
Mensagem da Conferência Episcopal Portuguesa pede a «paz na Ucrânia»
Os bispos portugueses manifestaram, nesta quinta-feira, a sua solidariedade para com o povo ucraniano e apelaram à paz na região, lembrando a numera comunidade presente em Portugal.
“A Conferência Episcopal manifesta a sua solidariedade para com a população da Ucrânia e, em particular, para com a numerosa Comunidade Ucraniana em Portugal, desejando que este tempo de angústia, sofrimento e guerra seja rapidamente ultrapassado e se restabeleça a paz e a prática do bem para todos”, indica o comunicado ‘Pela Paz na Ucrânia’.
Os bispos lançam o convite a que “aja uma partilha efetiva para com a Igreja na Ucrânia, nomeadamente através das Cáritas e de outras instituições”, e reforçam o apelo do Papa Francisco a uma “jornada de jejum e oração” pelo fim das atrocidades no território.
“A Conferência Episcopal Portuguesa, em sintonia com o Santo Padre e com o apelo pela Paz das Conferências Episcopais da Europa, condena veementemente a guerra na Ucrânia e propõe que todas as pessoas, comunidades e instituições da Igreja rezem pela paz na região, assumindo o dia 2 de março, Quarta-feira de Cinzas, como um Dia de Jejum e Oração pela Paz na Ucrânia”.
Ataque está a ser condenado em todo o mundo
Sem aviso prévio e alegando a necessidade de “desmilitarizar e desnazificar”, após ter afirmando a independência de dois territórios da Ucrânia, a Rússia prossegue a invasão ao país vizinho, a Ucrânia.
De todo o mundo começam a surgir vozes que condenam o ataque, e que pedem um cessar-fogo imediato, e o respeito pelos direitos humanos.
António Guterres, secretário-geral da ONU, recorreu à rede social Twitter para sublinhar que “a proteção dos civis deve ser a prioridade número um”.
“Deve respeitar-se o direito internacional humanitário e dos direitos humanos”, sublinhou o portugues, responsável máximo da organização internacional.
Também em Roma o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, apelou ao regresso da “negociação” para travar o conflito entre a Rússia e a Ucrânia, e renovou os alertas do Papa contra a “loucura e horrores da guerra”.
“Os cenários trágicos, que todos temiam, infelizmente estão a tornar-se realidade. Mas ainda há tempo para a boa vontade, ainda há espaço para negociação, ainda há lugar para o exercício de uma sabedoria que impeça a prevalência de interesses particulares, proteja as aspirações legítimas de todos e salve o mundo da loucura e dos horrores da guerra”, disse numa declaração oficial divulgada pela sala de imprensa da Santa Sé.
Educris|24.02.2022



