{"id":628,"date":"2008-10-23T00:00:00","date_gmt":"2008-10-23T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/2008\/10\/23\/expresso-26-jul-discriminacao-2\/"},"modified":"2008-10-23T00:00:00","modified_gmt":"2008-10-23T00:00:00","slug":"expresso-26-jul-discriminacao-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/expresso-26-jul-discriminacao-2\/","title":{"rendered":"Expresso (26 Jul) &#8211; DISCRIMINA\u00c7\u00c3O"},"content":{"rendered":"<p>Por que n\u00e3o gostam de n\u00f3s?<br \/>\n<!--more--><br \/>\nCiganos: A Quinta da Fonte pode ser o ponto de partida para mais manifesta\u00e7\u00f5es de insatisfa\u00e7\u00e3o<br \/>\nPor que n\u00e3o gostam de n\u00f3s?<br \/>\nOs n\u00fameros desconhecidos<br \/>\nFrancisco Monteiro teme o alastramento da situa\u00e7\u00e3o criada pelos conflitos na Quinta da Fonte, se as feridas ali abertas n\u00e3o ficarem sanadas nos pr\u00f3ximos dias. FM que est\u00e1 em contacto di\u00e1rio com os l\u00edderes da comunidade afirma que \u201ctem de haver for\u00e7osamente um trabalho s\u00e9rio entre ciganos, africanos, autarquia, Governo e Pol\u00edcia.\u201d Os bairros sociais da grande Lisboa, mas tamb\u00e9m os acampamentos a sul do pa\u00eds s\u00e3o os focos de maior tens\u00e3o. FM alerta para o \u201cgrave problema\u201d do nomadismo for\u00e7ado no Baixo Alentejo. \u201cA GNR passa a vida a enxut\u00e1-los de terra para terra. Isto acontece entre a Vidigueira e Portel. Correm-nos literalmente a pontap\u00e9.\u201d<br \/>\nDo lado da GNR h\u00e1 queixas recentes de cercos de grupos de ciganos a pelo menos um posto territorial na regi\u00e3o. Fonte policial refere: \u201cPass\u00e1mos a ter medo de abord\u00e1-los na rua.\u201d<br \/>\nEm 2008 existem ainda 4200 ciganos sem resid\u00eancia fixa a circularem pelo pa\u00eds. Alexandra Castro (AC), investigadora do Centro de Estudos Territoriais (ISCTE), afirma que estes s\u00e3o os mais pobres da popula\u00e7\u00e3o cigana.<br \/>\nNos bancos da Escola sentam-se perto de 10 mil crian\u00e7as ciganas. Alguns investigadores estimam que haja cerca de 4 mil crian\u00e7as fora do sistema de ensino.<br \/>\nO Expresso afirma ainda saber da exist\u00eancia de um estabelecimento de ensino, em \u00c9vora, onde as crian\u00e7as s\u00e3o discriminadas pelos pr\u00f3prios professores. \u201cForam formadas duas turmas do 1\u00ba ciclo s\u00f3 com crian\u00e7as ciganas e o hor\u00e1rio destas \u00e9 diferente do dos alunos n\u00e3o ciganos.\u201d Segundo fonte do meio acad\u00e9mico \u201ca hora do recreio n\u00e3o coincide, para eles n\u00e3o se cruzarem com os outros meninos.\u201d<br \/>\n \u201cEmbora j\u00e1 haja mais abertura, as fam\u00edlias n\u00e3o incentivam os filhos a completar os estudos. As raparigas s\u00e3o as mais prejudicadas, mas a ideia de irem para casa mais cedo tamb\u00e9m parte delas\u201d, afirma a \u00fanica cigana licenciada em Portugal. Em rela\u00e7\u00e3o aos homens existem 4 ciganos licenciados e tr\u00eas dos casos \u201cs\u00e3o descendentes de matrim\u00f3nios mistos\u201d, informa a investigadora Maria Jos\u00e9 Casa-Nova. E acrescenta: \u201cneste momento, h\u00e1 um rapaz a tirar o curso superior em Lisboa. At\u00e9 pode haver mais um caso ou outro, mas eles preferem passar inc\u00f3gnitos com receio de n\u00e3o serem aceites.\u201d<br \/>\nN\u00f3madas h\u00e1 60 anos<br \/>\nAC estudou uma fam\u00edlia que foi expulsa por diversas vezes ou se ausentou por conflitos familiares e hoje vive na Marinha Grande onde j\u00e1 tinha vivido 12 anos. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por que n\u00e3o gostam de n\u00f3s?<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-628","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ciganos-sao-noticia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/628","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=628"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/628\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=628"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=628"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=628"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}