{"id":1602,"date":"2020-01-24T10:00:15","date_gmt":"2020-01-24T10:00:15","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/2020\/01\/24\/associativismo-cigano-um-depoimento-de-sonia-matos\/"},"modified":"2020-01-24T10:00:15","modified_gmt":"2020-01-24T10:00:15","slug":"associativismo-cigano-um-depoimento-de-sonia-matos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/associativismo-cigano-um-depoimento-de-sonia-matos\/","title":{"rendered":"ASSOCIATIVISMO CIGANO: UM DEPOIMENTO DE S\u00d3NIA MATOS"},"content":{"rendered":"<p><strong>ASSOCIATIVISMO CIGANO: UM DEPOIMENTO DE S\u00d3NIA MATOS<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>A Newsletter de 24 de junho de 2019 do ObCig (Observat\u00f3rio das Comunidades Ciganas que funciona no \u00e2mbito do ACM \u2013 Alto Comissariado para as Migra\u00e7\u00f5es), na sec\u00e7\u00e3o Vozes Ciganas no Associativismo (parte I), tem uma entrevista realizada em junho de 2019, no Seixal, com S\u00f3nia Matos, uma das fundadoras da AMUCIP (Associa\u00e7\u00e3o para o Desenvolvimento das Mulheres Ciganas Portuguesas), da qual apresentamos excertos.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Observat\u00f3rio das Comunidades Ciganas (ObCig): O seu interesse pessoal pela problem\u00e1tica?<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>S\u00f3nia Matos (SM): O interesse entrou na minha vida por um acaso, porque eu n\u00e3o tinha qualquer tipo de conhecimento para o que \u00e9 que servia uma associa\u00e7\u00e3o ou o que \u00e9 que se podia fazer numa associa\u00e7\u00e3o. N\u00f3s tom\u00e1mos conhecimento, quando digo n\u00f3s, s\u00e3o as cinco fundadoras da associa\u00e7\u00e3o AMUCIP que se conheceram num curso de mediadoras socioculturais e foi um formador que viu essa potencialidade em n\u00f3s. T\u00ednhamos capacidade para nos juntarmos e formarmos uma associa\u00e7\u00e3o. E ele disse-nos \u00e9 que uma n\u00e3o consegue ter voz e as cinco se se juntarem numa associa\u00e7\u00e3o de mulheres conseguem ter mais for\u00e7a e lutar pelos vossos direitos, quando ainda n\u00f3s nem sab\u00edamos o que era direitos, o que era o mundo do trabalho. Est\u00e1vamos a dar os primeiros passos na sociedade e portanto o nosso percurso tinha sido igual ao de tantas outras meninas ciganas em que estud\u00e1mos e depois fomos retiradas da escola no quarto ano. S\u00f3 mais tarde devido ao RSI \u00e9 que comecei o meu percurso, voltei \u00e0 escola, e depois a minha assistente social encaminhou-me para este curso que estava a dar in\u00edcio de mediadores socioculturais. E pronto, foi assim que o associativismo entrou na minha vida.<\/p>\n<p>ObCig: A sua perspectiva sobre o mesmo?<\/p>\n<p>SM: O associativismo penso que foi a primeira medida, a seguir ao RSI, depois come\u00e7ou a integra\u00e7\u00e3o da comunidade cigana em v\u00e1rias vertentes, a escolaridade, em ac\u00e7\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o, em cursos de media\u00e7\u00e3o, e a verdade \u00e9 que esses mediadores que foram formados todos eles criaram ou desenvolveram um percurso de associativismo, porque foi por a\u00ed que n\u00f3s conseguimos criar voz e come\u00e7ar a dar a conhecer \u00e0 sociedade maiorit\u00e1ria o que era a comunidade cigana, portanto os primeiros dez anos da associa\u00e7\u00e3o foi principalmente formar a sociedade maiorit\u00e1ria na cultura cigana, da comunidade cigana, dar a conhecer os nossos valores, quem somos, como vivemos, porque temos esta atitude, porque andamos desta forma, porque reagimos desta maneira. Porque no fundo os estudos \u00e9 sempre assim que nos veem, como algu\u00e9m que \u00e9 completamente diferente e que \u00e9 importante estudar, como \u00e9 que eles comem, como \u00e9 que se vestem, como \u00e9 que eles