{"id":1660,"date":"2021-04-29T13:37:02","date_gmt":"2021-04-29T13:37:02","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/2021\/04\/29\/caravana-100-editorial\/"},"modified":"2022-09-08T09:49:28","modified_gmt":"2022-09-08T09:49:28","slug":"caravana-100-editorial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/caravana-100-editorial\/","title":{"rendered":"CARAVANA 100 &#8211; EDITORIAL"},"content":{"rendered":"<p><!--more--><\/p>\n<p>Este n\u00famero da Caravana, n\u00e3o podia deixar de ser uma edi\u00e7\u00e3o charneira entre o passado, o presente e o futuro da vida das comunidades ciganas no seio das outras culturas que as acolheram e\/ou onde vivem. O passado come\u00e7a por estar representado na celebra\u00e7\u00e3o dos 50 anos do c\u00e9lebre Congresso Internacional de Londres de 1971, que ocorreu no passado dia 8 de abril. A\u00ed foi de alguma forma proclamada pelos pr\u00f3prios representantes internacionais ciganos, a \u201cconstitui\u00e7\u00e3o\u201d do povo cigano enquanto detentor de uma identidade cultural pr\u00f3pria, a\u00ed foi adotado o nome de Roma ou Rroma, foi escolhida a sua bandeira e aprovado o seu hino Gelem Gelem em Romani: Caminha, Caminha. Mas o passado das popula\u00e7\u00f5es ciganas tem outros aspetos infelizmente bem dram\u00e1ticos, como o testemunha o extenso artigo de Rafael Jesus que este n\u00famero da Caravana come\u00e7a a publicar.<\/p>\n<p>O presente das popula\u00e7\u00f5es ciganas est\u00e1 bem caracterizado: no not\u00e1vel n\u00famero do Jornal da Nossa Terra da ADC Moura (Associa\u00e7\u00e3o para o Desenvolvimento do Concelho de Moura) totalmente dedicado \u00e0 popula\u00e7\u00e3o cigana e que tamb\u00e9m apenas come\u00e7amos a referir neste n\u00famero; na entrevista a C\u00e1tia Montes no de dezembro da Newsletter do OBCIG (Observat\u00f3rio das Comunidades Ciganas); na esclarecida Nota da CNJP (Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz) intitulada \u201cPor uma cidadania plena\u201d e na entrevista da ONPC inserida no Caderno da Editorial C\u00e1ritas sobre a Enc\u00edclica Fratelli Tutti.<\/p>\n<p>Para o futuro das popula\u00e7\u00f5es ciganas, particularmente na Europa, foi importante a ado\u00e7\u00e3o do Pilar Europeu dos Direitos Sociais no qual se fundam orienta\u00e7\u00f5es muito importantes, tais como o Novo Quadro Estrat\u00e9gico da UE para a Igualdade e a Participa\u00e7\u00e3o dos Ciganos 2020-2030 e a nov\u00edssima Recomenda\u00e7\u00e3o do Conselho sobre igualdade, inclus\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es ciganas de 12 de mar\u00e7o de 2021, a qual foi objeto de uma Confer\u00eancia internacional online, promovida pela Presid\u00eancia Portuguesa do Concelho da UE em 15 de abril, no fecho desta edi\u00e7\u00e3o da Caravana. Esta Recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9, de facto, uma s\u00e9rie de 108 recomenda\u00e7\u00f5es aos Estados Membros, focando objetivos horizontais para a igualdade, inclus\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o e sectoriais nos dom\u00ednios da educa\u00e7\u00e3o, emprego, sa\u00fade e habita\u00e7\u00e3o, focando ainda a necessidade de parcerias, incluindo com a sociedade civil e da coopera\u00e7\u00e3o transnacional, o financiamento e a monitoriza\u00e7\u00e3o da implementa\u00e7\u00e3o das Estrat\u00e9gias Nacionais para a Inclus\u00e3o das Comunidades Ciganas; na conclus\u00e3o fazem-se tr\u00eas recomenda\u00e7\u00f5es \u00e0 pr\u00f3pria Comiss\u00e3o. Resta-nos esperar e trabalhar, para bem da t\u00e3o ansiada, como protelada inclus\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es ciganas na corrente da prosperidade do mundo moderno, que se passe de recomenda\u00e7\u00f5es para a implementa\u00e7\u00e3o control\u00e1vel, para que as diferen\u00e7as abissais de agora e a estagna\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis de inclus\u00e3o e de igualdade c\u00edvica, se v\u00e3o rapidamente reduzindo.<\/p>\n<p align=\"right\">Francisco Monteiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":1813,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-1660","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1660","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1660"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1660\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1828,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1660\/revisions\/1828"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1813"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1660"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1660"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1660"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}