content":{"rendered":"<p><strong>Jornal de Not\u00edcias (25 dez) &#8211; PASTORAL<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">\u00c9 dia de Natal e cas\u00f3rio no acampamento<\/span><\/p>\n<p><em>Viana do Castelo: Tradi\u00e7\u00e3o da comunidade de Darque manda dedicar a consoada \u00e0 fam\u00edlia e aos mortos. Hoje, fazem por esquecer as tristezas e a festa \u00e9 a dobrar<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>O dia de Natal, este ano, no lugar das Alminhas, em Darque, foi marcado por um casamento cigano. Casou um dos ciganos das 36 fam\u00edlias que, h\u00e1 cerca de 40 anos, residem naquele acampamento, em barracas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Mais de 200 pessoas celebraram o casamento e as tradi\u00e7\u00f5es de Natal. A matriarca e fundadora do acampamento, Maria da Concei\u00e7\u00e3o Monteiro (MCM), conhecida por \u201cBranca\u201d n\u00e3o sai de casa porque est\u00e1 de luto; tem 68 anos e foi a primeira a instalar uma barraca no lugar das Alminhas, h\u00e1 cerca de 40 anos, ap\u00f3s ter ficado vi\u00fava. H\u00e1 quatro anos morreu-lhe um filho com 42 anos; teve oito filhos e tem in\u00fameros netos.<\/p>\n<p>O Natal \u00e9 a festa da fam\u00edlia e por isso os filhos s\u00e3o presen\u00e7a obrigat\u00f3ria junto dos pais. Na consoada ceiam no ch\u00e3o, pouco mais do que feij\u00e3o vermelho, com restos de bacalhau. E evocam os familiares mortos. \u201cNa consoada n\u00e3o comemos carne. \u00c9 imposs\u00edvel. Mas no dia a seguir fazemos festa &#8230; (que) dura o dia todo e para alguns continua amanh\u00e3 com os restos. Chamamos-lhe \u2018ma\u00f1anada\u2019\u201d, explica Em\u00eddio Robalo, de 26 anos\u201d.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Andr\u00e9 \u00e9 Calon, mas amigo dos galegos<\/span><\/p>\n<p>Andr\u00e9 Maia, membro de uma outra comunidade que vive em apartamentos no Bairro do Fomento, em Darque, age como interlocutor do acampamento. Distingue as duas comunidades. \u201cN\u00f3s j\u00e1 existimos h\u00e1 500 anos. Somos os Calon. Eles vieram da guerra civil de Espanha de cavalo e carro\u00e7a. S\u00e3o os mais pobres. N\u00e3o querem sair das barracas. N\u00f3s chamamos-lhe galegos. S\u00e3o pac\u00edficos, mas falam pouco. N\u00e3o t\u00eam conv\u00edvio e s\u00e3o fechados&#8230; . Mas h\u00e1 um ponto comum: &#8216;somos todos ciganos e a fam\u00edlia \u00e9 o nosso ser&#8217; \u201d.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m o presidente da Junta de Freguesia de Darque, Joaquim Perre, tem rela\u00e7\u00f5es de boa conviv\u00eancia com o acampamento. \u201cA mim sempre me respeitaram. Nunca tive problemas. Entro aqui com facilidade\u201d, sublinha o autarca.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jornal de Not\u00edcias (25 dez) &#8211; PASTORAL \u00c9 dia de Natal e cas\u00f3rio no acampamento Viana do Castelo: Tradi\u00e7\u00e3o da comunidade de Darque manda dedicar a consoada \u00e0 fam\u00edlia e aos mortos. 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