{"id":1500,"date":"2017-11-06T08:17:08","date_gmt":"2017-11-06T08:17:08","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/2017\/11\/06\/alfa-y-omega-22-set-pastoral\/"},"modified":"2017-11-06T08:17:08","modified_gmt":"2017-11-06T08:17:08","slug":"alfa-y-omega-22-set-pastoral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/alfa-y-omega-22-set-pastoral\/","title":{"rendered":"Alfa y Omega (22 set) &#8211; PASTORAL"},"content":{"rendered":"<p><strong>Alfa y Omega (22 set) &#8211; PASTORAL<\/strong><\/p>\n<p><em>Da Irm\u00e3 Sylvie, do Mosteiro de N\u00aa S\u00aa do Ros\u00e1rio do Vale C\u00f4vo, Cou\u00e7o* (Ribatejo &#8211; Coruche, Arquidiocese de \u00c9vora), das Monjas de Bel\u00e9m (da Assun\u00e7\u00e3o da Virgem e de S. Bruno) que vivem perto de uma comunidade cigana com quem se relacionam &#8220;muito bem&#8221;, recebemos este artigo revelador de como os ciganos, uma vez evangelizados, se podem tornar evangelizadores gra\u00e7as \u00e0 a\u00e7\u00e3o de um p\u00e1roco. Publicamos excertos do artigo.<\/em><\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">O Cristo que cativou os ciganos de Vera<\/span><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><em>Em menos de dois anos, no bairro cigano de Vera (Almeria**) h\u00e1 duas par\u00f3quias novas e uma irmandade, gra\u00e7as ao entusiasmo dos seus habitantes e ao encorajamento do p\u00e1roco, Carlos Maria Fortes (CF), dedicado \u00e0 pastoral cigana.<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 precisamente um ano que os ciganos de Vera puderam ver o seu desejo cumprido: ter uma par\u00f3quia no bairro e formar uma irmandade centrada na imagem do Cristo Preso e na Virgem da Pureza.\u201d Na segunda aldeia da Andaluzia com mais popula\u00e7\u00e3o cigana, muitos participavam com fervor na Eucaristia dominical e na Semana Santa, mas ambicionavam participar de maneira mais ativa. O p\u00e1roco jovem que chegou h\u00e1 quatro anos \u00e0 Par\u00f3quia da N\u00aa S\u00aa da Encarna\u00e7\u00e3o de Vera dedicou-se \u00e0 popula\u00e7\u00e3o cigana \u201cporque n\u00e3o havia uma pastoral concreta com eles e s\u00e3o pessoas dedicadas que precisam que algu\u00e9m lhes d\u00ea a m\u00e3o\u201d, na sua express\u00e3o. CF considera &#8220;uma sorte&#8221; que o atual irm\u00e3o respons\u00e1vel da confraria tivesse vindo ter com ele a pedir-lhe &#8220;que trabalh\u00e1ssemos com eles que eram um povo religioso&#8221;. A primeira coisa que CF fez foi inclui-los no conselho pastoral da par\u00f3quia. &#8220;O povo cigano precisava de ser reconhecido pela sua Igreja, e assim o fizemos. Logo viram que tinham as portas abertas e come\u00e7aram a organizar Missas em flamenco&#8221;. \u00a0Isto fez que cada vez mais ciganos viessem \u00e0 par\u00f3quia, &#8220;mas est\u00e1vamos muito longe de onde eles vivem&#8221;. CF come\u00e7ou \u00e0 procura e descobriu um edif\u00edcio que pertencia \u00e0 Diocese. Este edif\u00edcio passou a ser a sede da par\u00f3quia de St\u00aa Maria dos Povos. &#8220;Assim a quis consagrar D. Adolfo Gonz\u00e1les Montes, bispo de Almeria, pela peregrina\u00e7\u00e3o n\u00f3mada dos ciganos ao longo da hist\u00f3ria. O bispo, diz CF, &#8216;esteve empenhad\u00edssimo. Tanto que parte da ornamenta\u00e7\u00e3o da nova igreja ofereceu-a ele&#8217;. O carinho rec\u00edproco \u00e9 evidente: &#8216;Numa das \u00faltimas visitas do bispo deram-lhe &#8211; e outro a mim &#8211; um cart\u00e3o de membros da comunidade cigana que ambos guardamos com muito orgulho&#8217;. Os ciganos est\u00e3o entusiasmados com a sua par\u00f3quia em cujo \u00e2mbito nasceu tamb\u00e9m a Irmandade de Santo Ant\u00e3o&#8221;.\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0&#8220;A igreja dos ciganos ilumina Vera e o concelho. De facto, muitos est\u00e3o de novo a aproximar-se da par\u00f3quia ou a voltar \u00e0 f\u00e9 cat\u00f3lica &#8211; alguns que tinham ido para a Igreja evang\u00e9lica&#8221;. A igreja enche-se por completo. \u00a0Um cigano afirma: &#8220;Estamos ansiosos por ir no s\u00e1bado \u00e0 Missa. \u00c9 t\u00e3o bonita e alegre (com o coro flamenco) que inclusivamente vizinhos de outros bairros se v\u00e3o aproximando aos poucos e poucos&#8221;. CF disse nas Jornadas da Pastoral Cigana \u00a0organizadas pela Confer\u00eancia Episcopal Espanhola de 15 a 17 de setembro em Madrid que &#8220;o trabalho social que estamos a fazer \u00e9 para que haja uma integra\u00e7\u00e3o entre ciganos e paios, para que as diverg\u00eancias &#8211; que sempre existiram &#8211; sejam menos vis\u00edveis&#8221;. E d\u00e1 o exemplo de uma feira organizada para recolher fundos para a Semana Santa em que vieram paios provar a comida caseira feita pelas ciganas. CF diz: &#8220;um conselheiro dizia-me que levam 20 anos a fazer protocolos de integra\u00e7\u00e3o entre ambas as popula\u00e7\u00f5es e a par\u00f3quia conseguiu-o em dois anos. S\u00e3o a Beata Em\u00edlia e o Pel\u00e9 que intercedem por n\u00f3s&#8221;. <del datetime=\"2017-11-03T12:21\" cite=\"mailto:Francisco%20Monteiro\"><\/del><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>* <a href=\"http:\/\/www.mosteironsrosario.org\/\">www.mosteironsrosario.org<\/a><\/p>\n<p>** <em>NR: terra da Beata Em\u00edlia.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alfa y Omega (22 set) &#8211; PASTORAL Da Irm\u00e3 Sylvie, do Mosteiro de N\u00aa S\u00aa do Ros\u00e1rio do Vale C\u00f4vo, Cou\u00e7o* (Ribatejo &#8211; Coruche, Arquidiocese de \u00c9vora), das Monjas de Bel\u00e9m (da Assun\u00e7\u00e3o da Virgem e de S. 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