{"id":2100,"date":"2025-04-07T16:52:59","date_gmt":"2025-04-07T16:52:59","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/?p=2100"},"modified":"2025-04-07T16:58:08","modified_gmt":"2025-04-07T16:58:08","slug":"mensagem-para-o-dia-internacional-dos-ciganos-8-de-abril-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/mensagem-para-o-dia-internacional-dos-ciganos-8-de-abril-2025\/","title":{"rendered":"Mensagem para o Dia Internacional dos Ciganos &#8211; 8 de abril 2025"},"content":{"rendered":"<p><!--more--><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-2102 size-large\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/untitled-design-63-1024x305.png\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"305\" srcset=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/untitled-design-63-1024x305.png 1024w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/untitled-design-63-980x292.png 980w, https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/untitled-design-63-480x143.png 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><\/p>\n<p>Neste dia 8 de abril, celebramos o Dia Internacional dos Ciganos \u2014 uma data que nos convida \u00e0 reflex\u00e3o sobre a identidade, a cultura e os direitos das comunidades ciganas. \u00c9 um momento importante para recordar a sua luta pela igualdade, dignidade e reconhecimento social.<\/p>\n<p>A Pastoral Nacional dos Ciganos reafirma hoje, e sempre, o seu compromisso com a promo\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a social e com o respeito pelos direitos humanos. \u00c9 fundamental que todas as comunidades, sem exce\u00e7\u00e3o, se sintam valorizadas e respeitadas na diversidade das suas tradi\u00e7\u00f5es e modos de vida.<\/p>\n<p>Esta data \u00e9 tamb\u00e9m uma ocasi\u00e3o para reconhecer e valorizar a hist\u00f3ria, a cultura e a identidade do povo cigano, parte integrante da riqueza e diversidade da nossa sociedade. Ao mesmo tempo, \u00e9 essencial lembrar os desafios persistentes que muitas pessoas ciganas ainda enfrentam no acesso a direitos fundamentais como a educa\u00e7\u00e3o, a sa\u00fade, a habita\u00e7\u00e3o e o emprego.<\/p>\n<p>Promover a igualdade de oportunidades na educa\u00e7\u00e3o \u00e9 garantir que todas as crian\u00e7as e jovens, independentemente da sua origem, possam sonhar, aprender e construir o seu futuro em condi\u00e7\u00f5es de igualdade.<\/p>\n<p>Assegurar o acesso equitativo \u00e0 sa\u00fade \u00e9 um imperativo de justi\u00e7a social, que exige o combate \u00e0s barreiras, aos preconceitos e \u00e0s discrimina\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Garantir condi\u00e7\u00f5es dignas de habita\u00e7\u00e3o \u00e9 respeitar o direito de todas as fam\u00edlias a viverem com seguran\u00e7a, conforto e estabilidade.<\/p>\n<p>Fomentar o acesso ao emprego \u00e9 essencial para promover a inclus\u00e3o, a autonomia e o desenvolvimento sustent\u00e1vel das comunidades ciganas.<\/p>\n<p>Neste dia de celebra\u00e7\u00e3o, manifestamos tamb\u00e9m a nossa profunda preocupa\u00e7\u00e3o com o atraso na renova\u00e7\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o da Estrat\u00e9gia Nacional para a Integra\u00e7\u00e3o das Comunidades Ciganas (ENICC). Desde a sua cria\u00e7\u00e3o, esta estrat\u00e9gia tem sido um instrumento fundamental na luta contra a exclus\u00e3o social e a discrimina\u00e7\u00e3o, e na promo\u00e7\u00e3o de oportunidades equitativas nas \u00e1reas da educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, habita\u00e7\u00e3o e emprego.<\/p>\n<p>A aus\u00eancia de uma nova fase da Estrat\u00e9gia Nacional para a Integra\u00e7\u00e3o das Comunidades Ciganas compromete os avan\u00e7os alcan\u00e7ados nos \u00faltimos anos e fragiliza os esfor\u00e7os desenvolvidos por in\u00fameras entidades p\u00fablicas, organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil e, sobretudo, pelas pr\u00f3prias comunidades ciganas, que continuam a enfrentar desigualdades estruturais e preconceitos persistentes.<\/p>\n<p>A Estrat\u00e9gia Nacional para a Integra\u00e7\u00e3o das Comunidades Ciganas deve representar um esfor\u00e7o nacional concertado para garantir \u00e0s pessoas ciganas o acesso equitativo aos direitos fundamentais. Contudo, a sua efic\u00e1cia depende do envolvimento de todos: institui\u00e7\u00f5es, sociedade civil, comunidades locais e cada um de n\u00f3s.<\/p>\n<p>Como Igreja, atrav\u00e9s da Pastoral Nacional dos Ciganos, procuramos estar pr\u00f3ximos de todos, especialmente dos mais vulner\u00e1veis. Por isso, apelamos, com respeito e sentido de urg\u00eancia, \u00e0s entidades competentes para que retomem e reforcem o compromisso pol\u00edtico e social com a plena integra\u00e7\u00e3o das comunidades ciganas. A renova\u00e7\u00e3o da Estrat\u00e9gia Nacional n\u00e3o pode continuar a ser adiada, pois est\u00e1 em causa a dignidade de pessoas e fam\u00edlias que t\u00eam o direito de viver com igualdade, justi\u00e7a e esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Reafirmamos a nossa total disponibilidade para continuar a caminhar lado a lado com as comunidades ciganas, promovendo a escuta, o di\u00e1logo e a constru\u00e7\u00e3o de pontes de confian\u00e7a entre culturas, institui\u00e7\u00f5es e pessoas.<\/p>\n<p>Em plena caminhada sinodal da Igreja e no contexto do Jubileu da Esperan\u00e7a, este dia convida-nos a olhar com mais aten\u00e7\u00e3o e responsabilidade para as comunidades ciganas, tantas vezes colocadas nas margens da sociedade. O Jubileu \u00e9 tempo de renova\u00e7\u00e3o espiritual, de reconcilia\u00e7\u00e3o e de compromisso com os mais esquecidos. \u00c9 tamb\u00e9m um apelo \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de pontes e \u00e0 abertura do cora\u00e7\u00e3o a todos, sem exce\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Que continuemos a caminhar juntos, com esp\u00edrito de di\u00e1logo, abertura e confian\u00e7a no futuro.<\/p>\n<p><em>H\u00e9lder Afonso<br \/>\n<\/em><em>Diretor Nacional Pastoral Nacional dos Ciganos<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":2104,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-2100","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2100","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2100"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2100\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2103,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2100\/revisions\/2103"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2104"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2100"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2100"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2100"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}