
Pro-perfeito presidiu à eucaristia de abertura do «Jubileu dos Jovens» que juntou, na praça de São Pedro, mais de centro e cinquenta mil jovens de 146 países
“Dou-vos as boas-vindas em nome do Papa. Desejávamos há muito ter-vos aqui… agora aqui estais. Obrigado pela vossa resposta ao desafio do Papa. Vindes de muitas zonas de guerra, Ucrânia, palestina…e de outros países…fazei com que chegue a todos o abraço da fraternidade…não falte este sinal da amizade”, começou por dizer D. Rino Fisichella.
Um autêntico mar de gente preencheu completamente a praça de São Pedro e estendeu-se pela via da reconciliação, naquele que é, até ao momento, o maior evento do Jubileu da Esperança.
“Jesus vem ao vosso encontro. Permanecei vigilantes para que reconhece a sua presença na vossa vida. Vivei estes dias com espiritualidade. Contemplai Roma, as suas obras de arte e expressões da fé. Estamos aqui para compreender o grande valor que Jesus traz às nossas vidas. Respondei com entusiasmo. Nestes dias Roma, com tudo o que representa, está nas vossas mãos”, reforçou o responsável do Vaticano.
Na sua homilia, e perante cerca de 150 mil presentes, entre os quais mais de 11500 portugueses o pro-perfeito do Dicastério para a Evangelização convidou os presentes a olhar para o exemplo das irmãs “Maria e Marta” e a entenderem “os tempos de Deus na nossa vida”.
“Devemos perceber, antes de tudo, que a fé é encontro que que não é estabelecido por nós. Deus vem ao nosso encontro como quer, quando quer, com o tempo por Ele estabelecido. Somos chamados a responder. Somos chamados a metermo-nos no caminho em direção a Ele e por isso devemos encontrar-nos vigilantes, ir ao seu encontro sem hesitar. Vamos onde ele nos conduzir, aonde nos leva para a verdadeira felicidade”, declarou.
O arcebispo italiano convidou os mais jovens a “respeitar a liberdade de Deus” pois “Ele nunca nos abandona” e em Jesus “temos um companheiro no caminho”, e sustentou que o seguimento de Jesus “comporta uma renúncia para que sejamos livres”.
“Somos livres quando conseguimos renunciar, e quando esta renúncia nos leva a encontrar o Senhor e a segui-lo. A fé, é também escuta como nos ensina o apóstolo Paulo”.
Perante a “certeza desarmante de que Jesus ressuscitou” o crente é “desafiado a dar testemunho” de maneira concreta.
“Devemos dar de comer a quem tem fome, de dar de beber a quem ter sede, a estar presente quando algum tem a dignidade em risco. Somos chamados a dar coragem, consolação e um sorriso. As bem-aventuranças são o testemunho que Jesus quer dar ao mundo de hoje”, desenvolveu.
Lamentando que a humanidade viva hoje “um período de violência, nas nossas cidades, nas escolas, nas zonas de guerra”, D. Rino desafiou os mais novos a “dar a certeza de que o amor tudo vence”.
“Temos necessidade de ser construtores de paz na simplicidade da nossa vida. Se construirmos a paz o mundo terá paz”, completou.
Imagem: Vatican MEDIA
Educris|29.07.2025