andam, e portanto durante quinze anos o nosso governo andou a estudar a comunidade cigana. E os estudos e os livros est\u00e3o todos a\u00ed, mas depois estes estudos e estes livros nunca foram buscar a verdadeira hist\u00f3ria da cultura cigana, porque n\u00f3s fazemos parte deste pa\u00eds, desta hist\u00f3ria. Onde \u00e9 que n\u00f3s fic\u00e1mos, porque \u00e9 que n\u00f3s n\u00e3o fazemos parte do curr\u00edculo escolar na hist\u00f3ria portuguesa, porque n\u00f3s est\u00e1vamos presentes. Portanto a associa\u00e7\u00e3o a mim e \u00e0s mulheres ciganas deu-nos o poder e o conhecimento de podermos sonhar com uma vida melhor. Mas eu acho que as associa\u00e7\u00f5es ainda t\u00eam um longo percurso pela frente, porque as associa\u00e7\u00f5es, esta massa associativa que nasceu tem cerca de 15, 16 anos e poucas foram as associa\u00e7\u00f5es que conseguiram vingar porque \u00e9 muito complicado associa\u00e7\u00f5es de comunidade cigana conseguirem manter-se. Agora tem o ACM que \u00e9 a \u00fanica entidade que ainda financia um bocadinho as associa\u00e7\u00f5es ciganas, mas a verdade \u00e9 que n\u00f3s estamos ainda a dar pequenos passos porque j\u00e1 prov\u00e1mos que conseguimos fazer um excelente trabalho. E a sociedade maiorit\u00e1ria j\u00e1 chegou \u00e0 conclus\u00e3o que para trabalhar com a comunidade cigana tem de trabalhar Com os ciganos, n\u00e3o \u00e9 Para os ciganos. E portanto acho que as associa\u00e7\u00f5es foram e s\u00e3o aquilo que est\u00e1 a fazer a mudan\u00e7a dentro da comunidade cigana.<\/p>\n<p>ObCig: As possibilidades do seu desenvolvimento?<\/p>\n<p>SM: Dentro da comunidade cigana neste tempo o que eu acho \u00e9 que as associa\u00e7\u00f5es tiveram a crescer e a empoderar-se elas pr\u00f3prias, porque elas pr\u00f3prias n\u00e3o sabiam muito bem como desenvolver o seu trabalho, eu falo pela minha associa\u00e7\u00e3o, mas agora como j\u00e1 temos encontros de associa\u00e7\u00f5es no ACM, deparo-me que todos temos as mesmas dificuldades e que ainda precisamos de muito apoio por parte do governo para continuarmos a crescer tamb\u00e9m, porque precisamos desse apoio enquanto associa\u00e7\u00e3o que est\u00e1 a dar os primeiros passos, mas acho que n\u00f3s para podermos alcan\u00e7ar a credibilidade que as outras associa\u00e7\u00f5es e institui\u00e7\u00f5es j\u00e1 t\u00eam, ainda nos falta um longo caminho, porque a pr\u00f3pria comunidade cigana o conceito associa\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o est\u00e1 desenvolvido dentro de si. Neste momento, as mulheres com quem eu trabalho s\u00e3o cerca de 60, j\u00e1 \u00e9 um n\u00famero que nos d\u00e1 para ter uma pequena vis\u00e3o, elas encaram a associa\u00e7\u00e3o como um espa\u00e7o em que est\u00e3o l\u00e1 mulheres ciganas e que podemos ter forma\u00e7\u00e3o. Um espa\u00e7o que \u00e9 delas, que podem falar da forma que est\u00e3o e onde n\u00e3o t\u00eam qualquer tipo de receio. Mas o conte\u00fado ou para que serve uma associa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito de trabalho de colabora\u00e7\u00e3o de grupo. E eu acho que a comunidade cigana ainda lhe falta trabalhar essa parte. De colabora\u00e7\u00e3o em trabalho em prol da comunidade, porque n\u00e3o temos aquela\u2026 ainda n\u00e3o consigo chegar l\u00e1, mas acho que nos falta uma raiz que n\u00f3s pud\u00e9ssemos pegar todos e dirigirmo-nos todos naquele sentido. Porque agora o que eu sinto, \u00e9 que as associa\u00e7\u00f5es, cada uma est\u00e1 a trabalhar por si e a comunidade cigana come\u00e7a a ver estes movimentos e come\u00e7a a perceber estas ac\u00e7\u00f5es. E portanto estamos numa fase de empoderamento, que as mulheres come\u00e7am a perceber, n\u00f3s se tivermos juntas, conseguimos ter mais