{"id":366,"date":"2006-04-28T00:00:00","date_gmt":"2006-04-28T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/2006\/04\/28\/a-minha-viagem-a-estrasburgo\/"},"modified":"2006-04-28T00:00:00","modified_gmt":"2006-04-28T00:00:00","slug":"a-minha-viagem-a-estrasburgo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/a-minha-viagem-a-estrasburgo\/","title":{"rendered":"A MINHA VIAGEM A ESTRASBURGO"},"content":{"rendered":"<p>A minha ida ao Conselho da Europa em Estraburgo foi uma mais valia.<br \/>\n<!--more--><br \/>\nA MINHA VIAGEM A ESTRASBURGO<br \/>\nA minha ida ao Conselho da Europa em Estraburgo foi uma mais valia.<br \/>\nAo mudar de avi\u00e3o no aeroporto de Munique encarei logo com membros da comunidade cigana. Como os ciganos se conhecem \u00e0 dist\u00e2ncia, entr\u00e1mos em di\u00e1logo e eles perguntaram-me se eu era cigano e tamb\u00e9m me perguntaram se eu sabia falar ROMANI ou ingl\u00eas. Eu disse que era Roma de Portugal. \u00c9 claro que ficaram admirados por saber que havia um cigano a representar Portugal: eu como n\u00e3o sabia falar nenhuma l\u00edngua, nem sequer o nosso Portugu\u00eas, comunic\u00e1mos por uma l\u00edngua universal que \u00e9 a linguagem gestual.<br \/>\nAo chegar ao aeroporto de Estrasburgo tom\u00e1mos todos um t\u00e1xi para o hotel; foi uma viagem espectacular. No outro dia apanh\u00e1mos um autocarro e dirigimo-nos para o Conselho da Europa. Conheci v\u00e1rias comunidades de v\u00e1rios pa\u00edses mantendo a sua cultura, a sua cidadania e a garantia da sua nacionalidade, com toda a express\u00e3o e os seus sentimentos. Com isto quero dizer que n\u00f3s com a curiosidade portuguesa temos que assentar os p\u00e9s no ch\u00e3o e saber o que queremos, n\u00e3o termos vergonha de mostrarmos quem somos. Isto \u00e9, se somos uma minoria \u00e9tnica ou se somos Portugueses o que temos que fazer \u00e9 sensibilizar as comunidades e a sociedade a resolver os nossos problemas quotidianos no nosso pa\u00eds. Para isso \u00e9 preciso que as poucas associa\u00e7\u00f5es n\u00e3o baixem os bra\u00e7os e continuem a evoluir, mantendo as nossas culturas e tradi\u00e7\u00f5es, n\u00e3o faltando ao respeito a ningu\u00e9m.<br \/>\nContudo, no European Roma and Travellers Forum (ERTF) conseguimos adquirir mais conhecimentos e ideias e tamb\u00e9m conhecer os graves problemas de alguns pa\u00edses, como por exemplo, a Rom\u00e9nia, a Eslov\u00e1quia e tantos outros, com a integra\u00e7\u00e3o, a discrimina\u00e7\u00e3o, o emprego, etc.<br \/>\nTamb\u00e9m conheci ciganos com grandes capacidades, como donos de uma esta\u00e7\u00e3o televisiva, de r\u00e1dios, jornalistas, e tradutores de l\u00ednguas. Todos eles com uma vasta capacidade nas diversas \u00e1reas da divulga\u00e7\u00e3o da comunidade cigana.<br \/>\nPara que n\u00f3s possamos chegar ao mesmo n\u00edvel em que os outros pa\u00edses se encontram, teremos que ter toda a confian\u00e7a da comunidade cigana e da sociedade que nos rodeia no nosso dia-a-dia.<br \/>\nPara que isto aconte\u00e7a \u00e9 preciso educa\u00e7\u00e3o, estudar e respeitar. Porque s\u00f3 assim conseguimos atingir os nossos objectivos. Fiquei admirado quando soube que o m\u00ednimo de l\u00ednguas que as minhas colegas ciganas e ciganos dos outros pa\u00edses falavam eram quatro: a l\u00edngua do seu pa\u00eds, o INGL\u00caS, o FRANC\u00caS e o ROMANI.<br \/>\nNome\u00e1mos um presidente e dois vice-presidentes. Na pr\u00f3xima reuni\u00e3o do Conselho da Europa ir\u00e1 ser nomeado um membro da comunidade cigana para entrar no parlamento europeu. Por isso espero que as pessoas da comunidade aproveitem o mais que poderem para poderem aprender, para que se abram portas para todas as formas de sentir as opini\u00f5es.<br \/>\nManuel Dinis Seabra Abreu (Presidente da Associa\u00e7\u00e3o Cigana de Leiria \u2013 CIGLEI, e representante eleito para a 1\u00aa Assembleia Geral do ERTF)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A minha ida ao Conselho da Europa em Estraburgo foi uma mais valia.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-366","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-internacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/366","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=366"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/366\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=366"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=366"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=366"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}