{"id":933,"date":"2011-04-14T09:14:00","date_gmt":"2011-04-14T09:14:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/2011\/04\/14\/editorial-9\/"},"modified":"2011-04-14T09:14:00","modified_gmt":"2011-04-14T09:14:00","slug":"editorial-9","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/editorial-9\/","title":{"rendered":"EDITORIAL"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 dif\u00edcil encontrar um exemplo de preconceito mais profundamente enraizado na sociedade europeia do que o que existe contra as popula\u00e7\u00f5es ciganas e que continua t\u00e3o presente em muitos dos nossos concidad\u00e3os em toda a Europa e tamb\u00e9m em Portugal.<\/p>\n<p><!--more--><br \/>\nEDITORIAL<\/p>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil encontrar um exemplo de preconceito mais profundamente enraizado na sociedade europeia do que o que existe contra as popula\u00e7\u00f5es ciganas e que continua t\u00e3o presente em muitos dos nossos concidad\u00e3os em toda a Europa e tamb\u00e9m em Portugal.<br \/>\nOs crist\u00e3os t\u00eam, por coer\u00eancia com a sua f\u00e9, o dever de proteger a popula\u00e7\u00e3o cigana do racismo sistem\u00e1tico, regular e repetitivo de que esta continua a ser v\u00edtima. \u00c9 necess\u00e1rio acabar com todas as injusti\u00e7as e sofrimentos que se foram acumulando, n\u00e3o s\u00f3 ao longo dos \u00faltimos anos, mas ao longo de muitas gera\u00e7\u00f5es.<br \/>\nOficialmente os ciganos s\u00e3o considerados cidad\u00e3os iguais aos outros, mas, na pr\u00e1tica, se fizermos uma an\u00e1lise \u00e0 realidade, vemos que estes n\u00e3o gozam dos mesmos direitos fundamentais que s\u00e3o reconhecidos aos outros cidad\u00e3os. Continuam a existir grandes preconceitos e discrimina\u00e7\u00f5es em quest\u00f5es como a educa\u00e7\u00e3o, emprego, habita\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, e mesmo a n\u00edvel pol\u00edtico \u00e9 praticamente inexistente uma representa\u00e7\u00e3o cigana. Esta realidade leva a que muitos continuem a viver em grande indig\u00eancia e a ter pouca possibilidade de chegar a uma vida melhor, a uma real integra\u00e7\u00e3o social. Na verdade, a exclus\u00e3o provoca um tipo de isolamento que favorece o anticiganismo e o xenofobismo, t\u00e3o presentes nas sociedades do nosso tempo.<br \/>\nSeria belo poder afirmar que, com o passar do tempo, a vida dos ciganos tem encontrado um maior espa\u00e7o de dignidade dentro da sociedade e das comunidades crist\u00e3s, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 assim, cada vez mais assistimos ao desprezo e \u00e0 rejei\u00e7\u00e3o desta minoria, com uma justifica\u00e7\u00e3o que, ao mesmo tempo que comprova a injusti\u00e7a e o sofrimento da comunidade cigana, manifesta a falta de valores e de \u00e9tica em que a sociedade maiorit\u00e1ria est\u00e1 assente.<br \/>\nAs condi\u00e7\u00f5es de injusti\u00e7a e de fragilidade em que se encontram os ciganos deveriam ser uma forte interpela\u00e7\u00e3o para a Igreja, que \u00e9 chamada a intervir como sinal de solidariedade, respeito e amor pelos mais fracos, consciente de que \u00e9 na fraqueza humana que se manifesta a for\u00e7a e a gra\u00e7a de Deus (cf. 2Cor 12, 9).<br \/>\nEm contexto de celebra\u00e7\u00e3o pascal, celebra\u00e7\u00e3o da esperan\u00e7a trazida por Jesus aos mais fr\u00e1geis, apesar do negativo da situa\u00e7\u00e3o de vida dos ciganos, h\u00e1 que continuar a acreditar na possibilidade de constru\u00e7\u00e3o dum mundo mais justo e mais fraterno, onde todos vejam a sua dignidade verdadeiramente respeitada, onde se realiza o \u201cReino\u201d do amor, da justi\u00e7a e da paz, anunciado por Jesus.<\/p>\n<p>P. Frei Francisco Sales Diniz, O.F.M.<\/p>\n<p>\u00d9ltima hora: na reuni\u00e3o do CCIT realizado de 8 a 10 de Abril, foi deliberado que a reuni\u00e3o do CCIT de 2012 ser\u00e1 em Mar\u00e7o, em F\u00e1tima.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 dif\u00edcil encontrar um exemplo de preconceito mais profundamente enraizado na sociedade europeia do que o que existe contra as popula\u00e7\u00f5es ciganas e que continua t\u00e3o presente em muitos dos nossos concidad\u00e3os em toda a Europa e tamb\u00e9m em Portugal.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-933","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/933","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=933"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/933\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=933"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=933"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=933"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}