voz e conseguimos continuar. Mas as minhas mulheres, j\u00e1 n\u00e3o conseguem conceber a ideia que os projetos terminam em tempo. E as minhas mulheres, as que tinha aqui h\u00e1 dez minutos, o projeto vai durar at\u00e9 31 de Julho, e elas j\u00e1 me estavam a dizer como \u00e9 que \u00e9, isto n\u00e3o pode acabar. Elas n\u00e3o pensam que isto tem de ter um financiamento para dar continuidade. Isto \u00e9 necess\u00e1rio fundo para dar continuidade. Portanto h\u00e1 um trabalho muito muito grande a ser feito dentro da comunidade cigana para valorizar ou para que elas tomem consci\u00eancia do que \u00e9 realmente o associativismo e para que ele serve.<\/p>\n<p>ObCig: Os caminhos que esse desenvolvimento pode e\/ou deve tomar?<\/p>\n<p>SM: Em primeiro lugar acho que tinham de ser do governo, governamentais, medidas que pudessem dar mais apoio, financiamentos para que estas associa\u00e7\u00f5es pudessem sustentabilizar o seu trabalho para que fosse uma coisa mais cont\u00ednua, porque neste momento eu tenho 5 anos, vai para o 5\u00ba ano de projeto PAC, mas s\u00e3o projetos muito pequeninos, projetos de um ano que eu preferi manter o mesmo grupo para dar continuidade a um trabalho destas mulheres e no dia 6 elas v\u00e3o fazer uma mostra ali nas oficinas Cargaleiro com os trabalhos que elas desenvolveram, patchwork, pintura, fotografia e \u00e9 bom que n\u00f3s tamb\u00e9m possamos mostrar esse outro lado, que as mulheres n\u00e3o sabem s\u00f3 costurar e cozinhar na comunidade cigana, temos que abrir os horizontes e abrir as portas porque todos os ciganos n\u00e3o podem ser ativistas e associativistas e mediadores. Temos que abrir portas de trabalho em outras institui\u00e7\u00f5es para que a comunidade cigana se comece realmente a integrar e conseguir-se sentir integrada tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>ObCig: O que pode ser feito para o melhorar<\/p>\n<p>SM: Neste momento estamos\u2026 eu penso que \u00e9 um caminho que me parece correto, estamos a desenvolver um trabalho de mais proximidade dentro do ACM com uma presen\u00e7a j\u00e1 muito not\u00f3ria das associa\u00e7\u00f5es ciganas, mas gostar\u00edamos muito, n\u00f3s associa\u00e7\u00f5es, de termos uma identidade externa ao governo, que fosse independente, para termos mais autonomia, porque por muito que n\u00f3s possamos dizer ou opinar, o que prevalece \u00e9 a vontade do ACM e do ObCig, n\u00f3s podemos estar l\u00e1 a batalhar, a partilhar ideias, mas ainda n\u00e3o temos independ\u00eancia real, precis\u00e1vamos de uma entidade independente ao governo que defendesse realmente a comunidade cigana, os seus direitos e os seus deveres.<\/p>\n<p>ObCig: Articula\u00e7\u00e3o entre: a) associativismo, b) humaniza\u00e7\u00e3o socio-cultural, c) pol\u00edticas p\u00fablicas; direitos humanos, constru\u00e7\u00e3o de uma cidadania activa, cr\u00edtica, emancipat\u00f3ria e humanista.<\/p>\n<p>SM: Sim, ser associativista \u00e9 isso tudo e isso est\u00e1 tudo ligado e pelo aquilo que eu entendo todo o percurso e todo o trabalho que a associa\u00e7\u00e3o faz \u00e9 no sentido de empoderar estas mulheres, de se conhecerem a si pr\u00f3prias e de fazer o seu percurso, a AMUCIP ajuda a criar essa auto-estima, esse conhecimento e depois o objectivo principal \u00e9 ajud\u00e1-las a elas caminharem e a chegar juntas \u00e0s institui\u00e7\u00f5es. Portanto, o ano passado consegui criar um grupo de alfabetiza\u00e7\u00e3o na Escola Secund\u00e1ria da Amora, parceria desenvolvida pelo centro qualifica, estas mulheres terminaram este projeto que \u00e9 de compet\u00eancias b\u00e1sicas, terminaram este ano e j\u00e1 se inscreveram este ano para fazer a EB1. Portanto, elas agora j\u00e1 est\u00e3o sozinhas, j\u00e1 est\u00e3o