{"id":229,"date":"2005-11-02T00:00:00","date_gmt":"2005-11-02T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/2005\/11\/02\/da-desconfianca-a-confianca\/"},"modified":"2005-11-02T00:00:00","modified_gmt":"2005-11-02T00:00:00","slug":"da-desconfianca-a-confianca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/da-desconfianca-a-confianca\/","title":{"rendered":"DA DESCONFIAN\u00c7A \u00c0 CONFIAN\u00c7A"},"content":{"rendered":"<p>Gente que atrav\u00e9s da mobilidade chegou at\u00e9 n\u00f3s, os ciganos s\u00e3o gente que caminha mas, n\u00e3o ao nosso ritmo, porque, ideossincraticamente, nos passa ao lado. N\u00f3s constatamo-los; n\u00e3o os sentimos.<br \/>\n<!--more--><br \/>\nEDITORIAL<br \/>\nDA DESCONFIAN\u00c7A \u00c0 CONFIAN\u00c7A<br \/>\n Gente que atrav\u00e9s da mobilidade chegou at\u00e9 n\u00f3s, os ciganos s\u00e3o gente que caminha mas, n\u00e3o ao nosso ritmo, porque, ideossincraticamente, nos passa ao lado. N\u00f3s constatamo-los; n\u00e3o os sentimos.<br \/>\n N\u00f3s constatamo-los porque t\u00eam usos e costumes diferentes, porque se desviam dos padr\u00f5es que s\u00e3o os nossos, porque se nos oferecem como outros que se deslocalizam, porque parecem alimentar guetos&#8230;<br \/>\n N\u00e3o os sentimos,  porque apenas sentimos os est\u00edmulos que chocam porque v\u00eam de outros que s\u00e3o diferentes. At\u00e9 podem parecer nossa tarefa; n\u00e3o chegam a ser nosso problema.<br \/>\n Gente que foi da mobilidade, os ciganos s\u00e3o gente que caminha, com forte identidade \u00e9tnica de comportamentos at\u00e1vicos, que questiona o nosso ritmo e provoca a nossa solidariedade.<br \/>\n Mas a solidariedade (de soli+dare=dar ao que est\u00e1 s\u00f3) tem de sofrer, pastoralmente, uma convers\u00e3o evang\u00e9lica. N\u00e3o se tratar\u00e1 de p\u00f4r, de forma paternal, da nossa luz na sua escurid\u00e3o mas de facilitar, de forma participada, a luz de Cristo no seu e nosso caminho.<br \/>\n Ora Cristo veio para estar connosco at\u00e9 ao fim dos caminhos e dos ritmos, para que todos tenham a vida&#8230;, para ser caminho, verdade e vida (Jo 14,      ).<br \/>\n A vida \u00e9 caminho\/testemunho e, por isso, \u00e9 p\u00e3o que se partilha. Mas partilhar \u00e9 mais que dar.<br \/>\n A vida \u00e9, tamb\u00e9m, verdade e, por isso, \u00e9  Evangelho que se anuncia. Mas anunciar o Evangelho \u00e9 tamb\u00e9m traduzi-lo ao ritmo de quem caminha.<br \/>\n A vida \u00e9 encontro\/comunh\u00e3o e, por isso, \u00e9 certo que n\u00e3o se celebra \u00e0 margem do que se vive.<br \/>\n Gente com a mobilidade nas suas ra\u00edzes, os ciganos s\u00e3o gente que caminha e \u00e9 nosso problema e nossa responsabilidade.<br \/>\n Teremos que assumir a mudan\u00e7a pastoral que nos permita sentir a cultura que foi da mobilidade e partilhar o ritmo; mudar para que eles possam mudar:<br \/>\n&#8211;\tpara l\u00e1 do p\u00e3o que \u00e9 assist\u00eancia e, mesmo, para l\u00e1 do testemunho que ajuda a iniciar, teremos que nos abrir \u00e0 Palavra que \u00e9 a Boa Nova capaz de convencer \u00e0 ades\u00e3o que \u00e9 interior;<br \/>\n&#8211;\tteremos que ter a paci\u00eancia din\u00e2mica de tentar acertar o passo num caminho em que \u00e9 preciso fazer a experi\u00eancia criativa de caminhar, num caminho que se h\u00e1-de fazer caminhando.<br \/>\nP. Amadeu Dias Ferreira<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gente que atrav\u00e9s da mobilidade chegou at\u00e9 n\u00f3s, os ciganos s\u00e3o gente que caminha mas, n\u00e3o ao nosso ritmo, porque, ideossincraticamente, nos passa ao lado. 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