{"id":1706,"date":"2022-05-04T09:35:02","date_gmt":"2022-05-04T09:35:02","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/2022\/05\/04\/caravana-104-editorial\/"},"modified":"2022-09-08T09:46:52","modified_gmt":"2022-09-08T09:46:52","slug":"caravana-104-editorial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/caravana-104-editorial\/","title":{"rendered":"CARAVANA 104 &#8211; EDITORIAL"},"content":{"rendered":"<p><strong>Li\u00e7\u00f5es, reconhecimento<\/strong><\/p>\n<p>Muitas vezes estas linhas s\u00e3o dedicadas a tantas injusti\u00e7as que t\u00e3o frequentemente s\u00e3o cometidas contra as pessoas e as popula\u00e7\u00f5es ciganas. Hoje quer\u00edamos levantar esta voz para condenar os crimes hediondos que foram cometidos em janeiro contra profissionais de sa\u00fade no Hospital de Famalic\u00e3o e particularmente para exortar as Associa\u00e7\u00f5es de ciganos a atuar e a levantar a voz para que lament\u00e1veis situa\u00e7\u00f5es como estas n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o se repitam, como n\u00e3o seja poss\u00edvel que o enquadramento em que ocorreram possa voltar a provoc\u00e1-las. Infelizmente s\u00f3 existe atualmente em Portugal um mediador hospitalar cigano, no Hospital de D. Estef\u00e2nia em Lisboa.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1813 alignright\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/francisco-monteiro-ciganos-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" \/>Recentemente, o signat\u00e1rio teve oportunidade de ser telemediador, num dos hospitais mais dram\u00e1ticos, onde um cigano ia ser submetido a uma interven\u00e7\u00e3o cir\u00fargica. Um dos valores mais exemplares da maneira de ser cigana, \u00e9 o esp\u00edrito de fam\u00edlia que leva as fam\u00edlias a mobilizarem-se para que o doente n\u00e3o se sinta sozinho: todos acompanham o doente para que este se sinta apoiado. Neste caso, o perigo era grande para o doente e, consequentemente, a ansiedade, justificada, era muita. O que foi necess\u00e1rio fazer, foi explicar que os procedimentos que o hospital seguiu foram, naturalmente, os corretos e que s\u00e3o aplicados em todos os casos semelhantes. Esta explica\u00e7\u00e3o foi acatada. Contrariamente \u00e0 expetativa mais ansiosa, o final foi feliz e o doente regressou curado a casa e aos seus.<\/p>\n<p>Tantas vezes nestas linhas se exortam as autoridades no sentido de implementarem medidas que concretizem na pr\u00e1tica as boas inten\u00e7\u00f5es dos legisladores dos direitos humanos. \u00c9 necess\u00e1rio hoje formular um especial reconhecimento \u00e0 Secretaria de Estado para a Cidadania e Igualdade (entretanto extinta) por, recentemente, ter evitado que (mais) uma fam\u00edlia cigana fosse desalojada coercivamente do acampamento em que sobrevivia. Infelizmente o destino desta fam\u00edlia n\u00e3o foi um realojamento, mas continuar \u00e0 deriva, de terra em terra de expuls\u00e3o em expuls\u00e3o, at\u00e9 que um legislador verdadeiramente humano decida revogar as posturas municipais que d\u00e3o cobertura legal \u00a0\u00e0s C\u00e2maras que querem ganhar votos \u00e0 custa da desumanidade de franjas da nossa popula\u00e7\u00e3o e \u00e0s for\u00e7as da ordem a quem, n\u00e3o duvido, individualmente, repugnar\u00e1 cumprir tais ordens, mas que se sentir\u00e3o obrigadas a cumpri-las. No caso descrito, a Secretaria de Estado conseguiu que prevalecesse a humanidade, para n\u00e3o dizer o direito.<\/p>\n<p>Francisco Monteiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Li\u00e7\u00f5es, reconhecimento Muitas vezes estas linhas s\u00e3o dedicadas a tantas injusti\u00e7as que t\u00e3o frequentemente s\u00e3o cometidas contra as pessoas e as popula\u00e7\u00f5es ciganas. Hoje quer\u00edamos levantar esta voz para condenar os crimes hediondos que foram cometidos em janeiro contra profissionais de sa\u00fade no Hospital de Famalic\u00e3o e particularmente para exortar as Associa\u00e7\u00f5es de ciganos a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1813,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-1706","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1706","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1706"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1706\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1815,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1706\/revisions\/1815"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1813"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1706"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1706"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1706"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}