{"id":1861,"date":"2023-01-16T16:26:26","date_gmt":"2023-01-16T16:26:26","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/?p=1861"},"modified":"2023-01-25T19:20:52","modified_gmt":"2023-01-25T19:20:52","slug":"inquerito-da-fra-sobre-os-ciganos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/inquerito-da-fra-sobre-os-ciganos\/","title":{"rendered":"INQU\u00c9RITO DA FRA SOBRE OS CIGANOS"},"content":{"rendered":"<p>Na sequ\u00eancia da not\u00edcia que public\u00e1mos no n\u00ba 106 da Caravana, o Inqu\u00e9rito da FRA (Ag\u00eancia Europeia para os Direitos Fundamentais) sobre os Ciganos em 2021, foi publicado em 25 de outubro. No <em>press release <\/em>a FRA diz que seis anos depois do \u00faltimo Inqu\u00e9rito da FRA sobre os Ciganos (2016), os ciganos por toda a Europa continuam a viver em priva\u00e7\u00e3o generalizada, em condi\u00e7\u00f5es chocantes e as suas perspetivas de educa\u00e7\u00e3o e emprego s\u00e3o limitadas. Este Inqu\u00e9rito identifica melhoramentos e lacunas na inclus\u00e3o dos ciganos, para orientar os esfor\u00e7os nacionais para a igualdade, inclus\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o dos ciganos.<\/p>\n<p>As conclus\u00f5es do Inqu\u00e9rito evidenciam como \u00e9 que as leis e pol\u00edticas da UE n\u00e3o t\u00eam obtido resultados para os direitos fundamentais dos ciganos, por forma a mudar as suas vidas di\u00e1rias, diz Michael O\u2019Flaherty, Diretor da FRA. \u201cElas deveriam inspirar os decisores de pol\u00edticas nacionais a reunir os seus pr\u00f3prios dados por forma a destinar recursos e esfor\u00e7os \u00e0 solu\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o intoler\u00e1vel que demasiados ciganos continuam a viver. A FRA est\u00e1 dispon\u00edvel para apoiar os pa\u00edses a coligir tais dados.\u201d<\/p>\n<p>Embora o Inqu\u00e9rito \u201cOs Ciganos em 10 pa\u00edses Europeus\u201d (Cro\u00e1cia, Rep\u00fablica Checa, Gr\u00e9cia, Hungria, It\u00e1lia, Portugal, Rom\u00e9nia, Espanha e Maced\u00f3nia do Norte e S\u00e9rvia) revele pouco progresso desde o \u00faltimo Inqu\u00e9rito da FRA de 2016, constataram-se algumas melhorias, designadamente na \u00e1rea da <strong>habita\u00e7\u00e3o<\/strong>. Em 2016, 61% dos ciganos viviam em habita\u00e7\u00e3o deficiente, enquanto que no Inqu\u00e9rito atual a percentagem baixou para 52%. Tamb\u00e9m em Portugal, em 2016 a car\u00eancia habitacional abrangia 70% da popula\u00e7\u00e3o cigana, enquanto que em 2021 passou a abranger 66%. No entanto, a percentagem de car\u00eancia habitacional para a popula\u00e7\u00e3o portuguesa em geral \u00e9 de 29%, um abismo de diferen\u00e7a com a popula\u00e7\u00e3o cigana.<\/p>\n<p>Pelo contr\u00e1rio a situa\u00e7\u00e3o piorou no que respeita \u00e0 <strong>discrimina\u00e7\u00e3o<\/strong> em \u00e1reas chave da vida, pelo facto de ser cigano, nos \u00faltimos 12 meses, em Portugal, em 2016, 47% responderam que tinham sido discriminados, enquanto em 2021 62% o foram.\u00a0 Neste par\u00e2metro, Portugal \u00e9 o pa\u00eds que est\u00e1 em pior situa\u00e7\u00e3o dos dez pa\u00edses inquiridos.<\/p>\n<p>Gr\u00e1fico da Figura 1 \u2013 p\u00e1g. 25 do computador.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/mail.google.com\/mail\/u\/0?ui=2&amp;ik=cbec02caeb&amp;attid=0.1&amp;permmsgid=msg-f:1755993783518796689&amp;th=185e8b0ade6e9b91&amp;view=fimg&amp;fur=ip&amp;sz=s0-l75-ft&amp;attbid=ANGjdJ8McROTnytoRUnrXrl9p60hLZu0Tv26tUSUlmfCgs0c9mjCngbiFzzvr2srG9ms-Zwre2AMoiCg13SrlRsuDR_uRDXantpUNEz-YZZ0051nzXh4ZZ3dG0JC0M8&amp;disp=emb\" \/><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m no que respeita ao <strong>emprego<\/strong>, em 2016, em Portugal 38% dos ciganos tinham emprego (62% est\u00e3o desempregados), enquanto que em 2021, apenas 31% o t\u00eam (quase 70% est\u00e3o desempregados); a n\u00edvel da UE, em m\u00e9dia, 43% dos ciganos t\u00eam emprego (57% desempregados), enquanto que 75% da popula\u00e7\u00e3o em geral em Portugal t\u00eam emprego (25% est\u00e3o desempregados). Portugal est\u00e1, pois, abaixo da m\u00e9dia \u00a0do total dos ciganos empregados na UE, sendo que os pa\u00edses da UE melhor posicionados no emprego dos ciganos s\u00e3o a Hungria com 62% e a It\u00e1lia com 61%, sendo a m\u00e9dia do emprego da popula\u00e7\u00e3o em geral em It\u00e1lia de 61% e na Hungria de 75%.<\/p>\n<p>Gr\u00e1fico 17, p\u00e1g. 47 do texto na internet<\/p>\n<p>No que se refere \u00e0 <strong>discrimina\u00e7\u00e3o <\/strong>na procura de <strong>emprego<\/strong> por parte dos ciganos, mais uma vez Portugal est\u00e1 na pior situa\u00e7\u00e3o dos dez pa\u00edses inquiridos na UE, tendo piorado consideravelmente de 2016 para 2021: em 2016 47% dos ciganos inquiridos sentiram-se discriminado, enquanto em 2021 essa propor\u00e7\u00e3o disparou para 81%; no total dos ciganos inquiridos na UE 16% sentiram-se discriminado na procura de emprego em 2016, 33% em 2021: em ambos os casos a situa\u00e7\u00e3o de discrimina\u00e7\u00e3o dos ciganos aumentou.<\/p>\n<p>Figura 20, p\u00e1g. 50 do texto na internet.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na sequ\u00eancia da not\u00edcia que public\u00e1mos no n\u00ba 106 da Caravana, o Inqu\u00e9rito da FRA (Ag\u00eancia Europeia para os Direitos Fundamentais) sobre os Ciganos em 2021, foi publicado em 25 de outubro. 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