{"id":1493,"date":"2017-09-12T07:31:32","date_gmt":"2017-09-12T07:31:32","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/2017\/09\/12\/tradicao-e-mudanca-na-vida-dos-ciganos\/"},"modified":"2017-09-12T07:31:32","modified_gmt":"2017-09-12T07:31:32","slug":"tradicao-e-mudanca-na-vida-dos-ciganos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/tradicao-e-mudanca-na-vida-dos-ciganos\/","title":{"rendered":"&#8220;TRADI\u00c7\u00c3O E MUDAN\u00c7A NA VIDA DOS CIGANOS&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;TRADI\u00c7\u00c3O E MUDAN\u00c7A NA VIDA DOS CIGANOS&#8221;<\/p>\n<p><em>Este \u00e9 o t\u00edtulo de um artigo de dezembro de 2011, publicado no n\u00ba 97 da revista O Tchatchipen, citada no presente n\u00ba da Caravana. Os autores s\u00e3o Carmen Garriga e Salvador Carrasco. Juan de Dios Ram\u00edrez-Heredia faz uma introdu\u00e7\u00e3o em que lamenta, sentidamente, o recente falecimento de Carmen Garriga, uma grande figura da investiga\u00e7\u00e3o cigana, professora da Universidade Aut\u00f3noma de Barcelona e integrou o Conselho Acad\u00e9mico do Instituto de Cultura Gitana; entre outras fun\u00e7\u00f5es, tinha sido assessora de pol\u00edtica social para a popula\u00e7\u00e3o cigana da Generalitat de Catalunya. Salvador Carrasco \u00e9 catedr\u00e1tico na Universidade de Barcelona e Membro do Conselho Acad\u00e9mico do Instituto de Cultura Gitana.\u00a0 Salientamos alguns aspetos do artigo que consideramos mais relevantes.<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>&#8220;A cultura cigana \u00e9 identific\u00e1vel, mas vers\u00e1til, tendo uma not\u00e1vel capacidade de adapta\u00e7\u00e3o ao ambiente em que se insere &#8230; . S\u00e3o uma minoria, com uma identidade \u00e9tnica partilhada e difusa&#8221;. Gunter Grass dizia que os ciganos &#8220;vivem em todos os pa\u00edses da Europa, n\u00e3o olham a fronteiras, n\u00e3o querem um Estado e contribu\u00edram muito para a nossa cultura. Os ciganos s\u00e3o os verdadeiros europeus! temos muito que aprender com os ciganos: s\u00e3o a alma da Europa!&#8221;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Os ciganos t\u00eam uma cultura posta \u00e0 prova pela persegui\u00e7\u00e3o e pela marginalidade&#8221;. A &#8220;mem\u00f3ria&#8221; cigana &#8220;oculta e revela simultaneamente a aus\u00eancia e a presen\u00e7a da dor vivida; \u00e9, ao mesmo tempo, uma mem\u00f3ria \u00edntima e coletiva&#8221;. Um cigano disse: &#8220;n\u00f3s olhamos o tempo como presente&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&#8220;Oh ciudad de los gitanos! \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Quien te vio y no te recuerda!<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Que te busquen en mi frente. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Juego de luna y arena&#8221;. \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<em>Federico Garcia Lorca, Romance de la Guardia Civil, Romancero gitano<\/em><\/p>\n<p>Nas \u00faltimas d\u00e9cadas produziram-se enormes mudan\u00e7as na vida da popula\u00e7\u00e3o cigana: &#8220;embora se tenham realizado em todos os \u00e2mbitos da sua exist\u00eancia, verificaram-se, como sempre, sem perda da identidade coletiva&#8221;. Imersos &#8220;num amplo, lento e inexor\u00e1vel processo de mudan\u00e7a para novas formas de vida&#8221;, os ciganos &#8220;est\u00e3o conscientes que mudaram muito e que h\u00e1 elementos ou tra\u00e7os culturais tradicionais que se perdem: um motivo s\u00e9rio de preocupa\u00e7\u00e3o para muitos dos tios*. Mas sabem e dizem-no abertamente que \u00e9 necess\u00e1ria lucidez na ado\u00e7\u00e3o de novas estrat\u00e9gias que lhes permitam adaptar-se \u00e0s novas situa\u00e7\u00f5es, numa sociedade maiorit\u00e1ria em t\u00e3o grande mudan\u00e7a, sem por isso deixarem de ser o que querem ser&#8221;.<\/p>\n<p>\u201cUma das convic\u00e7\u00f5es mais arraigadas e claras que temos \u00e9 a de que s\u00e3o eles, os pr\u00f3prios ciganos, quem h\u00e1 de decidir o que querem, para onde v\u00e3o e como faz\u00ea-lo. A n\u00f3s (n\u00e3o ciganos) s\u00f3 nos resta desejar aos ciganos, numa express\u00e3 bem sua, um futuro com sa\u00fade, sorte e liberdade\u201d.<em> <\/em><\/p>\n<p>* &#8220;Pessoas mais velhas de respeito na comunidade&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;TRADI\u00c7\u00c3O E MUDAN\u00c7A NA VIDA DOS CIGANOS&#8221; Este \u00e9 o t\u00edtulo de um artigo de dezembro de 2011, publicado no n\u00ba 97 da revista O Tchatchipen, citada no presente n\u00ba da Caravana. Os autores s\u00e3o Carmen Garriga e Salvador Carrasco. 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