nas escolas e j\u00e1 fizeram o seu percurso, assim como as mulheres que estou a acompanhar, encaminhei para outra institui\u00e7\u00e3o que \u00e9 as oficinas Cargaleiro, que \u00e9 as Artes, e portanto est\u00e1 outra institui\u00e7\u00e3o a trabalhar com estas mulheres. Porque o objetivo \u00e9 empoder\u00e1-las e depois elas seguirem \u00e0s institui\u00e7\u00f5es e \u00e9 dessa forma que o associativismo depois cria a cidadania e o saber estar e o saber viver. Acaba tudo por estar tudo ligado no trabalho que desenvolvemos no dia-a-dia e na vida destas mulheres. Porque h\u00e1 um trabalho muito grande a ser feito antes disto tudo ser concretizado, n\u00f3s tivemos um ano com essas mulheres em que foram preparadas aqui na AMUCIP, o saber estar, o saber estar sentada umas horas, o habituar a fam\u00edlia a que elas tivessem aquelas horas fora de casa, quando digo fam\u00edlia digo maridos, filhos. E isso \u00e9 todo um trabalho que se tem de fazer antes e agora ela j\u00e1 conseguem ir sozinhas para a escola e desenvolver o seu percurso. Mas primeiro tem que haver um processo realizado por uma associa\u00e7\u00e3o, porque s\u00e3o outras mulheres que falam como elas e que passaram pelo mesmo que elas, e que se hoje est\u00e3o aqui, eu tamb\u00e9m posso ambicionar uma coisa melhor para mim. Acho que \u00e9 muito nesse sentido.<\/p>\n<p>N\u00f3s por exemplo cri\u00e1mos um kit pedag\u00f3gico que est\u00e1 a ser aplicado nas escolas e est\u00e1 preparado para ser aplicado do jardim-de-inf\u00e2ncia ao 4\u00ba ano e o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o validou esse kit pedag\u00f3gico, portanto isso poderia e \u00e9 uma influ\u00eancia, porque ao estar na p\u00e1gina do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e a ser validado e reconhecido que \u00e9 uma boa pr\u00e1tica e tamb\u00e9m ter sido aprovado agora no gui\u00e3o, foi elaborado pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e estar l\u00e1 como uma refer\u00eancia, isso \u00e9 influenciar tamb\u00e9m o resto da sociedade e portanto \u00e9 pegar em algo que uma associa\u00e7\u00e3o criou e fez para ser aplicado como uma pol\u00edtica p\u00fablica para todas as crian\u00e7as. Tamb\u00e9m temos o exemplo das Letras N\u00f3madas que trouxe um projecto a n\u00edvel europeu, com fundos europeus, que financiou as bolsas dos estudantes OPR\u00c9 Cheval\u00e9 e que depois o nosso governo aderiu e colheu essa medida como medida de pol\u00edtica p\u00fablica. Isso \u00e9 uma demonstra\u00e7\u00e3o que as associa\u00e7\u00f5es da comunidade cigana est\u00e3o a desenvolver um trabalho muito cred\u00edvel, um trabalho que tem cerca de quinze anos, n\u00e3o tem mais, e que nestes quinze anos conseguiu fazer muito mais que a sociedade maiorit\u00e1ria fez em trinta anos de estudos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ASSOCIATIVISMO CIGANO: UM DEPOIMENTO DE S\u00d3NIA MATOS A Newsletter de 24 de junho de 2019 do ObCig (Observat\u00f3rio das Comunidades Ciganas que funciona no \u00e2mbito do ACM \u2013 Alto Comissariado para as Migra\u00e7\u00f5es), na sec\u00e7\u00e3o Vozes Ciganas no Associativismo (parte I), tem uma entrevista realizada em junho de 2019, no Seixal, com S\u00f3nia Matos, uma [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-1602","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-diversos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1602","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1602"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1602\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1602"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1602"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1602"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}