{"id":775,"date":"2010-05-02T09:33:00","date_gmt":"2010-05-02T09:33:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/2010\/05\/02\/solidariedade-nov-pastoral\/"},"modified":"2010-05-02T09:33:00","modified_gmt":"2010-05-02T09:33:00","slug":"solidariedade-nov-pastoral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/solidariedade-nov-pastoral\/","title":{"rendered":"Solidariedade (Nov) &#8211; PASTORAL"},"content":{"rendered":"<p>Ajudar a mudar a sina da exclus\u00e3o<\/p>\n<p><!--more--><br \/>\nSolidariedade (Nov)<br \/>\nObra Nacional da Pastoral dos Ciganos, Secretariado de Lisboa<br \/>\nAjudar a mudar a sina da exclus\u00e3o<br \/>\nNa rubrica \u2018IPSS em not\u00edcia\u2019, o jornal Solidariedade, \u00f3rg\u00e3o da CNIS (Confedera\u00e7\u00e3o Nacional das Institui\u00e7\u00f5es de Solidariedade), dedicou este m\u00eas duas p\u00e1ginas ao Secretariado Diocesano de Lisboa da Pastoral dos Ciganos (SDL), \u201ca institui\u00e7\u00e3o mais antiga da diocese de Lisboa, que se dedica ao trabalho com a popula\u00e7\u00e3o cigana.\u201d \u201cCriado a partir da Obra Nacional para a Promo\u00e7\u00e3o e Pastoral dos Ciganos, fundada pela Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa em 1972 (primeira designa\u00e7\u00e3o da ONPC) de onde tiveram origem \u201cdiversos Secretariados espalhados um pouco por todo o pa\u00eds, que localmente desenvolvem ac\u00e7\u00f5es de interven\u00e7\u00e3o junto da popula\u00e7\u00e3o cigana\u201d, este Secretariado tem exist\u00eancia jur\u00eddica desde 1974, sendo a sua primeira e actual secret\u00e1ria diocesana Fernanda Reis.<br \/>\nO SDL \u201cconstituiu-se como IPSS em 1985\u201d, \u201c\u00e9 membro fundador da Rede Europeia para a Promo\u00e7\u00e3o de Ciganos e N\u00f3madas, com sede em Bruxelas e integra igualmente o Comit\u00e9 Cat\u00f3lico Internacional para os Ciganos (CCIT).\u201d O SDL trabalha actualmente em sete bairros sociais da Grande Lisboa e tem feito uma grande aposta \u201cna educa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as.\u201d<br \/>\nFernanda Reis (FR) explica que o trabalho do SDL \u201cinseriu-se desde o in\u00edcio nos meios de maior car\u00eancia, ou seja, antigos bairros de barracas que agora s\u00e3o de realojamento.\u201d Inicialmente a actividade passou muito por incentivar as fam\u00edlias ciganas a matricular os filhos na escola. \u201cA aposta passou pela prepara\u00e7\u00e3o da escolaridade das crian\u00e7as e, atrav\u00e9s delas, intervir junto das fam\u00edlias. Come\u00e7\u00e1mos com a abertura de centros de actividades de tempos livres, precisamente porque as crian\u00e7as n\u00e3o frequentavam a escola\u201d, afirma Manuela Mendon\u00e7a (MM), vice-presidente do SDL.<br \/>\n\u201cA ac\u00e7\u00e3o foi sendo alargada a outras estruturas escolares e o Secretariado avan\u00e7ou para a constitui\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-prim\u00e1rias\u201d, mas apesar de se ter melhorado a presen\u00e7a na escola, \u201co grau de absentismo continua a ser muito elevado\u201d. \u201cO per\u00edodo de escola \u00e9 muito dif\u00edcil porque faltam muito e h\u00e1 muito insucesso. \u201cA partir do s\u00e9timo\/oitavo ano a maioria abandona os estudos.\u201d \u201cNuma tentativa de dar forma\u00e7\u00e3o a esses jovens, a institui\u00e7\u00e3o avan\u00e7ou com programas de forma\u00e7\u00e3o profissional, associados a uma vertente de alfabetiza\u00e7\u00e3o, para grupos a partir dos 16 anos e financiados pelo Instituto de Emprego e Forma\u00e7\u00e3o Profissional.\u201d FR afirma ter sido \u201cuma experi\u00eancia muito interessante porque, apesar de n\u00e3o sermos ciganos, o nosso trabalho di\u00e1rio no terreno fez com que as fam\u00edlias depositassem grande confian\u00e7a em n\u00f3s e deixassem os filhos frequentar os nossos cursos, mesmo as raparigas\u201d. O resultado final foi bom e FR s\u00f3 lamenta que os programas se tenham extinguido. Outro dos projectos desenvolvidos foi o do emprego apoiado que pressup\u00f5e a forma\u00e7\u00e3o em contexto de trabalho supervisionada por tutores. Perante as aptid\u00f5es de cada um e com um breve forma\u00e7\u00e3o sobre os princ\u00edpios b\u00e1sicos a ter em conta num local de trabalho, eram encaminhados para empresas parceiras, explica MM.<br \/>\nO Secretariado tem em curso um conjunto de actividades em bairros onde existem muitos ciganos, tais como um servi\u00e7o de \u201cinforma\u00e7\u00e3o, dinamiza\u00e7\u00e3o e apoio comunit\u00e1rio, privilegiando a liga\u00e7\u00e3o \u00e0s entidades locais respons\u00e1veis, particularmente nos campos da sa\u00fade e da escola\u201d e tem editadas v\u00e1rias obras entre as quais se destaca um estudo exaustivo sobre a comunidade cigana da Diocese de Lisboa.<br \/>\nO trabalho \u00e9 continuado e as salas de trabalho servem para a meia centena de funcion\u00e1rios auxiliar na resolu\u00e7\u00e3o dos mais diversos problemas, tais como ler uma carta ou saber onde se dirigir para emitir um documento. A ideia \u00e9 sempre desmistificar preconceitos de ambas as partes para uma melhor integra\u00e7\u00e3o. FR diz julgar que \u201ccontinuam a existir muitos estere\u00f3tipos sem qualquer conhecimento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o cigana\u201d. A cria\u00e7\u00e3o da carreira profissional de mediador, em Assembleia da Rep\u00fablica, \u201cpareceu ser \u201cum passo em frente para ajudar a integrar a comunidade, mas a lei nunca foi regulamentada. Apesar de se terem feito diversos cursos de forma\u00e7\u00e3o, ficaram dezenas de mediadores ciganos no desemprego. Um mediador ajuda a fazer a ponte entre a comunidade e a institui\u00e7\u00e3o, seja uma escola, um hospital ou outra. \u201cA entrada de uma crian\u00e7a na escola, diz FR, \u00e9 muito complicada porque ela sai do \u2018seu mundo\u2019 e entra num \u201cmundo n\u00e3o cigano\u201d \u2013 por isso, a presen\u00e7a de um elemento da mesma etnia seria muito \u00fatil.<br \/>\nMM fala ainda das dificuldades financeiras que vivem, afirmando que sem a ajuda do Banco Alimentar Contra a Fome n\u00e3o sobreviveriam. Diz que fornecem as refei\u00e7\u00f5es \u00e0s crian\u00e7as e mesmo quando os pais n\u00e3o pagam, continuam a receb\u00ea-las \u201cporque a alternativa \u00e9 a rua\u201d. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ajudar a mudar a sina da exclus\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-775","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ciganos-sao-noticia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/775","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=775"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/775\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=775"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=775"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=775"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}