{"id":974,"date":"2011-10-13T09:08:00","date_gmt":"2011-10-13T09:08:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/2011\/10\/13\/ccit-comite-catolico-internacional-para-os-ciganos\/"},"modified":"2011-10-13T09:08:00","modified_gmt":"2011-10-13T09:08:00","slug":"ccit-comite-catolico-internacional-para-os-ciganos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/ccit-comite-catolico-internacional-para-os-ciganos\/","title":{"rendered":"CCIT (Comit\u00e9 Cat\u00f3lico Internacional para os Ciganos)"},"content":{"rendered":"<p>Por ocasi\u00e3o do Dia Nacional do Cigano (24 de Junho), o Secretariado Diocesano de Lisboa da Pastoral dos Ciganos, enviou uma carta aos P\u00e1rocos do Patriarcado de Lisboa, publicada no n\u00ba 61, a que anexou excertos da confer\u00eancia proferida no CCIT por Myriam Tonus de que se apresentam alguns t\u00f3picos.<\/p>\n<p><!--more--><br \/>\nCCIT (Comit\u00e9 Cat\u00f3lico Internacional para os Ciganos)<br \/>\nPor ocasi\u00e3o do Dia Nacional do Cigano (24 de Junho), o Secretariado Diocesano de Lisboa da Pastoral dos Ciganos, enviou uma carta aos P\u00e1rocos do Patriarcado de Lisboa, publicada no n\u00ba 61, a que anexou excertos da confer\u00eancia proferida no CCIT por Myriam Tonus de que se apresentam alguns t\u00f3picos.<\/p>\n<p>\u201cNO CORA\u00c7\u00c3O DA FRAGILIDADE, A ESPERAN\u00c7A\u201d<br \/>\nCCIT \u2013 Rolduc \u2013 Maastricht, Abril de 2011)<br \/>\nA autora parte de uma defini\u00e7\u00e3o para depois desenvolver o seu pensamento sobre a tem\u00e1tica.<br \/>\n\u201cFR\u00c1GIL significa literalmente \u00abque pode partir-se, que pode quebrar-se\u00bb.<br \/>\n\u00c9 fr\u00e1gil, pois, tudo o que, pessoa ou objecto, n\u00e3o tem a vida, a sobreviv\u00eancia, e a integridade asseguradas.<br \/>\n\u2026 Mas os pais n\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos que d\u00e3o ao ser humano aquilo que lhe permite sustentar a sua exist\u00eancia\u2026 Poder\u00edamos desde j\u00e1 dizer que a comunidade cigana \u00e9 como um menino fr\u00e1gil, porque mal querido; porque, precisamente e muito frequentemente, demasiado frequentemente, lhe negaram a hip\u00f3tese de ter um lugar\u2026 \u00c9, simbolicamente, a recusa de lhe conceder um lugar no seio da comunidade social.<br \/>\n\u2026 E, no entanto, a fragilidade \u00e9 uma palavra amb\u00edgua, com duplo significado.<br \/>\n\u2026 n\u00f3s, crist\u00e3os, atrevemo-nos a crer num Deus \u00abfraco\u00bb, isto \u00e9, fr\u00e1gil e vulner\u00e1vel. Um Deus que se manifestou na carne dum menino\u2026, na carne de um homem desprezado, torturado, cravado como um malfeitor sobre a cruz. Um Deus que se manifestou nos actos e nas palavras de um homem \u2013 Jesus Cristo \u2013 que, ao longo da sua curta vida, se aproximou preferentemente das pessoas que n\u00e3o entravam nas normas da boa sociedade e da religi\u00e3o do seu tempo\u2026 Quer dizer que Jesus se fez um de n\u00f3s, um desses que o mundo menospreza, rejeita, exclui.<br \/>\n\u2026\u00c9 possivelmente este o tesouro escondido no cora\u00e7\u00e3o da fragilidade: esta capacidade de se tornar pr\u00f3ximo de quem, no mundo e na natureza, \u00e9 o mais vulner\u00e1vel. Esta capacidade de compaix\u00e3o infinita, porque sabe que tamb\u00e9m cada um de n\u00f3s necessita de compaix\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>A ESPERAN\u00c7A<br \/>\n\u201c\u2026 queria ler-lhes algumas magn\u00edficas frases de Charles Peguy, escritas a prop\u00f3sito da esperan\u00e7a.<br \/>\nAquilo de que mais gosto, disse Deus, \u00e9 a esperan\u00e7a. A f\u00e9 n\u00e3o me causa admira\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 espantosa.<br \/>\n\u2026 Mas a esperan\u00e7a, diz Deus, eis o que me espanta. \u00c9 assombroso que estes pobres meninos vejam como tudo isto acontece e acreditem que tudo vir\u00e1 a ser melhor\u2026<br \/>\n\u2026 Porque a f\u00e9 v\u00ea s\u00f3 o que \u00e9 e a esperan\u00e7a v\u00ea o que ser\u00e1.<br \/>\n\u2026 N\u00e3o s\u00e3o os imperadores, nem os reis\u2026 que abrir\u00e3o em definitivo o caminho da esperan\u00e7a. S\u00e3o multid\u00f5es de an\u00f3nimos, homens e mulheres, jovens e velhos, que acreditam na igualdade de todos os seres humanos, para l\u00e1 do seu sexo, etnia ou condi\u00e7\u00e3o social.<br \/>\n\u2026E hoje, aqui estamos. Estamos juntos, reunidos. Pequenos humanos fr\u00e1geis, n\u00f3s tamb\u00e9m, companheiros de outros humanos t\u00e3o mal tratados pela marcha do mundo.<br \/>\n\u2026 N\u00f3s, gente de viagem &#8211; e n\u00e3o \u00e9 o que todo o ser humano \u00e9, no curso da sua vida? &#8211; n\u00e3o temos outra certeza sen\u00e3o esta: a de sermos precedidos num caminho incerto, dif\u00edcil, mas o \u00fanico que deve, creio, ser escolhido.<br \/>\n\u2026 A todos n\u00f3s cumpre-nos alertar sempre que a exclus\u00e3o e a rejei\u00e7\u00e3o se inscrevem na ordem das coisas, como se isso fosse normal. Devemos alertar as e os que s\u00e3o exclu\u00eddos e rejeitados, como s\u00e3o os ciganos, para que n\u00e3o se encerrem, por cansa\u00e7o e desesperan\u00e7a, numa fragilidade que ent\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 fecunda.\u201d<br \/>\n\u00c9 ent\u00e3o que, fortalecidos com o que herd\u00e1mos dos que nos precederam, poderemos, como os ciganos poder\u00e3o, ousar ter Esperan\u00e7a, mesmo no cerne da fragilidade!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por ocasi\u00e3o do Dia Nacional do Cigano (24 de Junho), o Secretariado Diocesano de Lisboa da Pastoral dos Ciganos, enviou uma carta aos P\u00e1rocos do Patriarcado de Lisboa, publicada no n\u00ba 61, a que anexou excertos da confer\u00eancia proferida no CCIT por Myriam Tonus de que se apresentam alguns t\u00f3picos.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-974","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-internacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/974","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=974"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/974\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=974"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=974"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/onpciganos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=974"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}