{"id":1492,"date":"2017-09-12T07:30:11","date_gmt":"2017-09-12T07:30:11","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/2017\/09\/12\/testemunho-de-um-jovem-cigano-romeno-sobre-o-seu-percurso-de-vida\/"},"modified":"2017-09-12T07:30:11","modified_gmt":"2017-09-12T07:30:11","slug":"testemunho-de-um-jovem-cigano-romeno-sobre-o-seu-percurso-de-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/testemunho-de-um-jovem-cigano-romeno-sobre-o-seu-percurso-de-vida\/","title":{"rendered":"TESTEMUNHO DE UM JOVEM CIGANO ROMENO SOBRE O SEU PERCURSO DE VIDA"},"content":{"rendered":"<p>TESTEMUNHO DE UM JOVEM CIGANO ROMENO SOBRE O SEU PERCURSO DE VIDA<\/p>\n<p><em>A revista Nevi Yag (Fogo Novo em Romani) do CCIT (Comit\u00e9 Cat\u00f3lico Internacional para os Ciganos) de dezembro de 2016 foi dedicada aos jovens ciganos. A Caravana n\u00ba 83 publicou um artigo de Fernanda Reis e Manuela Mendon\u00e7a, respetivamente Presidente e Vice-Presidente do Secretariado Diocesano de Lisboa da Pastoral dos Ciganos (SDL), que saiu na referida edi\u00e7\u00e3o da Nevi Yag, sobre \u201cAdolescentes e jovens ciganos face \u00e0 sociedade em Portugal\u201d. A mesma edi\u00e7\u00e3o publicou um testemunho do cigano romeno Laurentiu Bocsas, que, dado o seu grande interesse, reproduzimos agora na \u00edntegra;\u00a0 intitula-se: <\/em><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><strong>\u201cRom\u00e9nia: \u2018Romano Drom\u2019 O meu percurso Cigano\u201d<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Chamo-me<em> <\/em>Laurentiu Bocsas\u00a0 e nasci, h\u00e1 precisamente 20 anos em Reghin, na Rom\u00e9nia. Vivo no bairro cigano de Apalinja. Este bairro situa-se no exterior da cidade e re\u00fane entre 2 e 3000 Ciganos. Eu pr\u00f3prio sou cigano e orgulho-me de o ser. para al\u00e9m do romani, os nossos Ciganos falam h\u00fangaro e, \u00e9 claro, romeno. Mas em casa, tal como no bairro, a l\u00edngua mais falada \u00e9 o romani. Quando eu tinha dois meses, o meu pau deixou-nos \u00e0 minha m\u00e3e e a mim. Foram a minha m\u00e3e e a minha av\u00f3 que me criaram sozinhas. Isso nem sempre foi f\u00e1cil, mas elas fizeram sempre tudo para que n\u00e3o me faltasse nada. N\u00f3s moramos numa casa pequena com tr\u00eas divis\u00f5es, a minha m\u00e3e, a minha av\u00f3 e o irm\u00e3o da minha m\u00e3e que \u00e9 deficiente. Do lado da minha m\u00e3e, tenho tr\u00eas tias, um tio e onze primos. O meu pai que vive com outra mulher, teve dela um filho, meu meio irm\u00e3o, que eu visito habitualmente. Ele tem quatro anos. O meu pai nunca se interessou muito por mim e penso que ele n\u00e3o me ama. Crescer sem o seu pap\u00e1, \u00e9 muito duro para uma crian\u00e7a. Mas, \u00e9 assim mesmo. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Durante oito anos frequentei a escola do bairro onde a maioria dos alunos eram ciganos como eu. A seguir, continuei os meus estudos no liceu de Reghin, durante quatro anos. Recebi o meu diploma escolar em 2015. Em setembro inscrevi-me como aluno do semin\u00e1rio greco-cat\u00f3lico de Oradea. Mas depois de alguns dias que l\u00e1 estive, voltei a casa. J\u00e1 n\u00e3o era poss\u00edvel inscrever-me noutra escola e, por isso, fui trabalhar nas obras das estradas: \u00e9 o nosso trabalho tradicional dos Ciganos. Este trabalho \u00e9 muito penoso e mal remunerado (+\/- 10 euros por dia). Al\u00e9m do mais, tudo se faz ilegalmente: n\u00e3o existe seguran\u00e7a social nem reforma. Somos obrigados a aceitar estas condi\u00e7\u00f5es, porque \u00e9 preciso comer! Seguindo os concelhos do P. Lupea, o p\u00e1roco da minha par\u00f3quia, acabo de me inscrever em ci\u00eancias sociais na universidade de Cluj. Espero assim, no futuro, poder ajudar melhor os Ciganos e mostrar aos Gadg\u00e9 (n\u00e3o ciganos) que, tamb\u00e9m n\u00f3s, se tivermos uma oportunidade, podemos frequentar estudos avan\u00e7ados e chegar assim a construir um lugar na sociedade. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0Desde muito crian\u00e7a e at\u00e9 aos 14 anos, tive uma vida muito dura. Por causa disso, sempre refleti sobre o sentido da vida e sobre o que a bondade e o que \u00e9 o mal. Sofri com o olhar e as reflex\u00f5es dos Ciganos mais ricos que n\u00f3s, que nos desprezavam e n\u00e3o hesitavam em tratar-nos como &#8220;core&#8221; (pobres).