{"id":542,"date":"2008-02-13T00:00:00","date_gmt":"2008-02-13T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/2008\/02\/13\/zeferino-gimenez-malla\/"},"modified":"2008-02-13T00:00:00","modified_gmt":"2008-02-13T00:00:00","slug":"zeferino-gimenez-malla","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/zeferino-gimenez-malla\/","title":{"rendered":"Zeferino Gim\u00e9nez Malla"},"content":{"rendered":"<p>Dez anos depois de ter sido elevado aos altares, um cigano, Zeferino Gim\u00e9nez Malla, foi publicado um documento do Conselho Pontif\u00edcio para os Migrantes e Itinerantes, especialmente dedicado \u00e0 etnia cigana.<br \/>\n<!--more--><br \/>\nEditorial<br \/>\nDez anos depois de ter sido elevado aos altares, um cigano, Zeferino Gim\u00e9nez Malla, foi publicado um documento do Conselho Pontif\u00edcio para os Migrantes e Itinerantes, especialmente dedicado \u00e0 etnia cigana, que deve merecer aten\u00e7\u00e3o, tanto da parte da sociedade civil e dos governantes, como da Igreja e das diversas confiss\u00f5es religiosas.<br \/>\nEm Portugal vivem 40 000 ciganos ou talvez um pouco mais. S\u00e3o uma minoria entre as diversas minorias, mas n\u00e3o da \u00faltima hora, como tantas outras, pois se instalaram entre n\u00f3s no s\u00e9c. XV.<br \/>\n Apesar deste espa\u00e7o de tempo, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil verificar que em algumas comunidades locais, bem como em escolas, h\u00e1 ainda muita suspeita e pouco acolhimento em rela\u00e7\u00e3o aos membros desta etnia, que n\u00e3o s\u00e3o j\u00e1 imigrantes, mas cidad\u00e3os portugueses.<br \/>\n\u00c9 esta etnia que urge promover e evangelizar.<br \/>\nO documento \u201cOrienta\u00e7\u00f5es para uma Pastoral dos Ciganos\u201d \u00e9 claro ao afirmar que a evangeliza\u00e7\u00e3o dos ciganos \u00e9 miss\u00e3o de toda a Igreja e nenhum crist\u00e3o deveria ficar indiferente perante situa\u00e7\u00f5es de marginaliza\u00e7\u00e3o ou distanciamento da comunh\u00e3o eclesial.<br \/>\nRefere ainda o citado documento a necessidade de se implementarem agentes pastorais ciganos, como meio importante de evangeliza\u00e7\u00e3o, afirmando que \u00e9 \u201ca partir de uma pastoral bem implantada que dever\u00e1 nascer, como fruto natural, um \u2018protagonismo\u2019 dos pr\u00f3prios ciganos\u201d.<br \/>\nEstes ser\u00e3o, assim, ap\u00f3stolos de si pr\u00f3prios.<br \/>\nJ\u00e1 Paulo VI afirmou, embora noutro contexto: \u201c\u00e9 necess\u00e1rio uma incuba\u00e7\u00e3o do \u2018mist\u00e9rio\u2019 crist\u00e3o no g\u00e9nio do vosso povo, para que a voz nativa mais l\u00edmpida e mais franca, se eleve harmoniosa no coro das vozes da Igreja universal\u201d.<br \/>\nA forma\u00e7\u00e3o de leigos ciganos para tarefas pastorais deve ser prioridade, pois em meu entender, aqui est\u00e1 o futuro da Igreja.<br \/>\nDo interior de tal protagonismo brotar\u00e1 a ora\u00e7\u00e3o para que o Esp\u00edrito suscite entre os ciganos voca\u00e7\u00f5es sacerdotais, diaconais e religiosas necess\u00e1rias para que se possa falar de uma aut\u00eantica \u201cimplanta\u00e7\u00e3o da Igreja\u201d no ambiente cigano.<br \/>\nNum encontro internacional recente, realizado em Roma, foi dado a conhecer que h\u00e1 j\u00e1 na Igreja mais de uma centena de ciganos cl\u00e9rigos e consagrados oriundos de diversos pa\u00edses da Europa e da \u00c1sia. Muitos participaram nesse encontro.<br \/>\n\u00c9 necess\u00e1rio levar a cabo uma promo\u00e7\u00e3o adequada de voca\u00e7\u00f5es, pois que \u201ca Igreja lan\u00e7a ra\u00edzes mais profundas em cada grupo humano quando as v\u00e1rias comunidades de fi\u00e9is conseguem suscitar de entre os seus pr\u00f3prios membros os ministros da salva\u00e7\u00e3o\u201d (AG 16).<br \/>\nP. Amadeu Dias Ferreira  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dez anos depois de ter sido elevado aos altares, um cigano, Zeferino Gim\u00e9nez Malla, foi publicado um documento do Conselho Pontif\u00edcio para os Migrantes e Itinerantes, especialmente dedicado \u00e0 etnia cigana.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-542","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/542","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=542"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/542\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=542"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=542"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=542"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}