{"id":956,"date":"2011-07-21T09:14:00","date_gmt":"2011-07-21T09:14:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/2011\/07\/21\/dia-nacional-do-cigano-2\/"},"modified":"2011-07-21T09:14:00","modified_gmt":"2011-07-21T09:14:00","slug":"dia-nacional-do-cigano-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/dia-nacional-do-cigano-2\/","title":{"rendered":"DIA NACIONAL DO CIGANO"},"content":{"rendered":"<p>DIA NACIONAL DO CIGANO<br \/>\nPor ocasi\u00e3o dos Dia Nacional do Cigano, o Secretariado Diocesano de Lisboa da Pastoral dos Ciganos, enviou a seguinte carta aos P\u00e1rocos do Patriarcado de Lisboa a que anexou excertos da confer\u00eancia proferida no CCIT por Myriam Tonus de que se apresentam alguns t\u00f3picos.<\/p>\n<p><!--more--><br \/>\nDIA NACIONAL DO CIGANO<br \/>\nPor ocasi\u00e3o dos Dia Nacional do Cigano, o Secretariado Diocesano de Lisboa da Pastoral dos Ciganos, enviou a seguinte carta aos P\u00e1rocos do Patriarcado de Lisboa a que anexou excertos da confer\u00eancia proferida no CCIT por Myriam Tonus de que se apresentam alguns t\u00f3picos.<\/p>\n<p>DIA NACIONAL DO CIGANO<br \/>\nExm\u00b0 e Revd\u00b0 P\u00e1roco<br \/>\nAproxima-se o dia 24 de Junho, em que festejamos S. Jo\u00e3o Batista, mas que \u00e9 tamb\u00e9m o Dia Nacional do Cigano.<br \/>\nA este prop\u00f3sito vimos partilhar consigo, com alegria, a not\u00edcia de que o Santo Padre recebeu no passado dia 11, em audi\u00eancia privada uma cigana e tr\u00eas ciganos crist\u00e3os cat\u00f3licos portugueses, juntamente com alguns ciganos de outros pa\u00edses europeus, por iniciativa do Conselho Pontif\u00edcio para a Pasto\u00acral dos Migrantes e Itinerantes.<br \/>\nFoi o acto que antecedeu a peregrina\u00e7\u00e3o dos ciganos europeus, que co\u00acme\u00e7ou nesse mesmo dia, ao Santu\u00e1rio de N.\u00aa Senhora do Amor Divino, em Roma, comemorando os 150 anos do nascimento do beato cigano Zeferino Gim\u00e9nez Malla e os 75 do seu mart\u00edrio.<br \/>\nMantenhamos presentes as palavras que o Papa Bento XVI agora profe\u00acriu, recordando tamb\u00e9m<br \/>\n\u2013 as do Papa Paulo VI em Setembro de 1965, em Pomezia:<br \/>\n\u201cv\u00f3s n\u00e3o estais nas margens da Igreja, mas no seu cora\u00e7\u00e3o\u201d<br \/>\n\u2013 as do Papa Jo\u00e3o Paulo II em Mar\u00e7o de 2000:<br \/>\n\u201cdescrimina\u00e7\u00f5es, exclus\u00f5es, opress\u00f5es, desprezo pelos pobres e pelos \u00faltimos nunca mais\u201d.<br \/>\nDesejamos tamb\u00e9m dar-lhe a conhecer o tema escolhido para o Encontro Anual do CCIT, em que particip\u00e1mos: No cora\u00e7\u00e3o da fragilidade, a esperan\u00e7a, que ocorreu em Maastricht, em Abril de 2011 \u2013 e enviamos-lhe, em anexo, alguns excertos da confer\u00eancia ent\u00e3o proferida pela te\u00f3loga Myriam Tonus.<br \/>\nCerta do seu interesse por esta parcela do Povo de Deus, sendo por\u00acventura, alguns dos seus elementos, membros dessa par\u00f3quia, desejo-lhe o melhor, nesta miss\u00e3o de Pastor que o Senhor lhe confiou e V.\u00aa Rev.\u00aa aceitou.<br \/>\nLisboa, 2011.06.16<br \/>\nFernanda Eug\u00e9nia Nunes dos Reis<\/p>\n<p>\u201cNO CORA\u00c7\u00c3O DA FRAGILIDADE, A ESPERAN\u00c7A\u201d<br \/>\n(Extractos do texto da confer\u00eancia proferida por Myriam Tonus)<br \/>\nCCIT \u2013 Rolduc \u2013 Maastricht, Abril de 2011)<br \/>\nA autora parte de uma defini\u00e7\u00e3o para depois desenvolver o seu pensamento sobre a tem\u00e1tica.<br \/>\n\u201cFR\u00c1GIL significa literalmente \u00abque pode partir-se, que pode quebrar-se\u00bb.<br \/>\n\u00c9 fr\u00e1gil, pois, tudo o que, pessoa ou objecto, n\u00e3o tem a vida, a sobreviv\u00eancia, e a integridade asseguradas.<br \/>\n\u2026 Mas os pais n\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos que d\u00e3o ao ser humano aquilo que lhe permite sustentar a sua exist\u00eancia\u2026 Poder\u00edamos desde j\u00e1 dizer que a comunidade cigana \u00e9 como um menino fr\u00e1gil, porque mal querido; porque, precisamente e muito frequentemente, demasiado frequentemente, lhe negaram a hip\u00f3tese de ter um lugar\u2026 \u00c9, simbolicamente, a recusa de lhe conceder um lugar no seio da comunidade social.