\u00a0 Mas tamb\u00e9m havia quem nos ajudasse. Ciganos e Gadg\u00e9. Compravam-me livros escolares que a minha m\u00e3e n\u00e3o me podia comprar. Desses eu n\u00e3o me posso esquecer. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Na escola prim\u00e1ria eu tinha muitos problemas com alguns outros Ciganos. No inverno eles roubavam-me as luvas, o meu gorro. Eu era de complei\u00e7\u00e3o fr\u00e1gil e n\u00e3o conseguia defender-me. No liceu, eu era o \u00fanico Cigano na minha aula; no princ\u00edpio tive algumas dificuldades com um ou outro, mas rapidamente tudo se resolveu. Inscrevi-me num clube de karat\u00e9 para poder defender-me e tamb\u00e9m para controlar a minha viol\u00eancia. Quando algu\u00e9m me desrespeitava, pelos meus resultados escolares eu tentava mostrar-lhe que n\u00f3s tamb\u00e9m pod\u00edamos triunfar e eu tentava sempre ter melhores resultados do que os meus detratores. Finalmente, estava bem integrado na minha aula e todos os meus amigos gadg\u00e9, quando terminei o liceu, ficaram tristes por me deixarem e mantemos bons contactos gra\u00e7as ao Facebook e ao desporto que pratico. Muitas vezes convidam-me a ir com eles \u00e0 discoteca, mas eu n\u00e3o vou, pois isso n\u00e3o me agrada e n\u00e3o temos dinheiro para gastar nessas coisas; al\u00e9m do mais, nesses locais h\u00e1 a droga, o \u00e1lcool\u2026 Isso n\u00e3o \u00e9 para mim. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Com 14 anos a minha professora de romeno, m\u00fasica e religi\u00e3o era uma senhora que gostava muito de mim. Ela verificou que eu n\u00e3o era batizado e prop\u00f4s-me ser a minha madrinha. O= batismo foi celebrado na igreja greco-cat\u00f3lica do P. Lupea que me prop\u00f4s ser ac\u00f3lito; eu aceitei de imediato. Comecei ent\u00e3o a ler a B\u00edblia e a interessar-me pela vida religiosa. Uma frase do Evangelho tocou-me em especial: \u201cAmar\u00e1s o Senhor teu Deus com todo o teu cora\u00e7\u00e3o, com toda a tua alma e com todas as tuas for\u00e7as e amar\u00e1s os outros como a ti mesmo\u201d. \u00c9 isto que tento fazer todos os dias e assim penso andar no caminho de Deus. Depois de quatro anos como menino do coro, o P. Lupea prop\u00f4s-me a responsabilidade de cantor do coro. Isso agradou-me muito e portanto participo\u00a0 assiduamente na liturgia. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0O meu professor pediu-me para acompanhar a escolariza\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as do bairro cigano durante o m\u00eas de agosto. Organizaram-se cursos de recupera\u00e7\u00e3o na l\u00edngua romena e tamb\u00e9m na escrita, nas matem\u00e1ticas, etc. O P. Lupea pediu-me para realizar o mesmo trabalho na par\u00f3quia e \u00e9 assim que me ocupo\u00a0 com uma quinzena de crian\u00e7as com dificuldades escolares. O grande problema \u00e9 a falta de material escolar (l\u00e1pis, papel, etc.). \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Os Ciganos do bairro pediram-me para ajudar um pouco mais mas suas crian\u00e7as em diversos ramos; que5riam pagar-me mas eu disse: &#8220;somos Ciganos, n\u00e3o pe\u00e7o nada&#8221;. Um curso particular custa +\/- 25 lei (cerca de \u20ac 7) por hora. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Eis o meu percurso. Tive a sorte de encontrar pessoas que me ajudaram e que tiveram confian\u00e7a em mim. Queria dedicar a minha vida a ajudar os Ciganos a encontrar o seu verdadeiro lugar na sociedade e a ser reconhecidos e aceites nela&#8230; H\u00e1 muito trabalho! Ainda uma coisa: tive a oportunidade de participar em dois encontros do CCIT, na Rom\u00e9nia e na Hungria. Isto deu-me uma coragem nova e uma for\u00e7a nova para me investir no trabalho com os Ciganos, para os empurrar para cima. A\u00ed eu tomei consci\u00eancia da vida dos Ciganos noutros pa\u00edses. Nesses encontros senti-me bem, tanto com os Gadg\u00e9 como com os Ciganos, pois havia a\u00ed um s\u00f3 pensamento, uma s\u00f3 e verdadeira comunidade. Espero continuar a participar nesses encontros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>TESTEMUNHO DE UM JOVEM CIGANO ROMENO SOBRE O SEU PERCURSO DE VIDA A revista Nevi Yag (Fogo Novo em Romani) do CCIT (Comit\u00e9 Cat\u00f3lico Internacional para os Ciganos) de dezembro de 2016 foi dedicada aos jovens ciganos. 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