{"id":618,"date":"2008-07-25T00:00:00","date_gmt":"2008-07-25T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/2008\/07\/25\/editorial-4\/"},"modified":"2008-07-25T00:00:00","modified_gmt":"2008-07-25T00:00:00","slug":"editorial-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/editorial-4\/","title":{"rendered":"EDITORIAL"},"content":{"rendered":"<p>No tempo do globalismo, da mobilidade geral, onde palavras como toler\u00e2ncia, paz direitos humanos e interculturalidade est\u00e3o na ordem do dia, Portugal foi surpreendido pelos recentes acontecimentos do Bairro da Quinta da Fonte, no Concelho de Loures.<br \/>\n<!--more--><br \/>\nEDITORIAL CARAVANA<br \/>\nNo tempo do globalismo, da mobilidade geral, onde palavras como toler\u00e2ncia, paz direitos humanos e interculturalidade est\u00e3o na ordem do dia, Portugal foi surpreendido pelos recentes acontecimentos do Bairro da Quinta da Fonte, no Concelho de Loures. A comunica\u00e7\u00e3o social difundiu uma mensagem que levou a opini\u00e3o p\u00fablica a pensar estar perante uma situa\u00e7\u00e3o de guerra inter-\u00e9tnica, com manifesta\u00e7\u00f5es de racismo, xenofobia e intoler\u00e2ncia.<br \/>\nA realidade do Bairro da Quinta da Fonte e de outros bairros sociais da \u00e1rea metropolitana de Lisboa \u00e9 uma realidade complexa, porque a\u00ed vivem pessoas provenientes de diversas etnias: nascidas em Portugal ou fruto das migra\u00e7\u00f5es e descoloniza\u00e7\u00e3o portuguesa.<br \/>\nA conviv\u00eancia entre pessoas com a mesma base cultural \u00e9, por vezes dif\u00edcil, porque o ser humano, por si s\u00f3, j\u00e1 \u00e9 complicado. Se tivermos em conta a diversidade de universos culturais e de percep\u00e7\u00e3o da realidade, t\u00e3o diferentes de cultura para cultura, de etnia para etnia, conseguimos entender a complexidade e dificuldade de rela\u00e7\u00f5es que, por vezes, encontramos nos bairros sociais. A par desta realidade, h\u00e1 que n\u00e3o esquecer os n\u00edveis de pobreza, e tamb\u00e9m alguma criminalidade promovida pela busca de dinheiro f\u00e1cil.<br \/>\nPortugal foi pioneiro e respons\u00e1vel, na sua di\u00e1spora nacional, pela mistura entre povos e culturas nos cinco continentes, por isso, todas as manifesta\u00e7\u00f5es racistas ou xen\u00f3fobas que ponham em causa a conviv\u00eancia pac\u00edfica entre as pessoas que vivem no pa\u00eds, e que causem sentimentos de inseguran\u00e7a e de medo, s\u00e3o intoler\u00e1veis.<br \/>\nN\u00f3s, os cat\u00f3licos, acreditamos que Deus n\u00e3o faz distin\u00e7\u00e3o de pessoas; em Deus n\u00e3o h\u00e1 cigano ou africano, russo ou chin\u00eas, negro ou branco, todos s\u00e3o filhos de Deus, com igual dignidade, criados \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de Deus.<br \/>\nO Jornal \u201cA CARAVANA\u201d solidariza-se com todos os irm\u00e3os que, por este pa\u00eds fora, vivem em situa\u00e7\u00f5es de inseguran\u00e7a, medo, pobreza e injusti\u00e7a. Solidariza-se, de uma forma particular, com o Povo Cigano, tantas vezes incompreendido, perseguido, marginalizado e injusti\u00e7ado ao longo da sua hist\u00f3ria. De m\u00e3os dadas vamos conseguir que, um dia, todos vejam os seus direitos reconhecidos, tenham os meios para viverem uma vida digna, vivendo a sua diversidade cultural e identit\u00e1ria na sociedade portuguesa, sentindo-se totalmente integrados, mas sem perda do mais belo e genu\u00edno que a cultura cigana tem; ou seja, sem perda da identidade da cultura cigana, porque \u00e9 esta que faz com que um cigano seja realmente cigano.<br \/>\nP. Frei Francisco Sales Diniz, O.F.M.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No tempo do globalismo, da mobilidade geral, onde palavras como toler\u00e2ncia, paz direitos humanos e interculturalidade est\u00e3o na ordem do dia, Portugal foi surpreendido pelos recentes acontecimentos do Bairro da Quinta da Fonte, no Concelho de Loures.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-618","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/618","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=618"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/618\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=618"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=618"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=618"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}