<br \/>\n\u2026 E, no entanto, a fragilidade \u00e9 uma palavra amb\u00edgua, com duplo significado.<br \/>\n\u2026 n\u00f3s, crist\u00e3os, atrevemo-nos a crer num Deus \u00abfraco\u00bb, isto \u00e9, fr\u00e1gil e vulner\u00e1vel. Um Deus que se manifestou na carne dum menino\u2026, na carne de um homem desprezado, torturado, cravado como um malfeitor sobre a cruz. Um Deus que se manifestou nos actos e nas palavras de um homem \u2013 Jesus Cristo \u2013 que, ao longo da sua curta vida, se aproximou preferentemente das pessoas que n\u00e3o entravam nas normas da boa sociedade e da religi\u00e3o do seu tempo\u2026 Quer dizer que Jesus se fez um de n\u00f3s, um desses que o mundo menospreza, rejeita, exclui.<br \/>\n\u2026\u00c9 possivelmente este o tesouro escondido no cora\u00e7\u00e3o da fragilidade: esta capacidade de se tornar pr\u00f3ximo de quem, no mundo e na natureza, \u00e9 o mais vulner\u00e1vel. Esta capacidade de compaix\u00e3o infinita, porque sabe que tamb\u00e9m cada um de n\u00f3s necessita de compaix\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>A ESPERAN\u00c7A<br \/>\n\u201c\u2026 queria ler-lhes algumas magn\u00edficas frases de Charles Peguy, escritas a prop\u00f3sito da esperan\u00e7a.<br \/>\nAquilo de que mais gosto, disse Deus, \u00e9 a esperan\u00e7a. A f\u00e9 n\u00e3o me causa admira\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 espantosa.<br \/>\n\u2026 Mas a esperan\u00e7a, diz Deus, eis o que me espanta. \u00c9 assombroso que estes pobres meninos vejam como tudo isto acontece e acreditem que tudo vir\u00e1 a ser melhor\u2026<br \/>\n\u2026 Porque a f\u00e9 v\u00ea s\u00f3 o que \u00e9 e a esperan\u00e7a v\u00ea o que ser\u00e1.<br \/>\n\u2026 N\u00e3o s\u00e3o os imperadores, nem os reis\u2026 que abrir\u00e3o em definitivo o caminho da esperan\u00e7a. S\u00e3o multid\u00f5es de an\u00f3nimos, homens e mulheres, jovens e velhos, que acreditam na igualdade de todos os seres humanos, para l\u00e1 do seu sexo, etnia ou condi\u00e7\u00e3o social.<br \/>\n\u2026E hoje, aqui estamos. Estamos juntos, reunidos. Pequenos humanos fr\u00e1geis, n\u00f3s tamb\u00e9m, companheiros de outros humanos t\u00e3o mal tratados pela marcha do mundo.<br \/>\n\u2026 N\u00f3s, gente de viagem &#8211; e n\u00e3o \u00e9 o que todo o ser humano \u00e9, no curso da sua vida? &#8211; n\u00e3o temos outra certeza sen\u00e3o esta: a de sermos precedidos num caminho incerto, dif\u00edcil, mas o \u00fanico que deve, creio, ser escolhido.<br \/>\n\u2026 A todos n\u00f3s cumpre-nos alertar sempre que a exclus\u00e3o e a rejei\u00e7\u00e3o se inscrevem na ordem das coisas, como se isso fosse normal. Devemos alertar as e os que s\u00e3o exclu\u00eddos e rejeitados, como s\u00e3o os ciganos, para que n\u00e3o se encerrem, por cansa\u00e7o e desesperan\u00e7a, numa fragilidade que ent\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 fecunda.\u201d<br \/>\n\u00c9 ent\u00e3o que, fortalecidos com o que herd\u00e1mos dos que nos precederam, poderemos, como os ciganos poder\u00e3o, ousar ter Esperan\u00e7a, mesmo no cerne da fragilidade!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DIA NACIONAL DO CIGANO Por ocasi\u00e3o dos Dia Nacional do Cigano, o Secretariado Diocesano de Lisboa da Pastoral dos Ciganos, enviou a seguinte carta aos P\u00e1rocos do Patriarcado de Lisboa a que anexou excertos da confer\u00eancia proferida no CCIT por Myriam Tonus de que se apresentam alguns t\u00f3picos.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-956","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/956","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=956"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/956\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=956"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=956"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=956"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}