
Francisco recordou a “fidelidade de Deus” que continua a estar próximo “do seu povo”.
“Rezemos hoje pelos idosos, especialmente por aqueles que estão isolados ou em casas de repouso. Eles têm medo, medo de morrer sozinhos. Sentem que esta pandemia é agressiva”, afirmou o Papa nesta manhã na eucaristia transmitida pelos serviços de comunicação do Vaticano.
Francisco lembrou que os mais velhos “são as nossas raízes” e a “nossa história” pois foram eles que “nos transmitiram a fé, a tradição e o sentimento de pertença a uma pátria. Rezemos para que o Senhor esteja próximo deles neste momento”, pediu.
Na sua homilia, e abordando a questão “da fidelidade a Deus”, o papa lembrou que “a nossa fidelidade nada mais é do que uma resposta à fidelidade de Deus”.
“Deus, fiel à sua palavra, fiel à sua promessa, que caminha com o seu povo levando em frente a promessa próximo do seu povo. Fiel à promessa: Deus, que se faz sentir continuamente como o Salvador do povo, porque é fiel à promessa”.
Deste modo, explanou, “a fidelidade de Deus precede-nos sempre, e a nossa fidelidade é uma resposta a essa fidelidade que nos precede. É o Deus que nos precede sempre. A flor da amendoeira, na primavera: é a primeira a florescer”, completou.
Um Deus que recria, cura e “faz horas extraordinárias”
Para o papa argentino a “presença de Deus junto do seu povo” torna-se clara na sua ação.
“Deus é capaz de refazer as coisas, de recriar, como fez com o coxo de nascença a quem recriou os pés, curando-o (cf. At 3, 6-8), o Deus que cura, o Deus que consola o seu povo. O Deus que recria. Uma recriação nova: esta é a sua fidelidade para connosco”, disse.
O papa apresentou “Deus” como aquele “que trabalha, fazendo horas extraordinárias”, para bem do povo, de modo gratuito.
“O nosso Deus é um Deus que faz horas extraordinárias gratuitamente. É a fidelidade da gratuidade, da abundância. A fidelidade de Deus é uma festa, uma festa gratuita. É festa para todos nós”.
Educris|15.04.2020




